segunda-feira, 27 de julho de 2026

Deus, Pátria, Família e o Estancamento Miliciano da Michelle

.  Por Belarmino Mariano*

Deus, Pátria e Família é o mesmo lema do fascismo integralista brasileiro da década de 1930, retomado pela família Bolsonaro (PL);

Tiaras na cabeça para representar as mulheres inocentes, puras e genitoras da raça pura, idealizada por Hitler.

Taças de leite em lives, para representar os supremacistas brancos nos EUA e outros fascistas mundiais, prática comum no Brasil de extrema direita, com a desculpa de apoio ao agronegócio.

Gestos com as mãos e exposição de armas como símbolos de poder da extrema direita e ameaça aos que se opõem aos nazifascistas que se escondem por trás da bandeira brasileira, mas são inimigos da pátria.

Isso tudo é normalizado e se soma às células nazifascistas da extrema direita golpista, que se instalaram no Brasil. Ganhou grande visibilidade e controle da vida política em todos os níveis e esferas nacionais, em especial, com a ascensão política da família Bolsonaro.

O que ninguém esperava, era que, no grande racha do Clã Bolsonaro, no primeiro rompimento de alguém desse grupo, que ocupa algum espaço de destaque nessa organização criminosa, sofresse ameaças e ataques fossem tão violentos e chegassem ao discurso de ódio e declaração de morte.

Confesso que estou sem acreditar que o pré-candidato a presidente Flávio Bolsonaro (PL), usou um "apito de cachorro" para ameaçar sua Madrasta Michele Bolsonaro (PL Mulher), dizendo que se ela não fosse a mulher do seu pai, "já teria sido estancada". 

A Michele Bolsonaro como líder do PL Mulher, resolveu peitar Flávio e lideranças do PL do Ceará, por causa de uma aliança com Ciro Gomes (PSDB), pois disse que Ciro sempre atacou seu marido e sua família. Essa foi a gota d'água para ela se tornar o alvo vivo dos ataques de ódio.

Independente das brigas internas, da confusão política e/ou familiar existente entre eles, "Estancar alguém" é uma giria de criminosos, matadores de aluguel ou milicianos para "Cancelar o CPF" ou mandar matar uma pessoa, com a famosa expressão "Queima de Arquivo".

A gravidade maior é sabermos que, depois dessa entrevista de Flávio Bolsonaro, a vida dessa mulher virou um inferno. Já foram registradas milhões de ameaças virtuais e ataques violentos, tanto dos irmãos de Flávio, quanto dos apoiadores de Bolsonaro.

Os ataques contra Michele também são pela sua condição de mulher, daí as ameaças físicas, psicológicas e políticas. Ele piorou ainda mais, quando passou a dizer que Michele é uma mulher infiel ao seu pai. Infidelidade é o mesmo que traição e para os aliados, seguidores do livro "O Velho Testamento", isso é motivo de apedrejamento de mulheres adúlteras.

A situação é tão grave que está se estendendo para outras mulheres que deram apoio ou se solidarizaram com Michele Bolsonaro, a exemplo da Senadora Damares Alves que até de morte já foi ameaçada.

O apedrejamento virtual ou digital veio com maior violência e ódio do próprio irmão de Flávio, Eduardo Bolsonaro, foragido nos EUA e dos seus comparsas, influenciadores que também são fugitivos na América do Norte.

A escalada de ataques de ódio e palavras de baixo nível são tão fortes e amedrontadoras que a própria Michele passou a se isolar, mudar agenda, cancelar atividades e criar uma equipe de seguranças armados 24 horas por dia.

Não estou querendo dizer que Michele seja alguma Santa, ou alguém que mereça ser defendida, pois ela comunga da mesma ideologia política do seu enteado, uma fascista que usa a religião para iludir trouxas.

Porém, ninguém pode aceitar que uma mulher seja ameaçada de morte, ao vivo e a cores em uma rede de tv, canal ou portal de notícias. Isso já aconteceu com a Vereadora Marielle Franco, que foi "estancada", que teve seu CPF cancelado e foi violentamente assassinada sem piedade.

Por incrível que pareça, os assassinos de Marielle, seus mandantes e quem pagou os milhões pelo crime usam essa mesma linguagem de matadores de aluguel, muito bem pagos.

Vale lembrar que Marielle Franco era pré-candidata a senadora pelo (PSOL) e o maior beneficiado pela morte de Marielle foi o próprio Flávio, eleito Senador pelo PL do RJ nessa mesma eleição.

Parece que a Michele Bolsonaro mexeu num vespeiro perigoso demais, ao ponto de Flávio Bolsonaro dizer que, se ela não fosse a esposa do seu pai, se não estivesse nessa posição, já teria sido estancada.

