terça-feira, 17 de fevereiro de 2026

15 escândalos imorais atribuídos aos Bolsonaro após Flávio dizer que “Lula trouxe a imoralidade”


.  Por: VNS News Brasil* 

Um a um , os 15 escândalos imorais atribuídos aos Bolsonaro após Flávio dizer que “Lula trouxe a imoralidade”
Cargos para miliciano assassino, cheques para madrasta, rachadinha, caso das menores em que “pintou um clima”, venda de joais e relógios desviados e briga por bebidas da adega do Palácio são alguns deles

 
Cargos para miliciano assassino, cheques para madrasta, rachadinha, caso das menores em que “pintou um clima”, venda de joais e relógios desviados e briga por bebidas da adega do Palácio são alguns dos casos de imoralidade escandalosos atribuídos à família Bolsonaro. Agora, eles ganham relevo após o filho mais velho do ex-presidente condenado, que é pré-candidato à Presidência, ir ao X (antigo Twitter) para dizer que “Lula trouxe a depravação moral generalizada” para o Brasil.

A ira toda do clã de extrema direita começou após o desfile da escola de samba Acadêmicos de Niterói, do Rio de Janeiro, que homenageou o presidente Lula em seu enredo deste ano na Marquês de Sapucaí. A gritaria, inicialmente, versava apenas sobre uma suposta propaganda eleitoral antecipada, algo que ficaria a cargo da Justiça Eleitoral averiguar. Mas Flávio, assim como o restante da família e do grupo ideológico com contornos de seita, resolveu lançar uma espécie de “guerra moral”, colocando religião no meio do episódio e instando pastores evangélicos a demonizarem o atual presidente em seus cultos.

Diante da “cruzada pela moral e os bons costumes” da família, a Fórum listou 15 escândalos imorais graves atribuídos amplamente na imprensa aos Bolsonaro nos últimos anos, mostrando que neste quesito eles têm um histórico pra lá de controverso, além de muito assustador.

1 – Esquema de “rachadinhas” com Flávio Bolsonaro e Fabrício Queiroz: Flávio, filho mais velho, foi acusado de desviar salários de assessores de seu gabinete na Alerj, com movimentações atípicas de R$ 1,2 milhão por Queiroz, amigo da família. O MP-RJ denunciou por organização criminosa e lavagem de dinheiro em 2020; Queiroz chegou a preso.

2 – Escândalo das joias sauditas (kit feminino Chopard): “Presentes de alto valor” (colar, anel, relógio e brincos da Chopard, avaliados em R$ 16,5 milhões) foram recebidos do governo da Arábia Saudita em 2021 para Michelle Bolsonaro, mas evidentemente são parte do acervo da Presidência. Houve tentativas de entrada ilegal em território nacional, barradas pela Receita Federal, além de muitas pressões para liberação. Omitidos do acervo público, os itens milionários permaneceriam em poder do clã. Bolsonaro foi indiciado por peculato, associação criminosa e lavagem de dinheiro em 2024, referente ao caso.

3 – Venda ilegal dos relógios de luxo no exterior (Rolex e Patek Philippe): Relógio Rolex de ouro branco com diamantes foi recebido da Arábia Saudita em 2019, e o Patek Philippe do Bahrein, em 2021. Eles foram vendidos nos EUA por aliados como o tenente-coronel Mauro Cesar Cid, gerando US$ 68 mil (cerca de R$ 347 mil na época). O dinheiro foi entregue fracionado a Bolsonaro, em espécie, para despesas pessoais. O caso é parte do mesmo inquérito das joias, que resultou no indiciamento em 2024 por peculato e lavagem. Alguns itens foram recomprados para devolução ao TCU, o que tornou a história ainda mais vergonhosa.

4 – Orçamento secreto: Mecanismo sistemático de desvios e fraude aprofundado e que se arraigou em 2020, inicialmente distribuiu mais R$ 30 bilhões em emendas sem transparência, favorecendo aliados em troca de apoio político. Descrito pela Transparência Internacional como esquema de corrupção institucionalizada, com superfaturações em saúde e educação, o orçamento secreto tal como implantado por Bolsonaro pode ser apontado como o maior mecanismo de corrupção da História do Brasil, que de tão complexo e enraizado ainda não pôde ser totalmente sanado, em que pese o papel do ministro Flávio Dino, que vem tentando contê-lo.

5 – Corrupção no Ministério da Educação (MEC): O ex-ministro Milton Ribeiro foi preso em 2022 acusado de receber propina via pastores evangélicos que controlavam verbas do FNDE. Áudio revelado à época dizia que “a priorização de pedidos era a mando de Bolsonaro”. O esquema incluiu até barras de ouro como pagamento.

