quarta-feira, 24 de junho de 2026

A Nova Guerra Fria e a América Latina: Reflexões Históricas sobre Hegemonia e Dependência

.    Por Sérgio Gomes da Silva*

Ao longo do século XX, a América Latina ocupou posição estratégica na política externa dos Estados Unidos. Durante a Guerra Fria, especialmente entre as décadas de 1960 e 1970, diversos países da região foram palco de golpes militares apoiados direta ou indiretamente por Washington sob a justificativa de conter o avanço do comunismo.

O caso brasileiro de 1964, assim como os episódios ocorridos no Chile, Argentina, Uruguai e Bolívia, demonstram como a disputa ideológica entre capitalismo e socialismo influenciou profundamente os rumos políticos do continente.

A defesa dos interesses geopolíticos norte-americanos esteve associada à preservação de sua área de influência em um contexto de polarização global.
Entretanto, o século XXI apresenta uma realidade distinta. A principal disputa internacional já não ocorre entre Estados Unidos e União Soviética, mas entre Estados Unidos e China. 

A ascensão econômica, tecnológica e comercial chinesa representa um dos maiores desafios à hegemonia norte-americana desde o fim da Segunda Guerra Mundial.

Nesse cenário, a América Latina voltou a ocupar papel relevante. Rica em recursos naturais, biodiversidade, energia e produção agrícola, a região tornou-se espaço de intensa competição econômica e estratégica.

Diferentemente do passado, os mecanismos de influência não se limitam à intervenção militar. Hoje, incluem disputas comerciais, controle tecnológico, circulação de informações e influência sobre a opinião pública.

As redes sociais, os grandes conglomerados digitais, os meios de comunicação e diferentes grupos políticos e econômicos passaram a desempenhar papel central na construção das narrativas que orientam o debate público. A disputa contemporânea é também uma disputa pela informação e pela interpretação da realidade.

Do ponto de vista histórico, observa-se que as formas de poder mudam, mas os interesses geopolíticos permanecem. A busca pela manutenção da influência sobre a América Latina continua presente, agora em um mundo cada vez mais multipolar e interdependente.

Diante desse contexto, o principal desafio dos países latino-americanos consiste em fortalecer suas instituições democráticas, investir em educação, ciência e tecnologia e construir projetos nacionais capazes de conciliar desenvolvimento econômico, soberania e justiça social.

A história demonstra que nenhuma nação alcança autonomia duradoura sem capacidade de formular seus próprios caminhos. Compreender as disputas do passado é fundamental para interpretar os desafios do presente e pensar o futuro da América Latina em um cenário internacional em constante transformação.

*Por Sérgio Gomes da Silva
Historiador e Pós-Graduado em História do Brasil. 

segunda-feira, 22 de junho de 2026

Comunicado às Hienas do bol$on4ri$m0

| comunicado às hienas | Do Zê Carota. Via Ana Vasconcelos.

estou sendo bombardeado no Threads (aquele tuíter da meta), e imaginem por quê?
sim, porque, numa rede que quase nunca uso, fiz uns poucos posts sobre Lula.

nada de novo vindo da cloaca da qual saíram as hienas que comem a m3rd4 do bol$on4ri$m0 e riem.

muita adjetivação rosnada e babada contra Lula, replicando qual verdades fossem as fake news difundidas diuturnamente pela mídia desde seu surgimento como liderança sindical, na década de 1980, e tornadas psicóticas a partir da farsa que foi a lava jato, potencializadas ad infinitum pelas redes sociais.

mas chama a atenção, não pelo ineditismo, mas porque ainda usada qual 'argumentação' política fosse a baba hidrófoba do preconceito sexual, ou seja, um homem que respeita, admira e vota em Lula só pode ser "v14do", "b1ch4", "gay".