Vocês estão entendendo a gravidade de tudo isso? Será que as mulheres brasileiras, as nossas esposas, filhas, noivas ou namoradas estariam seguras com esse homem que quer ser o novo presidente da República?

Depois de tudo isso, o Ciro Gomes traiu Flávio e o PL cearense e, já declarou que seu grupo poderá votar em outro candidato da direita, negando que fará campanha para Flávio Bolsonaro. 

Não bastasse o escândalo do Daniel Vorcaro e do Banco Master, o envolvimento com o crime organizado do Rio de Janeiro e o desespero por apoios da direita que estão correndo da família Bolsonaro, "como o diabo corre da cruz".

Resumo da ópera, parece que Michele estava certa, tinha razão. Mas ela é quem está com a cabeça a prêmio, pois o ódio bolsonarista é pior que a "peste bubônica". Ela precisa se cuidar, pois a "besta fera está solta".

Desperta Brasil, pois se entre eles próprios, os ataques são no nível de ameaças de morte, imagina com esse monstro sendo o presidente do Brasil. Sei de retrum satanás!!!

Por Belarmino Mariano. Imagem das redes sociais. Fontes: Plantão Brasil, ICL Notícias, DCM, G1, Metrópoles, Brasil de Fato.

sexta-feira, 17 de julho de 2026

Orçamento Secreto e emendas parlamentares: o desafio do equilíbrio entre o parlamento e o governo federal.

.  Por: Sérgio Gomes* e
   Belarmino Mariano**

As emendas parlamentares tornaram-se um dos temas centrais do debate político brasileiro. Mais do que uma discussão sobre números, trata-se de uma reflexão sobre o modelo de gestão do orçamento público e sobre o equilíbrio entre os Poderes da República.

O Brasil vive uma situação incomum quando comparado às principais democracias do mundo. Atualmente, as emendas parlamentares representam cerca de 22% do orçamento discricionário da União, isto é, da parcela do orçamento em que o governo possui maior liberdade para decidir onde investir. São as individuais, em que cada deputado tem direito a cerca de R$ 40 milhões e cada senador a R$ 74 milhões. Já nas emendas de bancada estadual, a média é de R$ 415 milhões por estado.

Dinheiro do poder executivo, mas desde os governos Temer e Jair Bolsonaro, passaram a ser geridas por parlamentares do legislativo, em uma completa inversão de papéis políticos que ferem a própria Constituição Brasileira, quanto ao papel de cada um dos entes federativos.

São ou deveriam ser recursos destinados à construção de escolas, hospitais, rodovias, universidades, obras de infraestrutura e outros investimentos estratégicos para o desenvolvimento nacional. Mas, em muitos casos, o dinheiro desaparece entre os gabinetes dos parlamentares, secretarias de Estados e de municípios. Em muitos casos, até colocam um outdoor anunciando o recurso, mas não executam nada, pois o jogo sujo é exatamente esse.

A estrutura atual é estabelecida da seguinte forma:
1) Emendas Individuais (RP 6): São de execução obrigatória e divididas igualmente entre os membros. Pelo menos 50% desses recursos devem ser obrigatoriamente destinados à área da saúde;
2) Emendas de Bancada (RP 7): Também de execução impositiva, são destinadas a projetos de interesse dos estados;
3) Emendas de Comissão (RP 8): Ficam sob o controle e decisão de liberação do Poder Executivo;
4) "Orçamento Secreto" emendas de relator (RP-9) - mecanismo de repasse de verbas federais direcionadas por deputados e senadores para suas bases políticas, mas que ficou conhecido por esse nome devido à ausência de transparência pública sobre quem indicava e quem recebia os recursos.

Qual é o grande problema? Esses recursos deveriam ser executados pelo governo federal em parceria com os governadores e prefeitos de maneira trabsparente e republicaba e federativa. Mas em sua maioria, essas emendas são secretas e inclusive, existem políticos sem mandato parlamentar que estão usando os cargos de presidentes de partidos ou influência anterior para desviarem milhões desse orçamento, como são os casos dos ex-deputados cassados por corrupção, Valdemar da Costa Neto (presidente do PL) e Eduardo Cunha (ex-presidente da Câmara e atualmente filiado ao Partido Republicanos, ambos ligados ao atual presidente da Câmara Hugo Motta (Partido Republicanos) e ao presidente do Senado Dadi Alcolumbre do Partido União Brasil (UNIÃO).

