quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026

Resenha do Livro Sobre a História do Treze Futebol Clube, Alvinegro Centenário.

Por Belarmino Mariano*

Quase todos sabem que sou flamenguista e simpático do Campinense Clube, em decorrência das aproximações do padrão de cores. Mas isso não vem ao caso, pois o assunto aqui é o nascimento do Treze Futebol Clube, também conhecido como "o Galo da Borborema ou 13 de Campina Grande".

O livro "Éramos apenas 13 - um grupo de amigos que transformou numa nação!" De autoria do professor Mário Vinicius Carneiro Medeiros. João Pessoa, editora ideia, 2025, 86 p. Com uma capa leve e preto no branco, para combinar com as cores alvinegras do Treze Futebol Clube, já nos deixa no mínimo curiosos, pois existe uma mística na numerologia e cabalística em torno do 13. 

Tive o prazer e a felicidade de receber diretamente do autor, professor Mário Vinícius, mais essa brochura linda, com dedicatória e marcador de páginas, delicadamente bem produzido por Magno Nicolau da Editora Ideia.

Em um livro gosto de ler tudo e quero começar a destacar essa capa que parece veludo com impressões de imagens históricas dos fundadores do galo da Borborema e seu centenário escudo de glórias e títulos épicos e ideia de sorte e/ou azar, quando as conquistas acontecem, ou quando, em meio as tormentas, as incertezas e imprevistos do futebol, nos frustramos enquanto fieis torcedores.

A orelha do livro traz uma importante apresentação síntese de Thélio Queiroz Farias. De maneira essencial, já nos desperta para o que vem pela frente, pois a história de um século do clube é um alerta sobre as poucas obras, tratando sobre o futebol brasileiro e paraibano.

O prefácio do livro "Éramos apenas 13", foi escrito pelo talentoso Bráulio Taváres. E aqui não vamos usar a expressão campinense, pois o melhor termo seria "campina grandense". Brincadeiras aparte, Bráulio é de uma sensibilidade literária fenomenal e, nos jogou de imediato, para o mundo dos poderes sobrenaturais e mistérios de um mundo em que o 13 ganha significado e identidade especiais, que só podem ser sentidas por quem é um fiel torcedor.

Ele nos passou a ideia, em que, outros mortais nunca saberão ou provarão dos encantos em ser torcedor do treze. Ou você entra nesse universo maravilhoso como torcedor, ou sua vida sempre ficará faltando alguma coisa. Então, para conhecer essa história, essa mística fantástica, você precisa ler essa obra secular e, para todos os que vestem o "manto alvinegro do 13" e suas insignias cabalísticas, conhecer essa história, fará muito mais sentido em suas vidas.

Bráulio Taváres, como todos sabemos, mergulhou profundamente nessa arte das escrituras sobre o 13 Futebol Clube e suas palavras, despertam o leitor a se apaixonar pelo desconhecido, que está prestes a ser desvelado pelo professor Mário Vinícius e sua obra.

Bráulio começou relembrando de tempos difíceis, de um bom time e bom futebol, mas experiências inglórias, sofrimento e zoações adversárias. Narrativas de algumas décadas perdidas, mesmo assim, existia altivez e humildade para continuar as batalhas e esperanças em dias melhores.

Bráulio alerta a todos os que torcem por algum clube de futebol, para a ideia de que, um dia a gente chora a derrota, mas enquanto isso, aguarda o próximo embate, para na vitória se alegrar, vibrar e crescer as esperanças para o outro dia da semana até o ápice do troféu tão desejado.

Ele traz para o prefácio, os idos de 1975, quando o 13 completou seus 50 anos de existência, memória e história dos 13 primeiros desbravadores que transformaram um sonho em uma nação de galos com essa numerologia para a sorte em torcer pelo 13.

Bráulio Taváres usou a palavra essencial algumas vezes, com isso nos colocou no campo da percepção, fenomenologia e essencialismo e como um artista sensível e emocionado pelo tema que lhe toca profundamente, fez o seu melhor e nos deixou mais instigado a continuar querendo saber o que virá pela frente, pois aqui é apenas o pré-jogo.

Essencial mesmo, pois foi tocado pela história, pela memória e vivências em alegrias e tristezas típicas de qualquer torcedor que ama seu clube, como quem ama seus amigos, seus pais, sua esposa, filhos e netos. 

É importante dizer que ser torcedor é algo que implica, em muitos casos, seus próprios amigos, que às vezes torcem pelo clube adversário (Raposeiros, botafoguenses, etc). Mesmo assim, um se alimenta da alegria ou da tristeza do outro, sempre em um amor tóxico das eternas provocações.

1 século não são 100 dias e para que um século se passe em torno de um fenômeno humano, precisamos reconhecer a importância dos pioneiros e, no livro em tela, eram apenas 13 e assim foi criado o Treze Futebol Clube da Paraíba.

Quando temos um prefácio com essa intensidade, só podemos esperar uma obra significativa e confiante. Registro histórico de um século e muito mais, pois dos primeiros 13, grandes nomes vultos se encontram nos anais do primeiro século do Galo da Borborema.

A Título de Introdução, já adorei saber dos três primeiros nomes de fundadores do 13, mas saber que o primeiro gol oficial do galo foi marcado pelo jogador Guiné, em 1926, significa muito, pela simbologia do "Galo e do Guiné", duas aves muito resistentes do sertão nordestino. Sabemos dos limites em termos de comunicações, mas as imagens e o destaque da resenha esportiva da época, são relíquias do passado.

Criado em 7 de setembro de 1925, dia da independência do Brasil, momento comemorativo e que certamente marcou essa escolha histórica. Talvez nem imaginassem que aquele ato chegasse tão longe, fosse despertar a vivência e o coração de tantos alvinegros e sua eterna paixão pelo "Galo da Borborema".

Há um século, Campina Grande, vivia sua expansão de cidade capital da Borborema e do Sertão Paraibano. Um misto de ciclos econômico do colton, pecuária, agave, entroncamento ferroviário e pujante comércio. No Brasil, já existiam centenas de clubes de remo e futebol e Campina Grande, começou a atrair população dos vários municípios da região. 

O futebol começava a despertar interesse como espetáculo e forma de lazer dos finais de semanas e dos torneios comemorativos. Os clubes eram lugares festivos, ambientes para encontros, torcidas alegres, gerando uma identidade de pertencimento e amizades.