Freud explica o quanto há de desejo reprimido e projeção nisso, mas não adianta tentar falar isso pra quem não pensa (pensasse, não seria hiena de m1l1c1an0 n4z1fa$c1$t4).

soubessem que berlusconi, ex-prêmiê italiano, cosplay de mu$$ol1n1, empresário e cartola do Milan, quando contratou Ronaldinho Gaúcho, pagava para ter sexo an4l com garotas usando uma máscara do craque, talvez entendessem o que também move a homofobia e o racismo - ou, nada improvável, trocassem de "mito"...

bom, seja como for, trago duas notícias para vocês, hienas, sendo uma ruim e a outra, pior ainda: uma, que não me ofende em nada ser chamado de gay. ofendido ficaria se chamado de f4$ci$t4 ou, dá na mesma, bolsonarista; e, por fim, fosse gay, seria, além de maravilhoso (sol em Leão), tão exigente em minhas relações afetivas e sexuais quanto o sou como hetero, ou seja: vocês não teriam a menor chance comigo.

mera questão não apenas intelectual e estética, mas, sobretudo, de higiene. 

#LulaPresidente #Lula #LulaSempre #esquerda #antifa

terça-feira, 16 de junho de 2026

Um Bolsominium no Divã

. *Por Belarmino Mariano

Jair Almeida Frustódio, 60 anos, morador da periferia de Belford Roxo (RJ), trabalhador CLT e atuando no comércio há mais de 35 anos, tendo passado por dezenas de empresas, até na capital fluminense. 

Há seis anos trabalhando na loja "Império dos Móveis", desde sua inauguração. Se orgulha e acredita que aos 65 anos se aposentará no "Império dos móveis". 

Seu patrão é carrancudo, mas segue sua mesma ideologia, enquanto o patrão apoia a extrema direita, ele esclarece ao amigo que também é de extrema direita. Disse que nunca gostei do povo da esquerda que sempre luta contra o patrão e se esquece que é o patrão que paga nosso salário.

A conversa girava em torno do fim da jornada de trabalho, escala 6x1, que os deputados da esquerda estavam na luta por mais tempo de descanso para o trabalhador ficar com a família, descançar e praticar algum tipo de lazer. 

Frustódio, chateado com esse projeto, desceu o pau nos deputados da esquerda e no Presidente Lula: Veja só, o Lula quer que a gente só trabalhe 40 horas semanais (escala 5x2). Esse presidente é um 9 dedos preguiçoso. Por mim eu trabalhava os 7 dias da semana, sem descanso e sem reclamar.

O amigo um pouco mais jovem, com 26 anos de idade e fazendo faculdade pelo ProUni a noite, disse, mas rapaz, tu estais indo contra a Bíblia sagrada, onde sugere que até Deus descansou depois da sua obra. 

Que nada, retrucou Frustódio, domingo o pastor explicou que essa passagem Bíblica é apenas "uma figura de linguagem", eu não entendi, mas ele citou o versículo "Sirvam aos seus senhores de boa vontade, como servindo ao Senhor, e não aos homens, porque vocês sabem que o Senhor recompensará cada um pelo bem que praticar, seja escravo, seja livre (Efésios 6:7-8).

Então o colega de trabalho retrucou dizendo, mas no mesmo livro de Efésios. (4:28), lemos: "O trabalho é incentivado como meio para suprir as próprias necessidades, cuidar da família e, além disso, ter recursos para ajudar quem precisa". 

Então a gente precisa cuidar da família para além do trabalho, um descanso, uma folga, levar o filho num médico, participar de uma reunião de país, consertar um telhado, tem um tempo livre para ficar com a família, para fazer um curso de reciclagem. 

Almeida, rapaz, cara, tu parece que não aprende, lembra daquele dia que tu entrou num ônibus pago pelo patrão, com sanduíches e bebidas, com 100 reais para cada um, vocês saíram no sábado para Brasília, aí no domingo fim de tarde foi aquele quebra-quebra dos infernos e tu escapou fedendo, pois não deu tempo de vocês invadirem a Praça dos Três Poderes.

Tu até já tinha se calado desses merdas que tu fala, o patrão mesmo, fez uma reunião e pediu pra gente não conversar mais sobre esses assuntos de política, mas é aquele teu grupo de whatsapp, que tu voltou a compartilhar merdas. Agora defendendo os filhos daquela peste que por acaso é teu xará.

Frustódio, acorda rapaz, teu filho mais novo no Ensino Médio, recebendo o "pé de meia", semana passada tu precisou ir na UPA de madrugada, pois tua filha estava com quase 40c de frebre. Tua mulher cadastrada no bolsa família. Cara, sai disso, tudo num tá vendo que com Lula, quem ganha é o trabalhador.

