sábado, 29 de novembro de 2025

AS COINCIDÊNCIAS COINCIDEM:“General Heleno “adoece” no calendário e Bolsonaro soluça na PF enquanto as coincidências coincidem"

Por João Guató*

Dizem lá na beira do Rio Cuiabá que quando o porco aparece no alto do jatobazeiro, ou foi enchente brava… ou foi mão de gente. E eu, que não sou besta nem recém-chegado na lida da política brasileira, fiquei matutando essa imagem depois de ler — com a calma de quem guarda o pequi pra última garfada — as novidades do general Augusto Heleno, o eterno “frotista” de estimação dos porões da saudade autoritária.

Pois vejam: três dias depois de ele fazer check-in num Airbnb do Exército — aquele condomínio fechado onde os camaradas se tratam como se fossem do mesmo clube de boliche — o procurador-geral Paulo Gonet resolveu acender vela pra santo e incenso pra divindade. Atendeu à defesa do general e pediu prisão domiciliar humanitária, porque, segundo laudos médicos, Heleno tá com Alzheimer. Não um Alzheimer qualquer: um Alzheimer de calendário, desses que brotam exatamente quando aperta o cerco da Justiça.

Lembrei de meu pai, velho sábio pantaneiro, dizendo enquanto cutucava o fogão a lenha: “menino, coincidência demais vira pista.” Pois não é que o quadro psiquiátrico do general começou a ser “documentado” só depois que ele foi indiciado pela PF, lá por novembro? E não é que o diagnóstico ficou pronto às vésperas da denúncia oferecida justamente por quem hoje defende seu recolhimento ao lar? E não é que a tal “demência mista” só foi revelada no ato contínuo à prisão, nesta semana?

Coincidência pouca é bobagem. Dias Gomes e Ferreira Gullar já tinham sacado o truque lá em 1968, em plena ronda do AI-5:
“E enquanto essas coincidências / iam assim coincidindo…”
É quase como se o Brasil tivesse um curso técnico permanente em “como se depõe um presidente” — e a turma anda sempre com o diploma fresquinho.

E para completar o enredo, ontem à noite Bolsonaro, lá da carceragem da PF, teve outra crise de soluço. Eu fico pensando: é o fantasma do golpe que agarra no diafragma? É o karma entalado na goela? Ou é só arrependimento não assumido, aquele que a gente sente quando faz bobagem grande e tenta culpar a carne de panela?

Enquanto isso, os outros golpistas — delegado, generais, oficiais de alta patente — seguem bem acomodados no xadrez. Mas basta alguém gritar “hipertensão!” e é capaz de abrir-se uma procissão de medidores de pressão, cadeiras de rodas e atestados súbitos. No Brasil, cadeia para elite militar é quase spa com monitoramento: basta uma dorzinha de consciência para virar dor no peito.

E aqui, desse canto quente do Centro-Oeste, eu observo tudo com a serenidade de quem já viu o rio subir rápido demais: quando os poderosos começam a adoecer subitamente, não é o corpo que pede socorro — é a narrativa. A doença vira bengala, o prontuário vira escudo, o Exército vira consultório sentimental.

Mas como diria tia Teodolina lá do Porto, enquanto sacode o leque pra espantar o calor:
“Meu filho, doença que só aparece no dia da bronca não é doença — é desculpa com CRM.”

E assim seguimos, brasileiras e brasileiros, assistindo a comédia dramática das Forças Desarmadas moralmente, onde cada ameaça de cadeia produz uma síncope, cada laudo médico é uma cortina de fumaça e cada coincidência… coincide demais.

Porque, no fim, como sempre: se gritar “hipertensão”, não fica um, meu irmão.”

#Pasquim Cuiabano João Gautó - Via Mary Martins.
Fonte: https://www.facebook.com/share/17ZD3fiHLW/

domingo, 23 de novembro de 2025

"A Curiosidade Quase Queimou o Pé do Gato".

Por Belarmino Mariano*

Como estão incomunicáveis, os influenciadores e apoiadores de Jair Bolsonaro, correram para as redes sociais, tentando desmentir que ele estava planejando fugir e tentou quebrar a tornozeleira eletrônica. A narrativa era de que a própria tornozeleira havia se quebrado ou ficado sem bateria.