Nesse momento é possível afirmar que o federalismo republicano presidencialista brasileiro se encontra em risco. O Brasil é o único no mundo em que deputados e senadores possuem gigantescos poderes na gerência dos recursos públicos, em especial, a Bancada do Centrão, fornada por políticos de direita e de extrema direita que representam cerca de 80% do Congresso Nacional e que também controlam governos estaduais e municipais em mais de 82% do país.

Esses goverdores geralmente estão dentro do grande esquema de enendas secretas e só como exemplos podemos destacar os Estados em que a extrema direita mais se beneficia com esse esquema: Tarcísio de Freitas (Republicanos) - São Paulo; Romeu Zema (Novo) - Minas Gerais; Ratinho Júnior (PSD) - Paraná; Ronaldo Caiado (União Brasil) - Goiás; Jorginho Mello (PL) - Santa Catarina; Cláudio Castro (PL) - Rio de Janeiro. Observa-se que são dos mesmos partidos que controlam o Congresso.

Bom lembrar que o governador Cláudio Castro que era pré-candidato ao senado, foi cassado por corrupção e inclusive, está envolvido com o crime organizado do Rio de Janeiro. Sobre prefeitos, dos mais de 90 prefeitos já presos e/ou cassados por corrupção, 30 são do Estado de Santa Catarina e dos partidos de direita e extrema direita.

Nos Estados Unidos, embora existam os chamados earmarks, os recursos destinados diretamente por parlamentares, representam uma parcela muito pequena do orçamento discricionário, normalmente inferior a 1%. Já em países como Reino Unido, Alemanha, França e Espanha, não existem cotas individuais de recursos para deputados e senadores. 

Nessas democracias, o Parlamento debate, altera e aprova o orçamento, mas a execução das políticas públicas permanece, predominantemente, sob responsabilidade do governo. Vale salientar ainda que nestes países existem monarquias parlamentaristas (Reino Unido e Espanha), e repúblicas parlamentaristas (Alemanha e França). Isso apenas para exemplicar quatro países que fazem parte do grupo dos paises mas fortes economicamente (G-7).

No Brasil, a ampliação das emendas parlamentares modificou a dinâmica entre Executivo e Legislativo. De um lado, seus defensores afirmam que elas aproximam os recursos das necessidades dos municípios, permitindo que parlamentares atendam demandas locais que muitas vezes não seriam contempladas pelo planejamento federal. De outro, críticos apontam que o crescimento dessas emendas reduz a capacidade do governo de executar políticas nacionais integradas e de planejar investimentos de longo prazo.

A história demonstra que os países que alcançaram maior desenvolvimento econômico e social investiram em planejamento, continuidade administrativa e definição clara de prioridades.

Isso não significa retirar do Parlamento sua importante função de representar a sociedade e fiscalizar o Poder Executivo. Significa, sim, buscar um modelo que concilie representação política, transparência, responsabilidade fiscal e eficiência na aplicação dos recursos públicos.

O desafio brasileiro consiste em encontrar esse ponto de equilíbrio. O fortalecimento do Legislativo é saudável para a democracia, mas ele deve caminhar ao lado de mecanismos que preservem a capacidade de planejamento do Estado.

O orçamento público deve servir, acima de tudo, ao interesse coletivo, garantindo investimentos estruturantes que promovam desenvolvimento, reduzam desigualdades e assegurem melhores serviços à população.

Mais do que um debate entre governo e Congresso, a discussão sobre as emendas parlamentares, é um debate sobre qual modelo de Estado o Brasil deseja construir para as próximas gerações. O Brasil escolheu um regime democrático dentro de uma República Federativa Presidencialista. Mas estamos vendo uma continua tentativa golpista e anti-demogratica de desmonte da nossa Constituição, através de politicos corruptos, predominantemente da direita e extrema direita, muitos aliados do crime organizado.

Aa ações do Ministério Público e do STF, coordenadas pelo Ministro Flávio Dino e em alguns Estados da Federação,btem surtido efeito, inclusive com investigação da PF, bloqueio de movimentação financeira e desvios de emendas do Orçamento Secreto e outras, estão revelando o rombo que estes políticos corruptos estão fazendo no Brasil.

Ou os brasileiros despertam contra esses políticos corruptos, ou eles destruirão nossos valores democráticos e nossa soberania nacional. Chega de congresso inimigo do povo!

*Sérgio Gomes - Historiador e pós-graduado em História do Brasil e Gestão Ambiental
**Belarmino Mariano - Geógrafo e professor da UEPB .

