sexta-feira, 30 de janeiro de 2026

VLADIMIR PUTIN DINAMITO O DOMÍNIO GLOBAL DE MAIS DE 2OO ANOS DE ESCRAVIDÃO BANCÁRIA E FINANCEIRA

Via BRICS e via Blaut Olian Junior 

O primeiro dominó caiu. Vladimir Putin desencadeou uma tempestade que nenhum globalista consegue conter. A Rússia eliminou oficialmente o cartel bancário Rothschild do seu território. Esta não é apenas uma notícia financeira: é o primeiro grande golpe contra o coração da Nova Ordem Mundial.

“Nossas futuras gerações nascerão sem as correntes dos Rothschild ao redor dos seus pulsos e tornozelos”, tronou Putin perante o Parlamento russo. Essa declaração destruiu décadas de escravidão global silenciosa.
Durante mais de dois séculos, os Rothschild governaram através da conquista económica: bancos centrais, crises fabricadas e escravidão do FMI.

Sua estratégia: colapsar economias, oferecer resgates e exigir controle total. Putin viu e destruiu.
Expulsou suas marionetas oligarcas, confiscou bens e desmontou sua influência por dentro. Supostos intocáveis acabaram de ser tocados, e forte.

O maior golpe? A DESDOLARIZAÇÃO Putin lançou uma ofensiva total contra a arma favorita dos Rothschild: o dólar. Substituiu o comércio em dólares por ouro, rublos e moedas dos BRICS, neutralizando a corda do FMI e quebrando o monopólio globalista.

“Disseram que iríamos colapsar. Mas somos mais fortes, mais livres e já não nos ajoelhamos perante os banqueiros”, declarou Putin.
Isto não é só a Rússia. É um sinal global. Um tiro de aviso. Uma revolução em andamento. Da América Latina à África, o mundo observa e se prepara para se levantar.

A mensagem de Putin para as elites: NÃO SÃO DONOS DO MUNDO.
Os Rothschild construíram o seu império sobre mentiras, roubos e dependência fabricada. Putin expôs e destruiu suas máquinas. Chega de acordos clandestinos ou ativos que sangrem as nações.

Isto é uma guerra: económica, espiritual, existencial.

A Rússia está livre. Os Rothschild estão cambaleando. E os povos da Terra acabaram de receber um mapa para a libertação.

QUEM SERÁ O PRÓXIMO A SE LEVANTAR?
🔥Comente: LIVRO para entender a agenda genocida que controla este mundo.

quarta-feira, 21 de janeiro de 2026

Com bolsonaristas, nem tudo é paradoxal

Por Belarmino Mariano*

Vendo os absurdos desses idiotas em uma ação coletiva de ataques frontais à democracia e autodestruição das liberdades individuais, a gente começa a achar que estão fumando maconha estragada ou bosta de burro seca, como se fosse skank.

Vendo essas imagens, mesmo em formato de humor, tendo sido, fruto de fatos reais, a gente começa a lembrar da nossa mãe com uma havaiana na mão, dizendo: "venha-me já aqui!" Aí da gente se não fosse.

Nessas horas dá vontade de dizer: magote de fela da gaita! Infeliz das costas ocas! Arrombados da gota serena! Vão todos chupar um canavial de canas! Isso pra não dizer outras coisas.

Por Belarmino Mariano. Série Pavio Curto. Imagem das redes sociais.

terça-feira, 20 de janeiro de 2026

O xadrez para entender os atos do Ministro Toffoli e a PF lavajatista

Por Luís Nassif, via Ana Vasconcelos.

Peca 1 - o xadrez para entender os atos do Ministro Toffoli e a PF lavajatista.

Sempre que surgirem campanhas sistemáticas na mídia, contra alvos específicos, a informação mais relevante a ser levantada é: a quem serve? Os atos do Ministro Dias Toffoli, ainda que atabalhoados, respondem a uma estratégia contra o lavajatismo, ainda muito presente na Polícia Federal, com suas extensões na mídia. É preciso uma visão de conjunto para entender o que acontece nesse tiroteio com a Policia Federal. partidarização da Polícia Federal

Caso Paulo Lacerda: em plena Operação Satiagraha, Lacerda, então diretor da ABIN, foi acusado falsamente de instalar grampos telefônicos, em articulação de ministros do STF com apoio da revista Veja. Apesar de a denúncia ter sido desmentida, Lula cedeu às pressões e o afastou.
Consequência: a saída de Lacerda abriu espaço para a politização da PF, que nos anos seguintes atuou em favor de Aécio Neves e, depois, se consolidou na Lava Jato, utilizando vazamentos seletivos como arma.

Na época da demissão de Lacerda, Lula incumbiu a então Ministra-Chefe da Casa Civil e Tarso Genro de telefonarem para Mino Carta, Paulo Henrique Amorim e eu, para garantir que nada mudaria. Éramos os três que estávamos na linha de frente do combate ao Opportunity. Logo após o impeachment, fiz uma entrevista com Dilma.

Terminada a entrevista, ela me contou que, na época, o ex-ministro Márcio Thomaz Bastos telefonou pedindo “encarecidamente” que alertasse Lula para não tirar Paulo Lacerda. Se isso ocorresse, não haveria nenhuma liderança capaz de impedir a politização ampla da PF.

Não adiantou. Nos anos seguintes, o que se viu foi a montagem de grupos deletérios na PF, e a parceria com jornalistas-sela (que se deixam cavalgar pelas fontes), culminando na Operação Lava Jato, o maior episódio de antijornalismo da história. Suas armas eram, justamente, o vazamento de informações. 

Peça 2 – o padrão jornalístico da Lava Jato

O padrão jornalístico da Lava Jato é o seguinte:
Vazamento inicial: uma nota sem provas concretas ou sem evidências de crime. Como os vazamentos vêm das forças policiais envolvidas com a operação, fornecem uma vantagem inicial para os jornalistas aliados.

Amplificação midiática: cada nota é seguida de um sequência de matérias escandalosas ou denúncias frágeis, fatos ou rumores, pouco importa, para garantir a continuidade.

Construção narrativa: suspeitas se acumulam, mesmo sem evidências, reforçando a musculatura da campanha. Frente ampla: instala-se a adesão de outros veículos, entrando na disputa de notícias dentro da pauta definida pelas primeiras denúncias.

Álibi universal: a intimidação da crítica é a alegação convencional: quem é contra é a favor da corrupção.

Peça 3 – a quem serve?

Um grande jornalista investigativo, José Roberto Alencar, tinha uma definição exemplar sobre o lobby.

Há duas maneiras de fazer o lobby: 
a primeira, defendendo o lobista;
a segunda, mais eficiente, atacando os adversários do lobista. Sempre que surgirem campanhas sistemáticas na mídia, contra alvos específicos, a informação mais relevante a ser levantada é: a quem serve?

Hoje em dia, há um sem-número de interesses ameaçados pela ação da parte legal da PF, com o amplo apoio do Supremo Tribunal Federal:
-a atuação contra o crime organizado no mercado financeiro, através das operações Colossus e Carbono Oculto;
- as operações contra o crime organizado instalado no Congresso Nacional, agindo através das emendas secretas;
- a operação, avalizada por Toffoli, que levantou os arquivos da 13a Vara Federal, em um inquérito que poderá levar à prisão do ex-juiz Sérgio Moro e, por tabela, de procuradores e delegados.

Peça 4 – o caso Master

A parceria lavajatista entre PF e jornalistas foi desarmada – e desmoralizada – com a operação Spoofing. 

Quando a PF teve acesso ao material levantado por Walter Delgatti, a primeira atitude do então Ministro da Justiça Sérgio Moro, foi ligar a vários parlamentares declarando que estava atento para poupá-los de eventuais denúncias e vazamentos.

Quem tem a informação, tem o poder.

Quando surgiu o caso Master, os Ministros manifestaram a preocupação de que poudesse se transformar em uma nova Lava Jato.

O quadro é favorável:

Um escândalo que envolve desde caciques do Centrão a autoridades atuais, que aceitaram propostas do banco antes de saber de suas irregularidades.

Vem no bojo da Operação Colossus, envolvendo todo o mercado financeiro.
A apreensão em massa de celulares e computadores, gera uma quantidade infinita de informações. Os vazadores podem direcionar a cobertura selecionando as informações para vazamento. 

Apesar da óbvia intimidade entre os dirigentes do Master e as lideranças do Centrão, a cobertura ficou focalizada exclusivamente no contrato da esposa de Alexandre de Moraes, extravagante, pelos valores sugeridos.

De fato, com o caso Master, o lavajatismo volta à toda, com os mesmos objetivos de antes: com os delegados lavajatistas utilizando vazamentos para o chamado jornalismo-sela para ampliar seus poderes e voltar ao reino dos vazamentos com objetivos políticos. 

Peça 5 – os cuidados de Alexandre de Moraes

Inquérito das fake news: quando Alexandre de Moraes instaurou o inquérito, trouxe policiais de sua confiança, consciente da contaminação da PF após a saída de Paulo Lacerda.

