sexta-feira, 19 de dezembro de 2025

Senhor Sóstenes Cavalcante, Mais um Inocente e Perseguido?

Por Belarmino Mariano*

A extrema direita brasileira está recheada de falsos profetas, pastores terrivelmente evangélicos e a mistura de religião, poder e política. Suas pautas morais vão desde a condenação di aborto, ataques aos religiosos de matriz africana e o suposto combate ao comunismo.

Esse é o Senhor Sóstenes Cavalcante, pastor e terrivelmente evangélico, Deputado Federal e líder do Partido Liberal (PL). Ele era o último bastião da ética e da moral, agora completamente desmoralizado e gaguejando diante das provas incontestáveis, com quase meio milhão de grana novinha em folhas de 100 reais. 

Dia 19/12, mais uma sexta-feira terrível para a extrema direita bolsonarista, em operação autorizada pelo ministro Flávio Dino, a Polícia Federal apreendeu R$ 430 mil em dinheiro vivo, em sacolas de lixo.

O local da apreensão foi no apartamento do líder religioso Sóstenes em Brasília. O deputado diz que a dinheirama veio da venda de um imóvel, mas não disse qual nem quem pagou com tanta grana viva?

A PF já tem mensagens de celular de que existem outros envolvidos, ao exemplo do Deputado Jordy, ex-líder do PL, em um esquema de desvio de cotas parlamentares, com aluguel de carros e notas fiscais falsas. 

Aí temos indícios de peculato, desvio de dinheiro público, corrupção e roubo descarado. Por isso, destruir a PF, atacar o Supremo e o Ministério público com tanta garra e determinação 

Já está dizendo aos quatro cantos que é mais um dos perseguidos da "Ditadura de Toga" e que nunca seria ladrão e corrupto, mesmo com a mão na boca da botija. Esse é um dos que tenta silenciar a democracia e que defende golpistas, anistia e dosimetria com a força do dinheiro vivo.

Esse "deputado honesto" é o mesmo que estampa em suas redes sociais, sobre a CPMI do INSS, “quem roubou vai pagar pelo que fez!”. Como ele explica quase 500 mil reais em um dos seus apartamentos, pior, em sacos de lixo?

Esse é o líder dos 100 deputados que sequestraram a mesa do presidente Hugo Motta, se acorrentaram e colocaram esparadrapo na boca querendo a Anistia para os golpistas do 8 de janeiro e dos outros golpes.

Onde iremos parar, quando os líderes da extrema direita, grande maioria dos deputados e senadores, brincam de fazer política, brincam de democratas e liberais, enquanto roubam escancaradamente? Não esperem que o STF consiga sozinho, impedir esses gatunos.

*Por Belarmino Mariano. Imagens das redes sociais. Fontes: UCL Notícias, Uol, Brasil de Fato, Platão Brasil, DCM Notícias.

terça-feira, 16 de dezembro de 2025

A “renúncia” Fake de Zambelli

Por Julio Benchimol Pinto, via Blaut Ulian Junior *

Agora o bastidor apareceu. A “renúncia” de Zambelli não foi epifania moral, nem súbito apego à Constituição. Foi gestão de crise institucional. Segundo os próprios bastidores de Brasília, Hugo Motta sugeriu a saída como forma de baixar a temperatura com o STF e evitar que a Câmara virasse palco de mais um cabo-de-guerra vexatório.

Traduzindo do juridiquês para o português claro: o mandato já tinha virado problema. A cassação explícita criaria confronto. A renúncia encenada criaria silêncio. Não é absolvição, não é acordo jurídico, não é “vitória da política”. É controle de danos. Um puxadinho institucional para evitar que a crise escalasse e respingasse em todo mundo.

Funciona? Em parte. Resolve o mérito? Não. Muda o destino jurídico dela? Zero. Mas poupa a Câmara de mais um embate público com o Supremo - e poupa alguns deputados de terem de votar olhando para a própria biografia.

Resumo da ópera: não foi gesto de grandeza, não foi estratégia genial, não foi redenção. Foi bombeiro apagando incêndio com balde d’água. E chamando isso de “solução política”. Aspas, sempre.
* Julio Benchimol Pinto - Fonte - https://www.facebook.com/share/17VQjb6Y1f/

domingo, 14 de dezembro de 2025

Cuba acusou os Estados Unidos de promover uma escalada de “terrorismo marítimo” no Caribe.

Por Lucas Toth* 

Cuba acusou nesta sexta-feira (12) os Estados Unidos de promover uma escalada de “terrorismo marítimo” no Caribe ao apreender um navio petroleiro venezuelano em águas internacionais, em ação que Havana classificou como parte da guerra econômica conduzida por Washington contra a ilha.

“Essa ação faz parte da escalada dos Estados Unidos para impedir o legítimo direito da Venezuela de utilizar e comercializar livremente seus recursos naturais com outras nações, incluindo o fornecimento de hidrocarbonetos para Cuba”, afirmou o ministério das Relações Exteriores de Cuba, em nota.

Para Havana, a apreensão do navio viola aprofunda a política de “máxima pressão e asfixia econômica” imposta pelos Estados Unidos. 