Fontes: ICL Notícias, TSE,  Brasil de Fato, Plantão Brasil, DCM e Brasil 247.
Imagem: Partido dos trabalhadores (PT).

quinta-feira, 2 de julho de 2026

A Taxação das Importações, a Defesa dos Empregos, Investimento nas Exportações e a Hipocrisia de Politicos da Direita Brasileira

Por: Sérgio Gomes e Belarmino Mariano*

A chamada "taxa das blusinhas" não surgiu por acaso. A medida foi defendida por empresários, varejistas e representantes da indústria nacional que alertavam para a concorrência considerada desleal de produtos importados vendidos com pouca ou nenhuma tributação. O objetivo, segundo esses setores, era criar condições mais equilibradas para quem produz, emprega e paga impostos no Brasil.

Polos de confecção como Toritama, Santa Cruz do Capibaribe e Caruaru, em Pernambuco, além de fábricas instaladas no Ceará, em São Paulo e em diversos estados, vinham enfrentando forte pressão da concorrência internacional. Empresas nacionais afirmavam que milhares de empregos estavam ameaçados, enquanto produtos importados chegavam ao país com custos tributários menores.

Na avaliação de quem apoiou a medida, a tributação ajudou a fortalecer a indústria brasileira, protegendo empregos, incentivando a produção nacional e preservando importantes cadeias produtivas. Grandes redes varejistas e fabricantes defenderam regras mais equilibradas para que empresas brasileiras e estrangeiras competissem em condições semelhantes.

É importante reconhecer que há opiniões diferentes sobre o tema. Enquanto apoiadores afirmam que a medida protege a indústria e o emprego, críticos argumentam que ela aumentou os custos para os consumidores. O desafio do país continua sendo encontrar um equilíbrio entre fortalecer a produção nacional, preservar postos de trabalho e garantir preços acessíveis à população.

Valorizar quem produz no Brasil significa fortalecer a economia, incentivar investimentos e manter milhares de empregos que sustentam famílias em todas as regiões do país. Isso eles escondem, enquanto propagam mentira ou meias verdades, que confundem a mente de muitos idiotas.

Por outro lado, a grande mídia e os políticos da Direita e da extrema direita ficam promovendo desinformação e criando polêmicas, inclusive com fakes news, de que o governo Lula é um criador de impostos desnecessários e que prejudica a economia brasileira.

Escondem a histórica e importante Reforma Tributária feita no governo Lula e em processo de implantação. Ação em comum acordo com as diferentes legendas políticas, assim como foi a "taxa das blusinhas". Abafam a importante reforma do Imposto de Renda, que zerou o IR para quem ganha até 5 mil reais e reduziu para quem ganha até 7.500 reais, gerando um acréscimo significativo da renda dos trabalhadores assalariados.

Eles escondem que a tal "taxa das blusinhas" foi um pedido direto dos governadores e dos empresários para frear grandes concorrentes do mercado asiático. Também não dizem que a arrecadação do imposto da ordem de quase R$ 10 bilhões, vai diretamente para o apoio às exportações, quando Lula liberou novos aportes de crédito e criou o Sistema Brasileiro de Crédito Oficial à Exportação, além de destinar mais R$ 15 bilhões pelo Plano Brasil Soberano. Esses recursos focam em capital de giro, inovação e proteção contra barreiras tarifárias internacionais.

Eles escondem que o presidente zerou o impostos federais sobre a cesta básica e ampliou a cesta para dezenas de outros itens como carnes, peixes e hortefrutigrabgeiros. Mas muitos governadores não quiseram reduzir ou zerar estes impostos, então vários produtos continuam caros nos supermercados.

O mesmo ocorre com os combustíveis, diesel, gasolina, gás. O governo Lula reduziu e zerou várias alícuotas, enquanto os governadores em vários Estados governados pela Direita, mantiveram os impostos, inclusive abrindo precedentes para reajustes que prejudicam o povo. Mas culpam Lula prlas altas de preços, como se Lula fosse o empresário que estivesse explorando o trabalhador.

Eles só falam dos gastos das viagens de Lula, mas não destacam a grande abertura de mercados internacionais para os produtos brasileiros, além da atração de grandes marcas que estão instalando indústrias no Brasil, geralmente novas tecnologias, emprego, renda e dinamizando ainda mais o nosso país.

 "BRASIL MAIS JUSTO"

Essa galera que vive tentando destruir a imagem do presidente Lula não explica a nova Medida Provisória (MP), que reduz e até zera o imposto da chamada “taxa das blusinhas”, para as pessoas mais humildes. 

A nova Medida Provisória publicada em edição extra do DOU, alterou o Decreto-Lei nº 1.804/1980 e autorizou o Ministério da Fazenda a ajustar as alíquotas do imposto de importação aplicadas às compras internacionais realizadas por pessoas físicas. A MP autoriza redução a zero do imposto de importação para compras internacionais de até US$ 50. 

