segunda-feira, 22 de junho de 2026

Comunicado às Hienas do bol$on4ri$m0

| comunicado às hienas | Do Zê Carota. Via Ana Vasconcelos.

estou sendo bombardeado no Threads (aquele tuíter da meta), e imaginem por quê?
sim, porque, numa rede que quase nunca uso, fiz uns poucos posts sobre Lula.

nada de novo vindo da cloaca da qual saíram as hienas que comem a m3rd4 do bol$on4ri$m0 e riem.

muita adjetivação rosnada e babada contra Lula, replicando qual verdades fossem as fake news difundidas diuturnamente pela mídia desde seu surgimento como liderança sindical, na década de 1980, e tornadas psicóticas a partir da farsa que foi a lava jato, potencializadas ad infinitum pelas redes sociais.

mas chama a atenção, não pelo ineditismo, mas porque ainda usada qual 'argumentação' política fosse a baba hidrófoba do preconceito sexual, ou seja, um homem que respeita, admira e vota em Lula só pode ser "v14do", "b1ch4", "gay".

Freud explica o quanto há de desejo reprimido e projeção nisso, mas não adianta tentar falar isso pra quem não pensa (pensasse, não seria hiena de m1l1c1an0 n4z1fa$c1$t4).

soubessem que berlusconi, ex-prêmiê italiano, cosplay de mu$$ol1n1, empresário e cartola do Milan, quando contratou Ronaldinho Gaúcho, pagava para ter sexo an4l com garotas usando uma máscara do craque, talvez entendessem o que também move a homofobia e o racismo - ou, nada improvável, trocassem de "mito"...

bom, seja como for, trago duas notícias para vocês, hienas, sendo uma ruim e a outra, pior ainda: uma, que não me ofende em nada ser chamado de gay. ofendido ficaria se chamado de f4$ci$t4 ou, dá na mesma, bolsonarista; e, por fim, fosse gay, seria, além de maravilhoso (sol em Leão), tão exigente em minhas relações afetivas e sexuais quanto o sou como hetero, ou seja: vocês não teriam a menor chance comigo.

mera questão não apenas intelectual e estética, mas, sobretudo, de higiene. 

#LulaPresidente #Lula #LulaSempre #esquerda #antifa

terça-feira, 16 de junho de 2026

Um Bolsominium no Divã

. *Por Belarmino Mariano

Jair Almeida Frustódio, 60 anos, morador da periferia de Belford Roxo (RJ), trabalhador CLT e atuando no comércio há mais de 35 anos, tendo passado por dezenas de empresas, até na capital fluminense. 

Há seis anos trabalhando na loja "Império dos Móveis", desde sua inauguração. Se orgulha e acredita que aos 65 anos se aposentará no "Império dos móveis". 

Seu patrão é carrancudo, mas segue sua mesma ideologia, enquanto o patrão apoia a extrema direita, ele esclarece ao amigo que também é de extrema direita. Disse que nunca gostei do povo da esquerda que sempre luta contra o patrão e se esquece que é o patrão que paga nosso salário.

A conversa girava em torno do fim da jornada de trabalho, escala 6x1, que os deputados da esquerda estavam na luta por mais tempo de descanso para o trabalhador ficar com a família, descançar e praticar algum tipo de lazer. 

Frustódio, chateado com esse projeto, desceu o pau nos deputados da esquerda e no Presidente Lula: Veja só, o Lula quer que a gente só trabalhe 40 horas semanais (escala 5x2). Esse presidente é um 9 dedos preguiçoso. Por mim eu trabalhava os 7 dias da semana, sem descanso e sem reclamar.

O amigo um pouco mais jovem, com 26 anos de idade e fazendo faculdade pelo ProUni a noite, disse, mas rapaz, tu estais indo contra a Bíblia sagrada, onde sugere que até Deus descansou depois da sua obra. 

Que nada, retrucou Frustódio, domingo o pastor explicou que essa passagem Bíblica é apenas "uma figura de linguagem", eu não entendi, mas ele citou o versículo "Sirvam aos seus senhores de boa vontade, como servindo ao Senhor, e não aos homens, porque vocês sabem que o Senhor recompensará cada um pelo bem que praticar, seja escravo, seja livre (Efésios 6:7-8).

Então o colega de trabalho retrucou dizendo, mas no mesmo livro de Efésios. (4:28), lemos: "O trabalho é incentivado como meio para suprir as próprias necessidades, cuidar da família e, além disso, ter recursos para ajudar quem precisa". 

Então a gente precisa cuidar da família para além do trabalho, um descanso, uma folga, levar o filho num médico, participar de uma reunião de país, consertar um telhado, tem um tempo livre para ficar com a família, para fazer um curso de reciclagem. 

Almeida, rapaz, cara, tu parece que não aprende, lembra daquele dia que tu entrou num ônibus pago pelo patrão, com sanduíches e bebidas, com 100 reais para cada um, vocês saíram no sábado para Brasília, aí no domingo fim de tarde foi aquele quebra-quebra dos infernos e tu escapou fedendo, pois não deu tempo de vocês invadirem a Praça dos Três Poderes.

Tu até já tinha se calado desses merdas que tu fala, o patrão mesmo, fez uma reunião e pediu pra gente não conversar mais sobre esses assuntos de política, mas é aquele teu grupo de whatsapp, que tu voltou a compartilhar merdas. Agora defendendo os filhos daquela peste que por acaso é teu xará.

