Por: Ariana Nogueira

Ao me olhar no espelho e ver meu rosto sentia um misto de sentimentos e emoções que se alternavam quase que concomitante e contraditoriamente. Variavam da raiva intensa, vergonha, medo (muito medo), constrangimento, repulsa, indignação, tristeza profunda, vontade de não fazer nada, até mesmo de gritar ao mundo a minha dor...Olhava para o espelho e enquanto sentia minhas lágrimas descerem pelo meu rosto dolorido e machucado me perguntava. - Logo eu? Comigo? Uma militante, uma defensora dos direitos das minorias, dos mais frágeis, dos que não tem voz e vez...Logo eu? Então pude perceber que eu também era frágil, que eu também era sem voz no mundo dos homens...PERCEBI QUE SOU SÓ MAIS UMA, AMANHÃ PODE SER VOCÊ, SUA FILHA, SUA IRMÃ, SUA MÃE..ENFIM, NÓS MULHERES.