Segundo o comunicado oficial, a operação tem impacto direto sobre o sistema energético cubano e “consequentemente, no cotidiano do nosso povo”, ao dificultar o fornecimento de combustível proveniente da Venezuela em meio à crise elétrica enfrentada pela ilha.

No mesmo comunicado, a chancelaria cubana afirmou que a apreensão do petroleiro representa “a aplicação do corolário Trump da Doutrina Monroe” e constitui “um ataque à proclamação da América Latina e do Caribe como Zona de Paz”.
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*Por Lucas Toth

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quarta-feira, 10 de dezembro de 2025

Título de Professora Emérita, Emilia Moreira e Ivan Targino, entre outros.

Por Belarmino Mariano*

Tive a felicidade de participar da cerimônia dos títulos de Professores eméritos para os professores da UFPB, entre eles a minha eterna orientadora e mãe intelectual Profa. Dra. Emilia Moreira e do Prof. Dr. Ivan Targino (O Grande).

Que felicidade, em fazer parte desse seleto grupo de orientandos e de pesquisadores do grupo da professora Emília. Encontrei amigos de longas datas: Ricelia Marinho Sales, Luis Gustavo Sales, Wellington, Genaro Ieno, Gláucia, Takako Watanabe Anieres, Maria, Marco Antonio Mitidiero Junior e tantos outros(as).

Também pude interagir com o Prof. Dr. Ivan Targino, da área de economia e que, em muito, contribuiu com a minha formação profissional. Esse casal fez toda a diferença em minha formação, pois com eles aprendi que a universidade deve ser um instrumento de formação e transformação social, econômica, cultural e política.

Atualmente sou professor da UEPB, com Aperfeiçoamento, Especialização, Mestrado e Doutorado. Sou líder de Grupo de pesquisa, coordeno projetos de pesquisa, extensão e orientação de graduação. Tudo isso foi fruto da minha formação na UFPB, que completou 70 anos e esses professores foram fundamentais e ainda são, pois atualmente recebem meus pesquisadores para a pós-graduação.

Pelas suas mãos já passaram muitos dos meus orientandos ao exemplo de Leandro Paiva , Rômulo Panta , Diego Pessoa e tantos outros (as), que hoje, são mestres e doutores e continuam nessa senda da ciência com consciência. Portanto, não se trata de uma vida, mas de muitas vidas que se emaranham para o fazer acadêmico e profissional.

Quando ouvi a professora Emília Moreira resumindo a sua vida acadêmica e agradecendo as pessoas que fizeram parte de sua vida, fui lembrando o quanto ele foi e é fundamental em minha vida e na vida de muitos amigos e amigas da UFPB. Ela fez doutorado e pós-doutorado na França, mas nunca presenciei nenhum ego em sua humildade.

Confesso que no ano em que entrei na UFPB, oriundo da Escola Pública, não tinha a ideia de o quanto minha vida mudaria. Tinha excelentes professores, mas era obrigado a trabalhar no comércio para me manter e ajudar em casa. Isso poderia ter me impedido de continuar, mas felizmente conheci professores que fizeram a grande diferença m

Foi nessa época que encontrei Emília e seu grupo de pesquisa. Como eu trabalhava, não podia ser bolsista, então me tornei um voluntário em suas pesquisas. Como trabalhava como vendedor, fazia meus horários e confesso que me empolguei com a Geografia Agrária e com a pesquisa empírica.

Foi com Emília que aprendi a elaborar projetos, pois ela discutia conosco, ponto por ponto. Então a gente ia aprendendo a problematizar, traçar objetivos, definir campos teóricos e principalmente, definirmos metodologias. 

Confesso que Emília era brava, exigente, perfeccionista e metódica. Quem não quisesse aprender e a levar a sério os seus estudos, podia sair fora. Sempre perseguia o rigor científico, no entanto era, uma pessoa maravilhosa, carinhosa e preocupada com cada um de nós.

Foi com Emília que aprendi muito sobre geografia agrária, Geografia Econômica, do Brasil e da Paraíba. Foi através de Emília que me aproximei da CPT, dos assentamentos e dos acampamentos dos trabalhadores rurais sem terra. 

Ter sido voluntário em seus estudos me ajudou a querer concluir o curso e tentar a carreira docente. Em uma longa greve entre o terceiro e o quarto período, submeti currículos em escolas e no quarto período já estava em sala de aula e isso mudou completamente a minha vida, pois mesmo ganhando pouco, deixei o comércio e fui fazer o que gostava.

Emília como bolsista de produtividade da CAPS e do CNPq, não podia parar suas pesquisas, então a gente seguia firme e forte, todos os seus passos. Ali a gente não aprendia apenas sobre a ciência, era um misto de ciência, direitos humanos, solidariedade e comunhão com os oprimidos da cidade e do campo. 

Enquanto a gente estudava, trabalhadores rurais sem terra e líderes sindicais eram perseguidos, presos e mortos. Crianças camponesas eram super exploradas e ficavam entre o fogo e o facão para cortar a cana-de-açúcar das usinas e grades destilarias canavieiras. Então a gente também aprendia a se indignar com a exploração capitalista selvagem.

Quando terminei a graduação, Emília me convidou para continuar no grupo de pesquisa e conseguiu uma bolsa de Aperfeiçoamento do CNPq, então me instalei na sede do INCRA/PB e, por dois anos, compilei quase todos os processos de conflitos agrários da Paraíba. Era tudo copiado em tópicos, pois não tinhamos autorização para retirar os processos para fazer xerox.