De repente, um silêncio súbito e o patrão aparece na seção, alerta que o papo tá bom, mas manda os dois ao trabalho. Tipo, vamos trabalhar que a gente precisa bater a meta e sábado a gente vai ficar até as 17:00 horas, pois tô querendo arrumar o estoque, pois tá chegando muitos produtos novos e quero fazer um saldão. 

Ele disse" "Semana que vem é o dia das mães e a gente vai abrir até o domingo. Como disse o Senhor, "o trabalho dignifica o homem" e esse é o nosso lema.

Luiz Firmino Silva, 27 anos, trabalhando no comércio a 8 anos, estudante de Psicologia com bolsa integral (100% Prouni), saiu refletindo, "esse patrão é mala, a minha professora de Sociologia da Educação, comentou que Marx Weber pode ter usado essa frase "O trabalho dignifica o homem", se referindo ao livro "Capitalismo como Religião" e outro livro sobre "Ética Protestante e o 'Espírito' do Capitalismo". Ele acha que todos são idiotas como o Jair.

#Pelofimdaescala6x1
*Por Belarmino Mariano. Imagem Brasil de Fato.

segunda-feira, 8 de junho de 2026

Sob a sombra da suástica: uma crônica sobre o leite e o ódio

Por: Alessandra Almeida Del'Agnese Vejam que espetáculo dantesco, que mise-en-scène da nossa estupidez tropical! Era um brinde. Um gesto banal, à primeira vista. Flávio Bolsonaro, Romeu Zema e Ronaldo Caiado ergueram seus copos, sorrindo para as câmeras, e beberam leite. O fazendeiro, o empresário, o político. O que poderia ser mais inofensivo? A menos que você saiba o código. A menos que você entenda que aquele líquido branco, para o neonazista, não é apenas um produto do agro. É símbolo de pureza racial. É o alimento do “ariano superior”, uma ideologia criminosa que já foi a pá de terra sobre 6 milhões de judeus. Esse símbolo é um antigo “apito de cachorro” do Terceiro Reich, ligado à obsessiva estética da pureza racial, alimentar, moral. E você, caro leitor, que acredita na democracia, precisa saber: quando esses três ergueram o brinde pelo leite, estavam sinalizando para as sombras. Um chamamento àqueles que querem nos destruir, um convite para que se multipliquem. E eles estão se multiplicando. O Brasil que, nos anos 1930, sediou a maior filial do Partido Nazista fora da Alemanha, agora vê a monstruosidade renascer com força brutal. Entre 2015 e 2022, segundo a antropóloga Adriana Dias, as células neonazistas no país saltaram de 72 para 1.117. Só em Santa Catarina, uma pesquisa da UFSC de 2022 contabilizou 320 desses núcleos, uma concentração por habitante que supera qualquer outro estado. O monstro não está mais na Europa. Ele está na sua rua, nos grupos de WhatsApp do seu bairro. “Ah, mas é só um bando de jovens idiotas”, você pode pensar. Não. Não mesmo. A ONU já emitiu alertas sobre o fenômeno, e uma relatora especial expressou preocupação com o avanço do extremismo de direita no país. As operações da Polícia Federal, como a “Nuremberg” de 2025, desmantelaram grupos com estrutura hierarquizada, cobrança de mensalidade e planos para espalhar o terror. Ameaças reais, armas, planos. E o pior: cresceram 270,6% durante o governo do ex-presidente, que reiteradamente atacou minorias e deu salvo-conduto ao ódio. As instituições, como diria a filha de sobreviventes do Holocausto, Clara Levin Ant, assistem inertes a essa naturalização, uma tragédia silenciosa que se desenrola sob nossos narizes. Onde está o Ministério Público? Onde está o Supremo Tribunal Federal, que já julgou o neonazista gaúcho Siegfried Ellwanger e definiu que o racismo é crime inafiançável? A simples existência dessas células é inconstitucional, uma afronta direta ao Estado Democrático de Direito. E ainda assim, vemos a máquina do Estado ranger, engrenagens enferrujadas que se movem com uma lentidão quase criminosa. É prevaricação. É um “fingir que não vê” que cheira a conivência. Enquanto isso, o discurso de ódio floresce na internet, e a falta de políticas públicas efetivas de enfrentamento permite que o nazismo se reorganize. Este é o momento em que a história nos olha de frente. Não estamos falando de política partidária. Estamos falando de sobrevivência da democracia. Quando você vota na extrema-direita, não está apenas escolhendo um plano econômico ou uma gestão de saúde. Você está, como alerta o próprio presidente Lula em seus discursos, dando um cheque em branco para que o neofascismo e o neonazismo voltem a ocupar o centro da política nacional. E mais: estará autorizando, com o seu voto, que o crime organizado ideológico se sinta à vontade para agir. É isso que você quer para o Brasil? Uma nação onde o direito de existir de um judeu, de um negro ou de um homossexual seja condicionado à “pureza” de alguns? Um país de toga e suástica? Pense nisso antes de erguer o próximo brinde. Porque o copo de leite que eles bebem, no fundo, é o veneno que estão tentando nos fazer engolir. E a resposta a única resposta decente é quebrar o copo, denunciar o crime e dizer, em alto e bom som: nunca mais. Por, Alessandra Del’Agnese