O anúncio da retirada dos impostos foi realizado no Palácio do Planalto, em maio de 2026. Durante a assinatura dos atos, a ministra da Casa Civil, Miriam Belchior, afirmou que a medida foi amplamente analisada pelo governo e destacou que, apesar do apelido “taxa das blusinhas”, as compras abrangem não apenas roupas, mas diversos produtos de baixo valor adquiridos pela população.

O secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Rogério Ceron, explicou que as medidas beneficiarão principalmente a população de menor renda, que utiliza essas plataformas para adquirir produtos importantes para o dia a dia. “É um avanço importante que só foi possível depois de outro avanço muito significativo no combate ao contrabando, que era uma marca presente neste setor. E esse contrabando foi praticamente eliminado”, afirmou.

Já o ministro do Planejamento, Bruno Moretti, destacou que a MP se soma a outras medidas adotadas pelo Governo Federal para melhorar o perfil da tributação brasileira, citando como exemplo as mudanças na cobrança do Imposto de Renda para as faixas de maior renda. “Os números mostram que a maior parte das compras é de pequeno valor. Então, o que o senhor está fazendo, presidente, é retirar impostos federais do consumo popular, das pessoas mais pobres”, declarou.

*Por: Sérgio Gomes - Historiador 
*Por:  Belarmino Mariano- Geógrafo
Foto : Wallson Breno/PR.