Não sabiam eles, que o próprio Bolsonaro, quando interrogado pela delegada da PF que é responsável pelos equipamentos eletrônicos presos no tornozelo dos criminosos, Bolsonaro assumiu que havia usado um ferro de solda quente, por "curiosidade", abrir a caixinha de jóia eletrônica.

Ele estava curioso, provavelmente queria saber o que tinha lá dentro, como funcionava aquele brinquedinho da Polícia Federal. Dizem até, que ele estava ouvindo vozes ou ruídos tenebrosos saindo de dentro daquela caixinha eletrônica.

A PF divulgou um vídeo em que a delegada perguntou para Bolsonaro se ele havia usado algum ferro para abrir a tornozeleira, se ele havia rompido a pulseira eletrônica e ele confirmou que sim. Logo, contra provas não há argumentos, deixando os bolsonaristas no vácuo estrondoso das redes sociais.

Ele poderia ter se acidentado feio, poderia ter queimado a região do tornozelo, poderia ter levado um choque sério e hoje estaria pra lá da fakada, enquanto muitos estariam lamentando a morte literal do Mito. 

Menino maligno, menino traquina, "infantilidade burra", enfiar um ferro quente de solda(do) ligado a um cabo elétrico. Isso poderia ter dado um pipoco e a coisa poderia ter ficado feia. Aí a casa teria caído de vez.

Ainda bem que a PF agiu ligeiro, depois de perceber a tentativa de rompimento da tornozeleira, foi a casa do mito, confirmou os estragos e diante de um virgília golpista, mais uma vez, o chefão da organização criminosa golpista, foi interceptado.

Por pouco, seu tornozelo não ficou igualzinho as propagandas em machos de cigarros, com os alertas sobre a toxidade do tabaco. Nessa história toda, o pior não aconteceu, pois o gato não conseguiu fugir e ainda levou fumo, diante das contundentes provas. 

Se Ramagem escapou pelas beiradas, feito gás de cozinha e bafo de cuscuzeira. Para o Mito, a estratégia de estragar a tornozeleira e fugir para a embaixada dos EUA não obteve êxito. Para piorar a situação, saiu da prisão domiciliar e foi para um quarto/cela da PF. Nesse momento, mesmo que provisoriamente, já está vendo o sol nascer quadrado.

O fugitivo Eduardo Bolsonaro, estava muito bravo em suas redes sociais, chegou a dizer que, qualquer coisa que acontecer ao sei papai, será culpa de Alexandre de Moraes. Mas pergunto: O que Xandão poderá fazer com um moleque indisciplinado, quw fica mexendo com o fogo, enfiando ferro quente em equipamento eletrônico?

A outra pergunta que não quer calar: o que fazia um avião das forças especiais dos EUA, um “C-146A Wolfhound”, que pousou no aeroporto internacional do DF, a 10 minutos da Sede da PF, e decolou na tarde de hoje. Será que veio buscar a encomenda do Dudu bananinha, mas o pacote foi extraviado? 

A Prisão preventiva da Prisão Domiciliar, antes da Prisão Definitiva. 


Agora, estão surgindo novas informações sobre a tentativa de fuga do Bolsonaro está chegando nas nossas redes. A ideia da virgília e a violação da tornozeleira eletrônica, estão na mira da PF.

Diante do paradigma indiciário, tem caroço nesse angu e a Câmara dos Deputados, que deu suporte para a fuga do Deputado Ramagem, pode está envolvida na tentativa de fuga do Bolsonaro. Parece que o Nikolas se complicou e provavelmente outros, estão envolvidos.

Novas evidências sobre a tentativa de fuga de Bolsonaro no sábado, dia 22 de novembro. Essa semana, Bolsonaro recebeu algumas visitas de aliados, entre eles o Deputado Nikolas Ferreira, que segundo reportagem da Globo, entrou no condomínio com Celular, ferindo as normas da justiça.

Flávio Bolsonaro, os irmãos e aliados políticos organizaram uma vigília na porta do Condomínio onde Bolsonaro estava em prisão domiciliar. Durante a noite, o ex-presidente tentou violar a tornozeleira eletrônica. O que foi confirmado e gerou a sua prisão preventiva na sede da PF.