Outro grupo, coletava dados em jornais e com os dados íamos ao campo, confrontando as informações com a realidade. Lembro que tinha uma moto velha e precisávamos checar informações do Acampamento Padre Gino, entre Sapé e Mari. Emília não estava bem de saúde e me voluntariei para ir.

Essa foi a minha maior experiência prática. Confesso que já havia sido picado pela ciência da práxis marxista e, chegando lá, como já conhecia alguns camponeses, fui informado da ocupação das terras. Escondemos a moto por dentro de galhos e folhagens e passei uma semana, entre as barracas de lona, os camponeses e os capangas armados. 

Emília ficou muito preocupada, quase morria do coração, mas ao final lhe levei um litro de mel de abelha enviado pelos camponeses. Era um tempo difícil, tivemos o assassinato de tralhadores em Alhandra, Caaporã, tivemos a prisão de Frei Anastácio, tivemos o cruel assassinato de Margarida Maria Alves e as greves canavieiras.

Estávamos entre o mundo acadêmico, o suor, a fuligem e o sangue derramado pelos camponeses; estávamos entre os relatórios e as denúncias de trabalho análogo a escravidão; estavámos juntos com outras professoras, preocupados com a saúde dos trabalhadores que, em pleno final do século XX, trabalhavam 14, 15 horas por día, para cortar toneladas de cana e tómbolas para agroindustria canavieira.

As pesquisas estavam no fogo cruzado da violência no campo, mas não podíamos ficar de braços cruzados. Nessas horas a gente aprende que a consciência não se faz num dia, mas no dia da consciência cada um. Ter feito parte dessas experiências com Emília Moreira, me fez ser o que sou e nunca desistir dos meus sonhos e das minhas utopias ativas.

Foi nessa época que Emília coordenou e publicou obras como "Capítulos de Geografia Agrária da Paraíba" e "Por um Pedaço de Chão I e II" e também publicamos artigos e resumos estendidos sobre o trabalho infantil na palha da cana e sobre a violência no campo paraibano. Anos depois, conseguimos publicar nossos relatórios "sobre o trabalho infantil na palha na cana", em especial no Litoral Sul da Paraíba.

Emília foi minha grande incentivadora em ser professor e pesquisador. Tanto é que assim que terminei a graduação, passei em primeiro lugar na Especialização em Geografia Território e Planejamento e me submeti a seleção de professor substituto da UFPB, sendo aprovado em primeiro lugar.

Como já professor na rede particular em João Pessoa, com a especialização fiz concurso na UFPB de Cajazeiras, sendo aprovado em terceiro lugar, pois havia concorrido com mestres e doutores. Emília me disse, não desista, suga em frente e nesse mesmo ano, ao terminar a Especialização entrei no Mestrado do PRODEMA, agora me voltava para as questões ambientais.

Era um novo campo para os geógrafos da época e a professora e Ecóloga Takako Watanabe nos acolheu muito bem. Era uma dissertação de ecologia, mas, na contramão das tendências da época, quis saber da ideia de natureza dos homens e mulheres do Cariri paraibano. Emília em muito contribuiu, mesmo dizendo que não era de sua área. Ela fez parte de minha banca e suas sugestões foram fundamentais para me tornar mestre.

Isso foi fundamental para me tornar professor da UEPB e dar continuidade às pesquisas sobre a questão agrária no Agreste Brejo paraibano, sempre trilhando a ideia dos "Territórios de Esperança", proposição da professora Emília Moreira e Ivan Targino.

No meu Doutorado não foi diferente, pous Emília estava lá me dando dicas sobre os passos a seguir e fui fazer doutorado na Sociologia Rural e me interessei pekas práticas de agroecologia no Agreste e Brejo da paraíba. Ela estava em minha defesa de Tese, dando as grades contribuições que só ela poderia dar pois Emília Morreria, acompanhou todos os meus passos acadêmicos e posso dizer que ela foi e é uma grande dádiva em minha vida.

Esse título de Professor(a) Emérito(a) é mais que reconhecido, pois a grandeza acadêmica e compromisso científico e social desses professores, consta em seus currículos Lattes e em suas plataformas de pesquisas e, mesmo aposentados, continuam, pesquisando e orientando pesquisadores em nível de Mestrado e Doutorado. Mas o Lettes monstram apenas dados e datas frios. Porém, o que vivemos com esses Mestres como Emília, Ivan e os demais professores é EMÉRITO DEMAIS.

A UFPB, está de Parabéns, liderada pela Profa. Dra. Terezinha Domiciano Dantas. Ao fazer essa homenagem e reconhecer os professores como eméritos, fortalece ainda mais a ciência e a docência. Todas as indicações foram fundamentadas nos vastos currículos de cada um(a) e a vida de um simples orientando como eu, testemunham isso.

Vida longa aos professores Emília Moreira, Ivan Targino e aos demais eméritos. Vida longa à UFPB, onde fiz toda a minha vida acadêmica e hoje, posso servir aos estudantes e a ciência da Paraíba e do Brasil. Nesse momento de ataques à ciência e à democracia, precisamos fortalecer as universidades públicas e tudo começa pelo reconhecimento dos seus quadros docentes enquanto eméritos.