quarta-feira, 1 de julho de 2026

“NÓS CONSEGUIMOS!” DISCURSO OFICIAL DA ORADORA - FORMANDOS UEPB/CH 2025.2

   Por Pricila Freire Correia dos Santos*

Boa noite a todos e todas! 
Gostaria de cumprimentar todos os membros da mesa em nome da Profª. Drª. Celia Regina Diniz, reitora desta Instituição. Por fim, cumprimentar os presentes: familiares, amigos, técnicos administrativos, professores e, especialmente, os formandos dos cursos de Direito, Geografia, História, Letras-Inglês, Letras-Português e Pedagogia. 
É com grande honra e acalentada de emoções que, em nome de todos os formandos e formandas, gostaria de abrilhantar nossa noite com palavras de alegria e gratidão a fim de celebrarmos nossa colação de grau. 
Este é um momento que, sem dúvida, traz à memória a decisão tomada há anos de escolher “encurtar” o caminho para aqueles que virão depois de nós. Pois sabemos, formandos e formandas, que a força que manteve viva nossa esperança até a conclusão desta etapa acadêmica foi o desejo de, um dia, oferecer àqueles que nos sustentaram nesta jornada a esperança de dias melhores. 
Hoje celebramos mais do que a conclusão de um curso. Celebramos trajetórias. Celebramos histórias marcadas por renúncias, desafios, longos deslocamentos, ausências de recursos, noites sem dormir, fome, trabalhos acumulados, estágios, provas, perdas e recomeços. Cada um de nós que ocupa este espaço carrega consigo uma narrativa única de luta e perseverança. 
Muitos de nós chegamos até aqui enfrentando jornadas duplas de trabalho e estudo, limitações financeiras, responsabilidades familiares e, tantas vezes, a sensação de que o caminho seria difícil demais para ser concluído. Mas permanecemos. Resistimos. E é justamente essa resistência que torna esta noite tão significativa. 
Há uma frase de Margarida Maria Alves que traduz, com profundidade, a força deste momento e dos formandos deste Campus: “Da luta eu não fujo. É melhor morrer na luta do que morrer de fome.” 
Essa frase ecoa nossa trajetória, porque este Campus da Universidade Estadual da Paraíba é, acima de tudo, um espaço de resistência: resistência contra as desigualdades, contra o apagamento de histórias e contra a ideia de que apenas alguns têm direito ao conhecimento. 
Olhemos ao redor e contemplemos os mais de 140 formandos e formandas do Campus III da Universidade Estadual da Paraíba. Nós conseguimos. Vencemos esta etapa e, hoje, muitos de nós somos a nova história das próximas gerações de nossas famílias. Sintamos a emoção e o impacto transformador da educação superior pública. Porque a universidade não foi, nem é, apenas um lugar de formação técnica. É um território de transformação humana,
no qual aprendemos a questionar, a problematizar e a compreender que o mundo não é algo pronto e acabado. 
Como bem nos ensinou Paulo Freire, educar é um ato político, e ninguém passa pela educação de forma neutra. Como aprendemos nas aulas de Currículo: “neutro, nem detergente”. 
Neste sentido, formandos, temos uma missão social profunda: 
Os formandos de Pedagogia, com a compreensão de que o papel do educador não é neutro, é plural, possui a missão de mostrar que ensinar não é apenas transmitir conteúdos, mas, sim, formar sujeitos conscientes e capazes de transformar suas realidades. 
Os formandos das Letras possuem o propósito de formar profissionais que reconhecem, na linguagem e na leitura, um instrumento de poder, de identidade e de emancipação reconhecendo o que Magda Soares afirma quando diz que “Letrar é mais que alfabetizar, é ensinar a ler e escrever dentro de um contexto onde a escrita e a leitura tenham sentido e façam parte da vida do aluno.” 
Os formandos da História, possuem o dever de ensinar que o passado não pode ser esquecido, porque compreender os processos históricos é essencial para que injustiças não se repitam e para que não continuemos à viver a vida na deriva da manipulação do Capital. 
Os formandos da Geografia, têm a tarefa de ajudar a perceber que os territórios não são neutros, mas atravessados por disputas, desigualdades, culturas e resistências. Como afirmava Milton Santos, o espaço é um conjunto indissociável de sistemas,\ de objetos e de ações. Compreender o espaço é compreender também as relações de poder que o produzem. 
Os formandos de Direito, por sua vez, possuem a missão de exercer a profissão comprometidos com a justiça, com a defesa da dignidade humana e com a construção de uma sociedade mais democrática e menos desigual; uma sociedade que resiste à exploração de trabalho, que luta pelo reconhecimento dos povos vulneráveis e que atua pela emancipação dos mesmos. 
Todos nós, formandos e formandas aqui reunidos, compartilhamos uma mesma responsabilidade: contribuir para a formação de cidadãos críticos, éticos e comprometidos com a transformação social. 
Afirmamos que é impossível realizar transformação social sem compreender a necessidade de pensar o mundo a partir de perspectivas decoloniais. Durante muitos anos, aprendemos a valorizar apenas determinados conhecimentos, culturas e modos de existir. A colonialidade permanece viva quando classifica saberes, silencia vozes e invalida experiências populares, indígenas, negras, periféricas, femininas e nordestinas.
Por isso, formar-se em uma universidade pública do interior da Paraíba também é um ato de afirmação. É afirmar que o conhecimento produzido aqui importa. Que nossas histórias importam. Que nossas vivências importam. Que a vida daqueles, que viveram sob muito sol para que chegássemos até aqui na sombra, importa! Porque, a educação precisa dialogar com os territórios, com os sujeitos e com as realidades que historicamente foram colocadas à margem. 
O diploma nos abrirá portas profissionais, ampliará horizontes, possibilitará autonomia financeira e reconhecimento social. Entretanto, mais do que isso, ele representará a capacidade de compreender o mundo e de agir sobre ele. 
A partir de hoje, nós carregamos um título acadêmico. Mas, também, carregamos uma responsabilidade ética: a de não esquecer de onde viemos, de quem nos ajudou a chegar até aqui e de quem ainda precisa encontrar oportunidades semelhantes às nossas para seguir. 
Cabe-nos, agora, olhar para trás e agradecer a todos que tornaram essa noite possível. Ao longo das nossas trajetórias, houveram pessoas que, sem dúvidas, foram imprescindíveis para nos sustentar de pé e que nos fizeram acreditar que valia a pena continuar. À vocês, familiares e amigos, dedicamos a noite de hoje. Mães, pais, tios, tias, madrinhas, padrinhos, avôs, avós, filhos, companheiros, companheiras e você, que apesar do laço sanguíneo representa essa força motriz que nos sustentou, saibam que esta conquista também pertence a vocês. Vocês acreditaram diariamente que seria possível, mesmo quando o chão parecia sumir dos nossos pés, vocês ainda assim torciam e celebravam todas as pequenas vitórias. Chegar aqui, nesta noite, não é somente um requisito para emissão dos nossos diplomas, é poder reconhecer o que vocês fizeram por nós. 
Aos professores que nos acolheram e não soltaram nossas mãos, seremos, para sempre, gratos. Vocês não nos ensinaram apenas conteúdos teóricos; mas, nos ensinaram conteúdos humanos. Cada aula, orientação, conselho e palavra de incentivo deixou marcas que levaremos para além da universidade. Em meio às exigências da formação, vocês foram referência, apoio e, muitas vezes, acolhimento. Nossa reverência e eterna gratidão por acreditarem no nosso potencial, por compartilharem saberes e por contribuírem, com dedicação e compromisso, para a construção de quem somos hoje. Parte desta conquista também pertence a cada um de vocês. 
Ao entrarmos na universidade também encontramos guardiões que nos ajudam a seguir, por isso, agradecemos a todos os funcionários da limpeza, das Coordenações, dos Departamentos, das Secretarias, da Biblioteca e de todos os setores que compõem esta Instituição. Muitos dias, foi o sorriso de vocês, nos corredores daquele Campus, que nos
encorajou e nos sustentou ali. Foram as dúvidas esclarecidas com paciência, a torcida silenciosa e o esmero conosco desde o primeiro dia de aula que nos trouxe coragem para continuar. Com gestos simples, mas grandiosos, vocês nos ensinaram lições valiosas. À vocês, nosso mais profundo respeito e a nossa eterna gratidão. 
Aos colegas e amigos formandos, que compartilharam conosco os desafios dessa jornada, expressamos o mais sincero agradecimento. Pois, foi se sustentando um nos outros ao longo do caminho que formamos e fomos formados. Dividimos risos, lágrimas, angústias e conquistas. Construímos laços e vivências que permanecerão guardados como parte essencial da nossa história. Levaremos da nossa jornada lembranças, afeto, cumplicidade, aprendizado e a certeza de que tudo o que vivemos nos transformou para sempre. Traremos conosco riquezas que não se medem, construídas em um espaço-tempo que jamais será o mesmo: aquele que vivemos juntos. 
A todos que formam o Campus III da UEPB, saibam que vocês não apenas desempenharam funções técnicas, mas foram e são partes essenciais na construção de futuros plurais. 
Como nos ensina Bell Hooks: “Que nossa maneira de viver, ensinar e trabalhar possa refletir nossa alegria diante da diversidade cultural, nossa paixão pela justiça e nosso amor pela liberdade.” Que seja exatamente assim a nossa caminhada daqui para frente: comprometida com a justiça, com a liberdade, com a pluralidade e com a coragem de transformar aquilo que precisa ser transformado. 
Hoje, somos pessoas brancas, pretas, pardas, indígenas, ciganas, quilombolas, LGBTQIAPN+, pessoas com deficiência, mulheres, homens, mães solos, pais, trabalhadores, filhos e filhas do interior. Somos a prova viva de que a educação pública transforma destinos, rompe ciclos e amplia horizontes. 
Por isso, que nunca nos falte esperança. Que nunca nos falte coragem para questionar, para resistir e para acreditar que outros mundos são possíveis. Em tempos de guerras, incertezas e medos, que sejamos a conjugação prática do verbo esperançar. 
Parabéns, formandos e formandas. Que possamos honrar nossas trajetórias, nossas origens e tudo aquilo que nos trouxe até aqui. 
Muito obrigada.
*Pricila Freire Correia dos Santos e sua mãe. Oradora Oficial das Turmas e formandos do Período 2025.2, UEPB, Campus III, Guarabira/PB.