Inquérito da 13a Vara – Toffoli só conseguiu avançar nessa operação quando colocou um delegado profissional, e foi alertado para boicotes que partiam de outros setores envolvidos no caso.

Nos últimos tempos, a PF parecia ter recuperado seu profissionalismo, com operações contra o crime organizado sem vazamentos e sem show midiático, sob o comando de um delegado sério.

Provavelmente foi esse comportamento que fez o STF se descuidar.

O primeiro vazamento foi contra o Ministro Moraes. Seguiu-se a suspeita de que lavajatistas do COAF e da Receita tivessem acessado dados dos ministros.

Peça 6 – aula prática do modelo jornalístico Lava Jato

Na Peça 2 expliquei o modelo de cobertura Lava Jato. 

A força da campanha reside na capacidade de colocar, enfileiradas, várias sequências de denúncias, tendo como ponto de partida o primeiro vazamento. Amplia-se a onda e deflagra-se um movimento de denúncias por toda a imprensa, sem nenhum contraponto. O efeito-manada é invencível no jornalismo pátrio.

No caso, de Moraes, na sequência veio a história dos supostos telefonemas a Galípolo (atribuídos a “fontes do mercado”), transformando dicas em denúncia, desacompanhada de qualquer prova ou evidência. 

E, agora, os investimentos de fundos ligados ao Master no resort montado por parentes de Toffoli. Para aumentar a “gravidade” da denúncia, veio a informação de que Toffoli já se hospedara no resort.  

Os fundos aplicaram em um ativo real, com valor de mercado definido ou pagaram um sobrepreço? É o ponto central para separar uma operação comercial de um suborno. Mas pouco importa. Detalhes, ainda que essenciais, atrapalham o carnaval. Afinal, nós ganhamos para conquistar likes.

O carrossel tem que rodar, assim como a relevante informação de que Toffoli foi de carona em um jatinho para assistir a um jogo do Palmeiras, e, junto com ele, também de carona, estava um advogado conhecido, colega do Largo São Francisco. E dois dias depois saiu o sorteio do STF, passando o caso Master para Toffoli. 

É o mesmíssimo sistema da Lava Jato, de estabelecer correlações sem sentido: o caso caiu para Toffoli porque ele e um advogado de um diretor do Master viajaram juntos de carona. Mas sempre confiando na ignorância do leitor-massa.

É evidente que suspeitas devem ser apuradas, é evidente que são situações incômodas para o STF, exigindo um código de conduta. Mas, aí, nosso jogo volta para a Peça 3: a quem serve essa campanha? Peça 7 – as complicações de Toffoli

Tem-se, de um lado, portanto, a ala lavajatista da PF recorrendo a vazamentos e reativando sua parceria com o jornalismo lavajatista. De outro lado, um Ministro fechado, sem interlocução com a imprensa e sem estratégia clara de defesa. É o campo aberto para levar tiro.

Tome-se o caso dos quatro auditores que Toffoli indicou para as investigações. Como um deles é meu homônimo, Luíz Nassif (com Z) – o nome completo é Luíz Filipe da Cruz Nassif e não temos nenhum parentesco – fui investigar seu currículo. Assistam o GGN para se informarem. Luís Nassif, via Aba Vasconcelos.

quarta-feira, 14 de janeiro de 2026

Colapso Ambiental do Açude Velho de Campina Grande - Fenômeno da Natureza?

Por Weruska Brasileiro* 

O açude velho sofre de um processo de eutrofização acelerado há anos, que é difícil definir quando iniciou o processo hipertrófico. Porém, posso falar que na dissertação da Dra. Amanda Torquarto (2017), ela em seus estudos identificou um estado hipertrófico, lembro que um dos questionamentos de Amanda naquela época, era como pode uma concentração tão alta de oxigênio dissolvido no reservatório eutrofizado? A resposta era simplesmente o excesso de atividade algal, as algas e qualquer organismo fotossintetizante libera oxigênio durante seu processo de fotossíntese e é assim que o processo de tratamento de esgoto doméstico clássico conhecido como lagoa de estabilização funciona, é um ciclo perfeito entre os organismos presentes na lagoa de estabilização, as algas liberam o oxigênio para as bactérias decompositoras da carga orgânica presente no esgoto e essas por sua vez liberarem o CO2 durante seu processo de “desenvolvimento” assim, se mantém o equilíbrio, logo o açude velho não é uma lagoa de estabilização pois durante o monitoramento que eu e minha equipe realizamos no período de 2021 até final de 2022 nunca percebemos redução de carga orgânica, logo não existia um processo de decomposição de matéria orgânica considerado. Mas, sabíamos que tínhamos uma elevada floração de cianobactérias, que são bactérias fotossintetizantes logo realizam fotossíntese e libera oxigênio dissolvido. 
Mas, então, como explicar esse fenômeno da elevada mortalidade dos peixes, será que no período da noite quando não existe oxigênio oriundo da fotossíntese não era suficiente? De fato, isso pode acontecer e sempre aconteceu, quem nunca sentiu um odor desagradável em alguns pontos do açude velho? Quem nunca visualizou peixes mortos no açude velho? Mas, o questionamento que precisamos fazer é, será que em 48 horas devido a um processo acelerado de eutrofização é o suficiente para causar a mortalidade de todos os peixes do açude velho? Pode ser possível, mas no mínimo estranho porque é clássico em qualquer reservatório eutrofizado apresentar algas (organismos fotossintetizantes) nesse caso percebemos a cor esverdeada devido ao pigmento da clorofila presente nas algas, como percebíamos nos últimos anos no açude velho. Então, cadê a coloração esverdeada? Cadê o oxigênio dissolvido das algas? Mesmo que sejam algas marrons, que acho improvável porque esse tipo de algas ocorre mais em águas salinas. 
Assim, é difícil acreditar que apenas o processo acelerado de eutrofização seja o responsável pela mortalidade de toneladas de peixes em 48 horas. De fato, é um fenômeno e que simplesmente NINGUEM pode apontar a causa sem um estudo minucioso da qualidade química e hidrobiologica da água do açude velho, porque está tudo muito estranho que foge o padrão de lagos eutrofizados. Desta forma é preciso que os especialistas façam a devida investigação ! Repito especialistas! Por que parece que estamos ja no período da copa do mundo onde todo brasileiro virá técnico de futebol e em Campina Grande todos viraram especialistas em eutrofização! Sem mesmo saber se de fato essa é a causa da mortandade dos peixes! Antes de apontar a causa, é preciso responder diversos questionamentos, tais como: 

Será que existe algum agente químico nas águas do açude velho capaz de eliminar a vida aquática do reservatório em um curto espaço de tempo? Para isso é preciso fazer uma análise química profunda por meio até de cromatografia, espectrofotometria e absorção atômica e análise de ecotoxidade. 

Será que a falta de oxigênio foi a causa da mortandade dos peixes e algas? Para responder esse questionamento é preciso definir a causa da morte do peixe, se foi um processo de anoxia no açude ou se a causa foi por toxidade, para isso tem que fazer uma análise no peixe morto. 

Será que as cianobactérias sofreram lise celular e liberam as cianotoxinas provocando toxidade nos peixes?

Outra coisa que me chamou atenção, por que os peixes mortos tinham em sua maioria aparentemente o mesmo tamanho? Será que quiseram transformar o açude velho em um tanque de criação de peixes e foram adicionados alevinos para coletar em momentos de alto consumo de peixes e essa população de peixes cresceu absurdamente a ponto da demanda de oxigênio não ser suficiente e desta forma provocar a morte dos peixes menos resistentes. 

Logo, existem várias hipóteses, e é preciso que se faça uma investigação detalhada que possa responder a esses questionamentos que faço e outros que possam ter para explicar o tragedia ambiental que estamos assistindo em nosso açude velho. 

Da mesma forma, é a reposta para o que se deve ser feito agora? Não existe uma única solução, é preciso estudos com equipe multidisciplinar (biólogos, engenheiros, químicos, ecólogos .....) para juntos definir as ações mais rápidas que apresentam segurança ambiental e com menor custo possível. 

