quinta-feira, 1 de outubro de 2026

CRISE POLÍTICA - GUARABIRA Impactada pela Política Paroquial e as falas de RAIMUNDO MACEDO.

.  Por Belarmino Mariano*

O Brasil tem uma grande história com os vices, que em tese "não fedem nem cheiram", mas quando são tratados com ingratidão ou de alguma maneira são escaneados, tendem a jogar m**da no ventilador e sair fora.

Ponderei muito para escrever esta artigo político sobre os grupos locais e as eleições gerais no Brasil. Vinha fazendo minha reflexões e anotações sem expor nada para o público. Ouvindo as pessoas nas rodas de conversas, dando opinião rápida, quando questionado, mas nada de publicar nas redes.

Mas ontem fiquei chocado com o áudio que circula nos grupos de Whatsapp, em que o vice-prefeito de Guarabira, Raimundo Macedo (MDB), detona a sua prefeita Lea Toscano (União Brasil-UB) e a Deputada Estadual Camilla Toscano (MDB), candidata à reeleição. 

Aqui não vou trazer os áudios, mas reproduzir em texto, extraído do Portal e TV Mídia, tal qual: "O tempo vai dizer se eu tinha razão ou não. Léa está em fim de carreira. Não tem história mas não. O mandato dela é agora. Acabou-se" (...). Ele é o vice de Léa Toscano e afirma categoricamente que ela "está em fim de carreira".

Quando Raimundo arriscou dizer que o mandato da Deputada Camila (15111) está sob risco de perder a eleição, admitiu que ela é muito rica e pode até perder: "Camila não precisa disso, não. É uma das mulheres mais ricas da Paraíba, vai estar preocupada com isso? Quem tem muito pode perder. Não tem problema, não. O ruim é quem tem pouco".

Vejam que o vice-prefeito se referiu diretamente ao poder financeiro da Deputada e, sem dizer nada, nas entrelinhas da política, alertou que "o caçador precisa de pólvora para trabalhar". Ele deve ter discutido sobre coisas assim e não recebeu nenhum retorno. Ao desabafar com algum aliado, abriu literalmente o jogo.

Raimundo é um político experiente, metaforicamente, "uma raposa velha" que conhece cada palmo dessa zona rural de Guarabu. Ele sabe muito bem que não pode entrar nesse mato fechado de mãos vazias. Ele também consegue entrar nos guetos, vielas e favelas de Guarabira, mas isso tem um preço e a confiança, que muitos nem sonham em fazer.

Isso se chama herança política e confiança que não é para qualquer um. Será que a prefeita Léa e Camila, entrariam tranquilas em algumas das bocadas de Guarabira sem seus "anjos da guarda"?

Ainda entre as metáforas políticas locais, Macedo aprendeu tudo o que sabe da política, diretamente com o "gato preto, pois sabia agir na calma e na calada escuridão da noite". Nunca dava um bote em falso e por isso, se tornou uma referência estadual.

Esse áudio precisa ser esclarecido, pois existe muito fio desencapado nessa história, pois a quatro dias do pleito, depois de um ato político juntos, no último domingo, inclusive com muitas avaliações de que foi o único arrastão, parcialmente esvaziado, com as mesmas figurinhas carimbadas dos agregados e seus familiares.

O outro elemento político dessa história a ser avaliado, é que Raimundo Macedo foi para o MDB para compor a chapa de vice-prefeito, junto com Léa Toscano, que foi para o Partido União Brasil (UBr). Ambos eram do PSDB, partido de Camila Toscano e seu pai Zenóbio. Macedo fez "uma limpeza geral no Partido", afastou todos os filiados do vermelhão e colocou "gente nova".

Foi Raimundo aqui em Guarabira e Veneziano quem abriram as portas do MDB para Camila ser candidata. Diria que essa é a primeira crise política que nem Léa e nem Camila calcularam, pois o MDB, foi brutalmente arrancando da família de Roberto, Fátima e Raniery Paulino. Esqueceram que o cirurgião dessa difícil operação foi justamente Raimundo Macedo.

Todos sabem que Camila não tem nenhuma identidade com o MDB. O povo de Guarabira não absorveu essa mudança brusca e desavisada. Parece que o grupo político do grande Zenóbio Toscano, se esqueceu dos princípios básicos da política (Maquiavel, 2001). Os antigos eleitores do PSDB, adversários históricos do MDB, agora estão confundindo os números e as cores.

A segunda crise foi o rompimento do ex-prefeito Marcos Diogo, que foi escaneado pela administração de Léa e respondeu a ingratidão arrastando consigo dois importantes vereadores da base: Alcides Camilo (PL) e Gerson do Gesso (PL), que apesar da legenda, passaram a fazer oposição a prefeita e se juntaram ao grupo político de Lucas Ribeiro e João Azevedo. 

A Terceira Crise foi o rompimento com o Senador Efraim Filho (União Brasil e atualmente no PL), pois a prefeita Léa Toscano (ainda no UBr), junto com Camila, tiveram total apoio do Senador na eleição de prefeita, inclusive com muitos afirmando que Efraim foi o fiel financeiro na eleição de Léa. O grupo Toscano foi o primeiro a pular fora do Barco de Efraim, que ficou completamente só em seu projeto para ser o governador da Paraíba.

A Quarta Crise é essa de Raimundo Macedo (MDB), pois apesar de estar em segundo plano, ser reconhecidamente uma criação política de Zenóbio, assim como foi Marcos Diogo, parece que, de alguma maneira, está sentindo que o Barco vai afundar e, antes que seja tarde, já arrumou as malas.

A coisa é muito séria, pois as declarações do vice-prefeito, já provou um estrago grande e poderá ser muito maior, pois, já é um político experiente, já foi o vereador mais votado e age como os mineiros, "vai comendo quieto e pelas beiradas". Ele se colocou como pequeno e sem dinheiro, "mas esse sabe tirar leite de pedra".

Se esse rompimento político se consolidar, poderá surgir um novo grupo político dentro da Câmara de Vereadores, pois pelo menos dois ou três vereadores da base de Léa, sempre foram fortes aliados de Raimundo, que em suas cotações para vereador sempre arrastava alguns que hoje estão na Casa Osório de Aquino e que, o próprio Raimundo quando foi ser o vice de Léa, não deixou sua cadeira parlamentar completamente vazia.

Raimundo Macedo também pode está sentindo o impacto da eleição do Senado, pois há mais tempo no MDB de Veneziano, já deve ter percebido que a campanha do seu Senador, vem rapidamente sendo substituída pela do pai de Hugo Motta, o tal Nabor Wanderley. 

Procure um material de campanha grande em que Camila Toscano aparece ao lado de Vené 155?, adesivos e santinhos da deputada, fazendo alusão ao Vené? Será que esse áudio de Raimundo já é algo muito maior nos bastidores das disputas?

Lembrei agora da visão que teve também o antigo vice-prefeito Welington Oliveira (atual presidente do PSB), que era importante membro do grupo Toscano e rompeu em pleno mandato para integrar o PSB do candidato ao Senado João Azevedo (400). Não quero adiantar nada, mais na política tudo é possível, inclusive nada.

No ato da campanha do último domingo, na praça do Teatro de Guarabira, onde foi a concentração do azulão, o chão ficou coalhado de bandeirinhas de Nabor e todos sabem que esse candidato é pai de Hugo Motta, membro do esquema de Daniel Vorcaro e adversário direto de Vené para o Senado.

Agora vamos analisar a situação de Camila Toscano (MDB). O vice prefeito foi claro, transparente como água cristalina. Camila poderá perder o seu mandato de Deputada estadual. Inclusive tocou no ponto forte do grupo "ela não precisa disso, não. É uma das mulheres mais ricas da Paraíba, vai estar preocupada com isso? Quem tem muito pode perder. Não tem problema, não. O ruim é quem tem pouco".

O dinheiro na política tem um peso gigantesco, mas vamos esquecer isso por enquanto e vamos focar na política enquanto paixão, enquanto identidade, enquanto pertencimento cognitivo e percepção de grupo. Nesses casos, o dinheiro não vale nada, ser rico é uma besteira na política. Se fosse diferente, o dono do Grupo João Rafael, já teria sido o prefeito de Guarabira umas três ou vezes.

Camila e a mãe, depois da morte de Zenóbio, não perceberam o que fizeram politicamente, ao saírem"pulando de galho em galho", trocando suas legendas partidárias e terminaram caindo em uma armadilha. Abandonaram o PSDB, abandonaram o União Brasil e foram justamente para o MDB, antigo PMDB, partido histórico da família Paulino. 

Esse foi o primeiro grande erro, basta olhar os arrastões de Raniery Paulino (1015), que perdeu o MDB, mas manteve a tradição do vermelhão. Enquanto os apoiadores de Camila estão perdidos, sem conseguir explicar que Camila agora é do MDB, Raniery surfa em mar agitado e cheio de alegria.

O povo vai e abraça Raniery, o candidato a federal de Guarabira, enquanto Camila traz candidatos a federal de fora, desconhecidos e sem nenhum compromisso com a cidade, pelo menos dois, estão em adesivos grandes ao lado vde Camila. Por outro lado, os candidatos a Estadual de entras legendas ganham as ruas de Guarabira e passam a arregimentar apoios importantes.

A frágil admiração da prefeita Léa também tem um impacto negativo na eleição de Camila, pois até mesmo aliados históricos comentam isso. Somado as perdas de apoios de vereadores estratégicos que atuam em bairros importantes, também descontentes, pois ss obrasce serviços não estão chegando as comunidades.

Outro erro da deputada é ficar em cima do muro nas eleições de presidente da República, pois em Guarabira Lula chega a ter mais de 65%das intenções de votos, mas ela se mantém neutra , pois sabe que muitos dos seus apoiadores são bolsonaristas. Mas estes mesmos também estão putos, pois ela rompeu com Efraim e gerou insatisfação local.

Parampiirar, o empresário Deda Claudino, que também tem dinheiro, mas não tem voto, assumiu o PL, se lançou candidato a federal e trouxe os candidatos estaduais do PL bolsonarista que tiram votos de Camila.

O Vereador Célio Alves (PSB), trouxe para Guarabira a Candidata Maria Porto (44111), neta de Silvio Porto e a mulher tem muito carisma e vem ganhando muitas adesões na Chapa di governador Lucas Ribeiro (11). 