Professor Mário Vinicius, nos alertou para os dias atuais e a grande plataforma de dados, documentos, imagens e outras formas de pesquisas facilitadas pela internet. Mas para isso, tivemos os pioneiros, geração após geração, produzindo a história de fato. Hoje existe a facilidade, mas, sem esses pioneiros, nada poderia ser como o que foi indiciariamente produzido.

O autor, ao resgatar essa história, nos permitiu imaginar como foi esse passado e até mesmo em aguçar nossa curiosidade sobre outros aspectos do tema. Os organizadores do 13 de Campina Grande, devem se orgulhar em ter um torcedor dessa magnitude, dedicando e em dias e noites de pesquisas, trazer até nossos dias, livros como o anterior: "Treze Futebol Clube: 80 anos de História".

Agora estamos diante dos 13 pioneiros fundadores dessa história que se mantém firme, forte e viva. Não quero resenhar esse livro em uma ordem de capítulos, pois isso poderia afastar novos leitores da obra completa. 

Portanto, farei comentários pontuais e o primeiro deles é a riqueza de detalhes sobre os primeiros passos de introdução do futebol como conhecemos, a partir de um mundo ainda com forte isolamento informacional. As cidades em crescimento, os meios de transportes e de comunicação se modernizando e experiências humanas como o futebol, despertando o interesse dos jovens e outras faixas e camadas sociais.

A gente começa a imaginar os primeiros passos da cidade de Campina Grande, os clubes sociais e o interesse de "alguns moleques", por algo que ainda não era do conhecimento de todos. Correr atrás de uma bola, inventar regras e transformar as ruas em campinhos de "peladas".

Bióca, certamente é o grande percussor do futebol em Campina Grande. Esse texto intrincado e muito bem referenciado, nos leva para as ruas de terra de uma Campina Grande em expansão. A gente consegue imaginar o delegado furando a primeira bola e proibindo os jovens de "praticar aquela imoralidade no meio da rua", pois deu a entender que estavam jogando com as suas calças de baixo (ceroulas) e sem camisas.

Não quero dar muitas dicas, mas a história é surpreendente, pois entre o nascimento e desenvolvimento do Treze Futebol Clube e as atividades laborais de Bióca, seu amor pelo futebol levou a também fundar o Departamento de Futebol do Campinense Clube. 

Aqui um alerta aos amigos raposeiros da UEPB Rangel Junior, Hipólito e Efigênio Moura. Quem diria que os raposeiros precisariam ler os 13 pioneiros do futebol em Campina Grande, para descobrir suas próprias origens. Será que existe alguma controvérsia, ou terão que aceitar que o "Galo é o pai da Raposa"?

Também quero alertar aos amigos alvinegros da UEPB, Jamerson e Cristiane Nepomuceno, Cláudio Lucena e Luciano Albino, pois essa é a história de vocês também. Fico nessa torcida pois não podem deixar de ler e de indicar para toda a torcida do 13.

Aqui em Guarabira, também tenho amigos como Elias Asfora, que é um apaixonado pelo 13 de Campina e, lendo essas páginas, lembro das nossas conversas sobre o crescimento urbano de Campina Grande, ressaltado no livro sobre os pioneiros do futebol. Assim como o algodão, o gado, os tropeiros e os trilhos de ferro que fizeram florescer a "Rainha da Borborema".

Quando lemos a história dos 13 pioneiros, um a um, o rico acervo fotográfico, as referências bibliográficas cuidadosamente distribuídas, suas origens familiares, esse rebuscado tratado literário e histórico do professor Mário Vinícius, sobre as origens do futebol em Campina Grande e na Paraíba, ficamos muito felizes em saber que não se trata apenas sobre a história do futebol, pois seu detalhamento e linha histórica, veio recheado pelo imaginário e a memória, expondo as origens e expansão da cidade, suas ruas, seu comércio, o esporte e o lazer de tempos pretéritos que agora reunidos neste livro, podem ser revistos dentro de um pretexto, contexto e texto para além do Treze Futebol Clube.

Poderia detalhar cada um dos 13 capítulos, de Bióca a Zacarias Cotó, até o apito final. Mas quero parar por aqui, quero dizer que o livro é inspirador. Mas não é um livro apenas para os apaixonados torcedores do 13. Essa é uma história para o povo de Campina Grande e para a Paraíba.

O livro nos permite conhecer detalhes da história, a partir das décadas de 1925 e nela, percebermos o quanto é fundamental termos uma identidade cultural, territorial e regional, em que, aqueles preconceitos de lugar, como afirma o historiador Durval Muniz em suas obras, e até mesmo, aquelas máximas de torcer por times de fora, por acreditar que na Paraíba não existem times de futebol, podem ser completamente alterados. 

O professor Mário Vinicius quebra esses estereótipos e nos diz que a bola rola em campo, nas arquibancadas e nos espíritos pioneiros. Que o 13 é uma das suas grandes paixões e que nos seus, quase 40 anos de casado, fez essa linda declaração de amor para sua amada esposa Jucicleide Carneiro: "(...) Trinta e nove anos se passaram (...), meu cabelo caiu, aumentei o peso, mudei de profissão (...) Só dois sentimentos não mudaram: o de torcer pelo Treze e meu amor por você!"

Parabéns ao Professor Mário Vinícius pelo livro, aos 100 anos do Treze e ao futebol paraibano. Que as novas gerações possam colocar lenha nessa fogueira e o 13, daqui a mais 100 anos, possa contar a sua história de dois séculos.
 
*Por Belarmino Mariano. Professor de Teoria da Geografia e Geopolítica pela UEPB. Da Série Resenhas. Editora ideia, projeto gráfico: Magno Nicolau. Capa: Fred Ozanan. Boa leitura para tod@s.

sexta-feira, 30 de janeiro de 2026

VLADIMIR PUTIN DINAMITO O DOMÍNIO GLOBAL DE MAIS DE 2OO ANOS DE ESCRAVIDÃO BANCÁRIA E FINANCEIRA

Via BRICS e via Blaut Olian Junior 

O primeiro dominó caiu. Vladimir Putin desencadeou uma tempestade que nenhum globalista consegue conter. A Rússia eliminou oficialmente o cartel bancário Rothschild do seu território. Esta não é apenas uma notícia financeira: é o primeiro grande golpe contra o coração da Nova Ordem Mundial.

