terça-feira, 6 de janeiro de 2026

Crônica Geopolítica da Hipocrisia Norte-Americana

Por Alessandra Del'Agnese*

Os Estados Unidos atacam a Venezuela como quem quebra um espelho para não se ver feio. Na madrugada deste sábado (03/01/26), o espelho estilhaçou-se sobre Caracas, com explosões que iluminaram a base militar de La Carlota e o complexo de Fuerte Tiuna, ecoando nos estados de Miranda, Aragua e La Guaira. 

O governo venezuelano denuncia uma "agressão militar muito grave"; fontes americanas, anônimas, confirmam a ordem de ataque do presidente Trump. Não é guerra é correção moral armada. Não é política externa é terapia de poder administrada com drones e mísseis, precedida por meses de uma escalada calculada que já se anunciava como um roteiro conhecido.

O império não suporta países que insistem em existir fora do seu roteiro. A Venezuela é esse erro de roteiro: imperfeita, caótica, contraditória, mas ousada o suficiente para não pedir licença. E isso, no mundo “livre”, é imperdoável. Por isso, o discurso vem sempre embalado em celofane ético: “democracia”, “combate ao narcotráfico”, “direitos humanos”.

Palavras lindas, limpas, esterilizadas. O problema é que elas chegam precedidas por uma mobilização de 15 mil militares, 13 embarcações e o porta-aviões USS Gerald R. Ford o maior do mundo estacionado a poucas milhas da costa. Chegam após uma sucessão de mais de 30 ataques a embarcações no Caribe e Pacífico, que mataram dezenas sob a acusação de tráfico de drogas.
Chegam com o bloqueio "total e completo" de petroleiros, o estrangulamento da principal fonte de renda nacional. Palavras proferidas por homens que jamais sentiram falta de comida, mas decidem quem pode ou não comer, e agora, quem pode ou não viver sob o fogo cruzado.

A cronologia do poder: do decreto à detonação

Para entender a farsa, é preciso encarar o calendário da hipocrisia. Esta não é uma ação espontânea, mas um processo metódico de construção do inimigo:

Fevereiro-Março 2025: O governo Trump designa organizações criminosas, como o Tren de Aragua, como grupos terroristas. Usando uma lei de 1798, deporta centenas de venezuelanos para prisões em terceiros países.

Agosto: A recompensa por informações que levem à captura do presidente Nicolás Maduro sobe para US$ 50 milhões. Navios de guerra e um submarino nuclear são enviados ao Caribe.

Setembro a Novembro: Começa a campanha de ataques a “narcolanchas”. São pelo menos 20 ações letais, justificadas por um memorando interno que declara um "conflito armado não internacional" contra cartéis de drogas.

24 de Outubro: No décimo ataque, a embarcação alvejada é justamente vinculada ao Tren de Aragua o mesmo grupo designado como terrorista em fevereiro, completando o círculo retórico.

28 de Novembro: Revela-se que Trump e Maduro teriam conversado por telefone. Dias depois, Maduro, em entrevista, se dizia aberto a "conversas sérias" e oferecia petróleo às empresas americanas.

3 de Janeiro de 2026: As bombas caem sobre Caracas e Nicolas Maduro e sequestrado, em um rastro de destruição e cerca de 80 mortos, ebtee civis e militares.

Os Estados Unidos não atacam apenas Maduro. Atacam a ideia perigosa de que um país da América Latina possa errar sozinho. Porque errar sob tutela é aceitável. Errar por conta própria é subversão. E quando o erro próprio inclui alianças com Rússia, China e Cuba, e a posse das maiores reservas de petróleo do mundo, a subversão torna-se um crime passível de intervenção cirúrgica.

O rosto no espelho: interesse, petróleo e um império cansado

Há algo de profundamente obsceno em um país que exporta guerras como se fossem valores universais. O império fala em liberdade enquanto sufoca. Fala em democracia enquanto escolhe quem pode votar… e quem pode viver. 

Fala em lei enquanto ignora o próprio Congresso: o senador democrata Ruben Gallego, veterano do Iraque, declarou que "esta guerra é ilegal". Enquanto isso, o porta-voz da oposição venezuelana endossava a estratégia de Trump, e o líder do governo salvadorenho, Nayib Bukele, atuava como intermediário em trocas de prisioneiros.

A Venezuela virou bode expiatório de um sistema que não tolera desvios. Não se trata de defender governos trata-se de defender povos. E povo nenhum melhora sob bombas econômicas ou mísseis. 