Mas o maior impacto político para Deputado estadual em Guarabira será a eleição do Deputado Estadual Tibério Limeira (40000), pois em sinal de gratidão, pelo apoio a Raniery na eleição de prefeito, ganhou um forte apoio do famoso "vermelhão", juntou uma grande leve de Vereadores do PSB de Guarabira e de outros partidos da chapa de Lucas (11), João (400) e Lula (13).

Como Tibério tem um grande trânsito político no Agreste e Brejo, devido às obras e políticas do governo Lucas e João, devido aos serviços prestados e a grande presença física na cidade, irá arrebatar muitos eleitores de Guarabira e região.

Alguns eleitores chegaram a dizer que "Tibério está mais presente em Guarabira do que Camila que é da terrinha de nossa senhora da Luz". Ouvi isso me impactou, mas parece que é verdade, pois basta obseya quantidade de carros adesivados com a chapa de Tibério e Raniery (40000 e 1015).

Ainda tem um monte de outros deputados estaduais trazidos para Guarabira, a exemplo de Marcos Diogo, que trouxe o candidato Michel Henrique. Mas ainda temos Jader Filho, candidato e Dr. Bruno Deril que faz parte do Grupo de Lucas e João.

Raimundo apenas "resumiu a ópera" que agora estou debulhando no geral. Mas e você que é de Guarabira, acha que essa crise política do grupo Toscano é apenas um desentendimento paroquial ou têm outros detalhes que ainda não estamos enxergando? Será que Camila e Léa conseguem estancar essa sangria, ou não têm mais jeito?

Por Belarmino Mariano. Imagem e fonte do Portal e TVMídia.

terça-feira, 29 de setembro de 2026

Atención Paraíba - URGENTE! Quanto custa o mandato de um senador pela PB e de onde vem tanto dinheiro?

Por Belarmino Mariano*

O ICL Notícias divulgou que o Deputado e presidente da Câmara Hugo Motta apareceu no escândalo de corrupção do Banco Master e do Daniel Vorcaro. Conversas íntimas de Motta e Vorcaro, apontam um negócio de 22 milhões, empréstimos para comprar terreno de antiga fábrica de cimento na Paraíba. O terreno ficou em nome da cunhada de Hugo Motta e o negócio foi executado.

O candidato a Senador Veneziano (155), denunciou que assim ficou fácil colocar o pai Babor Wanderley Motta (100), como candidato ao senado. A denúncia da compra de lideranças políticas no Brejo, agreste e no litoral, veio do candidato ao senado Veneziano (155), que veio a público indignado, pois até prefeitos, prefeitas e vereadores do MDB e partidos aliados passaram a apoiar o pai de Hugo Motta como candidato a senador.

Para o senador e candidato Vené, grupos políticos que estavam fechados com a sua campanha de reeleição, a menos de 15 dias do pleito, passaram a fezer a campanha do seu adversário. 

Inclusive, a campanha do pai de Hugo está completamente descolada de sua campanha a deputado federal. O sobrenome mota não aparece em material de campanha e muitos eleitores nem desconfiam dessa relação paternal.

Com muito dinheiro e material de campanha, o candidato a senador trafega livremente entre os três candidatos ao governo da Paraíba. Ele é oficialmente candidato na Chapa com João Azevedo (400) e Lucas Ribeiro (11), mas conseguiu milagrosamente apoios na chapa de Efraim (22), Cícero (15) e até mesmo entre os eleitores do Partido Novo que tem o Major Fábio (300) como candidato ao senado.

De acordo com Veneziano, o lobi e o dinheiro fácil está gerando a campanha mais cara para senador da República para alguém que não tem nenhum serviço prestado ao estado da Paraíba. Como são duas vagas para o Senado, a grande disputa e ameaça ou briga entre os candidatos é a segunda vaga ao Senado da Paraíba, que segundo as pesquisas eleitorais estão justamente entre Vené e Nabor.

Vené (155), declaradamente candidato de Lula (13), questiona quem é o pai de Hugo Motta, candidato a senador em 2026 e como conseguiu tanto dinheiro para a campanha? 

Esse domingo tivemos dois grandes arrastões em Guarabira e por incrível que pareça, mesmo sem a presença do candidato Nabor Motta, as áreas estavam com grande número de material de campanha de Nabor nos dois movimentos.

Depois que os grupos da campanha do azulão liderado pela Deputada Estadual Camila Toscano (15111), saiu as ruas, o local de concentração ficou lastreado de bandeiras, adesivos e santinhos de Nabor, espalhados ou jogados no asfalto.

No local de concentração do Vermelhão, liderado pelo candidato a deputado federal Raniery Paulino (1015), o chão das ruas ficou tomado por bandeiras e santinhos com a campanha de Nabor Motta.

Aqui não estamos querendo dizer que estes candidatos locais sejam responsáveis pelo grande despejo e desperdício de material. É importante destacar que o candidato, que faz parte da chapa de Lucas Ribeiro e João Azevedo, Nabor, pai de Hugo Motta, conseguiu grande penetração entre os aliados de Cícero, Veneziano e até mesmo de Efraim e Queiroga.

Veneziano, além de muito revoltado, está se sentindo traído por alguns prefeitos e vereadores, em locais que ele deu grande apoio com emendas e obras estruturantes. O mesmo aconteceu com os grupos do candidato Queiroga (222) e do Major Fábio (300), candidato ao senado no partido Novo.

Mesmo com uma campanha bem estruturada financeiramente, a campanha desses outros candidatos, simplesmente desapareceu das ruas. Enquanto carros e motos com material de campanha de Nabor Motta estão em todos os lugares. 

Carros adesivados com diferentes candidatos, também aparecem adesivo de Nabor que na região era um completo desconhecido. Como conseguiu tanto apoio de maneira tão rápida?

A outra observação é dizer que, apesar de serem pai e filho e estarem disputando vagas ao Senado e a Câmara Federal, suas campanhas são completamente separadas, com aparições públicas juntos, basicamente na região do Sertão. 

Será que esse esquema está relacionado com a imagem negativa do presidente da Câmara federal, que passou a ser o político mais hostilizado nas redes sociais, como "inimigo da pátria"?

Uma coisa é certa, Veneziano, que é senador tem condições para questionar o esquema de captação de recursos e a denúncia de envolvimento com o Banco Máster, além ações contra os brasileiros no congresso nacional, que geraram uma grande insatisfação em relação aos políticos como Hugo Motta, que usam e abusam do poder econômico para a conquista de mandatos. 

Essa é a grande insatisfação do candidato a senador Veneziano (155), que passou a usar o lema da campanha: "Diga sim a Vené e não ao Banco Master". Essa situação é tão grave que até mesmo o presidente Lula (PT), entrou diretamente na campanha de Vené, afirmando que ele é um dos seus candidatos a senador pela Paraíba e o outro candidato é João Azevedo (400), candidato do seu vice presidente José Alckmin (PSB).

Por Belarmino Mariano. Imagem das redes sociais. Fontes ICL Notícias, G1, Metrópoles, CNB e redes sociais de Vené Mdb.

quinta-feira, 24 de setembro de 2026

A pergunta é simples, porque votar no Lula 2026?

.  Por Belarmino Mariano*

A pergunta é simples, porque votar no Lula 2026? Se você ainda tem dúvidas, seguem 100 Motivos para votar no Lula mais uma vez:

01) Fies
02) Pronatec
03) Prouni
04) Ciência sem Fronteiras
05) Mais Médicos
06) Farmácia Popular
07) Minha Casa, Minha Vida
08) Bolsa Família
09) Cisternas no sertão
10) Luz para Todos
11) Transposição do Rio São Francisco
12) Reativação do Transporte Ferroviário
13) Ferrovia Norte-Sul
14) Ferrovia Transnordestina
15) Aumento do salário mínimo acima da inflação
16) Água para Todos
17) Brasil Sorridente
18) Pronaf
19) FAT
20) Programa Brasil Sem Miséria
21) Bolsa Atleta
22) Bolsa Estiagem
23) Bolsa Verde
24) Bolsa-escola
25) Brasil Carinhoso
26) Pontos de Cultura
27) Programa Biodiesel
28) SUS
29) SAMU/UPAS
30 Saúde da Família
31) FGEDUC (Seguro do FIES)
32) Casa da Mulher Brasileira
33) Aprendiz na Micro e Pequena Empresa
34) MEI Microempreendedores Individuais
35) Pagamento da Dívida Externa ao FMI
36) Empréstimo ao FMI
37) BRICS
38) Retirada pela ONU do Brasil do Mapa da Fome
39) Reequipagem, Valorização e Autonomia da Polícia Federal
40) Liberdade para a PGR
41) Liberdade para o MP
42) Escolha para os órgãos da Justiça dos primeiros das listas das corporações
43) Jogos Pan-americanos
44) Copa do Mundo
45) Olimpíadas
46) 98 conferências nacionais de 43 áreas, como educação, juventude, saúde, cidades, mulheres, comunicação, direitos LGBT, entre outras.
47) Orçamento para a Cultura cresceu de R$ 276,4 milhões em 2002 para R$ 3,27 bilhões em 2014
48) Vale-cultura
49) Programa Cultura Viva
50) Programa Mais Cultura nas Escolas
51) PND – Política Nacional de Defesa – Investimentos em defesa cresceram dez vezes: de R$ 900 milhões em 2003 para R$ 8,9 bilhões em 2013
52) Participação das FFAA em 11 missões militares de paz da ONU
53) Projeto Submarino Nuclear
54) Modernização da frota de aeronaves da FAB com transferência da tecnologia
55) Pré-sal
56) Fundo Amazônia e redução de 79% do desmatamento da Amazônia brasileira
57) Aumento em mais de 50% da extensão total de área florestal protegida.
58) Liderança mundial em redução de emissão de gases de efeito estufa (GEE). Entre 2010 e 2013, o Brasil deixou de lançar na atmosfera uma média de 650 milhões de toneladas de dióxido de carbono por ano.
59) Valorização do polo naval
60) Refinaria Abreu e Lima
61) Novas usinas hidrelétricas: Teles Pires, Belo Monte, São Manoel, Santo Antônio, Jirau, São Luiz do Tapajós
62) Conferência Mundial Rio+20
63) PPP
64) PAC
65) Aumento exponencial do parque eólico brasileiro
66) Polos de desenvolvimento NE: Suape PE, Pecém CE e Camaçari BA: Investimentos somam cerca de R$ 100 bilhões.
67) Faculdades em muitos municípios do Brasil.
68) UNILAB
O PT tinha dinheiro para todos estes programas e projetos e ainda deixou um saldo de US$ 371 bilhões.
69) Construção e contratação de 8.787 creches e pré-escolas, com investimentos de R$ 10 bilhões, beneficiando 4.178 municípios.
70) Implantou o FUNDEB aprovado sem veto
71) Aprovou o PNE sem veto
72) criou 18 novas universidades federais e 173 campus universitários
72) Financiou o Projeto Leitura e Escrita na Educação Infantil
73) Colocou o Brasil de volta na economia mundial (vários acordos e protocolos de comércio bilateral e multilateral)
74) Plataforma Digital de cinema brasileiro
75) Plataforma de livros digitais e/ou e-book no MEC
76) Retomada dos investimentos na Embraer (aviação) e nos programas de indústria Naval 
76) Programa de Recuperação das Rodovias Federais e Novo PAC para renovação das rodovias estaduais e centros urbanos em todo o país, parceria com governadores e prefeitos.
77) Grande Financiamento público na Agropecuária familiar e empresarial 
78) Centenas de Concursos públicos em dezenas de áreas dos serviços públicos federais 
79) Construção, reforma e ampliação, com forte investimento em Unidades Básicas de Saude (UBS) e UPAS 24 horas
80) Reforma Tributária e imposto zero para a cesta básica de alimentos, com a sua ampliação para centenas de novos produtos.
90) imposto de renda zero para até 5 mil reais e redução para quem ganha até 7.500 reais.
91) Programa Gás para o povo 
92) Retomada dos Programas de vacinação em todos os níveis e idades
93) Acordo União Europeia e Mercosul (depois de décadas). Lula liderou o Mercosul e o G-20 nessas negociações.
94) integração Bioceânica (rodovias, ferrovias e hidrovias para ligação dos portos brasileiros do Atlântico aos portos do pacífico (Brasil, Perú, Chile e Argentina)
95) Novas rotas de integração do Brasil com as Guianas e Caribe
96) Defesa da soberania nacional, dos minerais críticos ( terras raras) e dos recursos e empresas brasileiras, frente aos tarifaços do Trump
97) Ampliação das pesquisas e investimento na Petrobrás, com as novas descobertas de combustível fóssil na margem equatorial do Amapá
98) controle da inflação e fortalecimento do real frente ao dólar, dando maior segurança nas transações comerciais 
99) Redução do desemprego de 14,5% para 5,6%, considerado o patamar de pleno emprego formal e finalmente o fim da jornada de trabalho 6x1 e a aprovação da jornada de trabalho 5x2 que tramita no Congresso Nacional 
100) Recuperação da Dignidade humana, retirando o Brasil do mapa da fome, criando novas expectativas de vida e esperança no futuro dos brasileiros. Só o resgate da soberania nacional e o orgulho de ser Brasileiro já é um dos seus maiores feitos.
Lula enfrenta uma forte queda de braços contra as bets e o individualmente das famílias pobres, contra as bigtecs e as plataformas digitais que querem interferir no país sem o controle do Estado, ferindo a Constituição e os direitos dos cidadãos.
Lula enfrenta os ataques da extrema direita brasileira e estrangeira, além da guerra ideológica e midiática contra sua história e biografia do maior estadista do Brasil e do mundo na atualidade.
Querem manchar e destruir a biografia do maior presidente democraticamente eleito pelo povo brasileiro e que segue para o seu quarto mandato de presidente, como líder em todas as pesquisas de opinião.

Então, se não tinha motivos para votar em Lula agora em 2026, me desculpe pela sinceridade, você passará para a história como um alienado ou analfabeto político, preso a uma bolha de mentiras e de mal caratismo disfarçado.

*Por Belarmino Mariano. Professor de Geopolítica da UEPB.

Fonte: Cedefes - Programas sociais e econômicos criados nos governos LULA, atualizados em 2026.

sábado, 15 de agosto de 2026

O Pão que o Diabo Amassou e a Lacração de Comerciante na Internet

Por Belarmino Mariano*

Hoje assisti um vídeo de um pequeno comerciante jogando pão no chão do seu mercadinho, chutando os pacotes de pães e culpando o governo @lula pelos preços e pelos impostos dos alimentos.

Esse mesmo "zé ruela" querendo fama, critica os programas sociais de renda mínima, crítica o bolsa família, o pé de meia, o vale gás, o SUS, o SAMU e a Farmácia Popular. Mas esquece que muitos dos seus clientes são beneficiários e por isso lhe compram.

Deu uma de doido, achando que fazer lacração na internet, lhe torna popular e idiotas como ele irão fazer filas na porta do mercadinho de bairro. Provavelmente vive atacando o presidente Lula, e por isso, o povo já nem vai mais em seu mercado.

Ele se esqueceu de uma coisa importante: "o pão nosso de cada dia", é considerado um alimento sagrado. Vi vários comentários nas redes sociais da influente @vialvares, entre eles: "Se tivesse dado aos pobres, jesus teria te dado recompensa em outras mercadorias, ou até mesmo uma benção em sua vida!"

Ele não mostrou a data de vencimento. Certamente não estava vencido, foi uma peça de marketing mal feita e depois, deve ter juntado tudo e colocado de volta na prateleira.

No vídeo ele reclama dos impostos cobrados pelo governo. Mas esqueceu de dizer que o presidente Lula zerou as alíquotas de imposto de importação de itens essenciais, especialmente para controlar a inflação dos alimentos.

Com isso, a farinha baixou de preço mas o pão continua com o mesmo valor e até subiu de preço em algumas regiões do Brasil. Mas será que o Lula deveria ser responsabilizado pelo mau caratismo de alguns empresários?

Outra questão chave que ele como empresário não deve ter percebido, o povo retirou o pão do cardápio, por recomendação médica. Aqui no Nordeste se come muito mais cuscuz, macaxeira, inhame com proteínas animais, que também tiveram as alíquotas zeradas.

O pão está vencendo, poderia se transformar em torrada, fazer farinha de rosca e, em última hipótese, pode até vender a preço de custo, poderia ser doado antes de vencer. Poderia transformar em ração animal, etc.

Esse senhor não sabe gerenciar seu negócio, então dá nisso. Ele é o próprio responsável pela sua incompetência! Um mal administrador ou simplesmente, mas um otário querendo likes na internet.

Para muita gente ele cometeu um crime grave. Usou as redes sociais para chutar pacotes de pão, jogar alimentos contra o chão. Basta lembrar da primeira tentação de Cristo, que estava jejuando há 40 dias, quando o diabo pegou um pão, pisou e ofereceu a Jesus. 

Jesus rejeitou a oferta e respondeu que "nem só de pão viverá o homem". Ele comerciante, além de idiota, ao
querer culpar @Lula, deu uma de de Satanás.

Numa clara cena política esse tipo de protesto é um tapa na cara da humanidade, pois enquanto ele faz isso, milhões de pessoas clamam por um pedaço de pão.

Se for mentira que o pão tava mofado, ele praticou crime contra o consumidor, pois está com produto vencido e mofado em sua prateleira. Acho que deveria ser investigado, pois 7essas empresas que fornecem esses alimentos também são responsáveis e inclusive, recolhem esses produtos para ração animal.

De acordo com a Monitor Mercantil, Times Brasil e Folha de São Paulo houve crescimento na venda de pão e derivados, com alta de 3,24%, com o crescimento na fabricação em cerca de 79,56% e faturamento médio de 170 bilhões.

Para essas agências de notícias, o preço médio do quilo do pão francês no Brasil gira em torno de R$ 21,73 reais, chegando a R$ 18,00 e até R$ 12,00 reais na região Nordeste. Claro que essa variação acontece devido aos acessos regionais, logística de transporte e até mesmo as padarias de bairros ou de centros comerciais mais elitizados.

O governo Lula zerou as alíquotas, fez a reforma tributária, controlou a inflação, controlou o desemprego, aumentou o poder de compra do povo, com reajuste do salário mínimo acima da inflação, zerou o imposto de renda para a faixa de até R$ 5 mil reais.

Muitos empresários, continuam insistindo em manter preços elevados e sempre aparece um idiota e mal caráter para querer culpar o Lula o governo federal. Às vezes nem olha como está agindo o governador do seu Estado e culpa logo o presidente da República.

Vão catar coquinhos, chamem o Bolsonaro para comprar pão no seu mercadinho. Digo isso pois tivemos vários escândalos com pão francês e leite condensado. 

Uma busca rápida e encontraremos milhões em despesas extraordinárias com pãozinho de padaria, com cartão corporativo, "o escândalo do pão com leite condensado" virou memes na internet, mas a coisa foi escandalosa. Eram pagamentos atípicos que ultrapassaram R$ 50 mil reais em uma única nota fiscal.

O caso mais absurdo foi na Padaria Santa Marta, em Copacabana, no dia 26 de maio de 2019. TCU apurou gastos de R$ 360 mil nessa mesma padaria ao longo do mandato.

Em Santa Catarina, foram R$ 61 mil, gasto efetuado em um único dia (3 de janeiro de 2022) na Panificadora São Francisco do Sul, durante as férias do ex-presidente no estado.

Na Padaria Santa Marta (RJ), em maio de 2021 foram gastos R$ 24 mil, na véspera de um evento de motociata. Essa lista é muito maior e ainda tem idiotas que apoiam essa família de gangster.

Sai de retrum satanás, anticristo e inimigo do povo. O pão é um dos maiores símbolos da civilização humana, desde os caçadores coletores, aos primeiros agricultores. O pão é símbolo de trabalho suado e da labuta diária de um povo. Se esse comerciante e outros usam suas redes sociais para humilhar os humildes, não merece ter clientes.

*Por Belarmino Mariano. Imagem e pesquisa das redes sociais (Monitor Mercantil, Times Brasil e Folha de São Paulo, G1, Vi Álvares, Plantão Brasil, ICL Notícias).

segunda-feira, 27 de julho de 2026

Deus, Pátria, Família e o Estancamento Miliciano da Michelle

.  Por Belarmino Mariano*

Deus, Pátria e Família é o mesmo lema do fascismo integralista brasileiro da década de 1930, retomado pela família Bolsonaro (PL);

Tiaras na cabeça para representar as mulheres inocentes, puras e genitoras da raça pura, idealizada por Hitler.