No sábado, um avião das forças especiais dos EUA, um “C-146A Wolfhound”, pousou no aeroporto internacional do DF, a 10 minutos da Sede da PF, e decolou na tarde de domingo, sem trazer ou levar nenhuma carga. O que teria vindo buscar?

Porque a bancada da extrema direita, vem querendo destruir a PF, atacam com violência verbal o STF e continua com essa narrativa golpista, inclusive com parlamentares bolsonaristas visitando El Salvador, país onde se instalou uma ditadura de extrema direita. O Senador Flávio Bolsonaro, o deputado Eduardo Bolsonaro e o Deputado Nikolas Ferreira se encontraram com o
Ministro ditador Nayib Bukele.

Em entrevista sobre a prisão de Bolsonaro, o presidente Trump disse que havia conversado com Bolsonaro e que em breve iria lhe encontrar, mas, quando o repórter informou que Bolsonaro havia sido preso. Ele desconversou e saiu do local, aparentemente chateado.

A pergunta que não quer calar: como Trump conversou com Bolsonaro, que estava incomunicável e proibido de usar telefones? Será que o Celular de Nikolas foi acionado?

O Deputado Federal Ramagem fugiu para os EUA, mesmo com o seu passaporte bloqueado, devido a sua condenação por tentativa de golpe de Estado. Quem facilitou essa fuga e quem está por trás da tentativa de fuga de Bolsonaro?

Será que essa tentativa de fuga está relacionada com a visita de Flávio, Eduardo Bolsonaro e Nikolas Ferreira ao ditador da extrema direita, em El Salvador? Parlamentares brasileiros que atacam nossa soberania, nossa democracia e nosso sistema judiciário, visitam um ditador de extrema direita, está relacionado com a tentativa de golpe militar no Brasil?

O Brasil precisa ficar alerta, pois a extrema direita brasileira, aposta no caos e apela mais uma vez para que o povo e os militares, reajam a prisão de Hair Bolsonaro. Mesmo que estejam cada vez mais isolados e desgastados, continuam tentando articular um golpe contra nossa democracia e soberania.

*Por Belarmino Mariano. Imagens CNN e carteira de cigarro e redes sociais.
Fonte: Plantão Brasil, CNN Brasil, ICL Notícias, Mídia Ninja, Brasil 247.
Fonte em vídeo - Celular de Nikolas

sexta-feira, 21 de novembro de 2025

SOLIDARIEDADE AO DEPUTADO RENATO FREITAS AGREDIDO POR EXTREMISTA DE DIREITA

Por Dani Balbi*

Há muito acompanhamos
as violências e provocações dirigidas ao @renatofreitasumdenos, um jovem negro na política que enfrenta sem medo aqueles que usam o poder contra o povo. É angustiante testemunhar o assédio constante que ele sofre, dentro e fora das redes.

No recente e lamentável episódio filmado e amplamente divulgado, Renato reagiu com coragem diante de ataques racistas que culminaram em agressão. Não podemos tolerar, em silêncio, essa perseguição política que é, acima de tudo, racista.

Toda solidariedade ao deputado Renato Freitas. Que ele siga com coragem e determinação, porque não está só. Sua atuação é fundamental para denunciar as estruturas racistas que ainda organizam nossa sociedade e para fortalecer a luta por justiça, igualdade e direitos. Renato é uma voz imprescindível na defesa do nosso povo e da nossa democracia, atacar sua presença na política é atacar todos nós que acreditamos em um Brasil verdadeiramente antirracista.

Trump, anunciou a retirada da tarifa de importação de 40% sobre determinados produtos brasileiros


Por Ozildo Alves*

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou, nesta quinta-feira (20), a retirada da tarifa de importação de 40% sobre determinados produtos brasileiros. Constam na lista divulgada pela Casa Branca produtos como café, chá, frutas tropicais e sucos de frutas, cacau e especiarias, banana, laranja, tomate e carne bovina.

Na ordem executiva publicada pela Presidência dos EUA, Trump diz que a decisão foi tomada após conversa por telefone com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, “durante a qual concordamos em iniciar negociações para abordar as questões identificadas no Decreto Executivo 14.323”. De acordo com a publicação, essas negociações ainda estão em andamento.