Frustódio, acorda rapaz, teu filho mais novo no Ensino Médio, recebendo o "pé de meia", semana passada tu precisou ir na UPA de madrugada, pois tua filha estava com quase 40c de frebre. Tua mulher cadastrada no bolsa família. Cara, sai disso, tudo num tá vendo que com Lula, quem ganha é o trabalhador.

De repente, um silêncio súbito e o patrão aparece na seção, alerta que o papo tá bom, mas manda os dois ao trabalho. Tipo, vamos trabalhar que a gente precisa bater a meta e sábado a gente vai ficar até as 17:00 horas, pois tô querendo arrumar o estoque, pois tá chegando muitos produtos novos e quero fazer um saldão. 

Ele disse" "Semana que vem é o dia das mães e a gente vai abrir até o domingo. Como disse o Senhor, "o trabalho dignifica o homem" e esse é o nosso lema.

Luiz Firmino Silva, 27 anos, trabalhando no comércio a 8 anos, estudante de Psicologia com bolsa integral (100% Prouni), saiu refletindo, "esse patrão é mala, a minha professora de Sociologia da Educação, comentou que Marx Weber pode ter usado essa frase "O trabalho dignifica o homem", se referindo ao livro "Capitalismo como Religião" e outro livro sobre "Ética Protestante e o 'Espírito' do Capitalismo". Ele acha que todos são idiotas como o Jair.

#Pelofimdaescala6x1
*Por Belarmino Mariano. Imagem Brasil de Fato.

segunda-feira, 8 de junho de 2026

Sob a sombra da suástica: uma crônica sobre o leite e o ódio

Por: Alessandra Almeida Del'Agnese Vejam que espetáculo dantesco, que mise-en-scène da nossa estupidez tropical! Era um brinde. Um gesto banal, à primeira vista. Flávio Bolsonaro, Romeu Zema e Ronaldo Caiado ergueram seus copos, sorrindo para as câmeras, e beberam leite. O fazendeiro, o empresário, o político. O que poderia ser mais inofensivo? A menos que você saiba o código. A menos que você entenda que aquele líquido branco, para o neonazista, não é apenas um produto do agro. É símbolo de pureza racial. É o alimento do “ariano superior”, uma ideologia criminosa que já foi a pá de terra sobre 6 milhões de judeus. Esse símbolo é um antigo “apito de cachorro” do Terceiro Reich, ligado à obsessiva estética da pureza racial, alimentar, moral. E você, caro leitor, que acredita na democracia, precisa saber: quando esses três ergueram o brinde pelo leite, estavam sinalizando para as sombras. Um chamamento àqueles que querem nos destruir, um convite para que se multipliquem. E eles estão se multiplicando. O Brasil que, nos anos 1930, sediou a maior filial do Partido Nazista fora da Alemanha, agora vê a monstruosidade renascer com força brutal. Entre 2015 e 2022, segundo a antropóloga Adriana Dias, as células neonazistas no país saltaram de 72 para 1.117. Só em Santa Catarina, uma pesquisa da UFSC de 2022 contabilizou 320 desses núcleos, uma concentração por habitante que supera qualquer outro estado. O monstro não está mais na Europa. Ele está na sua rua, nos grupos de WhatsApp do seu bairro. “Ah, mas é só um bando de jovens idiotas”, você pode pensar. Não. Não mesmo. A ONU já emitiu alertas sobre o fenômeno, e uma relatora especial expressou preocupação com o avanço do extremismo de direita no país. As operações da Polícia Federal, como a “Nuremberg” de 2025, desmantelaram grupos com estrutura hierarquizada, cobrança de mensalidade e planos para espalhar o terror. Ameaças reais, armas, planos. E o pior: cresceram 270,6% durante o governo do ex-presidente, que reiteradamente atacou minorias e deu salvo-conduto ao ódio. As instituições, como diria a filha de sobreviventes do Holocausto, Clara Levin Ant, assistem inertes a essa naturalização, uma tragédia silenciosa que se desenrola sob nossos narizes. Onde está o Ministério Público? Onde está o Supremo Tribunal Federal, que já julgou o neonazista gaúcho Siegfried Ellwanger e definiu que o racismo é crime inafiançável? A simples existência dessas células é inconstitucional, uma afronta direta ao Estado Democrático de Direito. E ainda assim, vemos a máquina do Estado ranger, engrenagens enferrujadas que se movem com uma lentidão quase criminosa. É prevaricação. É um “fingir que não vê” que cheira a conivência. Enquanto isso, o discurso de ódio floresce na internet, e a falta de políticas públicas efetivas de enfrentamento permite que o nazismo se reorganize. Este é o momento em que a história nos olha de frente. Não estamos falando de política partidária. Estamos falando de sobrevivência da democracia. Quando você vota na extrema-direita, não está apenas escolhendo um plano econômico ou uma gestão de saúde. Você está, como alerta o próprio presidente Lula em seus discursos, dando um cheque em branco para que o neofascismo e o neonazismo voltem a ocupar o centro da política nacional. E mais: estará autorizando, com o seu voto, que o crime organizado ideológico se sinta à vontade para agir. É isso que você quer para o Brasil? Uma nação onde o direito de existir de um judeu, de um negro ou de um homossexual seja condicionado à “pureza” de alguns? Um país de toga e suástica? Pense nisso antes de erguer o próximo brinde. Porque o copo de leite que eles bebem, no fundo, é o veneno que estão tentando nos fazer engolir. E a resposta a única resposta decente é quebrar o copo, denunciar o crime e dizer, em alto e bom som: nunca mais. Por, Alessandra Del’Agnese