Eu ainda não tinha me pronunciado porque não gosto de apontar soluções ou culpados sem antes entender o ocorrido, ainda de fato, tenho muitas dúvidas que tem como serem esclarecidas com estudos mais profundo. 
Porém, não se deve definir que a culpa é exclusiva da CAGEPA devido ao lançamento de esgoto doméstico, gente quem mais quer identificar ligação clandestina é a CAGEPA porque ela pode cobrar a ligação de esgoto aumentando a receita da empresa. Ressaltando que, as ligações de esgoto clandestinas são na maioria pertencentes a rede pluvial, uma vez que as águas que chegam no açude velho são oriundas da rede pluvial. 
 Então, deixamos que as autoridades encontrem a causa e definam os culpados. 
Mas, o que nós como sociedade podemos tirar como lição é que precisamos ter um respeito maior com a natureza, é preciso que a sociedade aprendam a cobrar as autoridades das varias esferas municipal, estadual, federal e judiciaria, saneamento ambiental com maior controle e fiscalização de todas as matrizes ambientais, sejam ar, agua e solo porque qualquer perturbação eutrópica nessas matrizes provoca consequências irreversíveis para nós que dissemos ser seres “racionais”, sejam de ordem econômica, social, econômica e política. 
 Quando teremos de volta nosso açude velho? Acredito que levara anos, mas com a definição concreta das causas é que se pode dar inicio a total recuperação do açude velho.
Resolvi escrever sobre o acontecimento em resposta e respeito a muitos que me questionaram o que ocorreu com nosso Açude Velho.

*Por Weruska Brasileiro. Engenheira Química pela UFPB, professora e pesquisadorac a UEPB, Campus I. Texto e imagem das redes sócias da autora.

sábado, 10 de janeiro de 2026

Reflexões Aleatórias - Calvário, a espetacularização do ódio contra Ricardo Coutinho e as Esquerdas

Por Ulisses Barbosa*

A decisão do ministro Gilmar Mendes ao mandar “trancar” a principal ação contra Ricardo Coutinho, a de chefe da “orcrim”, não só joga por terra a farsa em oito atos montada pelo MPPB em conluio com o Juiz relator do caso, algo evidente desde o início, mas explica a necessidade de muito barulho pra encobrir a verdade por trás do falso escândalo. Quero rememorar e pontuar alguns fatos. Afinal, sou testemunha ocular da história.

Entrei na gestão pública em 2005, prefeito, Ricardo Coutinho. Vi uma revolução urbana, uma guinada cultural, um reposicionamento da cidade no cenário social, econômico e ambiental. Tive a honra de participar da inauguração da TV CIDADE, enfim, vi João Pessoa dar um salto importante no ordenamento urbano e no planejamento da cidade. Foi reeleito. A gestão eficiente e moderna cacifou RC para outros voos.

2011, com força popular e estratégia política, RC chega ao governo estadual e conduz por dois mandatos a maior revolução administrativa, política e executiva da história da Paraíba nos 223 municípios. Não, não vou esmiuçar tudo que foi feito e onde foi feito, “sei de cór e salteado”, mas afirmo que; em educação, saúde, segurança, infraestrutura e assistência social, tudo foi feito em grau de excelência com investimentos nunca antes vistos, mas com, basicamente, o mesmo orçamento das gestões oligarcas.

Nas duas gestões, municipal e estadual, Ricardo superou tudo o que até então era o máximo e produziu o extraordinário. Claro, contou com equipes preparadas (com algumas exceções). Ricardo governou enfrentando uma oposição ferrenha na Câmara e na Assembleia. Uma oposição quase generalizada da mídia familista e ainda assim entregou o que há de melhor no Estado (até hoje!). Essa afronta às oligarquias e ao poder econômico não poderia ficar barato.

Com a força de uma gestão com 75% de aprovação, Ricardo elegeu João no primeiro turno em 2018. Segui na gestão, afinal participei da luta. 2019 teve início o “fogo de monturo” interno. Novembro é anunciado o conveniente “rompimento/traição”, instantaneamente, em dezembro, teve início a “lavajato cover” da Paraíba. Alvo, Ricardo Coutinho e seu grupo político (exceto o governador e seu entorno). Primeira manchete; “DESVIO DE UM BILHÃO NA SAÚDE” (a “contagem” final, 134 milhões) . Ali foi dada a largada para o maior linchamento midiático/político/jurídico de reputações já visto na história política da Paraíba.

Que Ricardo tem seus defeitos e tomou decisões equivocadas (pra dizer o mínimo) todo mundo e ele próprio (a essa altura) sabe. Mas não foi só isso que irritou as oligarquias e outros poderosos. O que irritou realmente é que o modelo de gestão de Ricardo expôs tudo o que não foi feito e poderia ter sido feito pelas gestões oligarcas . Expôs um atraso deliberado para beneficiar poucos em detrimento de muitos. Basta olhar os beneficiários do massacre de RC que aí estão. Algum nome diferente?

2020. Ricardo, mesmo sob bombardeio midiático, resolve se candidatar a prefeito. Eu ainda estava no governo, que resolveu apoiar Cícero. Pra mim isso era impossível. Saí do governo e fui pra campanha com Ricardo. Era o correto a fazer, não sou de ficar em “cima do muro” e tenho posições claras (respeitando as outras opções). Mais uma vez, a mobilização jurídica e midiática, combinada, viraram suas baterias para o “escândalo da calvário”. Ricardo ficou em terceiro. Escolheram o “menos pior” e hoje João Pessoa se transformou no “micaroa fundamentalista” sequestrada pelo poder econômico e imobiliário predatório. Haja esgoto! 

Meu amigo mestre Tião Lucena pergunta; quem vai pagar o sofrimento causado por tudo o que foi feito? E aqui emendo; os “coleguinhas” (paladinos da moralidade) cheios de convicções (tal qual Dellagnolll) que “investigaram, julgaram e condenaram” vão fazer “mea culpa”? Vão abrir os microfones pedindo desculpa de manhã, de tarde e de noite, de segunda a segunda? Pessoas queridas, profissionais competentes e testados foram execradas em praça pública. Familiares estigmatizados, marcados. Eu fui “banido” do meio por um “insondável motivo”, saber demais dos bastidores e da história. Outros companheiros(as) também caíram na lista. O coronelismo voltou de mãos dadas com bolsonarismo (neo fascismo)

Quando olho pra trás, vejo ainda muita dor e tristeza. Gente que ficou pelo caminho por causa do ódio exposto em primeiras páginas e chamadas de TV e Rádio. Um desprezo ético e moral pelo próximo e pelo devido processo legal. Uma subserviência dos “profissionais” envolvidos constrangedora e que, agora, ganha contornos de vergonha e desumanidade. Sete anos de prisão na opinião pública, Sete anos de humilhação e marginalização política e social. 

A mentira deu uma volta ao mundo antes que a verdade chegasse na esquina. A decisão de Gilmar recoloca a verdade ao mesmo tempo que expõe a fragilidade do próprio sistema de justiça. Ficam muitas lições. Os detratores estão expostos. Ricardo Coutinho sai fortalecido. Seus companheiros (as) saem fortalecidos. Agora, a justiça (mppb) e a mídia corporativa e familista viraram os verdadeiros réus da farsa espetaculosa e criminosa.

*Por Ulisses Barbosa. 
Fonte - https://www.facebook.com/share/p/1GEGjaTCHB/

sexta-feira, 9 de janeiro de 2026

"Vermelhou no Curral... Prefeita Léa Toscano, Deputada Camila Toscano, Cícero Lucena, Efraim Filho, Lucas Ribeiro, Alhos e Bugalhos da Política Paraibana para 2026".

Por Belarmino Mariano* 

Parafraseando o Boi Garantido (Vermelho), do Festival de Bumba Meu Boi de Parintins, Amazonas: "Meu coração é vermelho (...) Vermelho, vermelhaço, vermelhusco, vermelhante, vermelhão. O velho comunista se aliançou ao rubro do rubor do meu amor
O brilho do meu canto tem o tom e a expressão da minha cor(...)". Será que as cores políticas aqui em Guarabira mudaram completamente de lado?

Esse ano de 2026, completam 25 anos que estou em Guarabira e, na política, já vi quase tudo, mas agora está custoso acreditar nos atuais acontecimentos, com vistas às eleições gerais do Brasil e confesso que gosto de acompanhar a política a partir da realidade em si (Maquiavel, 2001).

No dia 8 de janeiro, a atual prefeita de Guarabira, Léa Toscano (União Brasil) e sua filha, a Deputada estadual Camila Toscano (PSDB), recepcionaram o Prefeito de João Pessoa Cícero Lucena (MDB), para declarar apóio político a sua pre-candidatura ao governo do Estado da Paraíba.

Além de Cícero também estiveram no ato, o vice-prefeito de João Pessoa, Leo Bezerra (PSB), sobrinho de Lea e filho do Deputado federal Hervázio Bezerra (PSB), o deputado federal Marcinho Lucena (PP), que é filho de Cícero; o deputado estadual Felipe Leitão (Republicanos), a prefeita de Araçagi Josilda (PSDB), além de vereadores da bancada de situação e os correligionários da região.

O Senador Veneziano Vital (MDB), atual aliado da família Toscano e de Cícero, estava em Brasília, com o presidente Lula (PT), no ato do dia 8 de janeiro em defesa do Estado Democrático de Direitos, mas participou através de mensagens de vídeo.

O que é mais custoso para acreditar foi ver essa ruma de partidos políticos ou legendas que oficialmente estão em diferentes coligações e bases políticas opostas, e que também já apresentaram pré-candidatos ao governo do estado, ao senado e às casas legislativas federal e estadual, mas na política, nunca se surpreenda, pois até o impossível pode acontecer.