quinta-feira, 25 de junho de 2026

🚨 VOCÊ SABE O QUE É A LEI 10.639? E POR QUE ELA É TÃO IMPORTANTE? 📚

.  Por Batuque do RGS*

Muita gente já ouviu falar da Lei 10.639, mas poucos conhecem seu verdadeiro impacto na educação brasileira.

Sancionada em 2003, a legislação tornou obrigatório o ensino da História e Cultura Afro-Brasileira nas escolas públicas e privadas do país. A proposta é valorizar a contribuição dos povos africanos e da população negra na formação do Brasil, abordando temas como a História da África, a luta dos negros no Brasil, a cultura afro-brasileira e sua influência na sociedade.  

Além disso, a lei incluiu no calendário escolar o Dia Nacional da Consciência Negra, celebrado em 20 de novembro, data que homenageia a resistência e a trajetória do povo negro no Brasil.  

Considerada um marco no combate ao racismo e na promoção da igualdade racial, a Lei 10.639 surgiu após décadas de reivindicações do movimento negro e continua sendo apontada como uma ferramenta fundamental para a construção de uma educação mais inclusiva e representativa.  

Mas, mais de 20 anos após sua criação, especialistas e educadores ainda discutem os desafios para sua aplicação efetiva em todas as escolas do país.  

💬 E você, na sua época de escola, aprendeu sobre a História da África e a contribuição dos povos africanos para a formação do Brasil?

*🚨 Batuque do Rio Grande do Sul https://www.facebook.com/share/p/1ETLYj4DnU/

quarta-feira, 24 de junho de 2026

A Nova Guerra Fria e a América Latina: Reflexões Históricas sobre Hegemonia e Dependência

.    Por Sérgio Gomes da Silva*

Ao longo do século XX, a América Latina ocupou posição estratégica na política externa dos Estados Unidos. Durante a Guerra Fria, especialmente entre as décadas de 1960 e 1970, diversos países da região foram palco de golpes militares apoiados direta ou indiretamente por Washington sob a justificativa de conter o avanço do comunismo.