domingo, 31 de maio de 2026

I RODADA DE CONVERSAS SOBRE A CULTURA GUARABIRENSE REÚNE AGENTES CULTURAIS E PODER PÚBLICO EM GUARABIRA

.  NOTA PÚBLICA*

O COMITÊ ARTE GUARABIRA a AACG (Associação de Arte e Cultura de Guarabira), CAFÉ COM POEIRA e a VIRIMEXE PRODUÇÕES, promoveram ontem 30/05/2026, na sede do Comitê Cultural Arte Guarabira, a I Rodada de Conversas sobre a Cultura Guarabirense, um importante encontro que reuniu representantes de diversos segmentos culturais do município, fortalecendo o diálogo entre a sociedade civil e o poder público.
O evento contou com a participação de artistas, produtores culturais, representantes de entidades culturais, agentes da cultura popular, membros de coletivos e demais fazedores de cultura, além da presença do secretário municipal de Cultura e Turismo, Klemylsson França, que contribuiu com o debate e ouviu as demandas apresentadas pelos participantes.
O tema central da Rodada foi a Lei Municipal nº 891/2010, que instituiu o Sistema Municipal de Cultura (SMC) de Guarabira-PB, estabelecendo mecanismos para a gestão, o planejamento e o fomento das políticas culturais no município.
Durante o encontro, foram discutidos os avanços, desafios e perspectivas para a efetiva implementação dos instrumentos previstos na legislação, bem como a importância da participação popular na construção das políticas públicas para o setor.
A iniciativa reafirma o compromisso do Comitê Cultural Arte Guarabira com o fortalecimento da cultura local, promovendo espaços de escuta, reflexão e articulação entre os diversos agentes culturais da cidade.
A I Rodada de Conversas sobre a Cultura Guarabirense representa um passo significativo na construção de uma política cultural cada vez mais democrática, participativa e alinhada às necessidades dos trabalhadores e trabalhadoras da cultura de Guarabira.

*Nota conjunta do COMITÊ ARTE GUARABIRA a AACG (Associação de Arte e Cultura de Guarabira), CAFÉ COM POEIRA e a VIRIMEXE PRODUÇÕES.

   Imagens do encontro:
**Imagens VIRIMEXE PRODUÇÕES.
***Autorizado o compartilhamento e/ou republicação na integra.
DOCUMENTOS IMPORTANTES SOBRE O TEMA:


segunda-feira, 25 de maio de 2026

A Redução da Jornada de Trabalho e os Novos Rumos do Brasil

.  Por Sérgio Gomes* imagem SAE/DF.

O Brasil vive novamente um momento importante em sua história trabalhista. O debate sobre a redução da jornada semanal para 42 horas e, posteriormente, para 40 horas semanais representa mais um capítulo de uma longa trajetória de conquistas sociais iniciadas ainda no século XX. Ao observarmos a história do trabalho no país, percebemos que cada redução da carga horária foi resultado de intensas lutas sociais, transformações econômicas e mudanças na forma como a sociedade compreende o direito ao descanso, à dignidade e à qualidade de vida do trabalhador.

Durante a Era Vargas, especialmente a partir da década de 1930, ocorreram profundas mudanças nas relações de trabalho no Brasil. O governo de Getúlio Vargas implantou uma série de direitos trabalhistas que modificaram a vida da classe trabalhadora urbana. Entre essas mudanças estava a regulamentação da jornada de trabalho em 48 horas semanais, além da criação da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), do salário mínimo, das férias remuneradas e da carteira de trabalho. Essas medidas colocaram o Estado brasileiro como mediador das relações entre patrões e empregados.

Décadas depois, com a Constituição Federal de 1988, o país avançou novamente ao reduzir a jornada semanal de 48 para 44 horas. A chamada Constituição Cidadã ampliou direitos sociais e consolidou garantias trabalhistas importantes após o período da Ditadura Militar. A redução da carga horária foi entendida como uma necessidade para melhorar as condições de vida do trabalhador brasileiro e adequar o país às novas realidades econômicas e sociais.

Atualmente, o debate sobre a redução para 40 horas semanais retorna ao centro das discussões nacionais. A proposta ganha força em um cenário marcado por transformações tecnológicas, aumento da produtividade, crescimento do trabalho digital e debates internacionais sobre saúde mental, qualidade de vida e equilíbrio entre trabalho e vida pessoal. Países ao redor do mundo vêm discutindo jornadas menores como forma de aumentar a produtividade e reduzir o adoecimento físico e emocional dos trabalhadores.

No governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, essa discussão reaparece ligada à valorização do trabalho e ao fortalecimento dos direitos sociais. Para muitos especialistas, a redução da jornada pode contribuir para a geração de empregos, distribuição de renda e melhoria da qualidade de vida da população. No entanto, setores empresariais demonstram preocupação com impactos econômicos e custos para determinados segmentos produtivos.

Do ponto de vista histórico, é importante compreender que os direitos trabalhistas nunca surgiram de forma espontânea. Foram resultado de mobilizações sindicais, pressões sociais e mudanças políticas ao longo do tempo. A história do trabalho no Brasil mostra que avanços sociais frequentemente enfrentaram resistência antes de serem incorporados à legislação.

