quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026

A China se Declara Autossuficiente

Por: Moz na Diáspora, via Blaut Ulian Jr.

A China deixou de pedir licença ao mundo. Quando Xi Jinping fala em autossuficiência tecnológica e fortalecimento do mercado interno, ele não está fazendo discurso bonito para plateia doméstica. Ele está redesenhando o jogo global. Num cenário em que Estados Unidos e aliados tentam restringir acesso a chips, semicondutores e tecnologias estratégicas, Pequim responde com planejamento de longo prazo, investimento pesado em inovação e um mercado interno gigantesco capaz de sustentar crescimento sem depender do humor externo.

Estamos falando de um país com mais de um bilhão de pessoas, uma base industrial robusta e um Estado que pensa em ciclos de décadas, não de eleições. A aposta em inteligência artificial, semicondutores e energia de próxima geração não é só econômica. É geopolítica. É soberania. É mensagem clara: “podem tentar cercar, nós vamos produzir”.

Xi Jinping se posiciona como líder de um projeto nacional que combina planejamento estatal, demanda interna e tecnologia como eixo central. Para muitos, isso é eficiência estratégica. Para outros, é centralização excessiva de poder. Mas uma coisa é inegável: a China já não é apenas fábrica do mundo. Ela quer ser cérebro, laboratório e mercado do mundo.

A pergunta que fica é simples e desconfortável: a autossuficiência chinesa é um caminho inevitável para o equilíbrio global ou o início de uma nova divisão econômica do planeta? O Ocidente consegue competir com um modelo que une escala populacional, planejamento de Estado e ambição tecnológica? Ou estamos assistindo à consolidação de um novo centro de poder que não depende mais da aprovação de ninguém?

terça-feira, 17 de fevereiro de 2026

15 escândalos imorais atribuídos aos Bolsonaro após Flávio dizer que “Lula trouxe a imoralidade”


.  Por: VNS News Brasil* 

Um a um , os 15 escândalos imorais atribuídos aos Bolsonaro após Flávio dizer que “Lula trouxe a imoralidade”
Cargos para miliciano assassino, cheques para madrasta, rachadinha, caso das menores em que “pintou um clima”, venda de joais e relógios desviados e briga por bebidas da adega do Palácio são alguns deles

 
Cargos para miliciano assassino, cheques para madrasta, rachadinha, caso das menores em que “pintou um clima”, venda de joais e relógios desviados e briga por bebidas da adega do Palácio são alguns dos casos de imoralidade escandalosos atribuídos à família Bolsonaro. Agora, eles ganham relevo após o filho mais velho do ex-presidente condenado, que é pré-candidato à Presidência, ir ao X (antigo Twitter) para dizer que “Lula trouxe a depravação moral generalizada” para o Brasil.

A ira toda do clã de extrema direita começou após o desfile da escola de samba Acadêmicos de Niterói, do Rio de Janeiro, que homenageou o presidente Lula em seu enredo deste ano na Marquês de Sapucaí. A gritaria, inicialmente, versava apenas sobre uma suposta propaganda eleitoral antecipada, algo que ficaria a cargo da Justiça Eleitoral averiguar. Mas Flávio, assim como o restante da família e do grupo ideológico com contornos de seita, resolveu lançar uma espécie de “guerra moral”, colocando religião no meio do episódio e instando pastores evangélicos a demonizarem o atual presidente em seus cultos.

Diante da “cruzada pela moral e os bons costumes” da família, a Fórum listou 15 escândalos imorais graves atribuídos amplamente na imprensa aos Bolsonaro nos últimos anos, mostrando que neste quesito eles têm um histórico pra lá de controverso, além de muito assustador.

1 – Esquema de “rachadinhas” com Flávio Bolsonaro e Fabrício Queiroz: Flávio, filho mais velho, foi acusado de desviar salários de assessores de seu gabinete na Alerj, com movimentações atípicas de R$ 1,2 milhão por Queiroz, amigo da família. O MP-RJ denunciou por organização criminosa e lavagem de dinheiro em 2020; Queiroz chegou a preso.

2 – Escândalo das joias sauditas (kit feminino Chopard): “Presentes de alto valor” (colar, anel, relógio e brincos da Chopard, avaliados em R$ 16,5 milhões) foram recebidos do governo da Arábia Saudita em 2021 para Michelle Bolsonaro, mas evidentemente são parte do acervo da Presidência. Houve tentativas de entrada ilegal em território nacional, barradas pela Receita Federal, além de muitas pressões para liberação. Omitidos do acervo público, os itens milionários permaneceriam em poder do clã. Bolsonaro foi indiciado por peculato, associação criminosa e lavagem de dinheiro em 2024, referente ao caso.