domingo, 31 de maio de 2026

I RODADA DE CONVERSAS SOBRE A CULTURA GUARABIRENSE REÚNE AGENTES CULTURAIS E PODER PÚBLICO EM GUARABIRA

.  NOTA PÚBLICA*

O COMITÊ ARTE GUARABIRA a AACG (Associação de Arte e Cultura de Guarabira), CAFÉ COM POEIRA e a VIRIMEXE PRODUÇÕES, promoveram ontem 30/05/2026, na sede do Comitê Cultural Arte Guarabira, a I Rodada de Conversas sobre a Cultura Guarabirense, um importante encontro que reuniu representantes de diversos segmentos culturais do município, fortalecendo o diálogo entre a sociedade civil e o poder público.
O evento contou com a participação de artistas, produtores culturais, representantes de entidades culturais, agentes da cultura popular, membros de coletivos e demais fazedores de cultura, além da presença do secretário municipal de Cultura e Turismo, Klemylsson França, que contribuiu com o debate e ouviu as demandas apresentadas pelos participantes.
O tema central da Rodada foi a Lei Municipal nº 891/2010, que instituiu o Sistema Municipal de Cultura (SMC) de Guarabira-PB, estabelecendo mecanismos para a gestão, o planejamento e o fomento das políticas culturais no município.
Durante o encontro, foram discutidos os avanços, desafios e perspectivas para a efetiva implementação dos instrumentos previstos na legislação, bem como a importância da participação popular na construção das políticas públicas para o setor.
A iniciativa reafirma o compromisso do Comitê Cultural Arte Guarabira com o fortalecimento da cultura local, promovendo espaços de escuta, reflexão e articulação entre os diversos agentes culturais da cidade.
A I Rodada de Conversas sobre a Cultura Guarabirense representa um passo significativo na construção de uma política cultural cada vez mais democrática, participativa e alinhada às necessidades dos trabalhadores e trabalhadoras da cultura de Guarabira.

*Nota conjunta do COMITÊ ARTE GUARABIRA a AACG (Associação de Arte e Cultura de Guarabira), CAFÉ COM POEIRA e a VIRIMEXE PRODUÇÕES.

   Imagens do encontro:
**Imagens VIRIMEXE PRODUÇÕES.
***Autorizado o compartilhamento e/ou republicação na integra.
DOCUMENTOS IMPORTANTES SOBRE O TEMA:


segunda-feira, 25 de maio de 2026

A Redução da Jornada de Trabalho e os Novos Rumos do Brasil

.  Por Sérgio Gomes* imagem SAE/DF.

O Brasil vive novamente um momento importante em sua história trabalhista. O debate sobre a redução da jornada semanal para 42 horas e, posteriormente, para 40 horas semanais representa mais um capítulo de uma longa trajetória de conquistas sociais iniciadas ainda no século XX. Ao observarmos a história do trabalho no país, percebemos que cada redução da carga horária foi resultado de intensas lutas sociais, transformações econômicas e mudanças na forma como a sociedade compreende o direito ao descanso, à dignidade e à qualidade de vida do trabalhador.

Durante a Era Vargas, especialmente a partir da década de 1930, ocorreram profundas mudanças nas relações de trabalho no Brasil. O governo de Getúlio Vargas implantou uma série de direitos trabalhistas que modificaram a vida da classe trabalhadora urbana. Entre essas mudanças estava a regulamentação da jornada de trabalho em 48 horas semanais, além da criação da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), do salário mínimo, das férias remuneradas e da carteira de trabalho. Essas medidas colocaram o Estado brasileiro como mediador das relações entre patrões e empregados.