A possível redução para 40 horas semanais poderá marcar mais uma etapa histórica nas relações de trabalho brasileiras. Assim como ocorreu na Era Vargas e na Constituição de 1988, o debate atual reflete as disputas e transformações da sociedade contemporânea. Independentemente do resultado final, o tema já ocupa lugar relevante na história social e trabalhista do Brasil.

Finalmente o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), comprou mais essa briga em defesa da classe trabalhadora e ao lado da Deputada Federal Erika Hilton (PSOL), fortalecem os laços de um país democrático e com melhor qualidade de vida.

*Sérgio Gomes da Silva. Historiador pela UEPB. Ciência da Religião pela Unifahe. Especialista em História do Brasil (FIPE). Especialista em História e Cultura da África (UEPB) e Especialista em Gestão Ambiental. 
Professor da Rede Municipal de Ensino de Bananeiras e Curral de Cima.
Organizandor do Programa Democracia em Foco, pela Rádio Nordeste FM 104,9.
YouTube SergioGomesNews.

Imagem - SAE/DF - Políticas Públicas e Gestão Ambiental - CUT/CNTE, maio de 2026 e apontamentos de aula sobre o trabalhismo no Brasil.

sexta-feira, 22 de maio de 2026

CUBA LIVRE - CARTA ABERTA AO MUNDO


.  Autora: Ykay Romay, cubana, 2026.

“À humanidade inteira, às mães do mundo, aos médicos sem fronteiras, aos jornalistas com dignidade, aos governos que ainda acreditam na justiça:

O meu nome é milhões. Não tenho apelidos conhecidos nem acusações relevantes. Sou uma cubana comum. Uma filha, uma irmã, uma patriota. E escrevo isto com a alma rasgada e as mãos a tremer, porque o que o meu povo vive hoje não é uma crise. É um assassinato lento, calculado e friamente executado a partir de Washington.
E o mundo olha para o outro lado.

DENÚNCIA PELOS MEUS AVÓS:
Denuncio que, em Cuba, há idosos que morrem prematuramente porque o bloqueio impede a chegada de medicamentos para o coração, para a tensão arterial, para a diabetes. Não é falta de recursos. É uma proibição deliberada. Empresas que querem vender a Cuba são multadas, perseguidas, ameaçadas. Os seus governos permanecem em silêncio. E, enquanto isso, um avô cubano aperta o peito e espera. A morte não avisa. O bloqueio, sim.

DENÚNCIA PELOS MEUS FILHOS:
Denuncio que há incubadoras em Cuba que tiveram de ser desligadas por falta de combustível. Que há recém-nascidos a lutar pela vida enquanto o governo dos EUA decide quais países nos podem vender petróleo e quais não podem. Que há mães cubanas que veem a vida dos seus filhos ameaçada porque uma ordem assinada num escritório em Washington vale mais do que o choro de um bebé a 90 milhas da sua costa.
Onde está a comunidade internacional? Onde estão as organizações que tanto defendem a infância? Ou será que as crianças cubanas não merecem viver?

DENÚNCIA POR FOME INTENCIONAL:
Denuncio que o bloqueio é fome programada. Não é que falte comida — é que nos impedem de a comprar. É que navios com alimentos são perseguidos. As transações bancárias são bloqueadas. As empresas que nos vendem cereais, frango ou leite são sancionadas.
A fome em Cuba não é um acidente. É uma política de Estado do governo dos EUA, refinada ao longo de 60 anos, atualizada por cada administração, reforçada por Donald Trump e executada com zelo por Marco Rubio.
Eles chamam a isto “pressão económica”. Eu chamo-lhe terrorismo pela fome.

DENÚNCIA PELOS MEUS MÉDICOS:
Denuncio que os nossos médicos — os mesmos que salvaram vidas durante a pandemia enquanto o mundo inteiro colapsava — hoje não têm seringas, nem anestesia, nem equipamento de raio-X. Não porque não saibamos produzi-los. Não porque não tenhamos talento. Mas porque o bloqueio nos impede de aceder a insumos, peças e tecnologia.
Os nossos cientistas criaram cinco vacinas contra a COVID-19. Cinco. Sem ajuda de ninguém. Contra tudo e contra todos. Contra o bloqueio e contra a desinformação. E, ainda assim, o império castiga-nos por termos conseguido.

AO MUNDO DIGO:
Cuba não pede esmola.
Cuba não pede soldados.
Cuba não pede que a amem.
Cuba pede justiça. Nada mais. Nada menos.

Peço que deixem de normalizar o sofrimento do meu povo.
Peço que chamem o bloqueio pelo nome: CRIME DE LESA-HUMANIDADE.
Peço-vos que não se deixem enganar pelo discurso do “diálogo” e da “democracia” enquanto nos apertam o pescoço.

Não queremos caridade. Queremos que nos deixem viver.

Aos governos cúmplices que se calam:
A história irá julgá-los.

À comunicação social que mente:
A verdade encontra sempre caminho.

Aos que assinam sanções:
O povo cubano não esquece nem perdoa.

Aos que ainda têm humanidade no peito:
Olhem para Cuba. Vejam o que lhe estão a fazer. E perguntem a si próprios: de que lado da história quero estar?