“Nossas futuras gerações nascerão sem as correntes dos Rothschild ao redor dos seus pulsos e tornozelos”, tronou Putin perante o Parlamento russo. Essa declaração destruiu décadas de escravidão global silenciosa.
Durante mais de dois séculos, os Rothschild governaram através da conquista económica: bancos centrais, crises fabricadas e escravidão do FMI.

Sua estratégia: colapsar economias, oferecer resgates e exigir controle total. Putin viu e destruiu.
Expulsou suas marionetas oligarcas, confiscou bens e desmontou sua influência por dentro. Supostos intocáveis acabaram de ser tocados, e forte.

O maior golpe? A DESDOLARIZAÇÃO Putin lançou uma ofensiva total contra a arma favorita dos Rothschild: o dólar. Substituiu o comércio em dólares por ouro, rublos e moedas dos BRICS, neutralizando a corda do FMI e quebrando o monopólio globalista.

“Disseram que iríamos colapsar. Mas somos mais fortes, mais livres e já não nos ajoelhamos perante os banqueiros”, declarou Putin.
Isto não é só a Rússia. É um sinal global. Um tiro de aviso. Uma revolução em andamento. Da América Latina à África, o mundo observa e se prepara para se levantar.

A mensagem de Putin para as elites: NÃO SÃO DONOS DO MUNDO.
Os Rothschild construíram o seu império sobre mentiras, roubos e dependência fabricada. Putin expôs e destruiu suas máquinas. Chega de acordos clandestinos ou ativos que sangrem as nações.

Isto é uma guerra: económica, espiritual, existencial.

A Rússia está livre. Os Rothschild estão cambaleando. E os povos da Terra acabaram de receber um mapa para a libertação.

QUEM SERÁ O PRÓXIMO A SE LEVANTAR?
🔥Comente: LIVRO para entender a agenda genocida que controla este mundo.

quarta-feira, 21 de janeiro de 2026

Com bolsonaristas, nem tudo é paradoxal

Por Belarmino Mariano*

Vendo os absurdos desses idiotas em uma ação coletiva de ataques frontais à democracia e autodestruição das liberdades individuais, a gente começa a achar que estão fumando maconha estragada ou bosta de burro seca, como se fosse skank.

Vendo essas imagens, mesmo em formato de humor, tendo sido, fruto de fatos reais, a gente começa a lembrar da nossa mãe com uma havaiana na mão, dizendo: "venha-me já aqui!" Aí da gente se não fosse.

Nessas horas dá vontade de dizer: magote de fela da gaita! Infeliz das costas ocas! Arrombados da gota serena! Vão todos chupar um canavial de canas! Isso pra não dizer outras coisas.

Por Belarmino Mariano. Série Pavio Curto. Imagem das redes sociais.

terça-feira, 20 de janeiro de 2026

O xadrez para entender os atos do Ministro Toffoli e a PF lavajatista

Por Luís Nassif, via Ana Vasconcelos.

Peca 1 - o xadrez para entender os atos do Ministro Toffoli e a PF lavajatista.

Sempre que surgirem campanhas sistemáticas na mídia, contra alvos específicos, a informação mais relevante a ser levantada é: a quem serve? Os atos do Ministro Dias Toffoli, ainda que atabalhoados, respondem a uma estratégia contra o lavajatismo, ainda muito presente na Polícia Federal, com suas extensões na mídia. É preciso uma visão de conjunto para entender o que acontece nesse tiroteio com a Policia Federal. partidarização da Polícia Federal

Caso Paulo Lacerda: em plena Operação Satiagraha, Lacerda, então diretor da ABIN, foi acusado falsamente de instalar grampos telefônicos, em articulação de ministros do STF com apoio da revista Veja. Apesar de a denúncia ter sido desmentida, Lula cedeu às pressões e o afastou.
Consequência: a saída de Lacerda abriu espaço para a politização da PF, que nos anos seguintes atuou em favor de Aécio Neves e, depois, se consolidou na Lava Jato, utilizando vazamentos seletivos como arma.

Na época da demissão de Lacerda, Lula incumbiu a então Ministra-Chefe da Casa Civil e Tarso Genro de telefonarem para Mino Carta, Paulo Henrique Amorim e eu, para garantir que nada mudaria. Éramos os três que estávamos na linha de frente do combate ao Opportunity. Logo após o impeachment, fiz uma entrevista com Dilma.

Terminada a entrevista, ela me contou que, na época, o ex-ministro Márcio Thomaz Bastos telefonou pedindo “encarecidamente” que alertasse Lula para não tirar Paulo Lacerda. Se isso ocorresse, não haveria nenhuma liderança capaz de impedir a politização ampla da PF.

Não adiantou. Nos anos seguintes, o que se viu foi a montagem de grupos deletérios na PF, e a parceria com jornalistas-sela (que se deixam cavalgar pelas fontes), culminando na Operação Lava Jato, o maior episódio de antijornalismo da história. Suas armas eram, justamente, o vazamento de informações. 

Peça 2 – o padrão jornalístico da Lava Jato

O padrão jornalístico da Lava Jato é o seguinte:
Vazamento inicial: uma nota sem provas concretas ou sem evidências de crime. Como os vazamentos vêm das forças policiais envolvidas com a operação, fornecem uma vantagem inicial para os jornalistas aliados.

Amplificação midiática: cada nota é seguida de um sequência de matérias escandalosas ou denúncias frágeis, fatos ou rumores, pouco importa, para garantir a continuidade.

Construção narrativa: suspeitas se acumulam, mesmo sem evidências, reforçando a musculatura da campanha. Frente ampla: instala-se a adesão de outros veículos, entrando na disputa de notícias dentro da pauta definida pelas primeiras denúncias.

Álibi universal: a intimidação da crítica é a alegação convencional: quem é contra é a favor da corrupção.

Peça 3 – a quem serve?

Um grande jornalista investigativo, José Roberto Alencar, tinha uma definição exemplar sobre o lobby.

Há duas maneiras de fazer o lobby: 
a primeira, defendendo o lobista;
a segunda, mais eficiente, atacando os adversários do lobista. Sempre que surgirem campanhas sistemáticas na mídia, contra alvos específicos, a informação mais relevante a ser levantada é: a quem serve?