Nenhuma criança aprende democracia passando fome ou correndo para abrigos às 2h da madrugada. O ataque, contudo, revela menos sobre Caracas e mais sobre Washington. Revela um império cansado, que já não seduz apenas intimida. Um poder que, desde os tempos de Hugo Chávez sendo chamado de "o Diabo" na ONU e de George W. Bush sendo chamado de "pendejo", perdeu o argumento e ficou só com o braço.

E nós, aqui embaixo, seguimos assistindo ao espetáculo como figurantes históricos. Com medo de dizer o óbvio: não existe guerra humanitária. Existe interesse. Petróleo. Geopolítica. Controle. 

O resto é marketing, um espetáculo narrado em posts no Truth Social onde se anuncia a captura de um presidente, enquanto o mundo real testemunha um país em "estado de comoção externa", com seu povo convocado a ir às ruas para defender a soberania.

Talvez o maior crime da Venezuela seja esse: lembrar ao mundo que o império não é Deus. E que todo império, quando começa a bater demais, já está com medo de cair. Cai quando sua narrativa não mais convence, quando seus próprios filhos questionam sua legalidade, quando a força bruta é a única língua que lhe resta.

E impérios não caem apenas com bombas. Caem com espelhos. Quando finalmente são obrigados a se olhar no reflexo distorcido de sua própria violência e enxergar, nas fissuras, não um monstro alheio, mas a própria face cansada da hipocrisia.

*Por Alessandra Del'Agnese @destacar
Fonte: https://www.facebook.com/share/p/1X2cRoEmz2/

segunda-feira, 5 de janeiro de 2026

PETRÓLEO: EUA, Venezuela e a América Latina

Por Núbia R. Lima*

O que acontece hoje entre os Estados Unidos e a Venezuela não é apenas sobre um governo, um presidente ou um país isolado. É sobre soberania. É sobre quem manda no mundo.

Sob o velho discurso de “combate ao narcotráfico” e “defesa da democracia”, os EUA repetem uma prática histórica: intervir onde existem interesses econômicos e estratégicos, especialmente o petróleo. A Venezuela vira o palco, mas o recado é para toda a América Latina: quem não se submete, paga o preço.

Não se trata de defender erros internos ou governos perfeitos. Trata-se de defender um princípio básico do direito internacional: os povos têm o direito de decidir seu próprio destino, sem ameaças, sem golpes, sem invasões.

Quando uma potência se acha no direito de capturar um chefe de Estado estrangeiro, intervir militarmente e falar em controlar recursos naturais, o que está em jogo não é democracia, é imperialismo moderno, travestido de moralidade.

As consequências são graves: enfraquecimento da soberania latino-americana, militarização da região, aumento da instabilidade e o fim da ilusão de que as regras internacionais valem para todos. Não valem. Valem apenas para os fracos.

Hoje é a Venezuela. Amanhã pode ser qualquer país que ouse contrariar interesses externos. Essa não é uma guerra contra a Venezuela. É uma guerra contra a autodeterminação dos povos.
O mundo não precisa de um dono. Precisa de respeito, equilíbrio e limites.
Defender a soberania venezuelana hoje é defender a soberania de todos nós.

Essa Crise não é recente 
A crise entre Estados Unidos e Venezuela não é um fato isolado nem recente. Ela se insere em uma lógica histórica de dominação que remonta à Doutrina Monroe (1823), quando os EUA proclamaram que a América Latina estaria sob sua esfera de influência exclusiva.

Sob o discurso de “proteção” e “segurança regional”, a Doutrina Monroe serviu, ao longo dos séculos, para legitimar intervenções políticas, econômicas e militares em países latino-americanos. O que mudou foi apenas a narrativa: antes, o inimigo era a colonização europeia; hoje, são o combate ao narcotráfico, a defesa da democracia ou a contenção de adversários geopolíticos.

No caso da Venezuela, a lógica é clara. O país possui uma das maiores reservas de petróleo do mundo, localização estratégica e um governo que não se submete aos interesses de Washington. A pressão dos EUA, por meio de sanções econômicas, isolamento diplomático e ameaças veladas de intervenção, reproduz fielmente o espírito da Doutrina Monroe: nenhum projeto político soberano é tolerado quando contraria interesses norte-americanos.

A tentativa de enquadrar a Venezuela como “ameaça regional” não visa a estabilidade da América Latina, mas sim o controle geopolítico, energético e estratégico da região. Trata-se de uma política de poder que ignora a autodeterminação dos povos e reforça a dependência estrutural latino-americana.