3 – Venda ilegal dos relógios de luxo no exterior (Rolex e Patek Philippe): Relógio Rolex de ouro branco com diamantes foi recebido da Arábia Saudita em 2019, e o Patek Philippe do Bahrein, em 2021. Eles foram vendidos nos EUA por aliados como o tenente-coronel Mauro Cesar Cid, gerando US$ 68 mil (cerca de R$ 347 mil na época). O dinheiro foi entregue fracionado a Bolsonaro, em espécie, para despesas pessoais. O caso é parte do mesmo inquérito das joias, que resultou no indiciamento em 2024 por peculato e lavagem. Alguns itens foram recomprados para devolução ao TCU, o que tornou a história ainda mais vergonhosa.

4 – Orçamento secreto: Mecanismo sistemático de desvios e fraude aprofundado e que se arraigou em 2020, inicialmente distribuiu mais R$ 30 bilhões em emendas sem transparência, favorecendo aliados em troca de apoio político. Descrito pela Transparência Internacional como esquema de corrupção institucionalizada, com superfaturações em saúde e educação, o orçamento secreto tal como implantado por Bolsonaro pode ser apontado como o maior mecanismo de corrupção da História do Brasil, que de tão complexo e enraizado ainda não pôde ser totalmente sanado, em que pese o papel do ministro Flávio Dino, que vem tentando contê-lo.

5 – Corrupção no Ministério da Educação (MEC): O ex-ministro Milton Ribeiro foi preso em 2022 acusado de receber propina via pastores evangélicos que controlavam verbas do FNDE. Áudio revelado à época dizia que “a priorização de pedidos era a mando de Bolsonaro”. O esquema incluiu até barras de ouro como pagamento.

6 – Cheques para Michelle Bolsonaro: Queiroz depositou R$ 89 mil em cheques na conta da primeira-dama Michelle Bolsonaro entre 2018-2019, oriundos segundo as acusações do esquema das rachadinhas. Bolsonaro alegou que era a “devolução de empréstimo”, mas a ocorrência foi investigada como lavagem de dinheiro.

7 – Superfaturamento em compras públicas: Suspeitas de propina em vacinas como a Covaxin (US$ 1 por dose extra), durante o período da pandemia da Covid-19, além de desvios nos valores pagos em ônibus escolares são outros casos relacionados a corrupção do governo Bolsonaro.

8 – Envolvimento com milicianos: O caso das rachadinhas atribuído a Flávio Bolsonaro estaria intrinsecamente ligado ao miliciano Adriano da Nóbrega, o mais notório assassino de aluguel da história do Rio de Janeiro. Flávio homenageou o criminoso com a mais alta comenda da Alerj e deu cargo fantasma à esposa e mão do matador em seu gabinete de deputado estadual. Adriano morto numa operação policial na Bahia, em 2020, em condições estranhas e totalmente questionáveis até hoje.

9 – Funcionários fantasmas e nepotismo: Inúmeros assessores dos gabinetes da família, como parentes da ex-esposa de Bolsonaro, Ana Cristina Valle, foram nomeados sem precisar trabalhar, algo que flagrantemente se configura como desvio de recursos.

10 – Declaração sobre meninas venezuelanas e que teria “pintado um clima”: Numa entrevista de 2022, Jair Bolsonaro descreveu um encontro que teria sido fortuito com adolescentes venezuelanas “arrumadinhas e de 13 ou 14 anos”, insinuando prostituição, numa comunidade do Distrito Federal. Na sequência, o então presidente teria se aproximado delas, segundo seu próprio relato, e teria “pintado um clima” (suas palavras). Ele foi condenado em 2025 a pagar R$ 150 mil por estigmatização e violação de direitos.

11 – Empréstimo bancário não pago por Jair Renan: O filho caçula de Jair Bolsonaro teria fraudado faturamentos de sua empresa para obter R$ 291 mil em empréstimos bancários em 2023 (baseado em dados de 2021-2022). O valor conseguido não foi pago inicialmente, o que gerou um inquérito e seu indiciamento por lavagem de dinheiro, falsidade ideológica e uso de documento falso.

12 – Relações ilegais em contrato de camarote no estádio de Brasília: Jair Renan foi investigado por tráfico de influência via sua empresa, por supostas doações de empresários ligados a contratos públicos. Por isso, ele foi indiciado em 2024 por obstrução de justiça.