Hoje em dia, há um sem-número de interesses ameaçados pela ação da parte legal da PF, com o amplo apoio do Supremo Tribunal Federal:
-a atuação contra o crime organizado no mercado financeiro, através das operações Colossus e Carbono Oculto;
- as operações contra o crime organizado instalado no Congresso Nacional, agindo através das emendas secretas;
- a operação, avalizada por Toffoli, que levantou os arquivos da 13a Vara Federal, em um inquérito que poderá levar à prisão do ex-juiz Sérgio Moro e, por tabela, de procuradores e delegados.

Peça 4 – o caso Master

A parceria lavajatista entre PF e jornalistas foi desarmada – e desmoralizada – com a operação Spoofing. 

Quando a PF teve acesso ao material levantado por Walter Delgatti, a primeira atitude do então Ministro da Justiça Sérgio Moro, foi ligar a vários parlamentares declarando que estava atento para poupá-los de eventuais denúncias e vazamentos.

Quem tem a informação, tem o poder.

Quando surgiu o caso Master, os Ministros manifestaram a preocupação de que poudesse se transformar em uma nova Lava Jato.

O quadro é favorável:

Um escândalo que envolve desde caciques do Centrão a autoridades atuais, que aceitaram propostas do banco antes de saber de suas irregularidades.

Vem no bojo da Operação Colossus, envolvendo todo o mercado financeiro.
A apreensão em massa de celulares e computadores, gera uma quantidade infinita de informações. Os vazadores podem direcionar a cobertura selecionando as informações para vazamento. 

Apesar da óbvia intimidade entre os dirigentes do Master e as lideranças do Centrão, a cobertura ficou focalizada exclusivamente no contrato da esposa de Alexandre de Moraes, extravagante, pelos valores sugeridos.

De fato, com o caso Master, o lavajatismo volta à toda, com os mesmos objetivos de antes: com os delegados lavajatistas utilizando vazamentos para o chamado jornalismo-sela para ampliar seus poderes e voltar ao reino dos vazamentos com objetivos políticos. 

Peça 5 – os cuidados de Alexandre de Moraes

Inquérito das fake news: quando Alexandre de Moraes instaurou o inquérito, trouxe policiais de sua confiança, consciente da contaminação da PF após a saída de Paulo Lacerda.

Inquérito da 13a Vara – Toffoli só conseguiu avançar nessa operação quando colocou um delegado profissional, e foi alertado para boicotes que partiam de outros setores envolvidos no caso.

Nos últimos tempos, a PF parecia ter recuperado seu profissionalismo, com operações contra o crime organizado sem vazamentos e sem show midiático, sob o comando de um delegado sério.

Provavelmente foi esse comportamento que fez o STF se descuidar.

O primeiro vazamento foi contra o Ministro Moraes. Seguiu-se a suspeita de que lavajatistas do COAF e da Receita tivessem acessado dados dos ministros.

Peça 6 – aula prática do modelo jornalístico Lava Jato

Na Peça 2 expliquei o modelo de cobertura Lava Jato. 

A força da campanha reside na capacidade de colocar, enfileiradas, várias sequências de denúncias, tendo como ponto de partida o primeiro vazamento. Amplia-se a onda e deflagra-se um movimento de denúncias por toda a imprensa, sem nenhum contraponto. O efeito-manada é invencível no jornalismo pátrio.

No caso, de Moraes, na sequência veio a história dos supostos telefonemas a Galípolo (atribuídos a “fontes do mercado”), transformando dicas em denúncia, desacompanhada de qualquer prova ou evidência. 

E, agora, os investimentos de fundos ligados ao Master no resort montado por parentes de Toffoli. Para aumentar a “gravidade” da denúncia, veio a informação de que Toffoli já se hospedara no resort.  

Os fundos aplicaram em um ativo real, com valor de mercado definido ou pagaram um sobrepreço? É o ponto central para separar uma operação comercial de um suborno. Mas pouco importa. Detalhes, ainda que essenciais, atrapalham o carnaval. Afinal, nós ganhamos para conquistar likes.

O carrossel tem que rodar, assim como a relevante informação de que Toffoli foi de carona em um jatinho para assistir a um jogo do Palmeiras, e, junto com ele, também de carona, estava um advogado conhecido, colega do Largo São Francisco. E dois dias depois saiu o sorteio do STF, passando o caso Master para Toffoli. 

É o mesmíssimo sistema da Lava Jato, de estabelecer correlações sem sentido: o caso caiu para Toffoli porque ele e um advogado de um diretor do Master viajaram juntos de carona. Mas sempre confiando na ignorância do leitor-massa.

É evidente que suspeitas devem ser apuradas, é evidente que são situações incômodas para o STF, exigindo um código de conduta. Mas, aí, nosso jogo volta para a Peça 3: a quem serve essa campanha? Peça 7 – as complicações de Toffoli

Tem-se, de um lado, portanto, a ala lavajatista da PF recorrendo a vazamentos e reativando sua parceria com o jornalismo lavajatista. De outro lado, um Ministro fechado, sem interlocução com a imprensa e sem estratégia clara de defesa. É o campo aberto para levar tiro.

Tome-se o caso dos quatro auditores que Toffoli indicou para as investigações. Como um deles é meu homônimo, Luíz Nassif (com Z) – o nome completo é Luíz Filipe da Cruz Nassif e não temos nenhum parentesco – fui investigar seu currículo. Assistam o GGN para se informarem. Luís Nassif, via Aba Vasconcelos.

quarta-feira, 14 de janeiro de 2026

Colapso Ambiental do Açude Velho de Campina Grande - Fenômeno da Natureza?