Taças de leite em lives, para representar os supremacistas brancos nos EUA e outros fascistas mundiais, prática comum no Brasil de extrema direita, com a desculpa de apoio ao agronegócio.

Gestos com as mãos e exposição de armas como símbolos de poder da extrema direita e ameaça aos que se opõem aos nazifascistas que se escondem por trás da bandeira brasileira, mas são inimigos da pátria.

Isso tudo é normalizado e se soma às células nazifascistas da extrema direita golpista, que se instalaram no Brasil. Ganhou grande visibilidade e controle da vida política em todos os níveis e esferas nacionais, em especial, com a ascensão política da família Bolsonaro.

O que ninguém esperava, era que, no grande racha do Clã Bolsonaro, no primeiro rompimento de alguém desse grupo, que ocupa algum espaço de destaque nessa organização criminosa, sofresse ameaças e ataques fossem tão violentos e chegassem ao discurso de ódio e declaração de morte.

Confesso que estou sem acreditar que o pré-candidato a presidente Flávio Bolsonaro (PL), usou um "apito de cachorro" para ameaçar sua Madrasta Michele Bolsonaro (PL Mulher), dizendo que se ela não fosse a mulher do seu pai, "já teria sido estancada". 

A Michele Bolsonaro como líder do PL Mulher, resolveu peitar Flávio e lideranças do PL do Ceará, por causa de uma aliança com Ciro Gomes (PSDB), pois disse que Ciro sempre atacou seu marido e sua família. Essa foi a gota d'água para ela se tornar o alvo vivo dos ataques de ódio.

Independente das brigas internas, da confusão política e/ou familiar existente entre eles, "Estancar alguém" é uma giria de criminosos, matadores de aluguel ou milicianos para "Cancelar o CPF" ou mandar matar uma pessoa, com a famosa expressão "Queima de Arquivo".

A gravidade maior é sabermos que, depois dessa entrevista de Flávio Bolsonaro, a vida dessa mulher virou um inferno. Já foram registradas milhões de ameaças virtuais e ataques violentos, tanto dos irmãos de Flávio, quanto dos apoiadores de Bolsonaro.

Os ataques contra Michele também são pela sua condição de mulher, daí as ameaças físicas, psicológicas e políticas. Ele piorou ainda mais, quando passou a dizer que Michele é uma mulher infiel ao seu pai. Infidelidade é o mesmo que traição e para os aliados, seguidores do livro "O Velho Testamento", isso é motivo de apedrejamento de mulheres adúlteras.

A situação é tão grave que está se estendendo para outras mulheres que deram apoio ou se solidarizaram com Michele Bolsonaro, a exemplo da Senadora Damares Alves que até de morte já foi ameaçada.

O apedrejamento virtual ou digital veio com maior violência e ódio do próprio irmão de Flávio, Eduardo Bolsonaro, foragido nos EUA e dos seus comparsas, influenciadores que também são fugitivos na América do Norte.

A escalada de ataques de ódio e palavras de baixo nível são tão fortes e amedrontadoras que a própria Michele passou a se isolar, mudar agenda, cancelar atividades e criar uma equipe de seguranças armados 24 horas por dia.

Não estou querendo dizer que Michele seja alguma Santa, ou alguém que mereça ser defendida, pois ela comunga da mesma ideologia política do seu enteado, uma fascista que usa a religião para iludir trouxas.

Porém, ninguém pode aceitar que uma mulher seja ameaçada de morte, ao vivo e a cores em uma rede de tv, canal ou portal de notícias. Isso já aconteceu com a Vereadora Marielle Franco, que foi "estancada", que teve seu CPF cancelado e foi violentamente assassinada sem piedade.

Por incrível que pareça, os assassinos de Marielle, seus mandantes e quem pagou os milhões pelo crime usam essa mesma linguagem de matadores de aluguel, muito bem pagos.

Vale lembrar que Marielle Franco era pré-candidata a senadora pelo (PSOL) e o maior beneficiado pela morte de Marielle foi o próprio Flávio, eleito Senador pelo PL do RJ nessa mesma eleição.

Parece que a Michele Bolsonaro mexeu num vespeiro perigoso demais, ao ponto de Flávio Bolsonaro dizer que, se ela não fosse a esposa do seu pai, se não estivesse nessa posição, já teria sido estancada.

Vocês estão entendendo a gravidade de tudo isso? Será que as mulheres brasileiras, as nossas esposas, filhas, noivas ou namoradas estariam seguras com esse homem que quer ser o novo presidente da República?

Depois de tudo isso, o Ciro Gomes traiu Flávio e o PL cearense e, já declarou que seu grupo poderá votar em outro candidato da direita, negando que fará campanha para Flávio Bolsonaro. 

Não bastasse o escândalo do Daniel Vorcaro e do Banco Master, o envolvimento com o crime organizado do Rio de Janeiro e o desespero por apoios da direita que estão correndo da família Bolsonaro, "como o diabo corre da cruz".

Resumo da ópera, parece que Michele estava certa, tinha razão. Mas ela é quem está com a cabeça a prêmio, pois o ódio bolsonarista é pior que a "peste bubônica". Ela precisa se cuidar, pois a "besta fera está solta".

Desperta Brasil, pois se entre eles próprios, os ataques são no nível de ameaças de morte, imagina com esse monstro sendo o presidente do Brasil. Sei de retrum satanás!!!

Por Belarmino Mariano. Imagem das redes sociais. Fontes: Plantão Brasil, ICL Notícias, DCM, G1, Metrópoles, Brasil de Fato.

sexta-feira, 17 de julho de 2026

Orçamento Secreto e emendas parlamentares: o desafio do equilíbrio entre o parlamento e o governo federal.

.  Por: Sérgio Gomes* e
   Belarmino Mariano**

As emendas parlamentares tornaram-se um dos temas centrais do debate político brasileiro. Mais do que uma discussão sobre números, trata-se de uma reflexão sobre o modelo de gestão do orçamento público e sobre o equilíbrio entre os Poderes da República.

O Brasil vive uma situação incomum quando comparado às principais democracias do mundo. Atualmente, as emendas parlamentares representam cerca de 22% do orçamento discricionário da União, isto é, da parcela do orçamento em que o governo possui maior liberdade para decidir onde investir. São as individuais, em que cada deputado tem direito a cerca de R$ 40 milhões e cada senador a R$ 74 milhões. Já nas emendas de bancada estadual, a média é de R$ 415 milhões por estado.

Dinheiro do poder executivo, mas desde os governos Temer e Jair Bolsonaro, passaram a ser geridas por parlamentares do legislativo, em uma completa inversão de papéis políticos que ferem a própria Constituição Brasileira, quanto ao papel de cada um dos entes federativos.

São ou deveriam ser recursos destinados à construção de escolas, hospitais, rodovias, universidades, obras de infraestrutura e outros investimentos estratégicos para o desenvolvimento nacional. Mas, em muitos casos, o dinheiro desaparece entre os gabinetes dos parlamentares, secretarias de Estados e de municípios. Em muitos casos, até colocam um outdoor anunciando o recurso, mas não executam nada, pois o jogo sujo é exatamente esse.

A estrutura atual é estabelecida da seguinte forma:
1) Emendas Individuais (RP 6): São de execução obrigatória e divididas igualmente entre os membros. Pelo menos 50% desses recursos devem ser obrigatoriamente destinados à área da saúde;
2) Emendas de Bancada (RP 7): Também de execução impositiva, são destinadas a projetos de interesse dos estados;
3) Emendas de Comissão (RP 8): Ficam sob o controle e decisão de liberação do Poder Executivo;
4) "Orçamento Secreto" emendas de relator (RP-9) - mecanismo de repasse de verbas federais direcionadas por deputados e senadores para suas bases políticas, mas que ficou conhecido por esse nome devido à ausência de transparência pública sobre quem indicava e quem recebia os recursos.

Qual é o grande problema? Esses recursos deveriam ser executados pelo governo federal em parceria com os governadores e prefeitos de maneira trabsparente e republicaba e federativa. Mas em sua maioria, essas emendas são secretas e inclusive, existem políticos sem mandato parlamentar que estão usando os cargos de presidentes de partidos ou influência anterior para desviarem milhões desse orçamento, como são os casos dos ex-deputados cassados por corrupção, Valdemar da Costa Neto (presidente do PL) e Eduardo Cunha (ex-presidente da Câmara e atualmente filiado ao Partido Republicanos, ambos ligados ao atual presidente da Câmara Hugo Motta (Partido Republicanos) e ao presidente do Senado Dadi Alcolumbre do Partido União Brasil (UNIÃO).

Nesse momento é possível afirmar que o federalismo republicano presidencialista brasileiro se encontra em risco. O Brasil é o único no mundo em que deputados e senadores possuem gigantescos poderes na gerência dos recursos públicos, em especial, a Bancada do Centrão, fornada por políticos de direita e de extrema direita que representam cerca de 80% do Congresso Nacional e que também controlam governos estaduais e municipais em mais de 82% do país.

Esses goverdores geralmente estão dentro do grande esquema de enendas secretas e só como exemplos podemos destacar os Estados em que a extrema direita mais se beneficia com esse esquema: Tarcísio de Freitas (Republicanos) - São Paulo; Romeu Zema (Novo) - Minas Gerais; Ratinho Júnior (PSD) - Paraná; Ronaldo Caiado (União Brasil) - Goiás; Jorginho Mello (PL) - Santa Catarina; Cláudio Castro (PL) - Rio de Janeiro. Observa-se que são dos mesmos partidos que controlam o Congresso.

Bom lembrar que o governador Cláudio Castro que era pré-candidato ao senado, foi cassado por corrupção e inclusive, está envolvido com o crime organizado do Rio de Janeiro. Sobre prefeitos, dos mais de 90 prefeitos já presos e/ou cassados por corrupção, 30 são do Estado de Santa Catarina e dos partidos de direita e extrema direita.