Desta pequena ilha, com uma dignidade gigante,
Uma cubana que se recusa a render-se.

SE ESTE TEXTO TE TOCOU, PARTILHA.
Não me importa se tens 10 amigos ou 10 mil seguidores.
Não me importa se o teu perfil é público ou privado.
Não me importa se nunca partilhas nada.

Mas isto é diferente.

Isto não é uma fotografia de um pôr do sol.
Isto não é uma notícia de entretenimento.
Isto não é apenas mais uma opinião.

Isto é um GRITO. E os gritos não se guardam. Quando são ouvidos, multiplicam-se. Tornam-se multidão.

Não te peço um “gosto”. Peço-te que uses os teus polegares para algo maior do que deslizar o ecrã.

PARTILHA.

Para que o mundo saiba que, em Cuba, não há uma crise.
Há um CRIME.

Para que as mães de outros países saibam que aqui há bebés a lutar em incubadoras desligadas pelo bloqueio.
Para que os avós de outras terras saibam que aqui há idosos que morrem à espera de medicamentos que Washington não deixa entrar.
Para que os governos cúmplices sintam vergonha.
Para que a comunicação social não possa fugir.
Para que os responsáveis saibam que NÃO NOS CALAMOS.

Uma pessoa a partilhar isto não muda o mundo.
Milhares, milhões — sim.

Não guardes este texto.
Não sejas cúmplice do silêncio.

FAZ ESTA DENÚNCIA IR MAIS LONGE DO QUE O BLOQUEIO.

PARTILHA. Agora.

#CubaDenunciaAlMundo #Cuba #OBloqueioMata #ElBloqueoMata

sábado, 16 de maio de 2026

Começou o Desmanche para a Privatização da CAGEPA?

Noticia do Stiupb - Análise e Opiniões de Belarmino Mariano e Sérgio Gomes*

O Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Urbanas da Paraíba (STIUPB) manifestou preocupação com o início do processo de desestatização da Cagepa, considerado pela entidade como um dos momentos mais delicados da história da classe trabalhadora dos serviços de saneamento público paraibano.

Neste dia 15, inclusive, aconteceu o leilão da Parceria Público-Privada (PPP) para a prestação dos serviços de esgotamento sanitário em 85 municípios da Paraíba, na sede da B3, em São Paulo e que teve a presença do Governador Lucas Ribeiro e Diretoria da empresa, representada pelo Presidente.

O serviço de esgotamento sanitário de 85 municípios da Paraíba passará a ser de responsabilidade da multinacional espanhola Acciona e o contrato prevê investimentos de aproximadamente R$ 3 bilhões ao longo de 25 anos.

Para o presidente do Stiupb, Wilton Maia Velez, a chamada Parceria Público-Privada (PPP), apresentada pelo Governo do Estado como alternativa de modernização da gestão, representa tensão concreta para os trabalhadores, uma vez que a prestação dos serviços públicos serão realizados pela iniciativa privada.

Segundo o presidente do Stiupb, a medida vai muito além de uma simples mudança administrativa. A entidade alerta que experiências semelhantes em outras regiões do país demonstram impactos diretos sobre tarifas, precarização das relações de trabalho, redução de investimentos em áreas menos lucrativas e enfraquecimento do caráter social do saneamento públicoe fragilização na pressão dos serviços, contrariando o discurso de quem defende o modelo.

"O que está em jogo não é apenas a gestão de uma empresa. Estamos falando de um patrimônio construído pelo povo paraibano ao longo de décadas, responsável por garantir acesso à água e saneamento para milhares de famílias", destaca o sindicato.

O STIUPB afirma ainda que, ao longo de todo o processo, buscou dialogar com trabalhadores, sociedade civil, parlamentares e movimentos sociais, na tentativa de ampliar o debate sobre os impactos da desestatização.

A entidade também lamenta a falta de unidade ampla da diante do avanço do projeto, mas reforça que continuará mobilizada na defesa dos direitos dos trabalhadores e da melhoria e manutenção na qualidade dos serviços públicos.

"Mesmo diante deste cenário, não é momento de desistir. É momento de resistência, resiliência, união e coragem. Seguiremos firmes na defesa do patrimônio público e da classe trabalhadora", reforça a direção do sindicato.

O STIUPB conclui reafirmando sua posição histórica em defesa das empresas públicas e lembrando que direitos e conquistas sociais sempre foram resultado da organização e da luta coletiva.

Só conquista quem luta!
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*Com base nessa notícia exposta pelo Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Urbanas da Paraíba (STIUPB), hoje no nosso Programa Democracia em Foco, da Rádio Nordeste FM 104,9, começamos a debater o tema e aqui segue a opinião dos professores Sérgio Gomes e Belarmino Mariano, proponentes do Programa da 104,9.

Análise do Professor e Historiador Sérgio Gomes 

A situação da CAGEPA hoje é o reflexo das votações no Congresso em 2020 e 2023. A primeira no governo Bolsonaro e a segunda no governo Lula, que tentou impedir os processos de privatizações das empresas de água e esgoto, mas foi derrotado pelos congressistas da direita, extrema-direita (Centrão).

O debate sobre o saneamento público no Brasil voltou ao centro das discussões políticas nos últimos anos, com a aprovação do Novo Marco Legal do Saneamento, em 2020, abriu espaço para maior participação da iniciativa privada nos serviços de água e esgoto em todo o país. 