Por Weruska Brasileiro* 

O açude velho sofre de um processo de eutrofização acelerado há anos, que é difícil definir quando iniciou o processo hipertrófico. Porém, posso falar que na dissertação da Dra. Amanda Torquarto (2017), ela em seus estudos identificou um estado hipertrófico, lembro que um dos questionamentos de Amanda naquela época, era como pode uma concentração tão alta de oxigênio dissolvido no reservatório eutrofizado? A resposta era simplesmente o excesso de atividade algal, as algas e qualquer organismo fotossintetizante libera oxigênio durante seu processo de fotossíntese e é assim que o processo de tratamento de esgoto doméstico clássico conhecido como lagoa de estabilização funciona, é um ciclo perfeito entre os organismos presentes na lagoa de estabilização, as algas liberam o oxigênio para as bactérias decompositoras da carga orgânica presente no esgoto e essas por sua vez liberarem o CO2 durante seu processo de “desenvolvimento” assim, se mantém o equilíbrio, logo o açude velho não é uma lagoa de estabilização pois durante o monitoramento que eu e minha equipe realizamos no período de 2021 até final de 2022 nunca percebemos redução de carga orgânica, logo não existia um processo de decomposição de matéria orgânica considerado. Mas, sabíamos que tínhamos uma elevada floração de cianobactérias, que são bactérias fotossintetizantes logo realizam fotossíntese e libera oxigênio dissolvido. 
Mas, então, como explicar esse fenômeno da elevada mortalidade dos peixes, será que no período da noite quando não existe oxigênio oriundo da fotossíntese não era suficiente? De fato, isso pode acontecer e sempre aconteceu, quem nunca sentiu um odor desagradável em alguns pontos do açude velho? Quem nunca visualizou peixes mortos no açude velho? Mas, o questionamento que precisamos fazer é, será que em 48 horas devido a um processo acelerado de eutrofização é o suficiente para causar a mortalidade de todos os peixes do açude velho? Pode ser possível, mas no mínimo estranho porque é clássico em qualquer reservatório eutrofizado apresentar algas (organismos fotossintetizantes) nesse caso percebemos a cor esverdeada devido ao pigmento da clorofila presente nas algas, como percebíamos nos últimos anos no açude velho. Então, cadê a coloração esverdeada? Cadê o oxigênio dissolvido das algas? Mesmo que sejam algas marrons, que acho improvável porque esse tipo de algas ocorre mais em águas salinas. 
Assim, é difícil acreditar que apenas o processo acelerado de eutrofização seja o responsável pela mortalidade de toneladas de peixes em 48 horas. De fato, é um fenômeno e que simplesmente NINGUEM pode apontar a causa sem um estudo minucioso da qualidade química e hidrobiologica da água do açude velho, porque está tudo muito estranho que foge o padrão de lagos eutrofizados. Desta forma é preciso que os especialistas façam a devida investigação ! Repito especialistas! Por que parece que estamos ja no período da copa do mundo onde todo brasileiro virá técnico de futebol e em Campina Grande todos viraram especialistas em eutrofização! Sem mesmo saber se de fato essa é a causa da mortandade dos peixes! Antes de apontar a causa, é preciso responder diversos questionamentos, tais como: 

Será que existe algum agente químico nas águas do açude velho capaz de eliminar a vida aquática do reservatório em um curto espaço de tempo? Para isso é preciso fazer uma análise química profunda por meio até de cromatografia, espectrofotometria e absorção atômica e análise de ecotoxidade. 

Será que a falta de oxigênio foi a causa da mortandade dos peixes e algas? Para responder esse questionamento é preciso definir a causa da morte do peixe, se foi um processo de anoxia no açude ou se a causa foi por toxidade, para isso tem que fazer uma análise no peixe morto. 

Será que as cianobactérias sofreram lise celular e liberam as cianotoxinas provocando toxidade nos peixes?

Outra coisa que me chamou atenção, por que os peixes mortos tinham em sua maioria aparentemente o mesmo tamanho? Será que quiseram transformar o açude velho em um tanque de criação de peixes e foram adicionados alevinos para coletar em momentos de alto consumo de peixes e essa população de peixes cresceu absurdamente a ponto da demanda de oxigênio não ser suficiente e desta forma provocar a morte dos peixes menos resistentes. 

Logo, existem várias hipóteses, e é preciso que se faça uma investigação detalhada que possa responder a esses questionamentos que faço e outros que possam ter para explicar o tragedia ambiental que estamos assistindo em nosso açude velho. 

Da mesma forma, é a reposta para o que se deve ser feito agora? Não existe uma única solução, é preciso estudos com equipe multidisciplinar (biólogos, engenheiros, químicos, ecólogos .....) para juntos definir as ações mais rápidas que apresentam segurança ambiental e com menor custo possível. 

Eu ainda não tinha me pronunciado porque não gosto de apontar soluções ou culpados sem antes entender o ocorrido, ainda de fato, tenho muitas dúvidas que tem como serem esclarecidas com estudos mais profundo. 
Porém, não se deve definir que a culpa é exclusiva da CAGEPA devido ao lançamento de esgoto doméstico, gente quem mais quer identificar ligação clandestina é a CAGEPA porque ela pode cobrar a ligação de esgoto aumentando a receita da empresa. Ressaltando que, as ligações de esgoto clandestinas são na maioria pertencentes a rede pluvial, uma vez que as águas que chegam no açude velho são oriundas da rede pluvial. 
 Então, deixamos que as autoridades encontrem a causa e definam os culpados. 
Mas, o que nós como sociedade podemos tirar como lição é que precisamos ter um respeito maior com a natureza, é preciso que a sociedade aprendam a cobrar as autoridades das varias esferas municipal, estadual, federal e judiciaria, saneamento ambiental com maior controle e fiscalização de todas as matrizes ambientais, sejam ar, agua e solo porque qualquer perturbação eutrópica nessas matrizes provoca consequências irreversíveis para nós que dissemos ser seres “racionais”, sejam de ordem econômica, social, econômica e política. 
 Quando teremos de volta nosso açude velho? Acredito que levara anos, mas com a definição concreta das causas é que se pode dar inicio a total recuperação do açude velho.
Resolvi escrever sobre o acontecimento em resposta e respeito a muitos que me questionaram o que ocorreu com nosso Açude Velho.

*Por Weruska Brasileiro. Engenheira Química pela UFPB, professora e pesquisadorac a UEPB, Campus I. Texto e imagem das redes sócias da autora.

sábado, 10 de janeiro de 2026

Reflexões Aleatórias - Calvário, a espetacularização do ódio contra Ricardo Coutinho e as Esquerdas

Por Ulisses Barbosa*

A decisão do ministro Gilmar Mendes ao mandar “trancar” a principal ação contra Ricardo Coutinho, a de chefe da “orcrim”, não só joga por terra a farsa em oito atos montada pelo MPPB em conluio com o Juiz relator do caso, algo evidente desde o início, mas explica a necessidade de muito barulho pra encobrir a verdade por trás do falso escândalo. Quero rememorar e pontuar alguns fatos. Afinal, sou testemunha ocular da história.