Portanto, a crise EUA x Venezuela não é apenas um conflito bilateral. É a expressão contemporânea de uma doutrina imperial, que insiste em tratar a América Latina como quintal geopolítico, negando-lhe soberania, voz própria e direito ao seu próprio destino, o que pode acontecer também o nosso PAÍS.

*Por Núbia R. Lima, via Vânia Fonseca.

A "Big Stick" Ianque de volta ao Caribe e América do Sul.

Por Sérgio Gomes*

Será que mais uma vez a Venezuela terá como destino de servir ao EUA? Veja! O Roosevelt (1904) expandiu a Doutrina Monroe (1823), transformando a política de não intervenção europeia em um direito dos EUA de intervir militarmente na América Latina para garantir a ordem e o pagamento de dívidas. 

Essa abordagem, conhecida como "Big Stick", consolidou Washington como "polícia do continente". Os principais Aspectos do Corolário Roosevelt:

1) Fundamentação (1904): Theodore Roosevelt anunciou em sua mensagem ao Congresso que, devido à instabilidade crônica ou "má conduta" de nações latino-americanas, os EUA poderiam exercer o "poder de polícia internacional".

2) Big Stick (Grande Porrete): Baseada no provérbio "fale com suavidade e tenha na mão um grande porrete", a política utilizava a força naval e militar para garantir interesses americanos, especialmente no Caribe.

3) Intervenções: Justificou ocupações e intervenções frequentes em países como República Dominicana, Panamá, Cuba, Nicarágua e Haiti.

Existe uma pequena diferença da Doutrina Monroe Original: Enquanto a doutrina de 1823 visava impedir o retorno do colonialismo europeu ("América para os americanos"), o corolário justificava a hegemonia direta dos EUA sobre seus vizinhos do sul.

Contexto: Surgiu após potências europeias bloquearem a Venezuela em 1903 devido a dívidas, temendo que Roosevelt sua inação fosse vista como fraqueza.
Fazendo uma comparação entre Theodore Roosevelt (século XIX/XX) e Donald Trump (século XXI). A charge original de 1905 retrata o presidente Theodore Roosevelt como o “policial do mundo”, símbolo da Política do Big Stick, segundo a qual os Estados Unidos se arrogavam o direito de intervir em outros países para defender seus interesses. 

O grande porrete representa o uso da força militar e diplomática, especialmente sobre a América Latina, enquanto as potências europeias aparecem como rivais a serem contidas.
Na releitura contemporânea, Donald Trump é apresentado como uma versão do Big Stick no século XXI. Em vez da intervenção militar direta, predominam instrumentos como sanções econômicas, tarifas comerciais, pressão diplomática e o discurso do “America First”. 

O foco deixa de ser apenas a América Latina e passa a incluir a contenção da China, da Rússia e de outros atores globais.

Conclusão: embora os meios tenham mudado, a lógica permanece semelhante:
1) Roosevelt → força militar e diplomacia armada;
2) Trump → poder econômico, sanções e nacionalismo.
Em ambos os casos, a política externa dos Estados Unidos busca preservar sua hegemonia internacional, adaptando-se ao contexto histórico de cada período. Em tese é a mesma lógica em mundo completamente multipolar e globalizado, com novas forças antagônicas.

*Sérgio Gomes, historiador, professor e radialista. Imagens das redes sociais.

domingo, 4 de janeiro de 2026

A Invasão da Venezuela e o Sequestro de Nicolas Maduro pelos Estados Unidos.

Por Luis Nassif, via Blaut Ulian Junior*

A invasão da Venezuela e o sequestro do seu presidente pelos Estados Unidos, joga definitivamente a América Latina na mais profunda imprevisibilidade.

Os sonhos brasileiros, de uma potência soberana e desenvolvida, passam a ser profundamente ameaçados.

Os elementos para o grande salto estavam aí:

1) Reservas estratégicas de terras raras.
Abundância de energia verde.
Uma boa base científico-tecnológica.
2) A parceria potencial com a China e com os BRICS, abrindo as perspectivas de uma cooperação proveitosa.
3) A liderança do Sul Global, abrindo enormes possibilidades geopolíticas para o país.

Tudo isso é passado. A invasão da Venezuela marca definitivamente o fim da autonomia das nações, da mediação dos organismos multilaterais, das negociações como saída para os conflitos.

A história está repleta de exemplos, a Pax Romana, a Espanha dos Habsburgo sobre a América Latina, a Guerra dos Ópios, do Império Britânico contra a China, as sucessivas invasões norte-americanos no pós-guerra.

O padrão é sempre o mesmo.