Além disso, foram consideradas informações e recomendações adicionais de diversas autoridades que têm acompanhado as circunstâncias relativas ao estado de emergência declarado no Decreto Executivo 14.323. Segundo as recomendações recebidas por Trump, “certas importações agrícolas do Brasil não deveriam mais estar sujeitas à alíquota adicional de 40% imposta pelo Decreto Executivo 14.323, porque, entre outras considerações relevantes, houve progresso inicial nas negociações com o Governo do Brasil”, especifica a publicação oficial.

A Casa Branca divulgou, em um anexo, a lista de produtos que deixam de ser afetados pela alíquota de 40%. “Especificamente, determinei que certos produtos agrícolas não estarão sujeitos à alíquota adicional de imposto ad valorem imposta pelo Decreto Executivo 14.323”, diz o texto, ao acrescentar que, no entendimento de Trump, “essas modificações são necessárias e apropriadas para lidar com a emergência nacional declarada no Decreto Executivo 14.323”.

*Ozildo Alves Notícias no Facebook.

segunda-feira, 17 de novembro de 2025

Escravização - No Atlântico, há um silêncio que não pertence ao mar.


Por  Babá Fábio de Oxaguian*

》No Atlântico, há um silêncio que não pertence ao mar.
Um silêncio que nasceu em 29 de novembro de 1781, quando um navio chamado Zong decidiu que 132 vidas africanas valiam menos que uma apólice de seguro.

Partiu de Accra, da costa onde as aldeias Akan, Ewe, Ga-adangbe, Yoruba e Fon despediam seus filhos sem saber que eles nunca voltariam.
Lá começou uma jornada escura: 440 pessoas acorrentadas sob o convés, respirando o mesmo ar que as separava da morte.

Quando o Zong se perdeu no Atlântico pela incompetência do seu capitão, o impensável aconteceu.
Água consumida, medo crescente e cálculo macabro:
Se os cativos morressem a bordo, não havia compensação.
Se eles se “perdessem no mar”, a seguradora pagava.

Assim nasceu uma decisão que nunca deveria ter existido.

Um por um, 132 africanos foram atirados vivos para o oceano.
Homens, mulheres, crianças.
Amarrados, impotentes, desaparecendo em um mar que não pediu para virar túmulo.
Os gritos se apagaram muito rápido.
As ondas guardaram o que a história tentou enterrar.

Depois disso, ainda aconteceu algo mais doloroso:
os proprietários reclamaram a indemnização por “perda de mercadoria”.
E o sistema — distante, frio, legal — deu-lhes razão.
Não houve prisão.
Não houve castigo.
Não houve perdão.
Apenas silêncio.

Silêncio... e memória.

Porque algures entre Gana e Jamaica, essas 132 vidas ainda estão lá.
Não esquecidas.
Não apagadas.
Sustentadas pela corrente de quem ainda as nomeia.

A história oficial chamou-lhe "tráfico de escravos".
Mas o mar sabe a verdade.
Sabe que foi um massacre.
Sabe que foi um crime contra a humanidade antes de haver uma palavra para nomeá-lo.

Hoje, quando alguns dizem que é passado, que “é preciso olhar para frente”, esquecem que o tempo não cura o que não se olha de frente.
África não pode — não deve — ser um continente condenado ao esquecimento.

Porque um povo que não se lembra do que lhe foi tirado
corre o risco de perder o que ainda tem.

Sempre que olhar para o mar, lembre-se:
houve aqueles que não tiveram sepultura
nem despedida
nem justiça.

E a única maneira de honrá-los
é garantir que ninguém decida quanto vale uma vida.

*Babá Fábio de oxaguian 👑
Whatsapp para consultar (21) 99122-1096
Fonte da postagem: https://www.facebook.com/share/p/1DPtimjKEy/

sábado, 15 de novembro de 2025

Rap Oruam diz: "Se eu postar uma foto dessa é apologia ao crime"

POR RAP/DF.

Oruam expõe o “Brasil seletivo das armas” após foto de Júlia Zanatta em trono de fuzis: “Se fosse eu, já tava condenado no tweet”

Oruam jogou fogo — e gasolina — em uma das maiores hipocrisias brasileiras: armas na mão de político de direita viram patriotismo; armas na mão de qualquer outra pessoa viram crime instantâneo. A foto da deputada Júlia Zanatta (PL-SC), sentada em um trono cercado de fuzis como se estivesse realizando um cosplay de milícia medieval, viralizou. Mas o estrago veio mesmo com a reação do rapper, que soltou:

“Se eu postar umas foto dessa é apologia ao crime.”