Defensores da proposta afirmavam que a mudança traria mais investimentos, eficiência e ampliação do atendimento à população. Já os críticos alertavam para os riscos de privatização de um serviço essencial à vida.

No governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, houve tentativa de rever partes do Marco Legal para fortalecer as companhias estaduais de saneamento e garantir maior presença do Estado no setor. Porém, em 2023, o Congresso Nacional derrubou mudanças defendidas pelo governo, mantendo pontos centrais do modelo aprovado em 2020. 

Essa derrota política do governo Lula em 2023, teve reflexos diretos em vários estados brasileiros. Na Paraíba, as discussões envolvendo a CAGEPA demonstram como as decisões tomadas em Brasília impactam a realidade local. As medidas adotadas pelo governo estadual e os debates sobre possíveis concessões ou parcerias privadas são consequência direta das votações realizadas no Congresso Nacional nos últimos anos.

Para muitos trabalhadores, sindicatos e movimentos sociais, existe preocupação com o futuro da companhia e com a possibilidade de perda do controle público sobre a água e o saneamento. O argumento principal é que a água não deve ser tratada apenas como mercadoria, mas como um direito fundamental da população.

Por outro lado, setores favoráveis ao Novo Marco do Saneamento defendem que a entrada da iniciativa privada pode acelerar obras, modernizar o sistema e ampliar o acesso aos serviços, especialmente em regiões que ainda enfrentam dificuldades no abastecimento e tratamento de esgoto.

O caso da CAGEPA mostra que o debate vai além da política estadual. Ele representa uma disputa nacional sobre qual deve ser o papel do Estado na garantia de serviços essenciais. As votações de 2020 e 2023 moldaram esse cenário e continuam influenciando diretamente as decisões tomadas atualmente no setor de saneamento brasileiro.

De acordo com o Portal do Congresso em Foco (2020), o então deputado federal Efraim Filho, atualmente Senador e pré-candidato a governador pelo PL, em 2019 votou favoravelmente ao novo marco legal do saneamento. 

Esse marco regulatório (Lei 14.026/2020), abriu mais espaço para a participação da iniciativa privada no setor de água e esgoto, exigindo licitações e reduzindo a possibilidade de contratos diretos das companhias estaduais, como a CAGEPA.

Por isso, críticos afirmam que quem votou a favor do marco apoiou indiretamente processos de privatização ou concessão dessas empresas estaduais. Por outro lado, defensores do marco dizem que ele não obriga a privatização das companhias estaduais, mas cria concorrência e metas de universalização do saneamento. 

O próprio governo da Paraíba chegou a afirmar que a CAGEPA não seria privatizada automaticamente por causa da lei. Mas parece que está esquecendo dos compromissos e o que parecia automático, está virando manual de flexibilidade.

Por outro lado, afirmar que Efraim Filho “votou indiretamente pela privatização da CAGEPA” não é uma interpretação política errada.  E, se hoje ele tenta tirar proveito político no erro do adversário, certamente faria o mesmo se estivesse com grande vantagem na disputa atual, apesar da disputa para o governo estadual, os dois ou três candidatos (Lucas, Efraim e Cícero), comungam do mesmo ideário neoliberal.

Se em 2019 Efraim apoiou o marco do saneamento, que facilitou concessões e participação privada no setor, então , qual a moral que ele tem para criticar os que agora estão apenas acelerando o processo de privatização da CAGEPA? 

Já o pré-candidato Cícero Lucena (MDB), se diz favorável metas de universalização estabelecidas pelo Marco Legal do Saneamento, porém se diz contrário a privatização da CAGEPA, essa mais uma hipocrisia, pous defende um lado da moeda e é contrário ao outro, quanfo convém.

Na época do debate sobre a aprovação do marco legal, o governador João Azevêdo divulgou um vídeo negando que esteja agindo para privatizar a Cagepa e disse que qualquer informação nesse sentido é falsa. Mais enviou para o legislativo, que aprovou em 72 horas e que agora, facilita a abertura do privado.

Segundo ele, o projeto estabelece a criação de quatro Microrregiões de Água e Esgotos e abre a possibilidade da continuidade de atuação da nossa empresa estadual. "Sem descuidar, é claro, do compromisso de atuação da Cagepa no atingimento de metas e indicadores de desempenho, bem como mecanismos que comprovem os seus resultados e a melhoria da prestação de serviços”. No entanto, a Assembleia Legislativa aprovou de forma estabanada o marco regulador dessas microrregioes de agua e essgotos da PB.

Fizemos um levantamento na imprensa da época e chegamos a lista dos deputados federais da Paraíba que votaram favoravelmente ao Novo Marco Legal do Saneamento na Câmara dos Deputados foram:
Aguinaldo Ribeiro (PP-PB)
Damião Feliciano (PDT-PB)
Efraim Filho (DEM-PB, depois União Brasil e agora PL)
Edna Henrique (PSDB-PB)
Hugo Motta (Republicanos-PB)
Julian Lemos (PSL-PB)
Pedro Cunha Lima (PSDB-PB)
Ruy Carneiro (PSDB-PB)
Wellington Roberto (PL-PB)

Dis 12 federais da PB, os únicos fereais que votaram contra foram:
Frei Anastácio Ribeiro (PT-PB)
Gervásio Maia (PSB-PB). 
No Senado, Daniela Ribeiro (PP) e Zé Maranhão (MDB), votaram favorável ao Marco Legal do saneamento que de legal não tem nada. O Senador Vital do Rego (MDB) votou contra (Blog do Jordan, 2020).