Décadas depois, com a Constituição Federal de 1988, o país avançou novamente ao reduzir a jornada semanal de 48 para 44 horas. A chamada Constituição Cidadã ampliou direitos sociais e consolidou garantias trabalhistas importantes após o período da Ditadura Militar. A redução da carga horária foi entendida como uma necessidade para melhorar as condições de vida do trabalhador brasileiro e adequar o país às novas realidades econômicas e sociais.

Atualmente, o debate sobre a redução para 40 horas semanais retorna ao centro das discussões nacionais. A proposta ganha força em um cenário marcado por transformações tecnológicas, aumento da produtividade, crescimento do trabalho digital e debates internacionais sobre saúde mental, qualidade de vida e equilíbrio entre trabalho e vida pessoal. Países ao redor do mundo vêm discutindo jornadas menores como forma de aumentar a produtividade e reduzir o adoecimento físico e emocional dos trabalhadores.

No governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, essa discussão reaparece ligada à valorização do trabalho e ao fortalecimento dos direitos sociais. Para muitos especialistas, a redução da jornada pode contribuir para a geração de empregos, distribuição de renda e melhoria da qualidade de vida da população. No entanto, setores empresariais demonstram preocupação com impactos econômicos e custos para determinados segmentos produtivos.

Do ponto de vista histórico, é importante compreender que os direitos trabalhistas nunca surgiram de forma espontânea. Foram resultado de mobilizações sindicais, pressões sociais e mudanças políticas ao longo do tempo. A história do trabalho no Brasil mostra que avanços sociais frequentemente enfrentaram resistência antes de serem incorporados à legislação.

A possível redução para 40 horas semanais poderá marcar mais uma etapa histórica nas relações de trabalho brasileiras. Assim como ocorreu na Era Vargas e na Constituição de 1988, o debate atual reflete as disputas e transformações da sociedade contemporânea. Independentemente do resultado final, o tema já ocupa lugar relevante na história social e trabalhista do Brasil.

Finalmente o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), comprou mais essa briga em defesa da classe trabalhadora e ao lado da Deputada Federal Erika Hilton (PSOL), fortalecem os laços de um país democrático e com melhor qualidade de vida.

*Sérgio Gomes da Silva. Historiador pela UEPB. Ciência da Religião pela Unifahe. Especialista em História do Brasil (FIPE). Especialista em História e Cultura da África (UEPB) e Especialista em Gestão Ambiental. 
Professor da Rede Municipal de Ensino de Bananeiras e Curral de Cima.
Organizandor do Programa Democracia em Foco, pela Rádio Nordeste FM 104,9.
YouTube SergioGomesNews.

Imagem - SAE/DF - Políticas Públicas e Gestão Ambiental - CUT/CNTE, maio de 2026 e apontamentos de aula sobre o trabalhismo no Brasil.

sexta-feira, 22 de maio de 2026

CUBA LIVRE - CARTA ABERTA AO MUNDO


.  Autora: Ykay Romay, cubana, 2026.

“À humanidade inteira, às mães do mundo, aos médicos sem fronteiras, aos jornalistas com dignidade, aos governos que ainda acreditam na justiça:

O meu nome é milhões. Não tenho apelidos conhecidos nem acusações relevantes. Sou uma cubana comum. Uma filha, uma irmã, uma patriota. E escrevo isto com a alma rasgada e as mãos a tremer, porque o que o meu povo vive hoje não é uma crise. É um assassinato lento, calculado e friamente executado a partir de Washington.
E o mundo olha para o outro lado.

DENÚNCIA PELOS MEUS AVÓS:
Denuncio que, em Cuba, há idosos que morrem prematuramente porque o bloqueio impede a chegada de medicamentos para o coração, para a tensão arterial, para a diabetes. Não é falta de recursos. É uma proibição deliberada. Empresas que querem vender a Cuba são multadas, perseguidas, ameaçadas. Os seus governos permanecem em silêncio. E, enquanto isso, um avô cubano aperta o peito e espera. A morte não avisa. O bloqueio, sim.