Por Belarmino Mariano. Imagens do autor.



segunda-feira, 8 de dezembro de 2025

"A MORTE DO MINISTRO TEORI ZAVASCKI E DO ASSASSINATO DO DELEGADO QUE INVESTIGAVA O CASO. COISAS NÃO ESCLARECIDAS".

Repost: Ricardo José Martins.Via João Lopes. Via Ana Vasconcellos* 

Eu publiquei umas frases soltas para chamar a atenção. 
Agora, vou colocar tudo junto, para mostrar que minha perplexidade de quase dez anos faz sentido. 
Se não, vejamos.
1. O Ministro do Supremo Teori Zavascki era o encarregado do processo da Lavajato, anulou as interceptações telefônicas envolvendo a presidente afastada Dilma Rousseff, feitas por Sergio Moro. 
2. Interrompeu as férias para cuidar das “famosas” delações. Voltou no avião de um amigo, que caiu misteriosamente.
3. Registros da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) mostram que o avião estava com os certificados atualizados. 
4. Agora, a ex-juíza Luciana Bauer, que atuou na 17ª Vara Federal de Curitiba conta que denunciou os crimes e foi agredida por sergio moro.
5. Ela contou a agressão a quem? Ao Ministro Teori Zavascki. 
6. O Delegado da Polícia Federal, Adriano Antônio Soares, que investigava a morte do Ministro foi mandado para Florianópolis.
7. Pergunto: Quem o mandou e para quê? 
8. Oficialmente, dizem que para participar de um curso de capacitação interna da Polícia Federal. Um “cursinho de atualização”. Logo em Florianópolis? 
9. Em 31 de maio de 2017, provavelmente foi atraído a uma cilada, num bordel, junto com o colega, Delegado Elias Escobar e lá assassinados por um leão de chácara, Nilton César de Souza Júnior. Na época, era apresentado como leão de chácara. Fui pesquisar agora e aparece como “comerciante” de cachorro quente.
10. O assassino não tinha porte de arma, mas usou uma pistola 380. 
11. Tenho uma matéria, do dia, assim: “De acordo com informações do Copom (Centro de Operações Policiais Militares), os dois delegados teriam chegado ao local de táxi. Um terceiro homem teria entrado logo em seguida, iniciando uma intensa troca de tiros.”
12. Na mesma matéria que tenho: “Está sendo apurada a participação de outros dois indivíduos não localizados até o momento”, afirmou a PF.”
13. Depois, as notícias mudaram completamente.
14. O assassino ficou três semanas internado no hospital e foi liberado no dia 21 de junho. Dois dias depois, a Justiça de Santa Catarina concedeu ao suspeito o direito de responder ao processo em liberdade. Ou seja, mata dois delegados da PF e passa dois dias preso. 
15. O assassino foi treinado no “Clube de tiro 38”, na cidade de São José, na Grande Florianópolis.
16. QUE CLUBE É ESSE?
17. Pertence ao marido da deputada Júlia Zanatta. 
18. Neste clube treinaram os filhos do ex-presidente, agora presidiário condenado.

19. No mesmo Clube também foi treinado lá o “MILIONÁRIO” ADÉLIO BISPO, famoso por ter burlado a segurança de um candidato e lhe dado uma facada sem sangue."

*Repost: Ricardo José Martins.Via João Lopes. Via Ana Vasconcellos.
Fonte: https://www.facebook.com/share/1AYvw1gYj5/

domingo, 7 de dezembro de 2025

Presidente Maduro agradeceu a Gustavo Petro pelo apoio à soberania da Venezuela

.  Via Rita Lustosa II*

O Presidente Maduro agradeceu a Gustavo Petro pelo apoio à soberania da Venezuela; “Somos um só povo, o povo de Bolívar e a Grande Colômbia, agradeço de coração; pode contar com a Venezuela pra ajudar na reconstrução da Grande Colômbia, assim como, na união de forças em defesa da América Latina”, disse o presidente venezuelano.
A propósito, Maduro veio a público pedir que o povo brasileiro vá às ruas em apoio à soberania venezuelana, contra as agressões dos EUA; há rumores de que estaria sendo articulada ou negociada a renúncia (ou derrubada) de Maduro, que ainda tem posição sólida à frente do governo.

A “Great America" tem quase um milhão de pessoas em situação de extrema pobreza, morando nas ruas, se afundando nas drogas (fentanil), e o pessoal do “andar de cima” , com uma “ guerra” pra lutar em casa, anda atrás de produzir mais guerras fora de casa…
Elegem pseudo inimigos, explodem embarcações com drogas que não aparecem, desaparecem com pessoas que nada tem a ver com o tráfico, tudo porque não suportam um governante que não se submete aos desmandos imperialistas, que defende as riquezas e a soberania do seu país.