Entrei na gestão pública em 2005, prefeito, Ricardo Coutinho. Vi uma revolução urbana, uma guinada cultural, um reposicionamento da cidade no cenário social, econômico e ambiental. Tive a honra de participar da inauguração da TV CIDADE, enfim, vi João Pessoa dar um salto importante no ordenamento urbano e no planejamento da cidade. Foi reeleito. A gestão eficiente e moderna cacifou RC para outros voos.

2011, com força popular e estratégia política, RC chega ao governo estadual e conduz por dois mandatos a maior revolução administrativa, política e executiva da história da Paraíba nos 223 municípios. Não, não vou esmiuçar tudo que foi feito e onde foi feito, “sei de cór e salteado”, mas afirmo que; em educação, saúde, segurança, infraestrutura e assistência social, tudo foi feito em grau de excelência com investimentos nunca antes vistos, mas com, basicamente, o mesmo orçamento das gestões oligarcas.

Nas duas gestões, municipal e estadual, Ricardo superou tudo o que até então era o máximo e produziu o extraordinário. Claro, contou com equipes preparadas (com algumas exceções). Ricardo governou enfrentando uma oposição ferrenha na Câmara e na Assembleia. Uma oposição quase generalizada da mídia familista e ainda assim entregou o que há de melhor no Estado (até hoje!). Essa afronta às oligarquias e ao poder econômico não poderia ficar barato.

Com a força de uma gestão com 75% de aprovação, Ricardo elegeu João no primeiro turno em 2018. Segui na gestão, afinal participei da luta. 2019 teve início o “fogo de monturo” interno. Novembro é anunciado o conveniente “rompimento/traição”, instantaneamente, em dezembro, teve início a “lavajato cover” da Paraíba. Alvo, Ricardo Coutinho e seu grupo político (exceto o governador e seu entorno). Primeira manchete; “DESVIO DE UM BILHÃO NA SAÚDE” (a “contagem” final, 134 milhões) . Ali foi dada a largada para o maior linchamento midiático/político/jurídico de reputações já visto na história política da Paraíba.

Que Ricardo tem seus defeitos e tomou decisões equivocadas (pra dizer o mínimo) todo mundo e ele próprio (a essa altura) sabe. Mas não foi só isso que irritou as oligarquias e outros poderosos. O que irritou realmente é que o modelo de gestão de Ricardo expôs tudo o que não foi feito e poderia ter sido feito pelas gestões oligarcas . Expôs um atraso deliberado para beneficiar poucos em detrimento de muitos. Basta olhar os beneficiários do massacre de RC que aí estão. Algum nome diferente?

2020. Ricardo, mesmo sob bombardeio midiático, resolve se candidatar a prefeito. Eu ainda estava no governo, que resolveu apoiar Cícero. Pra mim isso era impossível. Saí do governo e fui pra campanha com Ricardo. Era o correto a fazer, não sou de ficar em “cima do muro” e tenho posições claras (respeitando as outras opções). Mais uma vez, a mobilização jurídica e midiática, combinada, viraram suas baterias para o “escândalo da calvário”. Ricardo ficou em terceiro. Escolheram o “menos pior” e hoje João Pessoa se transformou no “micaroa fundamentalista” sequestrada pelo poder econômico e imobiliário predatório. Haja esgoto! 

Meu amigo mestre Tião Lucena pergunta; quem vai pagar o sofrimento causado por tudo o que foi feito? E aqui emendo; os “coleguinhas” (paladinos da moralidade) cheios de convicções (tal qual Dellagnolll) que “investigaram, julgaram e condenaram” vão fazer “mea culpa”? Vão abrir os microfones pedindo desculpa de manhã, de tarde e de noite, de segunda a segunda? Pessoas queridas, profissionais competentes e testados foram execradas em praça pública. Familiares estigmatizados, marcados. Eu fui “banido” do meio por um “insondável motivo”, saber demais dos bastidores e da história. Outros companheiros(as) também caíram na lista. O coronelismo voltou de mãos dadas com bolsonarismo (neo fascismo)

Quando olho pra trás, vejo ainda muita dor e tristeza. Gente que ficou pelo caminho por causa do ódio exposto em primeiras páginas e chamadas de TV e Rádio. Um desprezo ético e moral pelo próximo e pelo devido processo legal. Uma subserviência dos “profissionais” envolvidos constrangedora e que, agora, ganha contornos de vergonha e desumanidade. Sete anos de prisão na opinião pública, Sete anos de humilhação e marginalização política e social. 

A mentira deu uma volta ao mundo antes que a verdade chegasse na esquina. A decisão de Gilmar recoloca a verdade ao mesmo tempo que expõe a fragilidade do próprio sistema de justiça. Ficam muitas lições. Os detratores estão expostos. Ricardo Coutinho sai fortalecido. Seus companheiros (as) saem fortalecidos. Agora, a justiça (mppb) e a mídia corporativa e familista viraram os verdadeiros réus da farsa espetaculosa e criminosa.

*Por Ulisses Barbosa. 
Fonte - https://www.facebook.com/share/p/1GEGjaTCHB/

sexta-feira, 9 de janeiro de 2026

"Vermelhou no Curral... Prefeita Léa Toscano, Deputada Camila Toscano, Cícero Lucena, Efraim Filho, Lucas Ribeiro, Alhos e Bugalhos da Política Paraibana para 2026".

Por Belarmino Mariano* 

Parafraseando o Boi Garantido (Vermelho), do Festival de Bumba Meu Boi de Parintins, Amazonas: "Meu coração é vermelho (...) Vermelho, vermelhaço, vermelhusco, vermelhante, vermelhão. O velho comunista se aliançou ao rubro do rubor do meu amor
O brilho do meu canto tem o tom e a expressão da minha cor(...)". Será que as cores políticas aqui em Guarabira mudaram completamente de lado?

Esse ano de 2026, completam 25 anos que estou em Guarabira e, na política, já vi quase tudo, mas agora está custoso acreditar nos atuais acontecimentos, com vistas às eleições gerais do Brasil e confesso que gosto de acompanhar a política a partir da realidade em si (Maquiavel, 2001).