- Ascensão econômica
- Supremacia militar
- Narrativa moral (“civilizar”, “libertar”, “defender”)
- Uso seletivo da força
- Declínio quando o custo supera o benefício
- Entra-se na nova quadra com o Brasil partido ao meio.

De um lado, tendo de enfrentar seus demônios internos: a invasão do mercado e do Congresso pelo crime organizado. Os problemas de governabilidade trazidos pelos apropriação do Congresso pelo crime organizado.

A ofensiva contra o Supremo Tribunal Federal, facilitada pela falta de um código de conduta no órgão.
Uma mídia sem a menor noção do que seja interesse nacional, sem uma bússola sequer, resultando em uma cobertura caótica e sem discernimento.

O único fator de coesão no país continua sendo Lula, mas sem o reforço de qualquer plano de desenvolvimento sólido, sem qualquer perspectiva de futuro, para propor o grande pacto nacional.

Todos os gestos passivos foram tentados para o grande pacto. Tem-se um governo claramente de centro, respeitador das instituições, empenhado em reconstruir as bases do Estado nacional, atuante nas questões de soberania, quando afrontada pelas ameaças de Trump, e ousando políticas sociais básicas.

Fosse um país minimamente informado, Lula representaria a tal terceira via, que a imprensa vive apregoando e ninguém sabe, ninguém viu. Mas é vítima de um preconceito social típico de republiquetas latino-americanas. Ironiza-se muito o pensamento primário das bancadas bbb (boi, Bíblia e bala), mas o veículo que deveria ser o instrumento dos grandes temas nacionais – a mídia corporativa – compartilha do mesmo primarismo.

E esse primarismo contamina todos os setores da vida nacional. Não existem mais lideranças industriais, comerciais, bancárias, de pequenas e micro empresas. Apenas uma enorme balbúrdia em torno do que é ou não é gastança.

A bola está com Lula, não fosse por suas virtudes, mas pela relevante razão de que somos um país de analfabetos disfuncionais, com cada qual querendo levar seu quinhão sem a menor noção sobre o conjunto.

Lula tem que pensar seu plano de metas, seu New Deal. Anos atrás, no dia do AVC de dona Marisa, participei de um evento com Lula. Fiz minha palestra, joguei um monte de provocações para Lula. E o discurso que ele fez continha todos os elementos de um projeto de país: abordava todos os temas relevantes para o país (educação, inovação, integração econômica, saúde) com a linguagem acessível ao cidadão comum. Comentei com um colega que apenas uma bala pararia Lula (parafraseando um dito comum nos tempos de Muhammad Ali).

Depois disso houve a prisão, a volta gloriosa, a administração política de um país partido ao meio. E o veneno bolsonarista espalhado por todos os poros da Nação.

Mas é hora de Lula dar-se conta da necessidade de traçar um projeto que aponte o futuro. Os bons indicadores de 2025 não bastam. Ele tem que colocar o país para pensar o que queremos ser, da mesma maneira que JK com o Plano de Metas e Roosevelt com o New Deal.

*Luis Nassif, via Blaut Ulian Junior*

sábado, 3 de janeiro de 2026

Toda Solidariedade ao Povo e o Governo Bolivariano da Venezuela!

Por Belarmino Mariano*

Desde 2000 que os EUA ameaçam a Venezuela e em 2001 deram um golpe contra Hugo Chaves e o povo Venezuelano. Houve uma reação popular e o governo foi restabelecido. A partir de então começaram as perseguições, embargos e bloqueio da economia Venezuelana com o mundo.

Chantagens e propagandas negativas contra a Venezuela e o governo Chaves se tornaram constantes em todo mundo. As grandes multinacionais Norte-americanas perderam o controle sobre o petróleo da Venezuela. 

Depois do governo Chaves, o povo elegeu Nicolas Maduro e reelegeu o presidente do país. Mesmo com as eleições livres e a soberania do povo, os Governantes dos EUA, nunca reconheceram a decisão do povo Venezuelano. 

A Venezuela é membro da OPEP e possui as maiores reservas de petróleo do mundo. O grande interesse dos EUA é controlar todo esse petróleo e os reais motivos de Trump é gerar a tensão, o conflito e a guerra para desestabilizar a região.
Por isso, nenhum país do mundo poderá reconhecer esse ataque e invasão do território Venezuelano como legítimo. O que Trump está fazendo é terrorismo de Estado, invasão e neocolonialismo que deve ser reprovado, pois a Venezuela é um país soberano e pacífico.