O Brasil, na figura do Presidente Lula, não apenas deixou de reconhecer a vitória de Maduro nas eleições, como não permitiu a adesão do país ao BRICS, um passo mal dado; como irá lidar no caso de um ataque dos EUA ao país que faz fronteira com o Brasil ? vai seguir alimentando a “química” com Trump, ou vai ajudar um país irmão? 🤔👇🇻🇪🇨🇴🇧🇷

Esse alerta de Rita Lustosa é urgente, diante da ameaça de Trump aos países latino-americanos, é urgente que o governo Lula e o povo brasileiro reajam em solidariedade aos nossos irmãos venezuelanos econtra o imperialismo dos EUA.

terça-feira, 2 de dezembro de 2025

Crônica - A Jaula é do lado de fora.

Por Alessandra Del'Agnese* 

Era uma vez um menino que queria domar leões. Esta é a única verdade que importa, no fim de tudo. Enquanto a cidade de João Pessoa se espantava com a notícia do “vaqueirinho”, do “invasor”, do “rapaz que pulou a cerca do zoo para entrar no cercado da leoa”, nós, na nossa sofisticada cegueira urbana, víamos apenas mais um ato de insanidade. Um espetáculo de horrores para ser consumido entre um café e um scroll na tela do celular.

Mas a história de Gerson, o menino de 19 anos, não começou naquele cercado. Ela começou muito antes, num lugar mais perigoso e sombrio que qualquer jaula: o abandono.

Enquanto nós discutimos a altura da cerca, o menino Gerson já vivia há anos saltando abismos muito mais profundos. Filho de uma mãe com esquizofrenia, neto de avós também “comprometidos na saúde mental”, como dizem os relatórios sociais com uma frieza que gela a alma. Ele não foi apenas pobre. Ele foi pobre de tudo. De pão, de afago, de presente, de futuro. Sua infância foi uma sucessão de “violações de direitos”, um eufemismo burocrático para dizer que lhe roubaram a infância, a segurança, a sanidade.

E no meio desse deserto emocional, brotou um sonho impossível, belo e trágico: ir para a África domar leões. O sonho de um menino que, talvez, quisesse domar a própria fera que rugia dentro de si, a fera da herança genética, a fera da negligência, a fera do desamparo. O leão de verdade, na jaula, era apenas um símbolo exterior de um monstro interior que ele já conhecia intimamente.

Nós, a sociedade, somos especialistas em ver as grades. Vemos a grade que ele pulou. Não vimos as grades invisíveis que sempre o prenderam. A grade da pobreza extrema, que é uma jaula de aço. A grade da doença mental não tratada, que é uma jaula de espelhos distorcidos. A grade do abandono afetivo, que é a mais solitária de todas.

Gerson não era um aventureiro. Era um náufrago. E seu ato desesperado não foi uma invasão ao espaço da leoa; foi um grito abafado, um pedido de socorro escrito com o próprio corpo, num palco de concreto e grades, para uma plateia que só sabia apontar o dedo e filmar com o celular.

É mais fácil trancar o “louco” do que encarar a loucura de um sistema que deixa seus filhos mais frágeis definharem à própria sorte. É mais cômodo acreditar que ele é um “caso”, uma exceção, um problema de segurança do zoo, do que admitir que Gerson é o produto lógico, quase matemático, do nosso fracasso coletivo.

Ele não queria matar a leoa. Ele queria, no delírio de sua mente febricitante e desprotegida, realizar uma proeza. Queria ser, por um instante, o herói de sua própria história trágica. Queria domar o indomável, talvez na esperança ingênua de que, domando a fera de fora, pudesse finalmente silenciar as de dentro.

A verdadeira ferocidade não estava na leoa, assustada em seu recinto. A verdadeira ferocidade é a que permitiu que um menino doente, um menino que “sofreu todo tipo de violação de direito”, chegasse aos 19 anos sem um amparo, sem uma rede, sem uma chance, a não ser a chance derradeira e teatral de pular uma cerca para ser visto.

No fim, Gerson conseguiu. Ele domou a atenção de uma cidade inteira. Por alguns dias, ele não foi invisível. Foi notícia. Mas que tipo de tribo somos nós, que só enxergamos nossos filhos quando eles se jogam na jaula dos leões?

A história de Gerson é um espelho quebrado refletindo nossa própria imagem distorcida. Ela não fala sobre a ousadia de um jovem. Ela grita sobre o silêncio de uma sociedade que ergue cercas para se proteger dos sintomas, mas é conivente com as causas. A leoa está a salvo. Quem precisa ser salvo, urgentemente, é a nossa humanidade.

* Alessandra Del'Agnese. 
Fonte: https://www.facebook.com/share/p/17sdjP22ok/
@destacar

sábado, 29 de novembro de 2025

AS COINCIDÊNCIAS COINCIDEM:“General Heleno “adoece” no calendário e Bolsonaro soluça na PF enquanto as coincidências coincidem"

Por João Guató*

Dizem lá na beira do Rio Cuiabá que quando o porco aparece no alto do jatobazeiro, ou foi enchente brava… ou foi mão de gente. E eu, que não sou besta nem recém-chegado na lida da política brasileira, fiquei matutando essa imagem depois de ler — com a calma de quem guarda o pequi pra última garfada — as novidades do general Augusto Heleno, o eterno “frotista” de estimação dos porões da saudade autoritária.