DENÚNCIA PELOS MEUS FILHOS:
Denuncio que há incubadoras em Cuba que tiveram de ser desligadas por falta de combustível. Que há recém-nascidos a lutar pela vida enquanto o governo dos EUA decide quais países nos podem vender petróleo e quais não podem. Que há mães cubanas que veem a vida dos seus filhos ameaçada porque uma ordem assinada num escritório em Washington vale mais do que o choro de um bebé a 90 milhas da sua costa.
Onde está a comunidade internacional? Onde estão as organizações que tanto defendem a infância? Ou será que as crianças cubanas não merecem viver?

DENÚNCIA POR FOME INTENCIONAL:
Denuncio que o bloqueio é fome programada. Não é que falte comida — é que nos impedem de a comprar. É que navios com alimentos são perseguidos. As transações bancárias são bloqueadas. As empresas que nos vendem cereais, frango ou leite são sancionadas.
A fome em Cuba não é um acidente. É uma política de Estado do governo dos EUA, refinada ao longo de 60 anos, atualizada por cada administração, reforçada por Donald Trump e executada com zelo por Marco Rubio.
Eles chamam a isto “pressão económica”. Eu chamo-lhe terrorismo pela fome.

DENÚNCIA PELOS MEUS MÉDICOS:
Denuncio que os nossos médicos — os mesmos que salvaram vidas durante a pandemia enquanto o mundo inteiro colapsava — hoje não têm seringas, nem anestesia, nem equipamento de raio-X. Não porque não saibamos produzi-los. Não porque não tenhamos talento. Mas porque o bloqueio nos impede de aceder a insumos, peças e tecnologia.
Os nossos cientistas criaram cinco vacinas contra a COVID-19. Cinco. Sem ajuda de ninguém. Contra tudo e contra todos. Contra o bloqueio e contra a desinformação. E, ainda assim, o império castiga-nos por termos conseguido.

AO MUNDO DIGO:
Cuba não pede esmola.
Cuba não pede soldados.
Cuba não pede que a amem.
Cuba pede justiça. Nada mais. Nada menos.

Peço que deixem de normalizar o sofrimento do meu povo.
Peço que chamem o bloqueio pelo nome: CRIME DE LESA-HUMANIDADE.
Peço-vos que não se deixem enganar pelo discurso do “diálogo” e da “democracia” enquanto nos apertam o pescoço.

Não queremos caridade. Queremos que nos deixem viver.

Aos governos cúmplices que se calam:
A história irá julgá-los.

À comunicação social que mente:
A verdade encontra sempre caminho.

Aos que assinam sanções:
O povo cubano não esquece nem perdoa.

Aos que ainda têm humanidade no peito:
Olhem para Cuba. Vejam o que lhe estão a fazer. E perguntem a si próprios: de que lado da história quero estar?

Desta pequena ilha, com uma dignidade gigante,
Uma cubana que se recusa a render-se.

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Mas isto é diferente.

Isto não é uma fotografia de um pôr do sol.
Isto não é uma notícia de entretenimento.
Isto não é apenas mais uma opinião.

Isto é um GRITO. E os gritos não se guardam. Quando são ouvidos, multiplicam-se. Tornam-se multidão.

Não te peço um “gosto”. Peço-te que uses os teus polegares para algo maior do que deslizar o ecrã.

PARTILHA.

Para que o mundo saiba que, em Cuba, não há uma crise.
Há um CRIME.

Para que as mães de outros países saibam que aqui há bebés a lutar em incubadoras desligadas pelo bloqueio.
Para que os avós de outras terras saibam que aqui há idosos que morrem à espera de medicamentos que Washington não deixa entrar.
Para que os governos cúmplices sintam vergonha.
Para que a comunicação social não possa fugir.
Para que os responsáveis saibam que NÃO NOS CALAMOS.

Uma pessoa a partilhar isto não muda o mundo.
Milhares, milhões — sim.

Não guardes este texto.
Não sejas cúmplice do silêncio.

FAZ ESTA DENÚNCIA IR MAIS LONGE DO QUE O BLOQUEIO.

PARTILHA. Agora.

#CubaDenunciaAlMundo #Cuba #OBloqueioMata #ElBloqueoMata

A Nova Guerra Fria e a América Latina: Reflexões Históricas sobre Hegemonia e Dependência

.    Por Sérgio Gomes da Silva* Ao longo do século XX, a América Latina ocupou posição estratégica na política externa dos Estad...