No dia 8 de janeiro, a atual prefeita de Guarabira, Léa Toscano (União Brasil) e sua filha, a Deputada estadual Camila Toscano (PSDB), recepcionaram o Prefeito de João Pessoa Cícero Lucena (MDB), para declarar apóio político a sua pre-candidatura ao governo do Estado da Paraíba.

Além de Cícero também estiveram no ato, o vice-prefeito de João Pessoa, Leo Bezerra (PSB), sobrinho de Lea e filho do Deputado federal Hervázio Bezerra (PSB), o deputado federal Marcinho Lucena (PP), que é filho de Cícero; o deputado estadual Felipe Leitão (Republicanos), a prefeita de Araçagi Josilda (PSDB), além de vereadores da bancada de situação e os correligionários da região.

O Senador Veneziano Vital (MDB), atual aliado da família Toscano e de Cícero, estava em Brasília, com o presidente Lula (PT), no ato do dia 8 de janeiro em defesa do Estado Democrático de Direitos, mas participou através de mensagens de vídeo.

O que é mais custoso para acreditar foi ver essa ruma de partidos políticos ou legendas que oficialmente estão em diferentes coligações e bases políticas opostas, e que também já apresentaram pré-candidatos ao governo do estado, ao senado e às casas legislativas federal e estadual, mas na política, nunca se surpreenda, pois até o impossível pode acontecer.

Como explicar aos eleitores que inimigos ou adversários políticos, que até ontem estavam em campos completamente opostos, agora serão fortes aliados? Na Paraíba essa disputa de governador, com um possível segundo turno, será acirrada e tensa, pois estaremos diante de histórias e disputas que em outros tempos seriam improváveis.

Por isso a coisa do "vermelhão", pois aqui em Guarabira, quando eu estava chegando em 2001 para 2002, tinha havido um grande racha político entre as duas tradicionais famílias (Paulino e Toscano), ambos aliados e ligados ao MDB que tinha como cor símbolo o vermelho (Vermelhão). A paixão política aqui às vezes ultrapassa os limites da razão e é aí que mora o perigo.

Com o racha político estadual entre o grupo Cunha Lima de Campina Grande e o grupo Targino Maranhão de Araruna, a Família Paulino ficou com a liderança do MDB e o vermelhão como símbolo. Enquanto a família Toscano foi para o PSDB (azul e amarelo) e seguiu como base do grupo Cunha Lima.

Aqui em Guarabira, em sucessivas campanhas, houve uma "verdadeira guerra" de bandeiras, arrastões e comícios entre Paulinos do MDB, vermelhão, que arrastava milhares de pessoas. Mas o azulão (PSDB) dos Toscanos também não ficava para trás.

Na eleição de 2022, o suplente de deputado federal Raniery Paulino se afastou do MDB e concorreu ao mandato pelo Partido Republicanos e nesse vácuo, a família Toscano, conseguiu puxar o MDB para a sua base de aliados e agora, parece que a prefeita Léa, apesar de está no União Brasil, avermelhou de vez.

Ontem, minha vizinha e vereadora Isaura (União Brasil), líder da comunidade e muito prestativa, forte aliada de Léa e Camila, já havia mobilizado toda sua base e com mais de 30 carros lotados, todos de vermelhão, seguiram para o evento de declaração de apoio a Cícero Lucena. Confesso que tomei um choque, pois na última eleição era todo mundo de azul e amarelo.

Claro que as escolhas e decisões políticas fazem parte do processo democrático e os líderes, detentores de mandatos, avaliam qual o melhor caminho a seguir, mas acredito que certamente, muitos foram pegos de surpresa. 

Agora vamos aos definidores e complicadores políticos das legendas e coligações em disputa. Primeiramente, vale salientar que pelo menos três grupos políticos estão misturados nesse momento político de definição e indefinição:

1) O União Brasil (UnB) e o Partido Progressista (PP), dos partidos mencionados, estão em fase de formar uma Federação de Partidos, ou até mesmo uma fusão, mas existe uma crise específica na Paraíba, pois o União Brasil já definiu como pré-candidato a governador, o Senador Efraim Filho (UnB), que ficou extremamente descontente com a prefeita Léa (UnB), por declarar apoio a Cícera Lucena (MDB);

2) O Partido Progressistas (PP), é do grupo político da Senadora Daniela Ribeiro, do deputado federal Agnaldo Ribeiro(PP) e tem como pré-candidato a governador o atual vice-governador Lucas Ribeiro (PP) em aliança direta com o atual governador João Azevedo (PSB), que entregará o governo a Lucas Ribeiro para se candidatar ao Senado;

3) O prefeito Cícero Lucena (MDB), que era filiado ao PP, aliado do governador João Azevedo, rompeu com o grupo para lançar sua pré-candidatura a governador. A escolha de Cícero em mudar de partido está atrelada ao Senador Veneziano (MDB), candidato à reeleição para o Senado, numa composição que também terá Lula (PT), candidato a presidente como aliado direto e;

4) O PT da Paraíba poderá ser o fiel da balança, pois o partido já definiu que Lula apoiará João Azevedo (PSB) e Veneziano (MDB), como candidatos a senadores e o PT em nível estadual comporá aliança com Lucas Ribeiro (PP) em uma aliança ampla com o PSB do vice-presidente José Alckmin, o Republicanos e dezenas de outras legendas que estão na base de apoio do atual governador. 

Com esse afastamento político de Léa e Efraim Filho, a confusão está criada e nessa confusão toda, mesmo com a difícil escolha política, os riscos em se antecipar ou as vantagens, estão sendo lançados. Mas é importante dizer que na política, tudo deve ser muito bem calculado e costurado do que as ilusões momentâneas podem apresentar. Como mostra imagem, aqui eram aliados, mas agora serão adversários.
Todos sabemos que o fundo eleitoral e as coligações partidárias ainda não estão definidas, mas para quem tem mandatos a cumprir, como é o caso da prefeita Léa e a deputada Camila Toscano que vai tentar sua quarta reeleição, as mudanças de legenda, nem sempre, são facilmente assimiladas pelos eleitores. Por isso, entendo quando a prefeita Léa declarou que "essa foi uma decisão difícil", até porque o Senador Efraim já declarou muita insatisfação quanto à decisão do grupo Toscano em não lhe apoiar.