Pois vejam: três dias depois de ele fazer check-in num Airbnb do Exército — aquele condomínio fechado onde os camaradas se tratam como se fossem do mesmo clube de boliche — o procurador-geral Paulo Gonet resolveu acender vela pra santo e incenso pra divindade. Atendeu à defesa do general e pediu prisão domiciliar humanitária, porque, segundo laudos médicos, Heleno tá com Alzheimer. Não um Alzheimer qualquer: um Alzheimer de calendário, desses que brotam exatamente quando aperta o cerco da Justiça.

Lembrei de meu pai, velho sábio pantaneiro, dizendo enquanto cutucava o fogão a lenha: “menino, coincidência demais vira pista.” Pois não é que o quadro psiquiátrico do general começou a ser “documentado” só depois que ele foi indiciado pela PF, lá por novembro? E não é que o diagnóstico ficou pronto às vésperas da denúncia oferecida justamente por quem hoje defende seu recolhimento ao lar? E não é que a tal “demência mista” só foi revelada no ato contínuo à prisão, nesta semana?

Coincidência pouca é bobagem. Dias Gomes e Ferreira Gullar já tinham sacado o truque lá em 1968, em plena ronda do AI-5:
“E enquanto essas coincidências / iam assim coincidindo…”
É quase como se o Brasil tivesse um curso técnico permanente em “como se depõe um presidente” — e a turma anda sempre com o diploma fresquinho.

E para completar o enredo, ontem à noite Bolsonaro, lá da carceragem da PF, teve outra crise de soluço. Eu fico pensando: é o fantasma do golpe que agarra no diafragma? É o karma entalado na goela? Ou é só arrependimento não assumido, aquele que a gente sente quando faz bobagem grande e tenta culpar a carne de panela?

Enquanto isso, os outros golpistas — delegado, generais, oficiais de alta patente — seguem bem acomodados no xadrez. Mas basta alguém gritar “hipertensão!” e é capaz de abrir-se uma procissão de medidores de pressão, cadeiras de rodas e atestados súbitos. No Brasil, cadeia para elite militar é quase spa com monitoramento: basta uma dorzinha de consciência para virar dor no peito.

E aqui, desse canto quente do Centro-Oeste, eu observo tudo com a serenidade de quem já viu o rio subir rápido demais: quando os poderosos começam a adoecer subitamente, não é o corpo que pede socorro — é a narrativa. A doença vira bengala, o prontuário vira escudo, o Exército vira consultório sentimental.

Mas como diria tia Teodolina lá do Porto, enquanto sacode o leque pra espantar o calor:
“Meu filho, doença que só aparece no dia da bronca não é doença — é desculpa com CRM.”

E assim seguimos, brasileiras e brasileiros, assistindo a comédia dramática das Forças Desarmadas moralmente, onde cada ameaça de cadeia produz uma síncope, cada laudo médico é uma cortina de fumaça e cada coincidência… coincide demais.

Porque, no fim, como sempre: se gritar “hipertensão”, não fica um, meu irmão.”

#Pasquim Cuiabano João Gautó - Via Mary Martins.
Fonte: https://www.facebook.com/share/17ZD3fiHLW/

domingo, 23 de novembro de 2025

"A Curiosidade Quase Queimou o Pé do Gato".

Por Belarmino Mariano*

Como estão incomunicáveis, os influenciadores e apoiadores de Jair Bolsonaro, correram para as redes sociais, tentando desmentir que ele estava planejando fugir e tentou quebrar a tornozeleira eletrônica. A narrativa era de que a própria tornozeleira havia se quebrado ou ficado sem bateria.

Não sabiam eles, que o próprio Bolsonaro, quando interrogado pela delegada da PF que é responsável pelos equipamentos eletrônicos presos no tornozelo dos criminosos, Bolsonaro assumiu que havia usado um ferro de solda quente, por "curiosidade", abrir a caixinha de jóia eletrônica.

Ele estava curioso, provavelmente queria saber o que tinha lá dentro, como funcionava aquele brinquedinho da Polícia Federal. Dizem até, que ele estava ouvindo vozes ou ruídos tenebrosos saindo de dentro daquela caixinha eletrônica.

A PF divulgou um vídeo em que a delegada perguntou para Bolsonaro se ele havia usado algum ferro para abrir a tornozeleira, se ele havia rompido a pulseira eletrônica e ele confirmou que sim. Logo, contra provas não há argumentos, deixando os bolsonaristas no vácuo estrondoso das redes sociais.

Ele poderia ter se acidentado feio, poderia ter queimado a região do tornozelo, poderia ter levado um choque sério e hoje estaria pra lá da fakada, enquanto muitos estariam lamentando a morte literal do Mito. 

Menino maligno, menino traquina, "infantilidade burra", enfiar um ferro quente de solda(do) ligado a um cabo elétrico. Isso poderia ter dado um pipoco e a coisa poderia ter ficado feia. Aí a casa teria caído de vez.

Ainda bem que a PF agiu ligeiro, depois de perceber a tentativa de rompimento da tornozeleira, foi a casa do mito, confirmou os estragos e diante de um virgília golpista, mais uma vez, o chefão da organização criminosa golpista, foi interceptado.

Por pouco, seu tornozelo não ficou igualzinho as propagandas em machos de cigarros, com os alertas sobre a toxidade do tabaco. Nessa história toda, o pior não aconteceu, pois o gato não conseguiu fugir e ainda levou fumo, diante das contundentes provas. 