Opinião do professor de Geopolítica Belarmino Mariano 

Observem bem essa fotografia do Stiupb, a alegria no rosto do atual governador, dos acessores e dos empresários que estão arrematando fatias inteiras de infraestrutura e serviços da CAGEPA? Pela altura do martelo levantado, achei até que Lucas Ribeiro iria quebrar o martelo, igual fez o Governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Rep.), que arrebentou tudo com a privatização da Sabesp.

Eu quero vê quando a conta de água e esgoto chegar na casa das pessoas, quem vai separar os valores da água e "da merda" (esgoto), das de água tratada,  pois na hora dos serviços já esta claro que nós iremos pagar a maior fatia dessa conta.

A CAGEPA ficará com a parte mais cara da infraestrutura e a Empresa Privada irá ficar com o filé das "privadas", pois o esgoto só estoura nas vias públicas, nos boeiros e galerias pluviais que em parte são de responsabilidade das prefeituras e a população que aguente a fedentina e os perigos de contaminação da saúde pública.

Grande parte da "merda inatura" que sai das nossas casas em tubulação da CAGEPA, em algum momento se perde em baixadas, vales, galerias pluviais e descem inatura pelos corregos, riachos e rios do Estado. Mas a conta de esgoto é paga na saída de nossa casa e também é medida pelos metros cúbicos da água consumida que entra pelos nossos canos ou tubulações.

Logo, a conta é paga e os problemas continuarão com os governos municipais e o próprio Estado, enquanto os lucros irão todos para os cofres da iniciativa privada. Esse é um grande negócio, onde a gente vai continuar a pagar por um serviço que era totalmente controlado pelo Estado e agora será de uma empresa que só visa lucros.

Podem se preparar para o que está acontecendo em São Paulo depois da privatização da Sabesp, um fica transferindo os problemas e a culpa para o outro e ninguém resolve os graves problemas paulistas de água e esgoto. Mas as contas tiveram mais de 400% de reajustes.

Ou seja, podem ir se preparando pois as "privadas" irão ganhar bilhões com o nosso esgoto e sem gastar um tostão furado, pois estão pegando o filé e nem irão pisar o pé nas grandes áreas periféricas onde nem existe esgoto.

Basta lucrar com os grandes centros urbanos, deixar o esgoto estourado escorrer a céu aberto, colocar uma Central de atendimento por IA e reduzir o quadro de trabalhadores, fazer ouvidos de mercadores com as crescentes reclamações. Equipar seus setores jurídicos para "derrotar" os inadimplentes, piorar os serviços, pois a ideia não é gastar e sim lucrar.

Adeus concurso público, cargos e carreiras, progrensões e preocupação com os servidores. Tudo passa a ser terceirizado, precarizado e com salários reduzidos, pois já sabemos como funcionam essas empresas privadas e/ou tercerizadas. Os trabalhadores ficam com o pesado e os proprietários, empresários, até de organizações suspeitas, não cumprem os direitos trabalhistas, estão no controle deses esquemas e constantemente, quebram contratos e acordos.

Atenção povo paraibano, o atual governador acabou de dá um tiro no próprio pé, pois já está se considerando eleito, e nós pagaremos pelas futuras e traiçoeiras contas de esgoto depois da privatização de um serviço essencial. Basta olhar as contas de energia depois da privatização e as contas de água e esgoto hoje. 

Se você hoje paga 90 ou 130 reais em uma conta da CAGEPA, em breve estará pagando entre 300 e 500 reais fácil. E nem digam que estou inventando, comparem, procurem saber com seus Parentes em São Paulo ou no Rio de Janeiro.

O que o povo brasileiro e paraibano não sabe é  que, na Espanha os serviços de gestão das águas, são municipais e passaram por um forte processo de privatização, no entanto, em muitos municípios foi um caos e centenas de prefeituras estão "remunicipalizando" estes serviços de água e esgoto (sitaemasp, 2023).

Em especial nos grandes centros urbanos da Espanha. O aumento de tarifas, a piora nos serviços e falta de transparência das empresas privadas, estão obrigando os gestores a retomar o controle público dos serviços e em mais de 55 grandes prefeituras foram desfeitas as Parcerias Público-Privada (PPP).

Aí, estranhamente, aparece uma multinacional espanhola para controlar atividades da CAGEPA em cerca de 85 municípios paraibanos, e o mesmo já aconteceu em vários outros estados brasileiros, governados pela direita e extrema direita. 

A (sitaemasp, 2023), também destacou que países como EUA, Reino Unido, França e Alemanha estão reestatizando seus sistemas de abastecimento de água. Ou seja, as privatizações geraram aumento preços e piora na qualidade dos serviços, pois só o lucro interessa e essas empresas estão perdendo contratos milionários em seus países de origem e agora, querem abocanhar o maior mercado de águas do mundo.

Digo mais, essa privatização virá fatiada em três ou quatro etapas. Primeiro o esgoto, depois as barragens, adutoras para a distribuição de água e finalmente a água da transposição do rio São Francisco. O ouro líquido que o presidente Lula trouxe para o Sertão Nordestino  e que já chegou ao Agreste e Litoral, irá virar uma mina privada do nosso líquido preciso.