13 – Brigas familiares com Michelle Bolsonaro: Tensões familiares foram relatadas por interlocutores no Palácio do Alvorada, incluindo episódios envolvendo Jair Renan e a madrasta. Certa vez, relata a imprensa, e foi à residência oficial para pegar bebidas alcoólicas da adega oficial, o que teria desagradado Michelle e a feito trancar o recinto. Jair Bolsonaro, contrariado com a atitude da mulher ao cercear o filho mais novo, dizem relatos reportados, teria arrombado a porta da adega num acesso de raiva.

14 – Compra de 107 imóveis pela família Bolsonaro: A família do ex-presidente negociou 107 imóveis desde os anos 1990, sendo que 51 deles foram pagos total ou parcialmente em dinheiro vivo, somando o montante de R$ 25,6 milhões corrigidos pela inflação. Os negócios incluíram casas, lojas e terrenos, nos nomes de Bolsonaro, filhos, ex-mulheres e irmãos. Os valores são amplamente considerados incompatíveis com os ganhos do então deputado federal e posteriormente presidente, mas as investigações foram suspensas por não ser possível individualizar condutas nos casos.

15 – Compra da mansão de Flávio Bolsonaro em Brasília: Em 2021, o senador que hoje é pré-candidato à Presidência adquiriu uma mansão de R$ 5,97 milhões no Lago Sul, em Brasília, com uma entrada de R$ 2,87 milhões e financiamento de R$ 3,1 milhões, realizado pelo BRB, o banco estatal de Brasília, por um prazo de 30 anos. Quitada antecipadamente em menos de três anos, em 2024, com seis pagamentos extras totalizando R$ 3,4 milhões em 37 meses, a realização da transação segue sendo um enigma, já que o salário mensal de Flávio como senador é R$ 44 mil e sua esposa tem uma renda quase que irrisória, segundo declarações. Há evidentes suspeitas de condições favoráveis no empréstimo, assim como em relação à origem dos recursos.

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026

CARTA ABERTA AO MUNDO: DESDE CUBA, UMA MULHER DO POVO DENUNCIA O CRIME QUE NÃO QUEREM VER

Via Ikay Romay.

À humanidade inteira, às mães do mundo, aos médicos sem fronteiras, aos jornalistas com dignidade, aos governos que ainda acreditam na justiça:

Meu nome é como o de milhões. Não tenho sobrenomes conhecidos nem cargos importantes. Sou uma cubana do povo. Uma filha, uma irmã, uma patriota. E escrevo isto com a alma dilacerada e as mãos tremendo, porque o que meu povo vive hoje não é uma crise. É um assassinato lento, calculado, friamente executado desde Washington.

E o mundo olha para o outro lado.

👵 DENUNCIO POR MEUS AVÓS:

Denuncio que em Cuba há idosos que morrem antes do tempo porque o bloqueio impede que cheguem medicamentos para o coração, a pressão, a diabetes. Não é falta de recursos. É proibição deliberada. Empresas que querem vender para Cuba são multadas, perseguidas, ameaçadas. Seus governos calam. E enquanto isso, um avô cubano aperta o peito e espera. A morte não avisa. O bloqueio, sim.

👶 DENUNCIO POR MINHAS CRIANÇAS:

Denuncio que houve incubadoras em Cuba que tiveram que ser desligadas por falta de combustível. Que há recém-nascidos lutando pela vida enquanto o governo dos Estados Unidos decide quais países podem nos vender petróleo e quais não. Que há mães cubanas que viram a vida de seus filhos perigar porque uma ordem assinada num escritório em Washington vale mais que o choro de um bebê a 90 milhas de sua costa.

Onde está a comunidade internacional? Onde estão as organizações que tanto defendem a infância? Ou será que as crianças cubanas não merecem viver?

🍽️ DENUNCIO A FOME INTENCIONAL:

Denuncio que o bloqueio é fome programada. Não é que falte comida por acaso. É que nos impedem de comprá-la. É que os navios com alimentos são perseguidos. É que as transações bancárias são bloqueadas. É que as empresas que nos vendem grãos, frango, leite, são sancionadas.

A fome em Cuba não é um acidente. É uma política de Estado do governo dos Estados Unidos, refinada durante 60 anos, atualizada por cada administração, recrudescia por Donald Trump e executada com saída por Marco Rubio.

Eles chamam isso de "pressão econômica". Eu chamo de terrorismo com fome.