Se Ramagem escapou pelas beiradas, feito gás de cozinha e bafo de cuscuzeira. Para o Mito, a estratégia de estragar a tornozeleira e fugir para a embaixada dos EUA não obteve êxito. Para piorar a situação, saiu da prisão domiciliar e foi para um quarto/cela da PF. Nesse momento, mesmo que provisoriamente, já está vendo o sol nascer quadrado.

O fugitivo Eduardo Bolsonaro, estava muito bravo em suas redes sociais, chegou a dizer que, qualquer coisa que acontecer ao sei papai, será culpa de Alexandre de Moraes. Mas pergunto: O que Xandão poderá fazer com um moleque indisciplinado, quw fica mexendo com o fogo, enfiando ferro quente em equipamento eletrônico?

A outra pergunta que não quer calar: o que fazia um avião das forças especiais dos EUA, um “C-146A Wolfhound”, que pousou no aeroporto internacional do DF, a 10 minutos da Sede da PF, e decolou na tarde de hoje. Será que veio buscar a encomenda do Dudu bananinha, mas o pacote foi extraviado? 

A Prisão preventiva da Prisão Domiciliar, antes da Prisão Definitiva. 


Agora, estão surgindo novas informações sobre a tentativa de fuga do Bolsonaro está chegando nas nossas redes. A ideia da virgília e a violação da tornozeleira eletrônica, estão na mira da PF.

Diante do paradigma indiciário, tem caroço nesse angu e a Câmara dos Deputados, que deu suporte para a fuga do Deputado Ramagem, pode está envolvida na tentativa de fuga do Bolsonaro. Parece que o Nikolas se complicou e provavelmente outros, estão envolvidos.

Novas evidências sobre a tentativa de fuga de Bolsonaro no sábado, dia 22 de novembro. Essa semana, Bolsonaro recebeu algumas visitas de aliados, entre eles o Deputado Nikolas Ferreira, que segundo reportagem da Globo, entrou no condomínio com Celular, ferindo as normas da justiça.

Flávio Bolsonaro, os irmãos e aliados políticos organizaram uma vigília na porta do Condomínio onde Bolsonaro estava em prisão domiciliar. Durante a noite, o ex-presidente tentou violar a tornozeleira eletrônica. O que foi confirmado e gerou a sua prisão preventiva na sede da PF.

No sábado, um avião das forças especiais dos EUA, um “C-146A Wolfhound”, pousou no aeroporto internacional do DF, a 10 minutos da Sede da PF, e decolou na tarde de domingo, sem trazer ou levar nenhuma carga. O que teria vindo buscar?

Porque a bancada da extrema direita, vem querendo destruir a PF, atacam com violência verbal o STF e continua com essa narrativa golpista, inclusive com parlamentares bolsonaristas visitando El Salvador, país onde se instalou uma ditadura de extrema direita. O Senador Flávio Bolsonaro, o deputado Eduardo Bolsonaro e o Deputado Nikolas Ferreira se encontraram com o
Ministro ditador Nayib Bukele.

Em entrevista sobre a prisão de Bolsonaro, o presidente Trump disse que havia conversado com Bolsonaro e que em breve iria lhe encontrar, mas, quando o repórter informou que Bolsonaro havia sido preso. Ele desconversou e saiu do local, aparentemente chateado.

A pergunta que não quer calar: como Trump conversou com Bolsonaro, que estava incomunicável e proibido de usar telefones? Será que o Celular de Nikolas foi acionado?

O Deputado Federal Ramagem fugiu para os EUA, mesmo com o seu passaporte bloqueado, devido a sua condenação por tentativa de golpe de Estado. Quem facilitou essa fuga e quem está por trás da tentativa de fuga de Bolsonaro?

Será que essa tentativa de fuga está relacionada com a visita de Flávio, Eduardo Bolsonaro e Nikolas Ferreira ao ditador da extrema direita, em El Salvador? Parlamentares brasileiros que atacam nossa soberania, nossa democracia e nosso sistema judiciário, visitam um ditador de extrema direita, está relacionado com a tentativa de golpe militar no Brasil?

O Brasil precisa ficar alerta, pois a extrema direita brasileira, aposta no caos e apela mais uma vez para que o povo e os militares, reajam a prisão de Hair Bolsonaro. Mesmo que estejam cada vez mais isolados e desgastados, continuam tentando articular um golpe contra nossa democracia e soberania.

*Por Belarmino Mariano. Imagens CNN e carteira de cigarro e redes sociais.
Fonte: Plantão Brasil, CNN Brasil, ICL Notícias, Mídia Ninja, Brasil 247.
Fonte em vídeo - Celular de Nikolas

sexta-feira, 21 de novembro de 2025

SOLIDARIEDADE AO DEPUTADO RENATO FREITAS AGREDIDO POR EXTREMISTA DE DIREITA

Por Dani Balbi*

Há muito acompanhamos
as violências e provocações dirigidas ao @renatofreitasumdenos, um jovem negro na política que enfrenta sem medo aqueles que usam o poder contra o povo. É angustiante testemunhar o assédio constante que ele sofre, dentro e fora das redes.

No recente e lamentável episódio filmado e amplamente divulgado, Renato reagiu com coragem diante de ataques racistas que culminaram em agressão. Não podemos tolerar, em silêncio, essa perseguição política que é, acima de tudo, racista.