Como explicar aos eleitores que inimigos ou adversários políticos, que até ontem estavam em campos completamente opostos, agora serão fortes aliados? Na Paraíba essa disputa de governador, com um possível segundo turno, será acirrada e tensa, pois estaremos diante de histórias e disputas que em outros tempos seriam improváveis.

Por isso a coisa do "vermelhão", pois aqui em Guarabira, quando eu estava chegando em 2001 para 2002, tinha havido um grande racha político entre as duas tradicionais famílias (Paulino e Toscano), ambos aliados e ligados ao MDB que tinha como cor símbolo o vermelho (Vermelhão). A paixão política aqui às vezes ultrapassa os limites da razão e é aí que mora o perigo.

Com o racha político estadual entre o grupo Cunha Lima de Campina Grande e o grupo Targino Maranhão de Araruna, a Família Paulino ficou com a liderança do MDB e o vermelhão como símbolo. Enquanto a família Toscano foi para o PSDB (azul e amarelo) e seguiu como base do grupo Cunha Lima.

Aqui em Guarabira, em sucessivas campanhas, houve uma "verdadeira guerra" de bandeiras, arrastões e comícios entre Paulinos do MDB, vermelhão, que arrastava milhares de pessoas. Mas o azulão (PSDB) dos Toscanos também não ficava para trás.

Na eleição de 2022, o suplente de deputado federal Raniery Paulino se afastou do MDB e concorreu ao mandato pelo Partido Republicanos e nesse vácuo, a família Toscano, conseguiu puxar o MDB para a sua base de aliados e agora, parece que a prefeita Léa, apesar de está no União Brasil, avermelhou de vez.

Ontem, minha vizinha e vereadora Isaura (União Brasil), líder da comunidade e muito prestativa, forte aliada de Léa e Camila, já havia mobilizado toda sua base e com mais de 30 carros lotados, todos de vermelhão, seguiram para o evento de declaração de apoio a Cícero Lucena. Confesso que tomei um choque, pois na última eleição era todo mundo de azul e amarelo.

Claro que as escolhas e decisões políticas fazem parte do processo democrático e os líderes, detentores de mandatos, avaliam qual o melhor caminho a seguir, mas acredito que certamente, muitos foram pegos de surpresa. 

Agora vamos aos definidores e complicadores políticos das legendas e coligações em disputa. Primeiramente, vale salientar que pelo menos três grupos políticos estão misturados nesse momento político de definição e indefinição:

1) O União Brasil (UnB) e o Partido Progressista (PP), dos partidos mencionados, estão em fase de formar uma Federação de Partidos, ou até mesmo uma fusão, mas existe uma crise específica na Paraíba, pois o União Brasil já definiu como pré-candidato a governador, o Senador Efraim Filho (UnB), que ficou extremamente descontente com a prefeita Léa (UnB), por declarar apoio a Cícera Lucena (MDB);

2) O Partido Progressistas (PP), é do grupo político da Senadora Daniela Ribeiro, do deputado federal Agnaldo Ribeiro(PP) e tem como pré-candidato a governador o atual vice-governador Lucas Ribeiro (PP) em aliança direta com o atual governador João Azevedo (PSB), que entregará o governo a Lucas Ribeiro para se candidatar ao Senado;

3) O prefeito Cícero Lucena (MDB), que era filiado ao PP, aliado do governador João Azevedo, rompeu com o grupo para lançar sua pré-candidatura a governador. A escolha de Cícero em mudar de partido está atrelada ao Senador Veneziano (MDB), candidato à reeleição para o Senado, numa composição que também terá Lula (PT), candidato a presidente como aliado direto e;

4) O PT da Paraíba poderá ser o fiel da balança, pois o partido já definiu que Lula apoiará João Azevedo (PSB) e Veneziano (MDB), como candidatos a senadores e o PT em nível estadual comporá aliança com Lucas Ribeiro (PP) em uma aliança ampla com o PSB do vice-presidente José Alckmin, o Republicanos e dezenas de outras legendas que estão na base de apoio do atual governador. 

Com esse afastamento político de Léa e Efraim Filho, a confusão está criada e nessa confusão toda, mesmo com a difícil escolha política, os riscos em se antecipar ou as vantagens, estão sendo lançados. Mas é importante dizer que na política, tudo deve ser muito bem calculado e costurado do que as ilusões momentâneas podem apresentar. Como mostra imagem, aqui eram aliados, mas agora serão adversários.
Todos sabemos que o fundo eleitoral e as coligações partidárias ainda não estão definidas, mas para quem tem mandatos a cumprir, como é o caso da prefeita Léa e a deputada Camila Toscano que vai tentar sua quarta reeleição, as mudanças de legenda, nem sempre, são facilmente assimiladas pelos eleitores. Por isso, entendo quando a prefeita Léa declarou que "essa foi uma decisão difícil", até porque o Senador Efraim já declarou muita insatisfação quanto à decisão do grupo Toscano em não lhe apoiar.

A insatisfação de Efraim Filho com o não apoio da família Toscano a sua eleição, poderá ser uma situação de portas fechadas, pois, mesmo que ele não seja eleito, retornará para Brasília como Senador e sabemos que "a ingratidão retira a feição".

Por outro lado, ainda temos o irmão do senador Efraim Filho, o deputado estadual George Morais (União Brasil), líder da oposição na Assembleia Legislativa, que será candidato a deputado federal nas eleições de 2026. Efraim contava com o total apoio Toscano para ele e seu irmão, em uma dobradinha com a deputada estadual Camila, que já era pretensão em migrar para o União Brasil e agora, ficará complicado.

Ainda não sabemos o quanto Efraim Filho estará disposto em sacrificar a candidatura certa do seu irmão, mas o projeto do grupo é a eleição de George Morais (União Brasil). Será que irá tolerar traições em troca de migalhas políticas de vereadores aliados de Léa e que poderiam apoiar George Morais. A disputa será tranquila ou mais radical, ao ponto de disputar os votos de deputado federal e estadual, "derrubando o arame dos currais do Brejo?

Também não podemos esquecer que o grupo de Efraim Filho, seguirá firme e forte na linha presidencial do bolsonarismo, pois são quase 34% de eleitores presidenciais fiéis, que podem seguir alinhados, garantindo a eleição, de uma bancada federal, estadual e de um possível segundo turno, contra Lucas Ribeiro ou Cícero Lucena.

Outro grande complicador para eleição de governador e de senador, será a definição da candidatura do Presidente Lula (PT), que na atual conjuntura, tem dois palanques garantidos na Paraíba, assim como possíveis candidatos a senadores como João Azevedo (PSB), com Lucas Ribeiro (PP) para governador e Veneziano (MDB), com Cícero (MDB), como candidato a governador. 

Como se comportarão os eleitores bolsonaristas de Léa e Camila, vendo ela no campo político de candidatos a governadores e a senadores da base de apoio de Lula? Uma coisa é certa, Lula em Guarabira obteve cerca de 68% dos votos válidos, logo, se souber aproveitar será vantagem política. 

Vale lembrar que o governo Lula tem obras do PAC, como mercado público, obras do Minha Casa Minha Vida e emendas como a de 12 milhões do Senador Veneziano, além de dezenas de Programas que são recursos carimbados e passam diretamente pelas secretarias municipais.

Todos sabemos que a família Toscano sempre apoiou candidatos a presidentes de grupos políticos de oposição aos governos Lula, como foi na época do FHC (PSDB) e na época de Jair Bolsonaro (PL). Será que estaremos diante de uma mudança radical do grupo Toscano que, em função da atual conveniência, na medida em que a disputa comece de fato, o grupo também assuma o vermelho do Lula?

De repente, como disse a deputada Camila Toscano, seus três mandatos de deputada estadual, sempre foram na oposição, ou seja, mais de 12 anos sem influenciar em cargos e órgãos do Estado. Quem sabe, chegou o momento de sonhar com cargos também na esfera estadual.

Mas não podemos esquecer que a família Toscano já foi aliada do primeiro governo Ricardo Coutinho quando estava no PSB e que, os governadores Ricardo e João Azevedo (PSB), sempre fizeram vários investimentos na infraestrutura de Guarabira (UPA, Hospital Regional, Colégios integrais, Escola Técnica Estadual, novas rodovias, investimentos do Orçamento Participativo, adutora Araçagi, asfalto para o distrito de Cachoeira dos Guedes, Alça rodoviária próximo a Guaraves e o asfalto urbano do centro e bairros, restaurante popular, programa de microcréditos entre outros).

Outro fator importante a ser considerado é a rusga política que passou a existir entre o tradicional grupo político estadual de Camila e Léa (Ruy Carneiro e Cunha Lima), com Cícero Lucena, depois que ele passou a apoiar o governador João Azevedo, tendo minado as bases politicas do deputado federal Ruy Carneiro (Podemos) e do próprio grupo Cunha Lima (PSDB), aliados históricos da família Toscano.

