A decisão do ministro Gilmar Mendes ao mandar “trancar” a principal ação contra Ricardo Coutinho, a de chefe da “orcrim”, não só joga por terra a farsa em oito atos montada pelo MPPB em conluio com o Juiz relator do caso, algo evidente desde o início, mas explica a necessidade de muito barulho pra encobrir a verdade por trás do falso escândalo. Quero rememorar e pontuar alguns fatos. Afinal, sou testemunha ocular da história.
Entrei na gestão pública em 2005, prefeito, Ricardo Coutinho. Vi uma revolução urbana, uma guinada cultural, um reposicionamento da cidade no cenário social, econômico e ambiental. Tive a honra de participar da inauguração da TV CIDADE, enfim, vi João Pessoa dar um salto importante no ordenamento urbano e no planejamento da cidade. Foi reeleito. A gestão eficiente e moderna cacifou RC para outros voos.
2011, com força popular e estratégia política, RC chega ao governo estadual e conduz por dois mandatos a maior revolução administrativa, política e executiva da história da Paraíba nos 223 municípios. Não, não vou esmiuçar tudo que foi feito e onde foi feito, “sei de cór e salteado”, mas afirmo que; em educação, saúde, segurança, infraestrutura e assistência social, tudo foi feito em grau de excelência com investimentos nunca antes vistos, mas com, basicamente, o mesmo orçamento das gestões oligarcas.
Nas duas gestões, municipal e estadual, Ricardo superou tudo o que até então era o máximo e produziu o extraordinário. Claro, contou com equipes preparadas (com algumas exceções). Ricardo governou enfrentando uma oposição ferrenha na Câmara e na Assembleia. Uma oposição quase generalizada da mídia familista e ainda assim entregou o que há de melhor no Estado (até hoje!). Essa afronta às oligarquias e ao poder econômico não poderia ficar barato.
Com a força de uma gestão com 75% de aprovação, Ricardo elegeu João no primeiro turno em 2018. Segui na gestão, afinal participei da luta. 2019 teve início o “fogo de monturo” interno. Novembro é anunciado o conveniente “rompimento/traição”, instantaneamente, em dezembro, teve início a “lavajato cover” da Paraíba. Alvo, Ricardo Coutinho e seu grupo político (exceto o governador e seu entorno). Primeira manchete; “DESVIO DE UM BILHÃO NA SAÚDE” (a “contagem” final, 134 milhões) . Ali foi dada a largada para o maior linchamento midiático/político/jurídico de reputações já visto na história política da Paraíba.
Que Ricardo tem seus defeitos e tomou decisões equivocadas (pra dizer o mínimo) todo mundo e ele próprio (a essa altura) sabe. Mas não foi só isso que irritou as oligarquias e outros poderosos. O que irritou realmente é que o modelo de gestão de Ricardo expôs tudo o que não foi feito e poderia ter sido feito pelas gestões oligarcas . Expôs um atraso deliberado para beneficiar poucos em detrimento de muitos. Basta olhar os beneficiários do massacre de RC que aí estão. Algum nome diferente?
2020. Ricardo, mesmo sob bombardeio midiático, resolve se candidatar a prefeito. Eu ainda estava no governo, que resolveu apoiar Cícero. Pra mim isso era impossível. Saí do governo e fui pra campanha com Ricardo. Era o correto a fazer, não sou de ficar em “cima do muro” e tenho posições claras (respeitando as outras opções). Mais uma vez, a mobilização jurídica e midiática, combinada, viraram suas baterias para o “escândalo da calvário”. Ricardo ficou em terceiro. Escolheram o “menos pior” e hoje João Pessoa se transformou no “micaroa fundamentalista” sequestrada pelo poder econômico e imobiliário predatório. Haja esgoto!
Meu amigo mestre Tião Lucena pergunta; quem vai pagar o sofrimento causado por tudo o que foi feito? E aqui emendo; os “coleguinhas” (paladinos da moralidade) cheios de convicções (tal qual Dellagnolll) que “investigaram, julgaram e condenaram” vão fazer “mea culpa”? Vão abrir os microfones pedindo desculpa de manhã, de tarde e de noite, de segunda a segunda? Pessoas queridas, profissionais competentes e testados foram execradas em praça pública. Familiares estigmatizados, marcados. Eu fui “banido” do meio por um “insondável motivo”, saber demais dos bastidores e da história. Outros companheiros(as) também caíram na lista. O coronelismo voltou de mãos dadas com bolsonarismo (neo fascismo)
Quando olho pra trás, vejo ainda muita dor e tristeza. Gente que ficou pelo caminho por causa do ódio exposto em primeiras páginas e chamadas de TV e Rádio. Um desprezo ético e moral pelo próximo e pelo devido processo legal. Uma subserviência dos “profissionais” envolvidos constrangedora e que, agora, ganha contornos de vergonha e desumanidade. Sete anos de prisão na opinião pública, Sete anos de humilhação e marginalização política e social.
A mentira deu uma volta ao mundo antes que a verdade chegasse na esquina. A decisão de Gilmar recoloca a verdade ao mesmo tempo que expõe a fragilidade do próprio sistema de justiça. Ficam muitas lições. Os detratores estão expostos. Ricardo Coutinho sai fortalecido. Seus companheiros (as) saem fortalecidos. Agora, a justiça (mppb) e a mídia corporativa e familista viraram os verdadeiros réus da farsa espetaculosa e criminosa.
*Por Ulisses Barbosa.
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