O caso brasileiro de 1964, assim como os episódios ocorridos no Chile, Argentina, Uruguai e Bolívia, demonstram como a disputa ideológica entre capitalismo e socialismo influenciou profundamente os rumos políticos do continente.

A defesa dos interesses geopolíticos norte-americanos esteve associada à preservação de sua área de influência em um contexto de polarização global.
Entretanto, o século XXI apresenta uma realidade distinta. A principal disputa internacional já não ocorre entre Estados Unidos e União Soviética, mas entre Estados Unidos e China. 

A ascensão econômica, tecnológica e comercial chinesa representa um dos maiores desafios à hegemonia norte-americana desde o fim da Segunda Guerra Mundial.

Nesse cenário, a América Latina voltou a ocupar papel relevante. Rica em recursos naturais, biodiversidade, energia e produção agrícola, a região tornou-se espaço de intensa competição econômica e estratégica.

Diferentemente do passado, os mecanismos de influência não se limitam à intervenção militar. Hoje, incluem disputas comerciais, controle tecnológico, circulação de informações e influência sobre a opinião pública.

As redes sociais, os grandes conglomerados digitais, os meios de comunicação e diferentes grupos políticos e econômicos passaram a desempenhar papel central na construção das narrativas que orientam o debate público. A disputa contemporânea é também uma disputa pela informação e pela interpretação da realidade.

Do ponto de vista histórico, observa-se que as formas de poder mudam, mas os interesses geopolíticos permanecem. A busca pela manutenção da influência sobre a América Latina continua presente, agora em um mundo cada vez mais multipolar e interdependente.

Diante desse contexto, o principal desafio dos países latino-americanos consiste em fortalecer suas instituições democráticas, investir em educação, ciência e tecnologia e construir projetos nacionais capazes de conciliar desenvolvimento econômico, soberania e justiça social.

A história demonstra que nenhuma nação alcança autonomia duradoura sem capacidade de formular seus próprios caminhos. Compreender as disputas do passado é fundamental para interpretar os desafios do presente e pensar o futuro da América Latina em um cenário internacional em constante transformação.

*Por Sérgio Gomes da Silva
Historiador e Pós-Graduado em História do Brasil. 

segunda-feira, 22 de junho de 2026

Comunicado às Hienas do bol$on4ri$m0

| comunicado às hienas | Do Zê Carota. Via Ana Vasconcelos.

estou sendo bombardeado no Threads (aquele tuíter da meta), e imaginem por quê?
sim, porque, numa rede que quase nunca uso, fiz uns poucos posts sobre Lula.

nada de novo vindo da cloaca da qual saíram as hienas que comem a m3rd4 do bol$on4ri$m0 e riem.

muita adjetivação rosnada e babada contra Lula, replicando qual verdades fossem as fake news difundidas diuturnamente pela mídia desde seu surgimento como liderança sindical, na década de 1980, e tornadas psicóticas a partir da farsa que foi a lava jato, potencializadas ad infinitum pelas redes sociais.

mas chama a atenção, não pelo ineditismo, mas porque ainda usada qual 'argumentação' política fosse a baba hidrófoba do preconceito sexual, ou seja, um homem que respeita, admira e vota em Lula só pode ser "v14do", "b1ch4", "gay".

Freud explica o quanto há de desejo reprimido e projeção nisso, mas não adianta tentar falar isso pra quem não pensa (pensasse, não seria hiena de m1l1c1an0 n4z1fa$c1$t4).

soubessem que berlusconi, ex-prêmiê italiano, cosplay de mu$$ol1n1, empresário e cartola do Milan, quando contratou Ronaldinho Gaúcho, pagava para ter sexo an4l com garotas usando uma máscara do craque, talvez entendessem o que também move a homofobia e o racismo - ou, nada improvável, trocassem de "mito"...

bom, seja como for, trago duas notícias para vocês, hienas, sendo uma ruim e a outra, pior ainda: uma, que não me ofende em nada ser chamado de gay. ofendido ficaria se chamado de f4$ci$t4 ou, dá na mesma, bolsonarista; e, por fim, fosse gay, seria, além de maravilhoso (sol em Leão), tão exigente em minhas relações afetivas e sexuais quanto o sou como hetero, ou seja: vocês não teriam a menor chance comigo.

mera questão não apenas intelectual e estética, mas, sobretudo, de higiene. 

#LulaPresidente #Lula #LulaSempre #esquerda #antifa

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