E ele mentiu? No Brasil da narrativa seletiva, basta trocar o rosto da deputada por um rosto vindo da favela para o discurso mudar de “liberdade armada” para “cadeia nele”. Um milésimo de segundo. Um print. Um motivo qualquer. É assim que funciona.

Enquanto a base bolsonarista aplaudia a foto como se fosse cartaz de filme de ação de terceiro escalão, a internet comparava a cena com imagens de traficantes exibindo fuzis — só que, dessa vez, com imunidade parlamentar, tapete vermelho e legenda temática de série.
Game of Thrones? Não. Game of Hipocrisia.

Oruam foi certeiro porque escancarou o óbvio que todo mundo finge não ver:
no Brasil, o fuzil não choca — o que choca é quem está segurando.

Se é político do PL: patriota.
Se é artista: criminoso.
Se é morador de comunidade: “inimigo público”.
Se é deputado: “estratégia de comunicação”.

É curioso como a indignação moral muda de lado mais rápido que político em ano eleitoral, né?

A fala de Oruam ainda incomoda porque ele sabe exatamente como seria tratado se ousasse postar metade do que Zanatta posta sorrindo. Ele não teria nem tempo de explicar: já estaria na manchete, no julgamento público, na cruz formada pelas mesmas pessoas que agora fingem não ver arma nenhuma na foto da deputada — só “liberdade”.
É o velho truque: quando é conveniente, arma vira símbolo. Quando não é, vira crime.

A foto incendiou o debate dentro do PL, mas nada queimou mais que a ironia de Oruam, que fez aquilo que dói mais naquele campo político: desmascarou a contradição com uma frase de 12 palavras.

O recado ficou claro — e atravessado:
no Brasil, basta trocar o sobrenome e o CEP para a lei, a moral e os julgamentos mudarem de cor, de tom e de velocidade.
E é exatamente por isso que a fala do rapper incomodou tanto: porque bateu no ponto que ninguém ali quer tocar.
Oruam provocou. E quem doeu… doeu porque entendeu.

Fonte: https://www.facebook.com/share/p/1BPLzFJwrf/

quinta-feira, 13 de novembro de 2025

"O Prisioneiro - Vou Ter Que Desenhar Pra Você?"

Por Belarmino Mariano*

O que é o devido processo legal?
O que é se responsabilizar pelas consequências dos seus atos?
Ainda existem limites para se achar acima do próprio poder?

Será que alguns acham que sempre estarão acima das responsabilidades e sempre estarão impunes?

Será que estamos diante dos cínicos e do seu cinismo descarado? Em que, a mentira sempre prevalecerá e os mentirosos, com sua desfaçatez, conseguirão escapar ilesos?

Será que alguns acham que não existem limites e sempre estarão acima das consequências?

O que enfrentamos todos os dias? Nós da classe proletária, os trabalhadores da cidade e do campo, será que temos o mesmo direito de errarmos gravemente e de não sermos punidos pelo rigor sistema de justiça?

Porque será que os da elite dominante se acham acima da justiça e das próprias leis, muitas vezes, criadas por eles próprios?

Vocês sabem de quem estou falando, isso mesmo, me refiro ao ex-presidente Jair Messias Bolsonaro e seu núcleo duro de poder. 

A máscara de mito caiu, a capa de patriotismo se rasgou, a manipulação do medo e as narrativas de homem honesto foram parar nas investigações e na revelação da verdade. 

O discurso de cumpridor dos deveres e de está dentro das quatro linhas da constituição, era uma falácia sem fundamentos. No silencioso e secreto mundo dos golpistas se travavam perseguições e conspirações para derrubar qualquer novo governo e pôr fim ao Estado Democrático de Direitos.

Ele tinha a certeza da impunidade sempre, a certeza do controle das forças de segurança e de domínio sobre o sistema de justiça, lhe permitia e lhe garantia que poderia fazer o que quisesse, pois estava acima de tudo e de todos.

Ele era o todo poderoso, tinha o total apoio dos grandes empresários, do agronegócio e do mercado de capitais. Seus privilégios e os privilégios do seu Clã, não corriam nenhum risco real. "O dinheiro em uma caixa de sapato, um jeep e um cabo eram suficientes para fechar o STF". 