6 – Cheques para Michelle Bolsonaro: Queiroz depositou R$ 89 mil em cheques na conta da primeira-dama Michelle Bolsonaro entre 2018-2019, oriundos segundo as acusações do esquema das rachadinhas. Bolsonaro alegou que era a “devolução de empréstimo”, mas a ocorrência foi investigada como lavagem de dinheiro.

7 – Superfaturamento em compras públicas: Suspeitas de propina em vacinas como a Covaxin (US$ 1 por dose extra), durante o período da pandemia da Covid-19, além de desvios nos valores pagos em ônibus escolares são outros casos relacionados a corrupção do governo Bolsonaro.

8 – Envolvimento com milicianos: O caso das rachadinhas atribuído a Flávio Bolsonaro estaria intrinsecamente ligado ao miliciano Adriano da Nóbrega, o mais notório assassino de aluguel da história do Rio de Janeiro. Flávio homenageou o criminoso com a mais alta comenda da Alerj e deu cargo fantasma à esposa e mão do matador em seu gabinete de deputado estadual. Adriano morto numa operação policial na Bahia, em 2020, em condições estranhas e totalmente questionáveis até hoje.

9 – Funcionários fantasmas e nepotismo: Inúmeros assessores dos gabinetes da família, como parentes da ex-esposa de Bolsonaro, Ana Cristina Valle, foram nomeados sem precisar trabalhar, algo que flagrantemente se configura como desvio de recursos.

10 – Declaração sobre meninas venezuelanas e que teria “pintado um clima”: Numa entrevista de 2022, Jair Bolsonaro descreveu um encontro que teria sido fortuito com adolescentes venezuelanas “arrumadinhas e de 13 ou 14 anos”, insinuando prostituição, numa comunidade do Distrito Federal. Na sequência, o então presidente teria se aproximado delas, segundo seu próprio relato, e teria “pintado um clima” (suas palavras). Ele foi condenado em 2025 a pagar R$ 150 mil por estigmatização e violação de direitos.

11 – Empréstimo bancário não pago por Jair Renan: O filho caçula de Jair Bolsonaro teria fraudado faturamentos de sua empresa para obter R$ 291 mil em empréstimos bancários em 2023 (baseado em dados de 2021-2022). O valor conseguido não foi pago inicialmente, o que gerou um inquérito e seu indiciamento por lavagem de dinheiro, falsidade ideológica e uso de documento falso.

12 – Relações ilegais em contrato de camarote no estádio de Brasília: Jair Renan foi investigado por tráfico de influência via sua empresa, por supostas doações de empresários ligados a contratos públicos. Por isso, ele foi indiciado em 2024 por obstrução de justiça.

13 – Brigas familiares com Michelle Bolsonaro: Tensões familiares foram relatadas por interlocutores no Palácio do Alvorada, incluindo episódios envolvendo Jair Renan e a madrasta. Certa vez, relata a imprensa, e foi à residência oficial para pegar bebidas alcoólicas da adega oficial, o que teria desagradado Michelle e a feito trancar o recinto. Jair Bolsonaro, contrariado com a atitude da mulher ao cercear o filho mais novo, dizem relatos reportados, teria arrombado a porta da adega num acesso de raiva.

14 – Compra de 107 imóveis pela família Bolsonaro: A família do ex-presidente negociou 107 imóveis desde os anos 1990, sendo que 51 deles foram pagos total ou parcialmente em dinheiro vivo, somando o montante de R$ 25,6 milhões corrigidos pela inflação. Os negócios incluíram casas, lojas e terrenos, nos nomes de Bolsonaro, filhos, ex-mulheres e irmãos. Os valores são amplamente considerados incompatíveis com os ganhos do então deputado federal e posteriormente presidente, mas as investigações foram suspensas por não ser possível individualizar condutas nos casos.

15 – Compra da mansão de Flávio Bolsonaro em Brasília: Em 2021, o senador que hoje é pré-candidato à Presidência adquiriu uma mansão de R$ 5,97 milhões no Lago Sul, em Brasília, com uma entrada de R$ 2,87 milhões e financiamento de R$ 3,1 milhões, realizado pelo BRB, o banco estatal de Brasília, por um prazo de 30 anos. Quitada antecipadamente em menos de três anos, em 2024, com seis pagamentos extras totalizando R$ 3,4 milhões em 37 meses, a realização da transação segue sendo um enigma, já que o salário mensal de Flávio como senador é R$ 44 mil e sua esposa tem uma renda quase que irrisória, segundo declarações. Há evidentes suspeitas de condições favoráveis no empréstimo, assim como em relação à origem dos recursos.

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