Parece que os deputados federais do Centrão da Paraíba, liderados por Hugo Motta (Rep.) e o vice-goverdor Lucas Ribeiro (PP), que  assumiu recentemente o governo, só estavam esperando João Azevedo (PSB), entregar o governo para iniciarem a devassa neoliberal na Paraíba e com eles alguns senadores e deputados que já se encontram em Brasília.

Podem ter certeza de uma coisa, os últimos 18 anos de governos do PSB, com um grande processo de crescimento econômico e desenvolvimento, iniciado nos dois governos de Ricardo Coutinho (PT), até certo ponto, timidamente continuados nos governos João Azevedo, parece que estão acabando agora.

Observem que, onde o neoliberalismo instala o estado mínimo, cessa o desenvolvimento e se instala o atraso. Vejam os índices de fracasso econômico em Estados como Minas Gerais (Zema - Novo), São Paulo (Tarcísio - Rep.) e Rio Grande do Sul (Eduardo Leita - PSDB). Já são os maiores devedores da União e, se não fossem os investimentos do presidente Lula (PT), esses Estados estariam em uma crise muito maior. 

Olha que nem quero falar dos outros Estados do Sul, ou da profunda crise do Estado do Rio de Janeiro, com gigantesco fluxo de corrupção e privatizações do setor de água e esgoto, que aprofundou a crise sanitária do Estado, enquanto as "privadas" lucram horrores. Os estados citados são todos governados pela direita e extrema direita e o povo que se exploda.

Que os funcionários da CAGEPA e o povo paraibano coloque as barbas de molho, pois depois que vendem ou privatizam empresas e serviços que deveriam ser de responsabilidade dos governos, o povo sempre paga os prejuízos e aumentam os problemas.

Não esqueçam do que Bolsonaro fez com a privatização das dustruidoras de gás, gasolina, diesel e das refinarias que eram controladas pela Petrobrás. Em menos de 2 anos chegamos a pagar de 8 a 12 reais no litro de combustível. Um botijão de gás que custava 68 reais no governo Dilma chegou a 165 reais no governo Bolsonaro.

Esse é o modelo de privatização que o Centrão, a Direita e a extrema direita querem para o Brasil e, nós brasileiros seremos os grandes prejudicados, tanto pela perda do patrimônio público construidos em séculos de trabalho, quanto pelo o aumento desproporcional no preço dos serviços que o Estado deveria fornecer.

Não esqueçam da entrega das rodovias para empresas de pedágio, pois em São Paulo, as pessoas não aguentam mais pagar tanto pedágio. Imagina a Paraíba que é cortada pela BR 230 de Cabedelo a Cajazeiras. Ainda tem a  rodovia BR 101 que corta todo o litoral Paraibano de Recife a Natal e as outras rodivias que também cruzam o Agreste e o Sertão de Norte a Sul.

Eles estão começando pelo esgoto, em que a "merda" está quase toda tubulada e/ou em piscinas de estabilização, depois vem a água e os demais setores públicos. Todos os países que privatizaram serviços essenciais, se arrependeram e em alguns casos, o caos foi tão grande que foram obrigados a reestatizar as estatais vendidas.

O Goverdor Ricardo Coutinho, na época pelo PSB, rejeitou todas essas propostas de privatização e agora, como pré-candidato a Deputado Federal pelo PT, vem denunciando essas manobras em várias entrevistas, pod-quest e debates. Ele continua firme e forte na luta contra a privatização da CAGEPA. Se hoje um Efraim ou Cícero aparece dizendo ser contra a privatização, estão mentindo, pois seus passados confirmam a sanha privatista.

O alerta é geral e o governador Lucas Ribeiro, pode ter avançado o sinal vermelho, influenciado pelos mais velhos, para acelerar a sanha da privatização, evitando protestos e lutas de resistências. Agora terá que arcar com as consequências políticas dos seus atos, pois acabou de "mexer com o formigueiro ".

Como diz a história popular, "macaco velho nunca bota a mão em cumbuca", há não ser, que tenham lhe dado um favo de mel. Nesse caso vai com muita sede ao pote. Mas ainda não sabemos de fato o que está acontecendo para essa pressa em privarizar setores da CAGEPA?

Agora em 2026, na hora de votar, muito cuidado, pois tem um monte de gente que diz está com Lula, mas faz tudo ao contrário do que defende o nosso presidente. Atenção para os nossos deputados federais e senadores, deputados estaduais e governador.  Pois na Paraíba, estamos entrando num mato sem cachorro e alguém vai precisar estancar essa sangria desatada. 

Todo apoio aos trabalhadores da CAGEPA e aos paraibanos! 
A CAGEPA é  um patrimônio do povo da Paraíba!

*Nota inicial de Stiupb e análise, opiniões de Belarmino Mariano e Sérgio Gomes.

Autor 1. Sérgio Gomes da Silva – Professor, Historiador, YouTube e um dos apresentadores do programa Democracia em Foco. Rádio Nordeste FM 104,9 
Autoer 2 - Belarmino Mariano - Professor de geopolítica da UEPB. apresentador do programa Democracia em Foco, Rádio Nordeste FM 104,9 

Fontes:
Stiupb (15/05/2026)
Portal do Congresso em Foco (2020).
Programa Democracia em Foco, Rádio Nordeste FM 104,9 (16/05/2026).


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