⚕️ DENUNCIO POR MEUS MÉDICOS:

Denuncio que nossos médicos, os mesmos que salvaram vidas na pandemia enquanto o mundo inteiro desabava, hoje não têm seringas, nem anestesia, nem equipamentos de raio-X. Não porque não saibamos produzi-los. Não porque não tenhamos talento. Mas porque o bloqueio nos impede de acessar os insumos, os sobressalentes, a tecnologia.

Nossos cientistas criaram cinco vacinas contra a COVID-19. Cinco. Sem ajuda de ninguém. Contra ventos e marés. Contra bloqueio e mentiras. E ainda assim, o império nos castiga por termos conseguido.

🌍 AO MUNDO DIGO:

Cuba não pede esmola.
Cuba não pede soldados.
Cuba não pede que gostem de nós.

Cuba pede justiça. Nada mais. Nada menos.

Peço que parem de normalizar o sofrimento do meu povo.
Peço que chamem o bloqueio pelo seu nome: CRIME DE LESA HUMANIDADE.
Peço que não se deixem enganar pelo conto do "diálogo" e da "democracia" enquanto apertam nosso pescoço.

Não queremos caridade. Queremos que nos DEIXEM VIVER.

Aos governos cúmplices que calam:
A história lhes cobrará.

Aos meios de comunicação que mentem:
A verdade sempre encontra brechas.

Aos algozes que assinam sanções:
O povo cubano não esquece e não perdoa.

Aos que ainda têm humanidade no peito:
Olhem para Cuba. Olhem o que fazem com ela. E perguntem-se: De que lado da história quero estar?

Desta ilha pequena, com um povo gigante,
Uma cubana do povo que se recusa a render-se.

SE ESTE TEXTO TE COMOVEU POR DENTRO, COMPARTILHE-O.

Não importa se você tem 10 amigos ou 10 mil seguidores.
Não importa se seu mural é público ou privado.
Não importa se você nunca compartilha nada.

Mas isto é diferente.

Isto não é uma foto de um pôr do sol.
Isto não é uma notícia de fofoca.
Isto não é uma opinião qualquer.

Isto é um GRITO. E gritos não se guardam. Se ESCUTAM. Se REPLICAM. Se TORNAM MULTIDÃO.

Hoje não te peço um "curtir".
Peço que uses seus polegares para algo maior do que rolar a tela.

COMPARTILHE.

Para que o mundo saiba que em Cuba não há uma crise.
Há um CRIME.

Para que as mães de outros países saibam que aqui há bebês lutando em incubadoras desligadas pelo bloqueio.

Para que os avós de outras terras saibam que aqui há idosos que morrem esperando medicamentos que Washington não deixa entrar.

Para que os governos cúmplices sintam vergonha.
Para que os meios de comunicação mentirosos não tenham escapatória.
Para que os algozes saibam que NÃO NOS CALAMOS.

Uma só pessoa compartilhando isto não muda o mundo.
Milhares, milhões, SIM.

Não guarde este texto só para você.
Não seja cúmplice do silêncio.

FAÇA COM QUE ESTA DENÚNCIA CHEGUE MAIS LONGE QUE O BLOQUEIO.

COMPARTILHE. AGORA.

#CubaDenunciaAoMundo
#OBloqueioMata
#CriançasSemIncubadoras
#IdososSemMedicamentos
#FomeIntencional
#CrimeDeLesaHumanidade
#CubaVive
#COMPARTILHEpelaCuba
#QueOMundoNosEscute
#DenúnciaQueDói
#CubaGrita
#OBloqueioÉCrime
#ViralizeAVerdade
#PátriaOuMorte
#Venceremos

Ikay Romay
✊🇨🇺💔

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026

A Fortaleza Vazia: Uma Crônica sobre o Amor que Mata.

Por: Alessandra Almeida Del'Agnese**

O Brasil acordou mais uma vez com o cheiro de pólvora e leite derramado. Não é metáfora. É o leite do café da manhã que não aconteceu, é o pó da mochila que não será mais usada. Em Itumbiara, no silêncio ensurdecedor da noite de quarta-feira (11), um menino de oito anos, Miguel, teve a vida interrompida dentro daquilo que deveria ser abrigo.

O nome do homem era Thales Naves Alves Machado, 40 anos. Genro do prefeito, secretário da prefeitura, casado havia 15 anos com a mãe das crianças. Um homem socialmente inserido, aparentemente ajustado, reconhecido na cidade. Ele matou Miguel, feriu o filho caçula e, em seguida, tirou a própria vida.

A tragédia não escolhe endereço pela renda, pelo cargo ou pelo sobrenome. Ela se instala onde há uma alma que não aprendeu a perder.