Nos Estados Unidos, embora existam os chamados earmarks, os recursos destinados diretamente por parlamentares, representam uma parcela muito pequena do orçamento discricionário, normalmente inferior a 1%. Já em países como Reino Unido, Alemanha, França e Espanha, não existem cotas individuais de recursos para deputados e senadores. 

Nessas democracias, o Parlamento debate, altera e aprova o orçamento, mas a execução das políticas públicas permanece, predominantemente, sob responsabilidade do governo. Vale salientar ainda que nestes países existem monarquias parlamentaristas (Reino Unido e Espanha), e repúblicas parlamentaristas (Alemanha e França). Isso apenas para exemplicar quatro países que fazem parte do grupo dos paises mas fortes economicamente (G-7).

No Brasil, a ampliação das emendas parlamentares modificou a dinâmica entre Executivo e Legislativo. De um lado, seus defensores afirmam que elas aproximam os recursos das necessidades dos municípios, permitindo que parlamentares atendam demandas locais que muitas vezes não seriam contempladas pelo planejamento federal. De outro, críticos apontam que o crescimento dessas emendas reduz a capacidade do governo de executar políticas nacionais integradas e de planejar investimentos de longo prazo.

A história demonstra que os países que alcançaram maior desenvolvimento econômico e social investiram em planejamento, continuidade administrativa e definição clara de prioridades.

Isso não significa retirar do Parlamento sua importante função de representar a sociedade e fiscalizar o Poder Executivo. Significa, sim, buscar um modelo que concilie representação política, transparência, responsabilidade fiscal e eficiência na aplicação dos recursos públicos.

O desafio brasileiro consiste em encontrar esse ponto de equilíbrio. O fortalecimento do Legislativo é saudável para a democracia, mas ele deve caminhar ao lado de mecanismos que preservem a capacidade de planejamento do Estado.

O orçamento público deve servir, acima de tudo, ao interesse coletivo, garantindo investimentos estruturantes que promovam desenvolvimento, reduzam desigualdades e assegurem melhores serviços à população.

Mais do que um debate entre governo e Congresso, a discussão sobre as emendas parlamentares, é um debate sobre qual modelo de Estado o Brasil deseja construir para as próximas gerações. O Brasil escolheu um regime democrático dentro de uma República Federativa Presidencialista. Mas estamos vendo uma continua tentativa golpista e anti-demogratica de desmonte da nossa Constituição, através de politicos corruptos, predominantemente da direita e extrema direita, muitos aliados do crime organizado.

Aa ações do Ministério Público e do STF, coordenadas pelo Ministro Flávio Dino e em alguns Estados da Federação,btem surtido efeito, inclusive com investigação da PF, bloqueio de movimentação financeira e desvios de emendas do Orçamento Secreto e outras, estão revelando o rombo que estes políticos corruptos estão fazendo no Brasil.

Ou os brasileiros despertam contra esses políticos corruptos, ou eles destruirão nossos valores democráticos e nossa soberania nacional. Chega de congresso inimigo do povo!

*Sérgio Gomes - Historiador e pós-graduado em História do Brasil e Gestão Ambiental
**Belarmino Mariano - Geógrafo e professor da UEPB .

Fontes: ICL Notícias, TSE,  Brasil de Fato, Plantão Brasil, DCM e Brasil 247.
Imagem: Partido dos trabalhadores (PT).

quinta-feira, 2 de julho de 2026

A Taxação das Importações, a Defesa dos Empregos, Investimento nas Exportações e a Hipocrisia de Politicos da Direita Brasileira

Por: Sérgio Gomes e Belarmino Mariano*

A chamada "taxa das blusinhas" não surgiu por acaso. A medida foi defendida por empresários, varejistas e representantes da indústria nacional que alertavam para a concorrência considerada desleal de produtos importados vendidos com pouca ou nenhuma tributação. O objetivo, segundo esses setores, era criar condições mais equilibradas para quem produz, emprega e paga impostos no Brasil.

Polos de confecção como Toritama, Santa Cruz do Capibaribe e Caruaru, em Pernambuco, além de fábricas instaladas no Ceará, em São Paulo e em diversos estados, vinham enfrentando forte pressão da concorrência internacional. Empresas nacionais afirmavam que milhares de empregos estavam ameaçados, enquanto produtos importados chegavam ao país com custos tributários menores.

Na avaliação de quem apoiou a medida, a tributação ajudou a fortalecer a indústria brasileira, protegendo empregos, incentivando a produção nacional e preservando importantes cadeias produtivas. Grandes redes varejistas e fabricantes defenderam regras mais equilibradas para que empresas brasileiras e estrangeiras competissem em condições semelhantes.

É importante reconhecer que há opiniões diferentes sobre o tema. Enquanto apoiadores afirmam que a medida protege a indústria e o emprego, críticos argumentam que ela aumentou os custos para os consumidores. O desafio do país continua sendo encontrar um equilíbrio entre fortalecer a produção nacional, preservar postos de trabalho e garantir preços acessíveis à população.

Valorizar quem produz no Brasil significa fortalecer a economia, incentivar investimentos e manter milhares de empregos que sustentam famílias em todas as regiões do país. Isso eles escondem, enquanto propagam mentira ou meias verdades, que confundem a mente de muitos idiotas.

Por outro lado, a grande mídia e os políticos da Direita e da extrema direita ficam promovendo desinformação e criando polêmicas, inclusive com fakes news, de que o governo Lula é um criador de impostos desnecessários e que prejudica a economia brasileira.

Escondem a histórica e importante Reforma Tributária feita no governo Lula e em processo de implantação. Ação em comum acordo com as diferentes legendas políticas, assim como foi a "taxa das blusinhas". Abafam a importante reforma do Imposto de Renda, que zerou o IR para quem ganha até 5 mil reais e reduziu para quem ganha até 7.500 reais, gerando um acréscimo significativo da renda dos trabalhadores assalariados.

Eles escondem que a tal "taxa das blusinhas" foi um pedido direto dos governadores e dos empresários para frear grandes concorrentes do mercado asiático. Também não dizem que a arrecadação do imposto da ordem de quase R$ 10 bilhões, vai diretamente para o apoio às exportações, quando Lula liberou novos aportes de crédito e criou o Sistema Brasileiro de Crédito Oficial à Exportação, além de destinar mais R$ 15 bilhões pelo Plano Brasil Soberano. Esses recursos focam em capital de giro, inovação e proteção contra barreiras tarifárias internacionais.

Eles escondem que o presidente zerou o impostos federais sobre a cesta básica e ampliou a cesta para dezenas de outros itens como carnes, peixes e hortefrutigrabgeiros. Mas muitos governadores não quiseram reduzir ou zerar estes impostos, então vários produtos continuam caros nos supermercados.

O mesmo ocorre com os combustíveis, diesel, gasolina, gás. O governo Lula reduziu e zerou várias alícuotas, enquanto os governadores em vários Estados governados pela Direita, mantiveram os impostos, inclusive abrindo precedentes para reajustes que prejudicam o povo. Mas culpam Lula prlas altas de preços, como se Lula fosse o empresário que estivesse explorando o trabalhador.

Eles só falam dos gastos das viagens de Lula, mas não destacam a grande abertura de mercados internacionais para os produtos brasileiros, além da atração de grandes marcas que estão instalando indústrias no Brasil, geralmente novas tecnologias, emprego, renda e dinamizando ainda mais o nosso país.

 "BRASIL MAIS JUSTO"

Essa galera que vive tentando destruir a imagem do presidente Lula não explica a nova Medida Provisória (MP), que reduz e até zera o imposto da chamada “taxa das blusinhas”, para as pessoas mais humildes. 

A nova Medida Provisória publicada em edição extra do DOU, alterou o Decreto-Lei nº 1.804/1980 e autorizou o Ministério da Fazenda a ajustar as alíquotas do imposto de importação aplicadas às compras internacionais realizadas por pessoas físicas. A MP autoriza redução a zero do imposto de importação para compras internacionais de até US$ 50. 

O anúncio da retirada dos impostos foi realizado no Palácio do Planalto, em maio de 2026. Durante a assinatura dos atos, a ministra da Casa Civil, Miriam Belchior, afirmou que a medida foi amplamente analisada pelo governo e destacou que, apesar do apelido “taxa das blusinhas”, as compras abrangem não apenas roupas, mas diversos produtos de baixo valor adquiridos pela população.

O secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Rogério Ceron, explicou que as medidas beneficiarão principalmente a população de menor renda, que utiliza essas plataformas para adquirir produtos importantes para o dia a dia. “É um avanço importante que só foi possível depois de outro avanço muito significativo no combate ao contrabando, que era uma marca presente neste setor. E esse contrabando foi praticamente eliminado”, afirmou.

Já o ministro do Planejamento, Bruno Moretti, destacou que a MP se soma a outras medidas adotadas pelo Governo Federal para melhorar o perfil da tributação brasileira, citando como exemplo as mudanças na cobrança do Imposto de Renda para as faixas de maior renda. “Os números mostram que a maior parte das compras é de pequeno valor. Então, o que o senhor está fazendo, presidente, é retirar impostos federais do consumo popular, das pessoas mais pobres”, declarou.