Tudo se transformava em piada e em meme, tudo se resumia em motociatas e passeios de jetsky. Até a certeza do apoio internacional estavam garantidos, pois sempre prestava continência a bandeira dos Estados Unidos.

Os artifícios legais e constitucionais que eram feridos, tinham a salvaguarda do Procurador Geral da República e aí de quem questionava qualquer coisa. Era transferido, mudado e jogado a carnificina das hienas em suas redes sociais.

Agora é um perseguido político e da justiça, inocência e injustiças contra uma pessoa de Deus, um homem de fé e que só queria o bem do Brasil. Será?

730 mil mortes da COVID-19 por falta de vacina, mais de 1 milhão de contaminações e com milhões com sequelas; inflação em quase 15%, com elevações progressivas em alimento, aluguel, água, energia, combustível, medicamento e transporte; 14,5 milhões de desempregados e linha da pobreza elevada a mais de 50 milhões de brasileiros de volta a pobreza absoluta. Isso é apenas uma pequena amostra.

Tudo era teatro e encenação, tudo era manipulação midiática e ilusão de que tudo estava bem, um jogo sujo em que as elites estavam se dando bem, enquanto os pobres e até a classe média estavam sentindo o retrocesso e o jogo golpista sendo tramado a cada reação contrária.

O caos absoluto era encoberto por forcas obscuras e corruptas, em diferentes instâncias dos poderes e das máquinas de Estado. Vivíamos em meia a um governo e presidente que não via limites em seu poder. O chefe de Estado e seus comandados, seguiam o andor da carruagem, como se estivesse tudo dominado. 

Agora é perseguição política, injustiça, falta de empatia do sistema. Onde um ex-presidente, que manipulou a tudo e a todos para beneficiar seu Clã, acha que o devido processo legal pune um homem honrado.

Talvez seja a primeira vez que o ritual jurídico, tenha sido tão rigoroso em cumprir em detalhes, sem filtro e sem manipulação, o devido processo legal. Mas insistem em atacar a democracia, em atacar a soberania nacional e, em atacar o judiciário brasileiro.

Um ex-presidente criminoso, que virou reu, foi julgado e condenado, junto com seus comparsas. É um basta aos que apostam na impunidade, um basta aos que ainda continuam tentando atacar nossas instituições e a nossa Constituição. Esses terão que ser julgados pelo povo e pelas urnas. Políticos sinicos e corruptos, inimigos da pátria e do povo, não devem ser reconduzidos a nenhum cargo ou mantato político. 

Nós, os brasileiros e brasileiras, não podemos ficar calados, passivos, diante dos constantes ataques e manipulações políticas e midiáticas contra nossos reais direitos. Essa será a. Grande hora para derrubar esses políticos da extrema direita e da direita, pous eles são inimigos do povo. 

Saia dessa anestesia coletiva, saia desse jogo da neutralidade e da passividade, pois enquanto você se cala e silencia, se encontra nesse jogo sujo e infâmia de grupos da extrema direita, eles se fortalecem e manipulam sua vida.

Olhe para esse Congresso Inimigo do povo, observe esses governadores da extrema direita, compactuando com o crime organizado e se organizando para retomar o poder central do Brasil. Tudo para entregar o nosso país as potências inimigas. #AcordaBrasil #CongressoInimigoDoPovoBrasileiro 
#bolsonaronaprisao

*Por Belarmino Mariano. Imagem das redes sociais. Fonte: ICL Notícias, Brasil 247, Plantão Brasil, Brasil de Fato, Revista Fórum, Mídia Ninja...

domingo, 9 de novembro de 2025

Redação do ENEM 2025 - "Perspectivas acerca do envelhecimento na sociedade Brasileira".


Por Belarmino Mariano*

Esse tema deve ter pego a juventude do ENEM de surpresa e muitos devem ter ficado de cabelo em pé. Pois é tema muito relacionado com a invisibilidade e capacitismo das pessoas idosas, com a ideia de inatividade e inutilidade da pessoas depois que atingem a velhice. 

Lembrei muito de Zeca Pagodinho e o repertório da música popular como: "deixa a vida me levar, vida leva eu", ou do "velho da lancha, o cabeça branca". Nesse ponto, até parece que envelhecemos da mesma maneira e nas mesmas condições.