Mesmo que Pedro Cunha Lima (PSDB), que ficou em segundo lugar na eleição de 2022, tenha declinado de sua pré-candidatura para governador em 2026, seria difícil, vê no mesmo palanque, Veneziano (MDB), Cunha Lima (PSDB), Ruy Carneiro (Podemos) e Cícero Lucena (MDB). 

Será que Léa conseguiria juntar esse povo todo, em uma eleição que envolve o presidente Lula, dois senadores e disputa ferrenha para deputados federais e estaduais? Confesso que não é uma equação fácil, mas na política, assim como na culinária, "para fazer um bolo, alguém tem que quebrar os ovos".

Nesse jogo político, como disse o vice-prefeito de João Pessoa, Leo Bezerra (PSB), que é sobrinho de Léa e assumirá a prefeitura da capital em abril, quando Cícero sairá para a disputa do governo estadual, Leo, ainda jovem, afirmou que esperou por 42 anos para que houvesse uma aliança na qual estivessem do mesmo lado. 

Acho que Leo Bezerra (PSB), assim como seu pai Hervázio Bezerra (PSB), também terão que mudar de partido, pois ao romperem com grupo de João Azevedo (PSB) e Lucas Bezerra (PP), terão os mesmos problemas de Léa com o União Brasil de Efraim. Acho que Leo Bezerra também se esqueceu que Léa já foi deputada estadual pelo PSB, assim como Zenóbio foi Secretário de Estado, mas em situação parecida, rompeu com o governador Ricardo Coutinho, que na época era do PSB e em 2026 é pré-candidato a deputado federal pelo PT de Lula.

Uma coisa é muito certa, os políticos, muitas vezes, fazem suas alianças de acordo com conveniências, sem considerar ou consultar suas bases, o que a gente chamava na velha política de "currais eleitorais". Claro que é um direito democrático, mas ao "pular de galho em galho", corre-se o risco de escorregar e cair. Espero que tudo ocorra como o planejado, pois a cidade e a região onde moro também estão nesse jogo de poderes.

Por Belarmino Mariano. Imagens das redes Sociais. Sobre "alhos e bugalhos", entendam como tudo isso.
Fontes: guarabira50graus. Portal Mídia, Jornal da Paraíba, Paraíba Online, Paraíba Já, Rádio Cruz das Armas e Fonte 83.

quarta-feira, 7 de janeiro de 2026

Nas Mãos de Trump, Maria Corina Machado virou um Bagaço de Laranja Chupada.

Por Belarmino Mariano*

A venezuelana Corina Machado, extremista de ultra-direita, golpista e traidora da pátria, apoiadora do terrorismo de Estado de uma potencia estrangeira (EUA) contra seu povo e seu país. Depois desse currículo podre, inexplicavelmente recebeu o prêmio Nobel da Paz em 2025.

Agora, em 03 de janeiro de 2026, depois que Trump bombardeou e invadiu a Venezuela, sequestrou o presidente Nicolas Maduro e passou a fazer chantagens de bandidos contra o país e a América Latina, a Corina Machado achou que seu colega Trump lhe entregaria a Venezuela de mãos beijadas.

Nas primeiras declarações de Trump, quando uma repórter perguntou sobre Corina Machado assumir o governo venezuelano, Trump disse: "Acho que seria muito difícil para ela ser a líder. não tem o apoio ou o respeito dentro do país. Ela é uma mulher muito legal, mas não tem respeito”.

Em entrevista ao 247, o deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) afirmou que Jair Bolsonaro, Eduardo Bolsonaro e a opositora venezuelana Maria Corina Machado foram “desprezados como lixo” pelo poder norte-americano, após serem usados como instrumentos políticos e depois descartados pela lógica de interesses econômicos do “Império”.

Podemos dizer que o mesmo também aconteceu com o humorista palhaço da Ucrânia Zelensky, também sofreu, pois foi humilhado na Casa Branca e atualmente é considerado um capacho dos EUA e da OTAN.

Depois que essa neofascista se tornou detentora desse prêmio, nunca mais o prêmio Nobel, pode ser levados a sério. Os avaliadores desprezaram o valor e a importância do Nobel. Prêmio que o próprio Trump esperava ganhar.

Eis a realidade histórica, para os/as capachos/as dos neofascistas. Esse Trump não brinca em serviço e massacra até os seus suportes aliados e apoiadores. Ele usa os imigrantes como Hitler usaca os judeus. Para os brasileiros, capachos e vira-latas de plantão. 

Por Belarmino Mariano. Imagens das redes sociais. Fontes: Brasil 247, Plantão Brasil, DCM e ICL Notícias.

Como era a Venezuela antes de Hugo Chaves e agora com o Chavismo?

Via Diego González e Blaut Ulian Junior*

🇻🇪❗Venezuela antes da chegada do Chavismo, os liberais manipuladores esconde, essa realidade histórica.
Antes do Chavismo, o país mergulhava no inferno de pobreza, fome e analfabetismo para uma percentagem altíssima da população.
Milhões de venezuelanos estavam indocumentados.

A campanha mediática contra a Venezuela se esforça para mostrar as adversidades económicas do presente, sem ter em conta a guerra económica da direita, as ondas de sanções internacionais e os vaivenses do preço do petróleo nos últimos anos.

A parafernália mediática dos grandes poderes económicos ocidentais se encarregou de evitar falar como viviam os venezuelanos antes que a Revolução Bolivariana mudasse o rosto do país e colocasse os recursos nas mãos dos setores esquecidos pelo capitalismo rentista venezuelano.

Após quase duas décadas de Revolução, muitos jovens venezuelanos de hoje só têm vagas memórias do seu país sem a pegada do chavismo. Daí que a campanha dirigida a eles se concentre em vender a ideia de um passado idílico, sem privações económicas ou racionamentos, algo completamente falso.

Nessa época, um pequeno e privilegiado sector da população vivia na opulência enquanto a esmagadora maioria da população vivia de dificuldades e dificuldades.

A Purina, comida para cães, tornou-se o alimento mais consumido pelos esmagadoramente maioritários setores pobres do país.
As denúncias de detenções arbitrárias e tortura foram comuns durante os anos da chamada IV República (desde o pacto de Punto Fijo em 1958 até a constituinte de Chávez).

Aquelas graves violações dos Direitos Humanos não levaram a denúncias na Organização dos Estados Americanos nem os EUA declararam a Venezuela como uma ameaça à sua segurança nacional, como aconteceu na fase chavista sem que se tenham registros deste tipo de práticas oficiais.

O terrorista cubano Luis Posada Carriles, conhecido agente da CIA, ingressou na Venezuela nos anos 70 do século passado na extinta Direção dos Serviços de Inteligência e Prevenção (Disip) e dirigiu várias torturas.
Os meios gráficos opositores eram permanentemente vítimas de censuras, atentados e detenções.

A grande dívida externa contraída pelo país nessa época e a aplicação das receitas de austeridade impostas pelo FMI levaram, em 1989, a um aumento exorbitante dos preços que acompanhada da descida dos salários, fez com que o povo venezuelano não pudesse aceder a os poucos produtos básicos que chegavam ao país.

As pessoas saíram para a rua para se manifestar e foram reprimidas pelo governo de Carlos Andrés Perez, o que foi chamado de Caracazo.
O saldo da manobra brutal é calculado em mais de 3 500 mortos.

55,6% dos venezuelanos eram pobres em 1997, durante o governo de Rafael Caldera, segundo números do Instituto Nacional de Estatística (INE). Destes, 25,5% viviam em situação de pobreza extrema.

Em 1998 havia 18 médicos por cada 10 000 habitantes na Venezuela e uma saúde de qualidade era um luxo.

Em 1999, a Venezuela tinha mais de um milhão e meio de analfabetos.

Antes de 1999, apenas cerca de 700 000 jovens tinham acesso ao ensino superior.

O investimento social em relação ao PIB era de 11,3% em 1998.

Ter uma casa própria e em condições dignas era um luxo da classe média e classe média alta da Venezuela.
Com a chegada de Chavez:
Entre 1999 e 2010, registou uma redução de 21,6% nos seus níveis de pobreza, passando de 49,4% para 27,8%. E a pobreza extrema caiu para 10,7%.

- Hoje, 58 médicos por cada 10 000 habitantes, e missões como Bairro Adentro e Missão Milagre, que contam com colaboração cubana, estenderam a todo o país um tratamento digno, humano e com a mais alta qualidade profissional técnica para a assistência de saúde dos venezuelanos.

- Em 28 de Outubro de 2005, a Unesco declarou a Venezuela como «Território Livre de Analfabetismo». O organismo internacional reconheceu o papel da primeira missão educacional criada nesse país, a Missão Robinson.