Toda solidariedade ao povo e ao governo Venezuelano. Fora Trump, genocida, terrorista e invasor! A ONU precisa parar esse monstro, do contrário, outras forças soberanas terão que se unir contra esse governo Trump.

As forças militares de Trump devem se afastar imediatamente da América Latina, Central, Caribe e do Sul. Não aceitaremos tensões, conflitos ou invasão dos territórios soberanos. O Imperialismo já nos explorou demais. Chega de imperialismo!

*Por Belarmino Mariano. Imagens das redes sociais. Fonte: Radicais Livres.eco, ICL Notícias, Brasil 247, Brasil de Fato, Plantão Brasil, Gov.br
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quinta-feira, 1 de janeiro de 2026

Silvinei - Era Tudo Falsificado

Por Belarmino Mariano*

Nunca imaginei que a Trup bolsonarista iria chegar ao maior nível de falsificação que alguém poderia tentar. Estou falando de Silvinei Vasques, o ex-agente da Polícia Rodoviária Federal (PRF), preso no Paraguai.

Na sua trama golpista tudo é falsificado, no passaporte de um paraguaio apareceu o nome de Julio Eduardo. Quem será esse Eduardo? A fuga de Silvinei começou na madrugada de 25/12, Dia de Natal e incrivelmente, ele conseguiu romper a tornozeleira, fazer uma viagem longa, passando pelos Estados de Santa Catarina e Paraná, sem ser incomodo, ultrapassou a fronteira e só foi preso no Aeroporto do Paraguai, quando tentava embarcar para El Salvador (América Central).

Ele só foi preso devido a grande falsificação dos seus documentos. Passaporte, atestados médicos, inclusive os em que ele estava com câncer tipo 4, sem poder falar ou ouvir. Isso gerou desconfiança, pois eram documentos de médicos do Brasil. Tudo isso para encobrir que Silvinei não sabia falar castelhano.

Como já são mais de 60 golpistas fugitivos que estavam usando tornozeleira, Alexandre de Moraes agiu rápido e autorizou a prisão de dez outros golpistas. Essa prisão de Silvinei Vasques é um escândalo absurdo.

Esse condenado a 24 anos, estava sendo beneficiário de prisão domiciliar com tornozeleira eletrônica e achando pouco, fez o mesmo que seu líder, arrancou a tornozeleira e fugiu do Brasil. Mas é importante dizer, teve grande proteção de outras pessoas, pois conseguiu documentos falsos, conseguiu laudos médicos falsos.

A pergunta que não quer calar: como alguém que não sabe falar espanhol, resolve conseguir um passaporte Paraguaio e foge justamente para o Paraguai? Será que não pensou que algo poderia dar errado? Olhem a foto no passaporte! De cara você verá que não é a mesma pessoa.

Não seria melhor ter um passaporte brasileiro, mesmo que falso? Assim poderia entrar no Paraguai, Argentina, Perú, Bolívia ou qualquer país do mundo. Ninguém avisou para esse idiota que o melhor passaporte do mundo é o brasileiro? Será que ele como um agente da PRF não sabe disso?

Ele tem tantos amigos de organização criminosa, narcotráfico, milícias, então poderia ter planejado um sequestro falso. Poderia fazer como o Queiroz e o Adriano. Fazer uma calvície, tatuagens e rugas. Passava uns dez meses numa intuca carioca e nunca mais seria pego.

Mas o cara foi muito mal assessorado mesmo, fez um passaporte de um paraguaio, cometeu o mesmo errado do Ronaldinho Gaúcho e tomou no pareco. Ele cometeu mais uns cinco novos crimes. Destruir tornozeleira, passaporte falso, laudo médico falso, fugir da justiça. Ele deveria pegar mais uns 3 anos de papuda, para ficar igual ao Bolsonaro.

Eles comentem todos os tipos de crimes e querem dizer que a Justiça brasileira é ditadora. Enquanto esses bandidos forem acobertados pela grande mídia e os políticos da extrema direita continuarem usando seus cargos para praticarem corrupção e darem golpes, isso vai continuar.

Esse Silvinei, bloqueou ônibus, motos e vans no Nordeste no dia da eleição, tudo para barrar os eleitores de votar, pois sabia que no Nordeste as pesquisas davam Lula. Comprovadamente esteve em todos os planos golpistas do Bolsonaro, contra a democracia, contra a soberania, inclusive com plano para assassinar Lula, Alckmin e Alexandre de Moraes. Era para estar preso, nada de tornozeleira e de passada de pano, são criminosos perigosos.

Por Belarmino Mariano. Imagens das redes.