A insatisfação de Efraim Filho com o não apoio da família Toscano a sua eleição, poderá ser uma situação de portas fechadas, pois, mesmo que ele não seja eleito, retornará para Brasília como Senador e sabemos que "a ingratidão retira a feição".

Por outro lado, ainda temos o irmão do senador Efraim Filho, o deputado estadual George Morais (União Brasil), líder da oposição na Assembleia Legislativa, que será candidato a deputado federal nas eleições de 2026. Efraim contava com o total apoio Toscano para ele e seu irmão, em uma dobradinha com a deputada estadual Camila, que já era pretensão em migrar para o União Brasil e agora, ficará complicado.

Ainda não sabemos o quanto Efraim Filho estará disposto em sacrificar a candidatura certa do seu irmão, mas o projeto do grupo é a eleição de George Morais (União Brasil). Será que irá tolerar traições em troca de migalhas políticas de vereadores aliados de Léa e que poderiam apoiar George Morais. A disputa será tranquila ou mais radical, ao ponto de disputar os votos de deputado federal e estadual, "derrubando o arame dos currais do Brejo?

Também não podemos esquecer que o grupo de Efraim Filho, seguirá firme e forte na linha presidencial do bolsonarismo, pois são quase 34% de eleitores presidenciais fiéis, que podem seguir alinhados, garantindo a eleição, de uma bancada federal, estadual e de um possível segundo turno, contra Lucas Ribeiro ou Cícero Lucena.

Outro grande complicador para eleição de governador e de senador, será a definição da candidatura do Presidente Lula (PT), que na atual conjuntura, tem dois palanques garantidos na Paraíba, assim como possíveis candidatos a senadores como João Azevedo (PSB), com Lucas Ribeiro (PP) para governador e Veneziano (MDB), com Cícero (MDB), como candidato a governador. 

Como se comportarão os eleitores bolsonaristas de Léa e Camila, vendo ela no campo político de candidatos a governadores e a senadores da base de apoio de Lula? Uma coisa é certa, Lula em Guarabira obteve cerca de 68% dos votos válidos, logo, se souber aproveitar será vantagem política. 

Vale lembrar que o governo Lula tem obras do PAC, como mercado público, obras do Minha Casa Minha Vida e emendas como a de 12 milhões do Senador Veneziano, além de dezenas de Programas que são recursos carimbados e passam diretamente pelas secretarias municipais.

Todos sabemos que a família Toscano sempre apoiou candidatos a presidentes de grupos políticos de oposição aos governos Lula, como foi na época do FHC (PSDB) e na época de Jair Bolsonaro (PL). Será que estaremos diante de uma mudança radical do grupo Toscano que, em função da atual conveniência, na medida em que a disputa comece de fato, o grupo também assuma o vermelho do Lula?

De repente, como disse a deputada Camila Toscano, seus três mandatos de deputada estadual, sempre foram na oposição, ou seja, mais de 12 anos sem influenciar em cargos e órgãos do Estado. Quem sabe, chegou o momento de sonhar com cargos também na esfera estadual.

Mas não podemos esquecer que a família Toscano já foi aliada do primeiro governo Ricardo Coutinho quando estava no PSB e que, os governadores Ricardo e João Azevedo (PSB), sempre fizeram vários investimentos na infraestrutura de Guarabira (UPA, Hospital Regional, Colégios integrais, Escola Técnica Estadual, novas rodovias, investimentos do Orçamento Participativo, adutora Araçagi, asfalto para o distrito de Cachoeira dos Guedes, Alça rodoviária próximo a Guaraves e o asfalto urbano do centro e bairros, restaurante popular, programa de microcréditos entre outros).

Outro fator importante a ser considerado é a rusga política que passou a existir entre o tradicional grupo político estadual de Camila e Léa (Ruy Carneiro e Cunha Lima), com Cícero Lucena, depois que ele passou a apoiar o governador João Azevedo, tendo minado as bases politicas do deputado federal Ruy Carneiro (Podemos) e do próprio grupo Cunha Lima (PSDB), aliados históricos da família Toscano.

Mesmo que Pedro Cunha Lima (PSDB), que ficou em segundo lugar na eleição de 2022, tenha declinado de sua pré-candidatura para governador em 2026, seria difícil, vê no mesmo palanque, Veneziano (MDB), Cunha Lima (PSDB), Ruy Carneiro (Podemos) e Cícero Lucena (MDB). 

Será que Léa conseguiria juntar esse povo todo, em uma eleição que envolve o presidente Lula, dois senadores e disputa ferrenha para deputados federais e estaduais? Confesso que não é uma equação fácil, mas na política, assim como na culinária, "para fazer um bolo, alguém tem que quebrar os ovos".

Nesse jogo político, como disse o vice-prefeito de João Pessoa, Leo Bezerra (PSB), que é sobrinho de Léa e assumirá a prefeitura da capital em abril, quando Cícero sairá para a disputa do governo estadual, Leo, ainda jovem, afirmou que esperou por 42 anos para que houvesse uma aliança na qual estivessem do mesmo lado. 

Acho que Leo Bezerra (PSB), assim como seu pai Hervázio Bezerra (PSB), também terão que mudar de partido, pois ao romperem com grupo de João Azevedo (PSB) e Lucas Bezerra (PP), terão os mesmos problemas de Léa com o União Brasil de Efraim. Acho que Leo Bezerra também se esqueceu que Léa já foi deputada estadual pelo PSB, assim como Zenóbio foi Secretário de Estado, mas em situação parecida, rompeu com o governador Ricardo Coutinho, que na época era do PSB e em 2026 é pré-candidato a deputado federal pelo PT de Lula.

Uma coisa é muito certa, os políticos, muitas vezes, fazem suas alianças de acordo com conveniências, sem considerar ou consultar suas bases, o que a gente chamava na velha política de "currais eleitorais". Claro que é um direito democrático, mas ao "pular de galho em galho", corre-se o risco de escorregar e cair. Espero que tudo ocorra como o planejado, pois a cidade e a região onde moro também estão nesse jogo de poderes.

Por Belarmino Mariano. Imagens das redes Sociais. Sobre "alhos e bugalhos", entendam como tudo isso.
Fontes: guarabira50graus. Portal Mídia, Jornal da Paraíba, Paraíba Online, Paraíba Já, Rádio Cruz das Armas e Fonte 83.