- Com a chegada da Revolução Bolivariana, a matrícula do ensino superior subiu em mais de dois milhões de estudantes.
Houve uma diferença marcada entre o que foi Chavez no Poder e depois com os Governos de Maduro, mas nos últimos tempos o governo deste último nomeado e hoje sequestrado pelos Estados Unidos num ato de ilegalidade internacional tinha conseguido quebrar o bloqueio de diferentes maneiras Criminoso do Império Yankee e do país tinha feito grandes avanços em matéria económica e social.

Hoje os poderes económicos estrangeiros que são os verdadeiros causadores dos males do povo venezuelano procuram de volta tomar o controle do país para fazer o que sempre fazem em todos os países que invadem de maneiras diferentes:apoderar-se dos seus imensos recursos naturais e mergulhar na miséria os verdadeiros donos desses recursos que não são outros que os habitantes desse país.

*Via Diego González e Blaut Ulian Junior*
Fonte - https://www.facebook.com/share/p/1BxKuRZ3aV/

Ex-general da NATO apela à Europa para declarar guerra aos Estados Unidos caso Trump tome posse da Gronelândia

Via Loren Loren e Blaut Ulian Junior*

ÚLTIMA HORA: Ex-general da NATO (OTAN) surpreende o mundo ao apelar à Europa para declarar guerra aos Estados Unidos caso Trump tome posse da Gronelândia. O que antes era impensável está agora a ser dito em voz alta pelos aliados europeus em reacção ao rapto ilegal do presidente de uma nação soberana por Donald Trump e às suas óbvias intenções de tomar a Gronelândia à Dinamarca.

Um antigo comandante de alto nível da NATO, o tenente-general francês Michel Yakovleff, fez um impressionante alerta ao mundo: se Donald Trump tentar tomar posse da Gronelândia, a Europa deve estar pronta para ripostar — mesmo contra os Estados Unidos.

Yakovleff, que passou décadas nos mais altos escalões militares da NATO, não poupou nas palavras. Se Trump ameaçar a soberania europeia, diz, a Europa deve estar preparada para se defender — mesmo que isso signifique uma rutura histórica com Washington.

"Se Trump avançar em direção à Gronelândia, os europeus devem estar prontos para lutar contra os EUA", afirmou categoricamente. Isto não é bravata nem bluff. São palavras de guerra.

É nisto que a América de Trump se transformou: tão imprudente, tão imperial, tão hostil aos aliados que um general reformado da NATO está a discutir abertamente um “divórcio” dos Estados Unidos e o fim da própria NATO.

Yakovleff alertou que a retórica intimidatória de Trump e as ameaças abertas contra a Gronelândia — um território que faz parte da Dinamarca, um aliado da NATO — são incompatíveis com qualquer aliança baseada na defesa mútua e no respeito. 

Se Trump trata os aliados como território conquistado, defende Yakovleff, a Europa deve responder protegendo a sua própria soberania, mesmo que isso signifique expulsar as forças americanas de bases importantes como Ramstein e Nápoles.

Examinemos o que isto realmente significa: o comportamento de Trump é agora tão desestabilizador que os líderes europeus sérios estão a considerar expulsar os militares norte-americanos da Europa.

Isto não está a acontecer isoladamente. Yakovleff tornou-se anteriormente viral ao dizer o que muitos líderes mundiais acreditam em silêncio: que Trump "trabalha para Putin" ou, no mínimo, promove os interesses de Vladimir Putin ao minar a NATO, enfraquecer a Ucrânia e semear o caos entre os aliados democráticos. Seja por incompetência, ego ou algo mais obscuro, Trump está a fazer exactamente o que o Kremlin quer: romper a aliança ocidental a partir de dentro. E agora, as consequências estão a tornar-se claras.

Yakovleff tem uma visão lúcida sobre o desequilíbrio de poder — a Europa não quer a guerra com os EUA. Mas é ainda mais claro sobre o que está em causa. Se os Estados Unidos abandonarem a ordem baseada em regras e começarem a ameaçar os aliados com força militar, então a NATO, por definição, já estará morta.

Este é o custo da política autoritária fantasiosa de Trump: aliados a preparar-se para o confronto, alianças a desmoronar-se e os Estados Unidos transformados de líder do mundo livre numa ameaça global a que até os seus parceiros mais próximos precisam de planear para resistir.

Trump prometeu "América Primeiro". O que ele está a entregar é a América Sozinha — e temida. (Por favor, goste e partilhe para espalhar este alerta sobre o futuro do mundo sob a administração Trump!)

Via Loren Loren e Blaut Ulian Junior*

terça-feira, 6 de janeiro de 2026

Crônica Geopolítica da Hipocrisia Norte-Americana

Por Alessandra Del'Agnese*

Os Estados Unidos atacam a Venezuela como quem quebra um espelho para não se ver feio. Na madrugada deste sábado (03/01/26), o espelho estilhaçou-se sobre Caracas, com explosões que iluminaram a base militar de La Carlota e o complexo de Fuerte Tiuna, ecoando nos estados de Miranda, Aragua e La Guaira. 

O governo venezuelano denuncia uma "agressão militar muito grave"; fontes americanas, anônimas, confirmam a ordem de ataque do presidente Trump. Não é guerra é correção moral armada. Não é política externa é terapia de poder administrada com drones e mísseis, precedida por meses de uma escalada calculada que já se anunciava como um roteiro conhecido.

O império não suporta países que insistem em existir fora do seu roteiro. A Venezuela é esse erro de roteiro: imperfeita, caótica, contraditória, mas ousada o suficiente para não pedir licença. E isso, no mundo “livre”, é imperdoável. Por isso, o discurso vem sempre embalado em celofane ético: “democracia”, “combate ao narcotráfico”, “direitos humanos”.

Palavras lindas, limpas, esterilizadas. O problema é que elas chegam precedidas por uma mobilização de 15 mil militares, 13 embarcações e o porta-aviões USS Gerald R. Ford o maior do mundo estacionado a poucas milhas da costa. Chegam após uma sucessão de mais de 30 ataques a embarcações no Caribe e Pacífico, que mataram dezenas sob a acusação de tráfico de drogas.
Chegam com o bloqueio "total e completo" de petroleiros, o estrangulamento da principal fonte de renda nacional. Palavras proferidas por homens que jamais sentiram falta de comida, mas decidem quem pode ou não comer, e agora, quem pode ou não viver sob o fogo cruzado.

A cronologia do poder: do decreto à detonação

Para entender a farsa, é preciso encarar o calendário da hipocrisia. Esta não é uma ação espontânea, mas um processo metódico de construção do inimigo:

Fevereiro-Março 2025: O governo Trump designa organizações criminosas, como o Tren de Aragua, como grupos terroristas. Usando uma lei de 1798, deporta centenas de venezuelanos para prisões em terceiros países.

Agosto: A recompensa por informações que levem à captura do presidente Nicolás Maduro sobe para US$ 50 milhões. Navios de guerra e um submarino nuclear são enviados ao Caribe.

Setembro a Novembro: Começa a campanha de ataques a “narcolanchas”. São pelo menos 20 ações letais, justificadas por um memorando interno que declara um "conflito armado não internacional" contra cartéis de drogas.

24 de Outubro: No décimo ataque, a embarcação alvejada é justamente vinculada ao Tren de Aragua o mesmo grupo designado como terrorista em fevereiro, completando o círculo retórico.

28 de Novembro: Revela-se que Trump e Maduro teriam conversado por telefone. Dias depois, Maduro, em entrevista, se dizia aberto a "conversas sérias" e oferecia petróleo às empresas americanas.

3 de Janeiro de 2026: As bombas caem sobre Caracas e Nicolas Maduro e sequestrado, em um rastro de destruição e cerca de 80 mortos, ebtee civis e militares.

Os Estados Unidos não atacam apenas Maduro. Atacam a ideia perigosa de que um país da América Latina possa errar sozinho. Porque errar sob tutela é aceitável. Errar por conta própria é subversão. E quando o erro próprio inclui alianças com Rússia, China e Cuba, e a posse das maiores reservas de petróleo do mundo, a subversão torna-se um crime passível de intervenção cirúrgica.

O rosto no espelho: interesse, petróleo e um império cansado

Há algo de profundamente obsceno em um país que exporta guerras como se fossem valores universais. O império fala em liberdade enquanto sufoca. Fala em democracia enquanto escolhe quem pode votar… e quem pode viver. 

Fala em lei enquanto ignora o próprio Congresso: o senador democrata Ruben Gallego, veterano do Iraque, declarou que "esta guerra é ilegal". Enquanto isso, o porta-voz da oposição venezuelana endossava a estratégia de Trump, e o líder do governo salvadorenho, Nayib Bukele, atuava como intermediário em trocas de prisioneiros.

A Venezuela virou bode expiatório de um sistema que não tolera desvios. Não se trata de defender governos trata-se de defender povos. E povo nenhum melhora sob bombas econômicas ou mísseis. 