*Por: Sérgio Gomes - Historiador 
*Por:  Belarmino Mariano- Geógrafo
Foto : Wallson Breno/PR.




quarta-feira, 1 de julho de 2026

“NÓS CONSEGUIMOS!” DISCURSO OFICIAL DA ORADORA - FORMANDOS UEPB/CH 2025.2

   Por Pricila Freire Correia dos Santos*

Boa noite a todos e todas! 
Gostaria de cumprimentar todos os membros da mesa em nome da Profª. Drª. Celia Regina Diniz, reitora desta Instituição. Por fim, cumprimentar os presentes: familiares, amigos, técnicos administrativos, professores e, especialmente, os formandos dos cursos de Direito, Geografia, História, Letras-Inglês, Letras-Português e Pedagogia. 
É com grande honra e acalentada de emoções que, em nome de todos os formandos e formandas, gostaria de abrilhantar nossa noite com palavras de alegria e gratidão a fim de celebrarmos nossa colação de grau. 
Este é um momento que, sem dúvida, traz à memória a decisão tomada há anos de escolher “encurtar” o caminho para aqueles que virão depois de nós. Pois sabemos, formandos e formandas, que a força que manteve viva nossa esperança até a conclusão desta etapa acadêmica foi o desejo de, um dia, oferecer àqueles que nos sustentaram nesta jornada a esperança de dias melhores. 
Hoje celebramos mais do que a conclusão de um curso. Celebramos trajetórias. Celebramos histórias marcadas por renúncias, desafios, longos deslocamentos, ausências de recursos, noites sem dormir, fome, trabalhos acumulados, estágios, provas, perdas e recomeços. Cada um de nós que ocupa este espaço carrega consigo uma narrativa única de luta e perseverança. 
Muitos de nós chegamos até aqui enfrentando jornadas duplas de trabalho e estudo, limitações financeiras, responsabilidades familiares e, tantas vezes, a sensação de que o caminho seria difícil demais para ser concluído. Mas permanecemos. Resistimos. E é justamente essa resistência que torna esta noite tão significativa. 
Há uma frase de Margarida Maria Alves que traduz, com profundidade, a força deste momento e dos formandos deste Campus: “Da luta eu não fujo. É melhor morrer na luta do que morrer de fome.” 
Essa frase ecoa nossa trajetória, porque este Campus da Universidade Estadual da Paraíba é, acima de tudo, um espaço de resistência: resistência contra as desigualdades, contra o apagamento de histórias e contra a ideia de que apenas alguns têm direito ao conhecimento. 
Olhemos ao redor e contemplemos os mais de 140 formandos e formandas do Campus III da Universidade Estadual da Paraíba. Nós conseguimos. Vencemos esta etapa e, hoje, muitos de nós somos a nova história das próximas gerações de nossas famílias. Sintamos a emoção e o impacto transformador da educação superior pública. Porque a universidade não foi, nem é, apenas um lugar de formação técnica. É um território de transformação humana,
no qual aprendemos a questionar, a problematizar e a compreender que o mundo não é algo pronto e acabado. 
Como bem nos ensinou Paulo Freire, educar é um ato político, e ninguém passa pela educação de forma neutra. Como aprendemos nas aulas de Currículo: “neutro, nem detergente”. 
Neste sentido, formandos, temos uma missão social profunda: 
Os formandos de Pedagogia, com a compreensão de que o papel do educador não é neutro, é plural, possui a missão de mostrar que ensinar não é apenas transmitir conteúdos, mas, sim, formar sujeitos conscientes e capazes de transformar suas realidades. 
Os formandos das Letras possuem o propósito de formar profissionais que reconhecem, na linguagem e na leitura, um instrumento de poder, de identidade e de emancipação reconhecendo o que Magda Soares afirma quando diz que “Letrar é mais que alfabetizar, é ensinar a ler e escrever dentro de um contexto onde a escrita e a leitura tenham sentido e façam parte da vida do aluno.” 
Os formandos da História, possuem o dever de ensinar que o passado não pode ser esquecido, porque compreender os processos históricos é essencial para que injustiças não se repitam e para que não continuemos à viver a vida na deriva da manipulação do Capital. 
Os formandos da Geografia, têm a tarefa de ajudar a perceber que os territórios não são neutros, mas atravessados por disputas, desigualdades, culturas e resistências. Como afirmava Milton Santos, o espaço é um conjunto indissociável de sistemas,\ de objetos e de ações. Compreender o espaço é compreender também as relações de poder que o produzem. 
Os formandos de Direito, por sua vez, possuem a missão de exercer a profissão comprometidos com a justiça, com a defesa da dignidade humana e com a construção de uma sociedade mais democrática e menos desigual; uma sociedade que resiste à exploração de trabalho, que luta pelo reconhecimento dos povos vulneráveis e que atua pela emancipação dos mesmos. 
Todos nós, formandos e formandas aqui reunidos, compartilhamos uma mesma responsabilidade: contribuir para a formação de cidadãos críticos, éticos e comprometidos com a transformação social. 
Afirmamos que é impossível realizar transformação social sem compreender a necessidade de pensar o mundo a partir de perspectivas decoloniais. Durante muitos anos, aprendemos a valorizar apenas determinados conhecimentos, culturas e modos de existir. A colonialidade permanece viva quando classifica saberes, silencia vozes e invalida experiências populares, indígenas, negras, periféricas, femininas e nordestinas.
Por isso, formar-se em uma universidade pública do interior da Paraíba também é um ato de afirmação. É afirmar que o conhecimento produzido aqui importa. Que nossas histórias importam. Que nossas vivências importam. Que a vida daqueles, que viveram sob muito sol para que chegássemos até aqui na sombra, importa! Porque, a educação precisa dialogar com os territórios, com os sujeitos e com as realidades que historicamente foram colocadas à margem. 
O diploma nos abrirá portas profissionais, ampliará horizontes, possibilitará autonomia financeira e reconhecimento social. Entretanto, mais do que isso, ele representará a capacidade de compreender o mundo e de agir sobre ele. 
A partir de hoje, nós carregamos um título acadêmico. Mas, também, carregamos uma responsabilidade ética: a de não esquecer de onde viemos, de quem nos ajudou a chegar até aqui e de quem ainda precisa encontrar oportunidades semelhantes às nossas para seguir. 
Cabe-nos, agora, olhar para trás e agradecer a todos que tornaram essa noite possível. Ao longo das nossas trajetórias, houveram pessoas que, sem dúvidas, foram imprescindíveis para nos sustentar de pé e que nos fizeram acreditar que valia a pena continuar. À vocês, familiares e amigos, dedicamos a noite de hoje. Mães, pais, tios, tias, madrinhas, padrinhos, avôs, avós, filhos, companheiros, companheiras e você, que apesar do laço sanguíneo representa essa força motriz que nos sustentou, saibam que esta conquista também pertence a vocês. Vocês acreditaram diariamente que seria possível, mesmo quando o chão parecia sumir dos nossos pés, vocês ainda assim torciam e celebravam todas as pequenas vitórias. Chegar aqui, nesta noite, não é somente um requisito para emissão dos nossos diplomas, é poder reconhecer o que vocês fizeram por nós. 
Aos professores que nos acolheram e não soltaram nossas mãos, seremos, para sempre, gratos. Vocês não nos ensinaram apenas conteúdos teóricos; mas, nos ensinaram conteúdos humanos. Cada aula, orientação, conselho e palavra de incentivo deixou marcas que levaremos para além da universidade. Em meio às exigências da formação, vocês foram referência, apoio e, muitas vezes, acolhimento. Nossa reverência e eterna gratidão por acreditarem no nosso potencial, por compartilharem saberes e por contribuírem, com dedicação e compromisso, para a construção de quem somos hoje. Parte desta conquista também pertence a cada um de vocês. 
Ao entrarmos na universidade também encontramos guardiões que nos ajudam a seguir, por isso, agradecemos a todos os funcionários da limpeza, das Coordenações, dos Departamentos, das Secretarias, da Biblioteca e de todos os setores que compõem esta Instituição. Muitos dias, foi o sorriso de vocês, nos corredores daquele Campus, que nos
encorajou e nos sustentou ali. Foram as dúvidas esclarecidas com paciência, a torcida silenciosa e o esmero conosco desde o primeiro dia de aula que nos trouxe coragem para continuar. Com gestos simples, mas grandiosos, vocês nos ensinaram lições valiosas. À vocês, nosso mais profundo respeito e a nossa eterna gratidão. 
Aos colegas e amigos formandos, que compartilharam conosco os desafios dessa jornada, expressamos o mais sincero agradecimento. Pois, foi se sustentando um nos outros ao longo do caminho que formamos e fomos formados. Dividimos risos, lágrimas, angústias e conquistas. Construímos laços e vivências que permanecerão guardados como parte essencial da nossa história. Levaremos da nossa jornada lembranças, afeto, cumplicidade, aprendizado e a certeza de que tudo o que vivemos nos transformou para sempre. Traremos conosco riquezas que não se medem, construídas em um espaço-tempo que jamais será o mesmo: aquele que vivemos juntos. 
A todos que formam o Campus III da UEPB, saibam que vocês não apenas desempenharam funções técnicas, mas foram e são partes essenciais na construção de futuros plurais. 
Como nos ensina Bell Hooks: “Que nossa maneira de viver, ensinar e trabalhar possa refletir nossa alegria diante da diversidade cultural, nossa paixão pela justiça e nosso amor pela liberdade.” Que seja exatamente assim a nossa caminhada daqui para frente: comprometida com a justiça, com a liberdade, com a pluralidade e com a coragem de transformar aquilo que precisa ser transformado. 
Hoje, somos pessoas brancas, pretas, pardas, indígenas, ciganas, quilombolas, LGBTQIAPN+, pessoas com deficiência, mulheres, homens, mães solos, pais, trabalhadores, filhos e filhas do interior. Somos a prova viva de que a educação pública transforma destinos, rompe ciclos e amplia horizontes. 
Por isso, que nunca nos falte esperança. Que nunca nos falte coragem para questionar, para resistir e para acreditar que outros mundos são possíveis. Em tempos de guerras, incertezas e medos, que sejamos a conjugação prática do verbo esperançar. 
Parabéns, formandos e formandas. Que possamos honrar nossas trajetórias, nossas origens e tudo aquilo que nos trouxe até aqui. 
Muito obrigada.
*Pricila Freire Correia dos Santos e sua mãe. Oradora Oficial das Turmas e formandos do Período 2025.2, UEPB, Campus III, Guarabira/PB.

quinta-feira, 25 de junho de 2026

🚨 VOCÊ SABE O QUE É A LEI 10.639? E POR QUE ELA É TÃO IMPORTANTE? 📚

.  Por Batuque do RGS*

Muita gente já ouviu falar da Lei 10.639, mas poucos conhecem seu verdadeiro impacto na educação brasileira.

Sancionada em 2003, a legislação tornou obrigatório o ensino da História e Cultura Afro-Brasileira nas escolas públicas e privadas do país. A proposta é valorizar a contribuição dos povos africanos e da população negra na formação do Brasil, abordando temas como a História da África, a luta dos negros no Brasil, a cultura afro-brasileira e sua influência na sociedade.  

Além disso, a lei incluiu no calendário escolar o Dia Nacional da Consciência Negra, celebrado em 20 de novembro, data que homenageia a resistência e a trajetória do povo negro no Brasil.  

Considerada um marco no combate ao racismo e na promoção da igualdade racial, a Lei 10.639 surgiu após décadas de reivindicações do movimento negro e continua sendo apontada como uma ferramenta fundamental para a construção de uma educação mais inclusiva e representativa.  