E eu fico aqui, pensando: o que é essa coisa estranha que chamamos de família? Essa instituição que juramos sagrada, esse porto que deveria ser seguro, mas que às vezes se revela um campo minado onde o maior perigo mora dentro de casa.

Não é sobre partido. Não é sobre ideologia. É sobre uma patologia antiga: o homem que confunde amor com posse. O homem que, diante da separação real ou iminente não enxerga um fim de ciclo, mas a implosão do próprio ego. Ele não vê uma mulher querendo seguir a vida; ele vê um território se deslocando. Ele vê o controle escapando pelos dedos.

E quando o controle vai embora, ele acredita que tudo deve ir junto.

Os filhos, nessa lógica doentia, deixam de ser seres humanos e passam a ser símbolos. Extensões de um domínio. Provas de poder. E se a mulher ousa reconstruir-se, ousa ser feliz, ousa respirar fora da fortaleza, ele decide incendiar o castelo inteiro.

Vejam a perversidade do pensamento: “Se não posso ter, ninguém terá.”
Mas o que ele realmente diz é: “Se não posso controlar, destruirei.”

Ele não suporta a ideia da continuidade da vida sem ele no centro. Não suporta imaginar que os risos que ele julgava pertencerem ao seu reinado ecoem em outra paisagem. Então executa o ato extremo o gesto que acredita ser poder, mas é apenas covardia desesperada.

E antes do fim, quase sempre há uma narrativa. Uma tentativa de inverter os papéis. De vestir a máscara de vítima. Como se a liberdade da mulher fosse agressão. Como se o direito de ir embora justificasse o massacre.

Mas não há justificativa.

Há apenas o vazio.

E nós, sociedade, choramos, compartilhamos, nos indignamos. Colocamos vigília, policiamento, notas oficiais. Mas evitamos olhar para a raiz: essa educação emocional inexistente, essa masculinidade que ensina a conquistar, mas não ensina a perder; que ensina a possuir, mas não ensina a respeitar a autonomia do outro.

É difícil ser mulher. É difícil ser mãe. É difícil dormir ao lado de alguém e não saber se aquele amor é abrigo ou cela.

Miguel se foi. O filho caçula carrega no corpo e na memória a marca de uma noite que jamais será esquecida. E uma cidade inteira aprende, da maneira mais brutal, que status não é sinônimo de saúde emocional.

Fica o silêncio. Fica o eco. Fica a pergunta que não quer calar:

Até quando confundiremos fortaleza com prisão?

*O filho caçula, partiu hoje, não resistiu.

**Alessandra Almeida Del'Agnese
@seguidores

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026

Resenha do Livro Sobre a História do Treze Futebol Clube, Alvinegro Centenário.

Por Belarmino Mariano*

Quase todos sabem que sou flamenguista e simpático do Campinense Clube, em decorrência das aproximações do padrão de cores. Mas isso não vem ao caso, pois o assunto aqui é o nascimento do Treze Futebol Clube, também conhecido como "o Galo da Borborema ou 13 de Campina Grande".

O livro "Éramos apenas 13 - um grupo de amigos que transformou numa nação!" De autoria do professor Mário Vinicius Carneiro Medeiros. João Pessoa, editora ideia, 2025, 86 p. Com uma capa leve e preto no branco, para combinar com as cores alvinegras do Treze Futebol Clube, já nos deixa no mínimo curiosos, pois existe uma mística na numerologia e cabalística em torno do 13. 

Tive o prazer e a felicidade de receber diretamente do autor, professor Mário Vinícius, mais essa brochura linda, com dedicatória e marcador de páginas, delicadamente bem produzido por Magno Nicolau da Editora Ideia.

Em um livro gosto de ler tudo e quero começar a destacar essa capa que parece veludo com impressões de imagens históricas dos fundadores do galo da Borborema e seu centenário escudo de glórias e títulos épicos e ideia de sorte e/ou azar, quando as conquistas acontecem, ou quando, em meio as tormentas, as incertezas e imprevistos do futebol, nos frustramos enquanto fieis torcedores.

A orelha do livro traz uma importante apresentação síntese de Thélio Queiroz Farias. De maneira essencial, já nos desperta para o que vem pela frente, pois a história de um século do clube é um alerta sobre as poucas obras, tratando sobre o futebol brasileiro e paraibano.