Nenhuma criança aprende democracia passando fome ou correndo para abrigos às 2h da madrugada. O ataque, contudo, revela menos sobre Caracas e mais sobre Washington. Revela um império cansado, que já não seduz apenas intimida. Um poder que, desde os tempos de Hugo Chávez sendo chamado de "o Diabo" na ONU e de George W. Bush sendo chamado de "pendejo", perdeu o argumento e ficou só com o braço.

E nós, aqui embaixo, seguimos assistindo ao espetáculo como figurantes históricos. Com medo de dizer o óbvio: não existe guerra humanitária. Existe interesse. Petróleo. Geopolítica. Controle. 

O resto é marketing, um espetáculo narrado em posts no Truth Social onde se anuncia a captura de um presidente, enquanto o mundo real testemunha um país em "estado de comoção externa", com seu povo convocado a ir às ruas para defender a soberania.

Talvez o maior crime da Venezuela seja esse: lembrar ao mundo que o império não é Deus. E que todo império, quando começa a bater demais, já está com medo de cair. Cai quando sua narrativa não mais convence, quando seus próprios filhos questionam sua legalidade, quando a força bruta é a única língua que lhe resta.

E impérios não caem apenas com bombas. Caem com espelhos. Quando finalmente são obrigados a se olhar no reflexo distorcido de sua própria violência e enxergar, nas fissuras, não um monstro alheio, mas a própria face cansada da hipocrisia.

*Por Alessandra Del'Agnese @destacar
Fonte: https://www.facebook.com/share/p/1X2cRoEmz2/

segunda-feira, 5 de janeiro de 2026

PETRÓLEO: EUA, Venezuela e a América Latina

Por Núbia R. Lima*

O que acontece hoje entre os Estados Unidos e a Venezuela não é apenas sobre um governo, um presidente ou um país isolado. É sobre soberania. É sobre quem manda no mundo.

Sob o velho discurso de “combate ao narcotráfico” e “defesa da democracia”, os EUA repetem uma prática histórica: intervir onde existem interesses econômicos e estratégicos, especialmente o petróleo. A Venezuela vira o palco, mas o recado é para toda a América Latina: quem não se submete, paga o preço.

Não se trata de defender erros internos ou governos perfeitos. Trata-se de defender um princípio básico do direito internacional: os povos têm o direito de decidir seu próprio destino, sem ameaças, sem golpes, sem invasões.

Quando uma potência se acha no direito de capturar um chefe de Estado estrangeiro, intervir militarmente e falar em controlar recursos naturais, o que está em jogo não é democracia, é imperialismo moderno, travestido de moralidade.

As consequências são graves: enfraquecimento da soberania latino-americana, militarização da região, aumento da instabilidade e o fim da ilusão de que as regras internacionais valem para todos. Não valem. Valem apenas para os fracos.

Hoje é a Venezuela. Amanhã pode ser qualquer país que ouse contrariar interesses externos. Essa não é uma guerra contra a Venezuela. É uma guerra contra a autodeterminação dos povos.
O mundo não precisa de um dono. Precisa de respeito, equilíbrio e limites.
Defender a soberania venezuelana hoje é defender a soberania de todos nós.

Essa Crise não é recente 
A crise entre Estados Unidos e Venezuela não é um fato isolado nem recente. Ela se insere em uma lógica histórica de dominação que remonta à Doutrina Monroe (1823), quando os EUA proclamaram que a América Latina estaria sob sua esfera de influência exclusiva.

Sob o discurso de “proteção” e “segurança regional”, a Doutrina Monroe serviu, ao longo dos séculos, para legitimar intervenções políticas, econômicas e militares em países latino-americanos. O que mudou foi apenas a narrativa: antes, o inimigo era a colonização europeia; hoje, são o combate ao narcotráfico, a defesa da democracia ou a contenção de adversários geopolíticos.

No caso da Venezuela, a lógica é clara. O país possui uma das maiores reservas de petróleo do mundo, localização estratégica e um governo que não se submete aos interesses de Washington. A pressão dos EUA, por meio de sanções econômicas, isolamento diplomático e ameaças veladas de intervenção, reproduz fielmente o espírito da Doutrina Monroe: nenhum projeto político soberano é tolerado quando contraria interesses norte-americanos.

A tentativa de enquadrar a Venezuela como “ameaça regional” não visa a estabilidade da América Latina, mas sim o controle geopolítico, energético e estratégico da região. Trata-se de uma política de poder que ignora a autodeterminação dos povos e reforça a dependência estrutural latino-americana.

Portanto, a crise EUA x Venezuela não é apenas um conflito bilateral. É a expressão contemporânea de uma doutrina imperial, que insiste em tratar a América Latina como quintal geopolítico, negando-lhe soberania, voz própria e direito ao seu próprio destino, o que pode acontecer também o nosso PAÍS.

*Por Núbia R. Lima, via Vânia Fonseca.

A "Big Stick" Ianque de volta ao Caribe e América do Sul.

Por Sérgio Gomes*

Será que mais uma vez a Venezuela terá como destino de servir ao EUA? Veja! O Roosevelt (1904) expandiu a Doutrina Monroe (1823), transformando a política de não intervenção europeia em um direito dos EUA de intervir militarmente na América Latina para garantir a ordem e o pagamento de dívidas. 

Essa abordagem, conhecida como "Big Stick", consolidou Washington como "polícia do continente". Os principais Aspectos do Corolário Roosevelt:

1) Fundamentação (1904): Theodore Roosevelt anunciou em sua mensagem ao Congresso que, devido à instabilidade crônica ou "má conduta" de nações latino-americanas, os EUA poderiam exercer o "poder de polícia internacional".

2) Big Stick (Grande Porrete): Baseada no provérbio "fale com suavidade e tenha na mão um grande porrete", a política utilizava a força naval e militar para garantir interesses americanos, especialmente no Caribe.

3) Intervenções: Justificou ocupações e intervenções frequentes em países como República Dominicana, Panamá, Cuba, Nicarágua e Haiti.

Existe uma pequena diferença da Doutrina Monroe Original: Enquanto a doutrina de 1823 visava impedir o retorno do colonialismo europeu ("América para os americanos"), o corolário justificava a hegemonia direta dos EUA sobre seus vizinhos do sul.

Contexto: Surgiu após potências europeias bloquearem a Venezuela em 1903 devido a dívidas, temendo que Roosevelt sua inação fosse vista como fraqueza.
Fazendo uma comparação entre Theodore Roosevelt (século XIX/XX) e Donald Trump (século XXI). A charge original de 1905 retrata o presidente Theodore Roosevelt como o “policial do mundo”, símbolo da Política do Big Stick, segundo a qual os Estados Unidos se arrogavam o direito de intervir em outros países para defender seus interesses. 

O grande porrete representa o uso da força militar e diplomática, especialmente sobre a América Latina, enquanto as potências europeias aparecem como rivais a serem contidas.
Na releitura contemporânea, Donald Trump é apresentado como uma versão do Big Stick no século XXI. Em vez da intervenção militar direta, predominam instrumentos como sanções econômicas, tarifas comerciais, pressão diplomática e o discurso do “America First”. 

O foco deixa de ser apenas a América Latina e passa a incluir a contenção da China, da Rússia e de outros atores globais.

Conclusão: embora os meios tenham mudado, a lógica permanece semelhante:
1) Roosevelt → força militar e diplomacia armada;
2) Trump → poder econômico, sanções e nacionalismo.
Em ambos os casos, a política externa dos Estados Unidos busca preservar sua hegemonia internacional, adaptando-se ao contexto histórico de cada período. Em tese é a mesma lógica em mundo completamente multipolar e globalizado, com novas forças antagônicas.

*Sérgio Gomes, historiador, professor e radialista. Imagens das redes sociais.

domingo, 4 de janeiro de 2026

A Invasão da Venezuela e o Sequestro de Nicolas Maduro pelos Estados Unidos.

Por Luis Nassif, via Blaut Ulian Junior*

A invasão da Venezuela e o sequestro do seu presidente pelos Estados Unidos, joga definitivamente a América Latina na mais profunda imprevisibilidade.

Os sonhos brasileiros, de uma potência soberana e desenvolvida, passam a ser profundamente ameaçados.

Os elementos para o grande salto estavam aí:

1) Reservas estratégicas de terras raras.
Abundância de energia verde.
Uma boa base científico-tecnológica.
2) A parceria potencial com a China e com os BRICS, abrindo as perspectivas de uma cooperação proveitosa.
3) A liderança do Sul Global, abrindo enormes possibilidades geopolíticas para o país.

Tudo isso é passado. A invasão da Venezuela marca definitivamente o fim da autonomia das nações, da mediação dos organismos multilaterais, das negociações como saída para os conflitos.

A história está repleta de exemplos, a Pax Romana, a Espanha dos Habsburgo sobre a América Latina, a Guerra dos Ópios, do Império Britânico contra a China, as sucessivas invasões norte-americanos no pós-guerra.

O padrão é sempre o mesmo.