Mas, mais de 20 anos após sua criação, especialistas e educadores ainda discutem os desafios para sua aplicação efetiva em todas as escolas do país.  

💬 E você, na sua época de escola, aprendeu sobre a História da África e a contribuição dos povos africanos para a formação do Brasil?

*🚨 Batuque do Rio Grande do Sul https://www.facebook.com/share/p/1ETLYj4DnU/

quarta-feira, 24 de junho de 2026

A Nova Guerra Fria e a América Latina: Reflexões Históricas sobre Hegemonia e Dependência

.    Por Sérgio Gomes da Silva*

Ao longo do século XX, a América Latina ocupou posição estratégica na política externa dos Estados Unidos. Durante a Guerra Fria, especialmente entre as décadas de 1960 e 1970, diversos países da região foram palco de golpes militares apoiados direta ou indiretamente por Washington sob a justificativa de conter o avanço do comunismo.

O caso brasileiro de 1964, assim como os episódios ocorridos no Chile, Argentina, Uruguai e Bolívia, demonstram como a disputa ideológica entre capitalismo e socialismo influenciou profundamente os rumos políticos do continente.

A defesa dos interesses geopolíticos norte-americanos esteve associada à preservação de sua área de influência em um contexto de polarização global.
Entretanto, o século XXI apresenta uma realidade distinta. A principal disputa internacional já não ocorre entre Estados Unidos e União Soviética, mas entre Estados Unidos e China. 

A ascensão econômica, tecnológica e comercial chinesa representa um dos maiores desafios à hegemonia norte-americana desde o fim da Segunda Guerra Mundial.

Nesse cenário, a América Latina voltou a ocupar papel relevante. Rica em recursos naturais, biodiversidade, energia e produção agrícola, a região tornou-se espaço de intensa competição econômica e estratégica.

Diferentemente do passado, os mecanismos de influência não se limitam à intervenção militar. Hoje, incluem disputas comerciais, controle tecnológico, circulação de informações e influência sobre a opinião pública.

As redes sociais, os grandes conglomerados digitais, os meios de comunicação e diferentes grupos políticos e econômicos passaram a desempenhar papel central na construção das narrativas que orientam o debate público. A disputa contemporânea é também uma disputa pela informação e pela interpretação da realidade.

Do ponto de vista histórico, observa-se que as formas de poder mudam, mas os interesses geopolíticos permanecem. A busca pela manutenção da influência sobre a América Latina continua presente, agora em um mundo cada vez mais multipolar e interdependente.

Diante desse contexto, o principal desafio dos países latino-americanos consiste em fortalecer suas instituições democráticas, investir em educação, ciência e tecnologia e construir projetos nacionais capazes de conciliar desenvolvimento econômico, soberania e justiça social.

A história demonstra que nenhuma nação alcança autonomia duradoura sem capacidade de formular seus próprios caminhos. Compreender as disputas do passado é fundamental para interpretar os desafios do presente e pensar o futuro da América Latina em um cenário internacional em constante transformação.

*Por Sérgio Gomes da Silva
Historiador e Pós-Graduado em História do Brasil. 

segunda-feira, 22 de junho de 2026

Comunicado às Hienas do bol$on4ri$m0

| comunicado às hienas | Do Zê Carota. Via Ana Vasconcelos.

estou sendo bombardeado no Threads (aquele tuíter da meta), e imaginem por quê?
sim, porque, numa rede que quase nunca uso, fiz uns poucos posts sobre Lula.

nada de novo vindo da cloaca da qual saíram as hienas que comem a m3rd4 do bol$on4ri$m0 e riem.

muita adjetivação rosnada e babada contra Lula, replicando qual verdades fossem as fake news difundidas diuturnamente pela mídia desde seu surgimento como liderança sindical, na década de 1980, e tornadas psicóticas a partir da farsa que foi a lava jato, potencializadas ad infinitum pelas redes sociais.

mas chama a atenção, não pelo ineditismo, mas porque ainda usada qual 'argumentação' política fosse a baba hidrófoba do preconceito sexual, ou seja, um homem que respeita, admira e vota em Lula só pode ser "v14do", "b1ch4", "gay".

Freud explica o quanto há de desejo reprimido e projeção nisso, mas não adianta tentar falar isso pra quem não pensa (pensasse, não seria hiena de m1l1c1an0 n4z1fa$c1$t4).

soubessem que berlusconi, ex-prêmiê italiano, cosplay de mu$$ol1n1, empresário e cartola do Milan, quando contratou Ronaldinho Gaúcho, pagava para ter sexo an4l com garotas usando uma máscara do craque, talvez entendessem o que também move a homofobia e o racismo - ou, nada improvável, trocassem de "mito"...

bom, seja como for, trago duas notícias para vocês, hienas, sendo uma ruim e a outra, pior ainda: uma, que não me ofende em nada ser chamado de gay. ofendido ficaria se chamado de f4$ci$t4 ou, dá na mesma, bolsonarista; e, por fim, fosse gay, seria, além de maravilhoso (sol em Leão), tão exigente em minhas relações afetivas e sexuais quanto o sou como hetero, ou seja: vocês não teriam a menor chance comigo.

mera questão não apenas intelectual e estética, mas, sobretudo, de higiene. 

#LulaPresidente #Lula #LulaSempre #esquerda #antifa

terça-feira, 16 de junho de 2026

Um Bolsominium no Divã

. *Por Belarmino Mariano

Jair Almeida Frustódio, 60 anos, morador da periferia de Belford Roxo (RJ), trabalhador CLT e atuando no comércio há mais de 35 anos, tendo passado por dezenas de empresas, até na capital fluminense. 

Há seis anos trabalhando na loja "Império dos Móveis", desde sua inauguração. Se orgulha e acredita que aos 65 anos se aposentará no "Império dos móveis". 

Seu patrão é carrancudo, mas segue sua mesma ideologia, enquanto o patrão apoia a extrema direita, ele esclarece ao amigo que também é de extrema direita. Disse que nunca gostei do povo da esquerda que sempre luta contra o patrão e se esquece que é o patrão que paga nosso salário.

A conversa girava em torno do fim da jornada de trabalho, escala 6x1, que os deputados da esquerda estavam na luta por mais tempo de descanso para o trabalhador ficar com a família, descançar e praticar algum tipo de lazer. 

Frustódio, chateado com esse projeto, desceu o pau nos deputados da esquerda e no Presidente Lula: Veja só, o Lula quer que a gente só trabalhe 40 horas semanais (escala 5x2). Esse presidente é um 9 dedos preguiçoso. Por mim eu trabalhava os 7 dias da semana, sem descanso e sem reclamar.

O amigo um pouco mais jovem, com 26 anos de idade e fazendo faculdade pelo ProUni a noite, disse, mas rapaz, tu estais indo contra a Bíblia sagrada, onde sugere que até Deus descansou depois da sua obra. 

Que nada, retrucou Frustódio, domingo o pastor explicou que essa passagem Bíblica é apenas "uma figura de linguagem", eu não entendi, mas ele citou o versículo "Sirvam aos seus senhores de boa vontade, como servindo ao Senhor, e não aos homens, porque vocês sabem que o Senhor recompensará cada um pelo bem que praticar, seja escravo, seja livre (Efésios 6:7-8).

Então o colega de trabalho retrucou dizendo, mas no mesmo livro de Efésios. (4:28), lemos: "O trabalho é incentivado como meio para suprir as próprias necessidades, cuidar da família e, além disso, ter recursos para ajudar quem precisa". 

Então a gente precisa cuidar da família para além do trabalho, um descanso, uma folga, levar o filho num médico, participar de uma reunião de país, consertar um telhado, tem um tempo livre para ficar com a família, para fazer um curso de reciclagem. 

Almeida, rapaz, cara, tu parece que não aprende, lembra daquele dia que tu entrou num ônibus pago pelo patrão, com sanduíches e bebidas, com 100 reais para cada um, vocês saíram no sábado para Brasília, aí no domingo fim de tarde foi aquele quebra-quebra dos infernos e tu escapou fedendo, pois não deu tempo de vocês invadirem a Praça dos Três Poderes.

Tu até já tinha se calado desses merdas que tu fala, o patrão mesmo, fez uma reunião e pediu pra gente não conversar mais sobre esses assuntos de política, mas é aquele teu grupo de whatsapp, que tu voltou a compartilhar merdas. Agora defendendo os filhos daquela peste que por acaso é teu xará.

Frustódio, acorda rapaz, teu filho mais novo no Ensino Médio, recebendo o "pé de meia", semana passada tu precisou ir na UPA de madrugada, pois tua filha estava com quase 40c de frebre. Tua mulher cadastrada no bolsa família. Cara, sai disso, tudo num tá vendo que com Lula, quem ganha é o trabalhador.

De repente, um silêncio súbito e o patrão aparece na seção, alerta que o papo tá bom, mas manda os dois ao trabalho. Tipo, vamos trabalhar que a gente precisa bater a meta e sábado a gente vai ficar até as 17:00 horas, pois tô querendo arrumar o estoque, pois tá chegando muitos produtos novos e quero fazer um saldão. 

Ele disse" "Semana que vem é o dia das mães e a gente vai abrir até o domingo. Como disse o Senhor, "o trabalho dignifica o homem" e esse é o nosso lema.

Luiz Firmino Silva, 27 anos, trabalhando no comércio a 8 anos, estudante de Psicologia com bolsa integral (100% Prouni), saiu refletindo, "esse patrão é mala, a minha professora de Sociologia da Educação, comentou que Marx Weber pode ter usado essa frase "O trabalho dignifica o homem", se referindo ao livro "Capitalismo como Religião" e outro livro sobre "Ética Protestante e o 'Espírito' do Capitalismo". Ele acha que todos são idiotas como o Jair.