O prefácio do livro "Éramos apenas 13", foi escrito pelo talentoso Bráulio Taváres. E aqui não vamos usar a expressão campinense, pois o melhor termo seria "campina grandense". Brincadeiras aparte, Bráulio é de uma sensibilidade literária fenomenal e, nos jogou de imediato, para o mundo dos poderes sobrenaturais e mistérios de um mundo em que o 13 ganha significado e identidade especiais, que só podem ser sentidas por quem é um fiel torcedor.

Ele nos passou a ideia, em que, outros mortais nunca saberão ou provarão dos encantos em ser torcedor do treze. Ou você entra nesse universo maravilhoso como torcedor, ou sua vida sempre ficará faltando alguma coisa. Então, para conhecer essa história, essa mística fantástica, você precisa ler essa obra secular e, para todos os que vestem o "manto alvinegro do 13" e suas insignias cabalísticas, conhecer essa história, fará muito mais sentido em suas vidas.

Bráulio Taváres, como todos sabemos, mergulhou profundamente nessa arte das escrituras sobre o 13 Futebol Clube e suas palavras, despertam o leitor a se apaixonar pelo desconhecido, que está prestes a ser desvelado pelo professor Mário Vinícius e sua obra.

Bráulio começou relembrando de tempos difíceis, de um bom time e bom futebol, mas experiências inglórias, sofrimento e zoações adversárias. Narrativas de algumas décadas perdidas, mesmo assim, existia altivez e humildade para continuar as batalhas e esperanças em dias melhores.

Bráulio alerta a todos os que torcem por algum clube de futebol, para a ideia de que, um dia a gente chora a derrota, mas enquanto isso, aguarda o próximo embate, para na vitória se alegrar, vibrar e crescer as esperanças para o outro dia da semana até o ápice do troféu tão desejado.

Ele traz para o prefácio, os idos de 1975, quando o 13 completou seus 50 anos de existência, memória e história dos 13 primeiros desbravadores que transformaram um sonho em uma nação de galos com essa numerologia para a sorte em torcer pelo 13.

Bráulio Taváres usou a palavra essencial algumas vezes, com isso nos colocou no campo da percepção, fenomenologia e essencialismo e como um artista sensível e emocionado pelo tema que lhe toca profundamente, fez o seu melhor e nos deixou mais instigado a continuar querendo saber o que virá pela frente, pois aqui é apenas o pré-jogo.

Essencial mesmo, pois foi tocado pela história, pela memória e vivências em alegrias e tristezas típicas de qualquer torcedor que ama seu clube, como quem ama seus amigos, seus pais, sua esposa, filhos e netos. 

É importante dizer que ser torcedor é algo que implica, em muitos casos, seus próprios amigos, que às vezes torcem pelo clube adversário (Raposeiros, botafoguenses, etc). Mesmo assim, um se alimenta da alegria ou da tristeza do outro, sempre em um amor tóxico das eternas provocações.

1 século não são 100 dias e para que um século se passe em torno de um fenômeno humano, precisamos reconhecer a importância dos pioneiros e, no livro em tela, eram apenas 13 e assim foi criado o Treze Futebol Clube da Paraíba.

Quando temos um prefácio com essa intensidade, só podemos esperar uma obra significativa e confiante. Registro histórico de um século e muito mais, pois dos primeiros 13, grandes nomes vultos se encontram nos anais do primeiro século do Galo da Borborema.

A Título de Introdução, já adorei saber dos três primeiros nomes de fundadores do 13, mas saber que o primeiro gol oficial do galo foi marcado pelo jogador Guiné, em 1926, significa muito, pela simbologia do "Galo e do Guiné", duas aves muito resistentes do sertão nordestino. Sabemos dos limites em termos de comunicações, mas as imagens e o destaque da resenha esportiva da época, são relíquias do passado.

Criado em 7 de setembro de 1925, dia da independência do Brasil, momento comemorativo e que certamente marcou essa escolha histórica. Talvez nem imaginassem que aquele ato chegasse tão longe, fosse despertar a vivência e o coração de tantos alvinegros e sua eterna paixão pelo "Galo da Borborema".

Há um século, Campina Grande, vivia sua expansão de cidade capital da Borborema e do Sertão Paraibano. Um misto de ciclos econômico do colton, pecuária, agave, entroncamento ferroviário e pujante comércio. No Brasil, já existiam centenas de clubes de remo e futebol e Campina Grande, começou a atrair população dos vários municípios da região. 

O futebol começava a despertar interesse como espetáculo e forma de lazer dos finais de semanas e dos torneios comemorativos. Os clubes eram lugares festivos, ambientes para encontros, torcidas alegres, gerando uma identidade de pertencimento e amizades.