Essa meninada acostumada com modelos prontos e repertórios coringas, devem estar putos com os organizadores dos temas da redação do ENEM, pois o universo temático é tão vasto, que nunca esperam um tema realista e tão próximo da sua condição social.

Certamente, muitos nem lembraram dos seus próprios familiares e das contradições e dificuldades em envelhecer no Brasil. Talvez nem tenham se lembrado das políticas previdenciárias que foram atacadas pelos governos neoliberais, ao exemplo do golpista Temer/Bolsonaro, destruindo o direito de aposentadoria, congelando salários e fraudando o INSS, com descontos indevidos em milhões de aposentadorias, através de entidades corruptas e facilitação de agentes públicos.

Não é fácil envelhecer no Brasil, pois milhões de brasileiros vivem entre o desemprego e a informalidade, a baixa renda e a falta de contribuição previdenciária. Muitos brasileiros até se aposentam, mas os baixos salários geram uma baixa aposentadoria, obrigando os idosos a continuarem a trabalhar para completar suas rendas, pois não dá para viver com dignidade.

No Brasil até existe um Estatuto do Idoso, com direitos e garantias mínimas a dignidade humana para as pessoas com mais de 60 anos. Mas existe uma gigantesca distância entre o que está no papel e a realidade.

Os idosos pobres e periféricos, grande maioria social, em grande parte, são responsáveis por significativa parcela do orçamento doméstico das famílias. Em muitos casos, a aposentadoria é para todos, menos para os próprios idosos. 

Com a velhice, se acumulam os problemas de saúde, as comorbidades e a exigência de uma nutrição especial, mas em muitos casos, as aposentadorias mal suprem a compra dos medicamentos e alimentação adequada.

Enquanto o velho da lancha "pode deixar a vida levá-lo", pode bancar tudo, milhões de brasileiros idosos e pobres, são obrigados a trabalhar informalmente, pois nem conseguiram se aposentar. Envelhecer com dignidade e bem-estar social no Brasil não é uma tarefa fácil.

Até parece que todo mundo consegue levar uma vida fácil e envelhecer de maneira plena, mas, apesar dos dados demográficos do IBGE, apontarem um crescimento estatístico da população acima dos 60 anos, faltam muitas políticas públicas voltadas para esse segmento.

Os entes federativos, em especial os municípios e as cidades, não estão preparados para atender as necessidades fundamentais de sua população envelhecida. Então a estratégia é maquiar a realidade, enquanto os idosos são invisibilizados com a maior naturalidade.

As vezes a placa de estacionamento para idoso, as rampas de acesso e as escadas com corrimão, escondem que a grande maioria dos idosos, não tem carros e nem acesso a cidade. Imagina, quantos cabeças brancas possuem lanchas, num país em que "ser velho" é um grande problema, em especial para os governos neoliberais?

Por Belarmino Mariano. Imagem prova do ENEM, 2025.

sexta-feira, 7 de novembro de 2025

NO RASTRO DO DINHEIRO Que Financia a Violência no Rio de Janeiro

Por Intercept_Brasil - Via Edson Verber*

NO RIO DE JANEIRO A POLÍCIA DO GOVERNADOR DE ULTRADIREITA MASSACROU vários INOCENTES e sacrificou 4 policiais. 

Mas, a cada dia, fica claro que o uso puro e simples da violência É INSUFICIENTE pra combater as ORCRINs. É o que mostra essa matéria, abaixo, do The Intercept Brasil, onde consta a ligação direta dos Clubes de Tiro bolsominions, com os PCCs, CVs, etc...

NO RASTRO DO DINHEIRO 

Nós seguimos o dinheiro que financia a violência no Rio de Janeiro — e ele nos levou a um grande empresário do interior de São Paulo e aos EUA.
Eduardo Bazzana, presidente do Clube Americanense de Tiro, foi preso, acusado de fornecer armamentos pesados à maior facção criminosa do Rio.
Durante a operação, a polícia encontrou 200 armas, 40 mil munições e carros de luxo. Mas nosso jornalismo investigativo foi além do que mostram os inquéritos oficiais: descobrimos que a família Bazzana mantém empresa ativa e patrimônio na Flórida, invisíveis aos olhos do Ministério Público.
Um elo internacional que movimentou mais de R$ 1,6 milhão em dois meses — e que ajuda a explicar por que o arsenal do crime nunca seca.
As armas do Comando Vermelho não nascem nos morros. Elas saem de clubes de tiro legalizados, cruzam fronteiras e se escondem atrás de contratos, empresas e lucros exportados para a terra de Donald Trump.