#Pelofimdaescala6x1
*Por Belarmino Mariano. Imagem Brasil de Fato.

segunda-feira, 8 de junho de 2026

Sob a sombra da suástica: uma crônica sobre o leite e o ódio

Por: Alessandra Almeida Del'Agnese Vejam que espetáculo dantesco, que mise-en-scène da nossa estupidez tropical! Era um brinde. Um gesto banal, à primeira vista. Flávio Bolsonaro, Romeu Zema e Ronaldo Caiado ergueram seus copos, sorrindo para as câmeras, e beberam leite. O fazendeiro, o empresário, o político. O que poderia ser mais inofensivo? A menos que você saiba o código. A menos que você entenda que aquele líquido branco, para o neonazista, não é apenas um produto do agro. É símbolo de pureza racial. É o alimento do “ariano superior”, uma ideologia criminosa que já foi a pá de terra sobre 6 milhões de judeus. Esse símbolo é um antigo “apito de cachorro” do Terceiro Reich, ligado à obsessiva estética da pureza racial, alimentar, moral. E você, caro leitor, que acredita na democracia, precisa saber: quando esses três ergueram o brinde pelo leite, estavam sinalizando para as sombras. Um chamamento àqueles que querem nos destruir, um convite para que se multipliquem. E eles estão se multiplicando. O Brasil que, nos anos 1930, sediou a maior filial do Partido Nazista fora da Alemanha, agora vê a monstruosidade renascer com força brutal. Entre 2015 e 2022, segundo a antropóloga Adriana Dias, as células neonazistas no país saltaram de 72 para 1.117. Só em Santa Catarina, uma pesquisa da UFSC de 2022 contabilizou 320 desses núcleos, uma concentração por habitante que supera qualquer outro estado. O monstro não está mais na Europa. Ele está na sua rua, nos grupos de WhatsApp do seu bairro. “Ah, mas é só um bando de jovens idiotas”, você pode pensar. Não. Não mesmo. A ONU já emitiu alertas sobre o fenômeno, e uma relatora especial expressou preocupação com o avanço do extremismo de direita no país. As operações da Polícia Federal, como a “Nuremberg” de 2025, desmantelaram grupos com estrutura hierarquizada, cobrança de mensalidade e planos para espalhar o terror. Ameaças reais, armas, planos. E o pior: cresceram 270,6% durante o governo do ex-presidente, que reiteradamente atacou minorias e deu salvo-conduto ao ódio. As instituições, como diria a filha de sobreviventes do Holocausto, Clara Levin Ant, assistem inertes a essa naturalização, uma tragédia silenciosa que se desenrola sob nossos narizes. Onde está o Ministério Público? Onde está o Supremo Tribunal Federal, que já julgou o neonazista gaúcho Siegfried Ellwanger e definiu que o racismo é crime inafiançável? A simples existência dessas células é inconstitucional, uma afronta direta ao Estado Democrático de Direito. E ainda assim, vemos a máquina do Estado ranger, engrenagens enferrujadas que se movem com uma lentidão quase criminosa. É prevaricação. É um “fingir que não vê” que cheira a conivência. Enquanto isso, o discurso de ódio floresce na internet, e a falta de políticas públicas efetivas de enfrentamento permite que o nazismo se reorganize. Este é o momento em que a história nos olha de frente. Não estamos falando de política partidária. Estamos falando de sobrevivência da democracia. Quando você vota na extrema-direita, não está apenas escolhendo um plano econômico ou uma gestão de saúde. Você está, como alerta o próprio presidente Lula em seus discursos, dando um cheque em branco para que o neofascismo e o neonazismo voltem a ocupar o centro da política nacional. E mais: estará autorizando, com o seu voto, que o crime organizado ideológico se sinta à vontade para agir. É isso que você quer para o Brasil? Uma nação onde o direito de existir de um judeu, de um negro ou de um homossexual seja condicionado à “pureza” de alguns? Um país de toga e suástica? Pense nisso antes de erguer o próximo brinde. Porque o copo de leite que eles bebem, no fundo, é o veneno que estão tentando nos fazer engolir. E a resposta a única resposta decente é quebrar o copo, denunciar o crime e dizer, em alto e bom som: nunca mais. Por, Alessandra Del’Agnese

domingo, 31 de maio de 2026

I RODADA DE CONVERSAS SOBRE A CULTURA GUARABIRENSE REÚNE AGENTES CULTURAIS E PODER PÚBLICO EM GUARABIRA

.  NOTA PÚBLICA*

O COMITÊ ARTE GUARABIRA a AACG (Associação de Arte e Cultura de Guarabira), CAFÉ COM POEIRA e a VIRIMEXE PRODUÇÕES, promoveram ontem 30/05/2026, na sede do Comitê Cultural Arte Guarabira, a I Rodada de Conversas sobre a Cultura Guarabirense, um importante encontro que reuniu representantes de diversos segmentos culturais do município, fortalecendo o diálogo entre a sociedade civil e o poder público.
O evento contou com a participação de artistas, produtores culturais, representantes de entidades culturais, agentes da cultura popular, membros de coletivos e demais fazedores de cultura, além da presença do secretário municipal de Cultura e Turismo, Klemylsson França, que contribuiu com o debate e ouviu as demandas apresentadas pelos participantes.
O tema central da Rodada foi a Lei Municipal nº 891/2010, que instituiu o Sistema Municipal de Cultura (SMC) de Guarabira-PB, estabelecendo mecanismos para a gestão, o planejamento e o fomento das políticas culturais no município.
Durante o encontro, foram discutidos os avanços, desafios e perspectivas para a efetiva implementação dos instrumentos previstos na legislação, bem como a importância da participação popular na construção das políticas públicas para o setor.
A iniciativa reafirma o compromisso do Comitê Cultural Arte Guarabira com o fortalecimento da cultura local, promovendo espaços de escuta, reflexão e articulação entre os diversos agentes culturais da cidade.
A I Rodada de Conversas sobre a Cultura Guarabirense representa um passo significativo na construção de uma política cultural cada vez mais democrática, participativa e alinhada às necessidades dos trabalhadores e trabalhadoras da cultura de Guarabira.

*Nota conjunta do COMITÊ ARTE GUARABIRA a AACG (Associação de Arte e Cultura de Guarabira), CAFÉ COM POEIRA e a VIRIMEXE PRODUÇÕES.

   Imagens do encontro:
**Imagens VIRIMEXE PRODUÇÕES.
***Autorizado o compartilhamento e/ou republicação na integra.
DOCUMENTOS IMPORTANTES SOBRE O TEMA:


segunda-feira, 25 de maio de 2026

A Redução da Jornada de Trabalho e os Novos Rumos do Brasil

.  Por Sérgio Gomes* imagem SAE/DF.

O Brasil vive novamente um momento importante em sua história trabalhista. O debate sobre a redução da jornada semanal para 42 horas e, posteriormente, para 40 horas semanais representa mais um capítulo de uma longa trajetória de conquistas sociais iniciadas ainda no século XX. Ao observarmos a história do trabalho no país, percebemos que cada redução da carga horária foi resultado de intensas lutas sociais, transformações econômicas e mudanças na forma como a sociedade compreende o direito ao descanso, à dignidade e à qualidade de vida do trabalhador.

Durante a Era Vargas, especialmente a partir da década de 1930, ocorreram profundas mudanças nas relações de trabalho no Brasil. O governo de Getúlio Vargas implantou uma série de direitos trabalhistas que modificaram a vida da classe trabalhadora urbana. Entre essas mudanças estava a regulamentação da jornada de trabalho em 48 horas semanais, além da criação da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), do salário mínimo, das férias remuneradas e da carteira de trabalho. Essas medidas colocaram o Estado brasileiro como mediador das relações entre patrões e empregados.

Décadas depois, com a Constituição Federal de 1988, o país avançou novamente ao reduzir a jornada semanal de 48 para 44 horas. A chamada Constituição Cidadã ampliou direitos sociais e consolidou garantias trabalhistas importantes após o período da Ditadura Militar. A redução da carga horária foi entendida como uma necessidade para melhorar as condições de vida do trabalhador brasileiro e adequar o país às novas realidades econômicas e sociais.

Atualmente, o debate sobre a redução para 40 horas semanais retorna ao centro das discussões nacionais. A proposta ganha força em um cenário marcado por transformações tecnológicas, aumento da produtividade, crescimento do trabalho digital e debates internacionais sobre saúde mental, qualidade de vida e equilíbrio entre trabalho e vida pessoal. Países ao redor do mundo vêm discutindo jornadas menores como forma de aumentar a produtividade e reduzir o adoecimento físico e emocional dos trabalhadores.

No governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, essa discussão reaparece ligada à valorização do trabalho e ao fortalecimento dos direitos sociais. Para muitos especialistas, a redução da jornada pode contribuir para a geração de empregos, distribuição de renda e melhoria da qualidade de vida da população. No entanto, setores empresariais demonstram preocupação com impactos econômicos e custos para determinados segmentos produtivos.

Do ponto de vista histórico, é importante compreender que os direitos trabalhistas nunca surgiram de forma espontânea. Foram resultado de mobilizações sindicais, pressões sociais e mudanças políticas ao longo do tempo. A história do trabalho no Brasil mostra que avanços sociais frequentemente enfrentaram resistência antes de serem incorporados à legislação.

A possível redução para 40 horas semanais poderá marcar mais uma etapa histórica nas relações de trabalho brasileiras. Assim como ocorreu na Era Vargas e na Constituição de 1988, o debate atual reflete as disputas e transformações da sociedade contemporânea. Independentemente do resultado final, o tema já ocupa lugar relevante na história social e trabalhista do Brasil.

Finalmente o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), comprou mais essa briga em defesa da classe trabalhadora e ao lado da Deputada Federal Erika Hilton (PSOL), fortalecem os laços de um país democrático e com melhor qualidade de vida.

*Sérgio Gomes da Silva. Historiador pela UEPB. Ciência da Religião pela Unifahe. Especialista em História do Brasil (FIPE). Especialista em História e Cultura da África (UEPB) e Especialista em Gestão Ambiental. 
Professor da Rede Municipal de Ensino de Bananeiras e Curral de Cima.
Organizandor do Programa Democracia em Foco, pela Rádio Nordeste FM 104,9.
YouTube SergioGomesNews.

Imagem - SAE/DF - Políticas Públicas e Gestão Ambiental - CUT/CNTE, maio de 2026 e apontamentos de aula sobre o trabalhismo no Brasil.

CRISE POLÍTICA - GUARABIRA Impactada pela Política Paroquial e as falas de RAIMUNDO MACEDO.

.  Por Belarmino Mariano* O Brasil tem uma grande história com os vices, que em tese "não fedem nem cheiram", mas quan...