Essa abordagem, conhecida como "Big Stick", consolidou Washington como "polícia do continente". Os principais Aspectos do Corolário Roosevelt:
1) Fundamentação (1904): Theodore Roosevelt anunciou em sua mensagem ao Congresso que, devido à instabilidade crônica ou "má conduta" de nações latino-americanas, os EUA poderiam exercer o "poder de polícia internacional".
2) Big Stick (Grande Porrete): Baseada no provérbio "fale com suavidade e tenha na mão um grande porrete", a política utilizava a força naval e militar para garantir interesses americanos, especialmente no Caribe.
3) Intervenções: Justificou ocupações e intervenções frequentes em países como República Dominicana, Panamá, Cuba, Nicarágua e Haiti.
Existe uma pequena diferença da Doutrina Monroe Original: Enquanto a doutrina de 1823 visava impedir o retorno do colonialismo europeu ("América para os americanos"), o corolário justificava a hegemonia direta dos EUA sobre seus vizinhos do sul.
Contexto: Surgiu após potências europeias bloquearem a Venezuela em 1903 devido a dívidas, temendo que Roosevelt sua inação fosse vista como fraqueza.
Fazendo uma comparação entre Theodore Roosevelt (século XIX/XX) e Donald Trump (século XXI). A charge original de 1905 retrata o presidente Theodore Roosevelt como o “policial do mundo”, símbolo da Política do Big Stick, segundo a qual os Estados Unidos se arrogavam o direito de intervir em outros países para defender seus interesses.
O grande porrete representa o uso da força militar e diplomática, especialmente sobre a América Latina, enquanto as potências europeias aparecem como rivais a serem contidas.
Na releitura contemporânea, Donald Trump é apresentado como uma versão do Big Stick no século XXI. Em vez da intervenção militar direta, predominam instrumentos como sanções econômicas, tarifas comerciais, pressão diplomática e o discurso do “America First”.
O foco deixa de ser apenas a América Latina e passa a incluir a contenção da China, da Rússia e de outros atores globais.
Conclusão: embora os meios tenham mudado, a lógica permanece semelhante:
1) Roosevelt → força militar e diplomacia armada;
2) Trump → poder econômico, sanções e nacionalismo.
Em ambos os casos, a política externa dos Estados Unidos busca preservar sua hegemonia internacional, adaptando-se ao contexto histórico de cada período. Em tese é a mesma lógica em mundo completamente multipolar e globalizado, com novas forças antagônicas.
*Sérgio Gomes, historiador, professor e radialista. Imagens das redes sociais.
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