- Ascensão econômica
- Supremacia militar
- Narrativa moral (“civilizar”, “libertar”, “defender”)
- Uso seletivo da força
- Declínio quando o custo supera o benefício
- Entra-se na nova quadra com o Brasil partido ao meio.

De um lado, tendo de enfrentar seus demônios internos: a invasão do mercado e do Congresso pelo crime organizado. Os problemas de governabilidade trazidos pelos apropriação do Congresso pelo crime organizado.

A ofensiva contra o Supremo Tribunal Federal, facilitada pela falta de um código de conduta no órgão.
Uma mídia sem a menor noção do que seja interesse nacional, sem uma bússola sequer, resultando em uma cobertura caótica e sem discernimento.

O único fator de coesão no país continua sendo Lula, mas sem o reforço de qualquer plano de desenvolvimento sólido, sem qualquer perspectiva de futuro, para propor o grande pacto nacional.

Todos os gestos passivos foram tentados para o grande pacto. Tem-se um governo claramente de centro, respeitador das instituições, empenhado em reconstruir as bases do Estado nacional, atuante nas questões de soberania, quando afrontada pelas ameaças de Trump, e ousando políticas sociais básicas.

Fosse um país minimamente informado, Lula representaria a tal terceira via, que a imprensa vive apregoando e ninguém sabe, ninguém viu. Mas é vítima de um preconceito social típico de republiquetas latino-americanas. Ironiza-se muito o pensamento primário das bancadas bbb (boi, Bíblia e bala), mas o veículo que deveria ser o instrumento dos grandes temas nacionais – a mídia corporativa – compartilha do mesmo primarismo.

E esse primarismo contamina todos os setores da vida nacional. Não existem mais lideranças industriais, comerciais, bancárias, de pequenas e micro empresas. Apenas uma enorme balbúrdia em torno do que é ou não é gastança.

A bola está com Lula, não fosse por suas virtudes, mas pela relevante razão de que somos um país de analfabetos disfuncionais, com cada qual querendo levar seu quinhão sem a menor noção sobre o conjunto.

Lula tem que pensar seu plano de metas, seu New Deal. Anos atrás, no dia do AVC de dona Marisa, participei de um evento com Lula. Fiz minha palestra, joguei um monte de provocações para Lula. E o discurso que ele fez continha todos os elementos de um projeto de país: abordava todos os temas relevantes para o país (educação, inovação, integração econômica, saúde) com a linguagem acessível ao cidadão comum. Comentei com um colega que apenas uma bala pararia Lula (parafraseando um dito comum nos tempos de Muhammad Ali).

Depois disso houve a prisão, a volta gloriosa, a administração política de um país partido ao meio. E o veneno bolsonarista espalhado por todos os poros da Nação.

Mas é hora de Lula dar-se conta da necessidade de traçar um projeto que aponte o futuro. Os bons indicadores de 2025 não bastam. Ele tem que colocar o país para pensar o que queremos ser, da mesma maneira que JK com o Plano de Metas e Roosevelt com o New Deal.

*Luis Nassif, via Blaut Ulian Junior*

sábado, 3 de janeiro de 2026

Toda Solidariedade ao Povo e o Governo Bolivariano da Venezuela!

Por Belarmino Mariano*

Desde 2000 que os EUA ameaçam a Venezuela e em 2001 deram um golpe contra Hugo Chaves e o povo Venezuelano. Houve uma reação popular e o governo foi restabelecido. A partir de então começaram as perseguições, embargos e bloqueio da economia Venezuelana com o mundo.

Chantagens e propagandas negativas contra a Venezuela e o governo Chaves se tornaram constantes em todo mundo. As grandes multinacionais Norte-americanas perderam o controle sobre o petróleo da Venezuela. 

Depois do governo Chaves, o povo elegeu Nicolas Maduro e reelegeu o presidente do país. Mesmo com as eleições livres e a soberania do povo, os Governantes dos EUA, nunca reconheceram a decisão do povo Venezuelano. 

A Venezuela é membro da OPEP e possui as maiores reservas de petróleo do mundo. O grande interesse dos EUA é controlar todo esse petróleo e os reais motivos de Trump é gerar a tensão, o conflito e a guerra para desestabilizar a região.
Por isso, nenhum país do mundo poderá reconhecer esse ataque e invasão do território Venezuelano como legítimo. O que Trump está fazendo é terrorismo de Estado, invasão e neocolonialismo que deve ser reprovado, pois a Venezuela é um país soberano e pacífico.

Toda solidariedade ao povo e ao governo Venezuelano. Fora Trump, genocida, terrorista e invasor! A ONU precisa parar esse monstro, do contrário, outras forças soberanas terão que se unir contra esse governo Trump.

As forças militares de Trump devem se afastar imediatamente da América Latina, Central, Caribe e do Sul. Não aceitaremos tensões, conflitos ou invasão dos territórios soberanos. O Imperialismo já nos explorou demais. Chega de imperialismo!

*Por Belarmino Mariano. Imagens das redes sociais. Fonte: Radicais Livres.eco, ICL Notícias, Brasil 247, Brasil de Fato, Plantão Brasil, Gov.br
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quinta-feira, 1 de janeiro de 2026

Silvinei - Era Tudo Falsificado

Por Belarmino Mariano*

Nunca imaginei que a Trup bolsonarista iria chegar ao maior nível de falsificação que alguém poderia tentar. Estou falando de Silvinei Vasques, o ex-agente da Polícia Rodoviária Federal (PRF), preso no Paraguai.

Na sua trama golpista tudo é falsificado, no passaporte de um paraguaio apareceu o nome de Julio Eduardo. Quem será esse Eduardo? A fuga de Silvinei começou na madrugada de 25/12, Dia de Natal e incrivelmente, ele conseguiu romper a tornozeleira, fazer uma viagem longa, passando pelos Estados de Santa Catarina e Paraná, sem ser incomodo, ultrapassou a fronteira e só foi preso no Aeroporto do Paraguai, quando tentava embarcar para El Salvador (América Central).

Ele só foi preso devido a grande falsificação dos seus documentos. Passaporte, atestados médicos, inclusive os em que ele estava com câncer tipo 4, sem poder falar ou ouvir. Isso gerou desconfiança, pois eram documentos de médicos do Brasil. Tudo isso para encobrir que Silvinei não sabia falar castelhano.

Como já são mais de 60 golpistas fugitivos que estavam usando tornozeleira, Alexandre de Moraes agiu rápido e autorizou a prisão de dez outros golpistas. Essa prisão de Silvinei Vasques é um escândalo absurdo.

Esse condenado a 24 anos, estava sendo beneficiário de prisão domiciliar com tornozeleira eletrônica e achando pouco, fez o mesmo que seu líder, arrancou a tornozeleira e fugiu do Brasil. Mas é importante dizer, teve grande proteção de outras pessoas, pois conseguiu documentos falsos, conseguiu laudos médicos falsos.

A pergunta que não quer calar: como alguém que não sabe falar espanhol, resolve conseguir um passaporte Paraguaio e foge justamente para o Paraguai? Será que não pensou que algo poderia dar errado? Olhem a foto no passaporte! De cara você verá que não é a mesma pessoa.

Não seria melhor ter um passaporte brasileiro, mesmo que falso? Assim poderia entrar no Paraguai, Argentina, Perú, Bolívia ou qualquer país do mundo. Ninguém avisou para esse idiota que o melhor passaporte do mundo é o brasileiro? Será que ele como um agente da PRF não sabe disso?

Ele tem tantos amigos de organização criminosa, narcotráfico, milícias, então poderia ter planejado um sequestro falso. Poderia fazer como o Queiroz e o Adriano. Fazer uma calvície, tatuagens e rugas. Passava uns dez meses numa intuca carioca e nunca mais seria pego.

Mas o cara foi muito mal assessorado mesmo, fez um passaporte de um paraguaio, cometeu o mesmo errado do Ronaldinho Gaúcho e tomou no pareco. Ele cometeu mais uns cinco novos crimes. Destruir tornozeleira, passaporte falso, laudo médico falso, fugir da justiça. Ele deveria pegar mais uns 3 anos de papuda, para ficar igual ao Bolsonaro.

Eles comentem todos os tipos de crimes e querem dizer que a Justiça brasileira é ditadora. Enquanto esses bandidos forem acobertados pela grande mídia e os políticos da extrema direita continuarem usando seus cargos para praticarem corrupção e darem golpes, isso vai continuar.

Esse Silvinei, bloqueou ônibus, motos e vans no Nordeste no dia da eleição, tudo para barrar os eleitores de votar, pois sabia que no Nordeste as pesquisas davam Lula. Comprovadamente esteve em todos os planos golpistas do Bolsonaro, contra a democracia, contra a soberania, inclusive com plano para assassinar Lula, Alckmin e Alexandre de Moraes. Era para estar preso, nada de tornozeleira e de passada de pano, são criminosos perigosos.

Por Belarmino Mariano. Imagens das redes.