As conexões também são políticas.

Eduardo Bazzana doou para um candidato do PSL (partido pelo qual Jair Bolsonaro foi eleito presidente em 2018), foi recebido por um vereador do PL e usou as redes de sua empresa para promover o aplicativo Reduto, criado para unir militantes pró-armas e atacar o governo Lula.
Essa investigação mostra a real face da chamada “guerra ao crime”: os verdadeiros fornecedores da violência estão protegidos pelo poder. Enquanto não forem expostos, as chacinas seguirão fazendo vítimas nas periferias — e servindo de propaganda política para a extrema direita enxugadora de gelo.
O Intercept está de olho onde o poder público não fiscaliza — seguindo o dinheiro, expondo os responsáveis e fazendo o trabalho que a grande mídia se recusa a fazer.
Para a Globo, a Folha de S. Paulo e afins, é mais interessante amplificar o discurso do governador Cláudio Castro.

*Imagem - Eduardo Bazzana, presidente do Clube Americanense de Tiro, foi preso, acusado de fornecer armamentos pesados à maior facção criminosa do Rio de Janeiro.

sábado, 1 de novembro de 2025

"A Política da Morte!"

Por Sergio Alarcon, Via João Lopes e Blaut Ulian Junior*

"Como trabalho no SUS, já atendi de tudo: policiais - milicianos ou não - e traficantes do varejo. A maioria vive dentro de um mundo próprio moralista, onde a vingança é a única forma de justiça possível. E sofrem por isso. Alguns poucos, raros, conseguiam problematizar o que faziam e ou perceber visceralmente a falência moral e institucional do Estado que nos devia proteger
 .
Um deles, policial, certa vez, me disse com voz cansada:
- Polícia no Rio, doutor, existe pra matar e morrer.
O governador exige isso do secretário, o secretário ordena ao coronel, o coronel manda a gente voltar com pelo menos um cadáver - ou não voltar.

Perguntei se ele achava isso certo. Ele titubeou. Repetiu o jargão: “eles são bandidos”. E, de repente, chorou. Disse, num sussurro:
- Eu não sei se Deus vai me perdoar.

Noutra ocasião, estava eu no consultório. Entra uma senhora, ansiosa, mãos trêmulas. Senta à minha frente, pega o celular. Ia me mostrar algo, mas antes de conseguir, cai como um saco de areia no chão. Chamo a enfermagem, me debruço sobre o corpo. Ela tinha batido a cabeça. Atendemos, cuidamos, estabilizamos.

Só então ela mostra o que queria mostrar: no celular, a cena de dois rapazes - quase meninos - sendo torturados por homens vestidos de preto. Milicianos.

Ela implora ajuda. Diz que não pode sair da comunidade, que não tem outro lugar, que precisa proteger os filhos. Os milicianos a ameaçaram:
- Se for reclamar no batalhão, a gente vai saber.

Esse é o retrato nu e cru do colapso ético que estrutura a “segurança pública” no Rio do governador Cláudio Castro - e, sejamos honestos, de todos os governadores anteriores, com exceção de Brizola e Benedita. Uma política construída sobre cadáveres, sobre o medo e sobre o silêncio.

No Rio, o Estado não protege: ele aterroriza. E o terror é a sua forma de governo.

Saldo de ontem contabiliza mais de uma centena mortos. Uma centena de mães em luto como aquela que atendi. Quatro policiais como aquele que, diante de mim, chorou… assassinados pela volúpia mórbida do governador.

PS.: Deveria ser óbvio: ao votar em um governador, o carioca e o fluminense não escolhem apenas um gestor - escolhem quem decidirá quem vive, quem morre e quem sobrevive nas ruas.
Se você votou nesse pústula e ainda se sente seguro, parabéns: você está completamente desconectado da realidade."

*Por Sergio Alarcon, via João Lopes e Blaut Ulian Junior. Imagem dascredes sociais.