Professor Mário Vinicius, nos alertou para os dias atuais e a grande plataforma de dados, documentos, imagens e outras formas de pesquisas facilitadas pela internet. Mas para isso, tivemos os pioneiros, geração após geração, produzindo a história de fato. Hoje existe a facilidade, mas, sem esses pioneiros, nada poderia ser como o que foi indiciariamente produzido.

O autor, ao resgatar essa história, nos permitiu imaginar como foi esse passado e até mesmo em aguçar nossa curiosidade sobre outros aspectos do tema. Os organizadores do 13 de Campina Grande, devem se orgulhar em ter um torcedor dessa magnitude, dedicando e em dias e noites de pesquisas, trazer até nossos dias, livros como o anterior: "Treze Futebol Clube: 80 anos de História".

Agora estamos diante dos 13 pioneiros fundadores dessa história que se mantém firme, forte e viva. Não quero resenhar esse livro em uma ordem de capítulos, pois isso poderia afastar novos leitores da obra completa. 

Portanto, farei comentários pontuais e o primeiro deles é a riqueza de detalhes sobre os primeiros passos de introdução do futebol como conhecemos, a partir de um mundo ainda com forte isolamento informacional. As cidades em crescimento, os meios de transportes e de comunicação se modernizando e experiências humanas como o futebol, despertando o interesse dos jovens e outras faixas e camadas sociais.

A gente começa a imaginar os primeiros passos da cidade de Campina Grande, os clubes sociais e o interesse de "alguns moleques", por algo que ainda não era do conhecimento de todos. Correr atrás de uma bola, inventar regras e transformar as ruas em campinhos de "peladas".

Bióca, certamente é o grande percussor do futebol em Campina Grande. Esse texto intrincado e muito bem referenciado, nos leva para as ruas de terra de uma Campina Grande em expansão. A gente consegue imaginar o delegado furando a primeira bola e proibindo os jovens de "praticar aquela imoralidade no meio da rua", pois deu a entender que estavam jogando com as suas calças de baixo (ceroulas) e sem camisas.

Não quero dar muitas dicas, mas a história é surpreendente, pois entre o nascimento e desenvolvimento do Treze Futebol Clube e as atividades laborais de Bióca, seu amor pelo futebol levou a também fundar o Departamento de Futebol do Campinense Clube. 

Aqui um alerta aos amigos raposeiros da UEPB Rangel Junior, Hipólito e Efigênio Moura. Quem diria que os raposeiros precisariam ler os 13 pioneiros do futebol em Campina Grande, para descobrir suas próprias origens. Será que existe alguma controvérsia, ou terão que aceitar que o "Galo é o pai da Raposa"?

Também quero alertar aos amigos alvinegros da UEPB, Jamerson e Cristiane Nepomuceno, Cláudio Lucena e Luciano Albino, pois essa é a história de vocês também. Fico nessa torcida pois não podem deixar de ler e de indicar para toda a torcida do 13.

Aqui em Guarabira, também tenho amigos como Elias Asfora, que é um apaixonado pelo 13 de Campina e, lendo essas páginas, lembro das nossas conversas sobre o crescimento urbano de Campina Grande, ressaltado no livro sobre os pioneiros do futebol. Assim como o algodão, o gado, os tropeiros e os trilhos de ferro que fizeram florescer a "Rainha da Borborema".

Quando lemos a história dos 13 pioneiros, um a um, o rico acervo fotográfico, as referências bibliográficas cuidadosamente distribuídas, suas origens familiares, esse rebuscado tratado literário e histórico do professor Mário Vinícius, sobre as origens do futebol em Campina Grande e na Paraíba, ficamos muito felizes em saber que não se trata apenas sobre a história do futebol, pois seu detalhamento e linha histórica, veio recheado pelo imaginário e a memória, expondo as origens e expansão da cidade, suas ruas, seu comércio, o esporte e o lazer de tempos pretéritos que agora reunidos neste livro, podem ser revistos dentro de um pretexto, contexto e texto para além do Treze Futebol Clube.

Poderia detalhar cada um dos 13 capítulos, de Bióca a Zacarias Cotó, até o apito final. Mas quero parar por aqui, quero dizer que o livro é inspirador. Mas não é um livro apenas para os apaixonados torcedores do 13. Essa é uma história para o povo de Campina Grande e para a Paraíba.

O livro nos permite conhecer detalhes da história, a partir das décadas de 1925 e nela, percebermos o quanto é fundamental termos uma identidade cultural, territorial e regional, em que, aqueles preconceitos de lugar, como afirma o historiador Durval Muniz em suas obras, e até mesmo, aquelas máximas de torcer por times de fora, por acreditar que na Paraíba não existem times de futebol, podem ser completamente alterados. 

O professor Mário Vinicius quebra esses estereótipos e nos diz que a bola rola em campo, nas arquibancadas e nos espíritos pioneiros. Que o 13 é uma das suas grandes paixões e que nos seus, quase 40 anos de casado, fez essa linda declaração de amor para sua amada esposa Jucicleide Carneiro: "(...) Trinta e nove anos se passaram (...), meu cabelo caiu, aumentei o peso, mudei de profissão (...) Só dois sentimentos não mudaram: o de torcer pelo Treze e meu amor por você!"

Parabéns ao Professor Mário Vinícius pelo livro, aos 100 anos do Treze e ao futebol paraibano. Que as novas gerações possam colocar lenha nessa fogueira e o 13, daqui a mais 100 anos, possa contar a sua história de dois séculos.
 
*Por Belarmino Mariano. Professor de Teoria da Geografia e Geopolítica pela UEPB. Da Série Resenhas. Editora ideia, projeto gráfico: Magno Nicolau. Capa: Fred Ozanan. Boa leitura para tod@s.

sexta-feira, 30 de janeiro de 2026

VLADIMIR PUTIN DINAMITO O DOMÍNIO GLOBAL DE MAIS DE 2OO ANOS DE ESCRAVIDÃO BANCÁRIA E FINANCEIRA

Via BRICS e via Blaut Olian Junior 

O primeiro dominó caiu. Vladimir Putin desencadeou uma tempestade que nenhum globalista consegue conter. A Rússia eliminou oficialmente o cartel bancário Rothschild do seu território. Esta não é apenas uma notícia financeira: é o primeiro grande golpe contra o coração da Nova Ordem Mundial.

“Nossas futuras gerações nascerão sem as correntes dos Rothschild ao redor dos seus pulsos e tornozelos”, tronou Putin perante o Parlamento russo. Essa declaração destruiu décadas de escravidão global silenciosa.
Durante mais de dois séculos, os Rothschild governaram através da conquista económica: bancos centrais, crises fabricadas e escravidão do FMI.

Sua estratégia: colapsar economias, oferecer resgates e exigir controle total. Putin viu e destruiu.
Expulsou suas marionetas oligarcas, confiscou bens e desmontou sua influência por dentro. Supostos intocáveis acabaram de ser tocados, e forte.

O maior golpe? A DESDOLARIZAÇÃO Putin lançou uma ofensiva total contra a arma favorita dos Rothschild: o dólar. Substituiu o comércio em dólares por ouro, rublos e moedas dos BRICS, neutralizando a corda do FMI e quebrando o monopólio globalista.

“Disseram que iríamos colapsar. Mas somos mais fortes, mais livres e já não nos ajoelhamos perante os banqueiros”, declarou Putin.
Isto não é só a Rússia. É um sinal global. Um tiro de aviso. Uma revolução em andamento. Da América Latina à África, o mundo observa e se prepara para se levantar.

A mensagem de Putin para as elites: NÃO SÃO DONOS DO MUNDO.
Os Rothschild construíram o seu império sobre mentiras, roubos e dependência fabricada. Putin expôs e destruiu suas máquinas. Chega de acordos clandestinos ou ativos que sangrem as nações.

Isto é uma guerra: económica, espiritual, existencial.

A Rússia está livre. Os Rothschild estão cambaleando. E os povos da Terra acabaram de receber um mapa para a libertação.

QUEM SERÁ O PRÓXIMO A SE LEVANTAR?
🔥Comente: LIVRO para entender a agenda genocida que controla este mundo.

quarta-feira, 21 de janeiro de 2026

Com bolsonaristas, nem tudo é paradoxal

Por Belarmino Mariano*

Vendo os absurdos desses idiotas em uma ação coletiva de ataques frontais à democracia e autodestruição das liberdades individuais, a gente começa a achar que estão fumando maconha estragada ou bosta de burro seca, como se fosse skank.

Vendo essas imagens, mesmo em formato de humor, tendo sido, fruto de fatos reais, a gente começa a lembrar da nossa mãe com uma havaiana na mão, dizendo: "venha-me já aqui!" Aí da gente se não fosse.

Nessas horas dá vontade de dizer: magote de fela da gaita! Infeliz das costas ocas! Arrombados da gota serena! Vão todos chupar um canavial de canas! Isso pra não dizer outras coisas.

Por Belarmino Mariano. Série Pavio Curto. Imagem das redes sociais.