Toda solidariedade ao deputado Renato Freitas. Que ele siga com coragem e determinação, porque não está só. Sua atuação é fundamental para denunciar as estruturas racistas que ainda organizam nossa sociedade e para fortalecer a luta por justiça, igualdade e direitos. Renato é uma voz imprescindível na defesa do nosso povo e da nossa democracia, atacar sua presença na política é atacar todos nós que acreditamos em um Brasil verdadeiramente antirracista.

Trump, anunciou a retirada da tarifa de importação de 40% sobre determinados produtos brasileiros


Por Ozildo Alves*

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou, nesta quinta-feira (20), a retirada da tarifa de importação de 40% sobre determinados produtos brasileiros. Constam na lista divulgada pela Casa Branca produtos como café, chá, frutas tropicais e sucos de frutas, cacau e especiarias, banana, laranja, tomate e carne bovina.

Na ordem executiva publicada pela Presidência dos EUA, Trump diz que a decisão foi tomada após conversa por telefone com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, “durante a qual concordamos em iniciar negociações para abordar as questões identificadas no Decreto Executivo 14.323”. De acordo com a publicação, essas negociações ainda estão em andamento.

Além disso, foram consideradas informações e recomendações adicionais de diversas autoridades que têm acompanhado as circunstâncias relativas ao estado de emergência declarado no Decreto Executivo 14.323. Segundo as recomendações recebidas por Trump, “certas importações agrícolas do Brasil não deveriam mais estar sujeitas à alíquota adicional de 40% imposta pelo Decreto Executivo 14.323, porque, entre outras considerações relevantes, houve progresso inicial nas negociações com o Governo do Brasil”, especifica a publicação oficial.

A Casa Branca divulgou, em um anexo, a lista de produtos que deixam de ser afetados pela alíquota de 40%. “Especificamente, determinei que certos produtos agrícolas não estarão sujeitos à alíquota adicional de imposto ad valorem imposta pelo Decreto Executivo 14.323”, diz o texto, ao acrescentar que, no entendimento de Trump, “essas modificações são necessárias e apropriadas para lidar com a emergência nacional declarada no Decreto Executivo 14.323”.

*Ozildo Alves Notícias no Facebook.

segunda-feira, 17 de novembro de 2025

Escravização - No Atlântico, há um silêncio que não pertence ao mar.


Por  Babá Fábio de Oxaguian*

》No Atlântico, há um silêncio que não pertence ao mar.
Um silêncio que nasceu em 29 de novembro de 1781, quando um navio chamado Zong decidiu que 132 vidas africanas valiam menos que uma apólice de seguro.

Partiu de Accra, da costa onde as aldeias Akan, Ewe, Ga-adangbe, Yoruba e Fon despediam seus filhos sem saber que eles nunca voltariam.
Lá começou uma jornada escura: 440 pessoas acorrentadas sob o convés, respirando o mesmo ar que as separava da morte.

Quando o Zong se perdeu no Atlântico pela incompetência do seu capitão, o impensável aconteceu.
Água consumida, medo crescente e cálculo macabro:
Se os cativos morressem a bordo, não havia compensação.
Se eles se “perdessem no mar”, a seguradora pagava.

Assim nasceu uma decisão que nunca deveria ter existido.

Um por um, 132 africanos foram atirados vivos para o oceano.
Homens, mulheres, crianças.
Amarrados, impotentes, desaparecendo em um mar que não pediu para virar túmulo.
Os gritos se apagaram muito rápido.
As ondas guardaram o que a história tentou enterrar.

Depois disso, ainda aconteceu algo mais doloroso:
os proprietários reclamaram a indemnização por “perda de mercadoria”.
E o sistema — distante, frio, legal — deu-lhes razão.
Não houve prisão.
Não houve castigo.
Não houve perdão.
Apenas silêncio.

Silêncio... e memória.

Porque algures entre Gana e Jamaica, essas 132 vidas ainda estão lá.
Não esquecidas.
Não apagadas.
Sustentadas pela corrente de quem ainda as nomeia.

A história oficial chamou-lhe "tráfico de escravos".
Mas o mar sabe a verdade.
Sabe que foi um massacre.
Sabe que foi um crime contra a humanidade antes de haver uma palavra para nomeá-lo.

Hoje, quando alguns dizem que é passado, que “é preciso olhar para frente”, esquecem que o tempo não cura o que não se olha de frente.
África não pode — não deve — ser um continente condenado ao esquecimento.

Porque um povo que não se lembra do que lhe foi tirado
corre o risco de perder o que ainda tem.

Sempre que olhar para o mar, lembre-se:
houve aqueles que não tiveram sepultura
nem despedida
nem justiça.

E a única maneira de honrá-los
é garantir que ninguém decida quanto vale uma vida.

*Babá Fábio de oxaguian 👑
Whatsapp para consultar (21) 99122-1096
Fonte da postagem: https://www.facebook.com/share/p/1DPtimjKEy/

sábado, 15 de novembro de 2025

Rap Oruam diz: "Se eu postar uma foto dessa é apologia ao crime"

POR RAP/DF.

Oruam expõe o “Brasil seletivo das armas” após foto de Júlia Zanatta em trono de fuzis: “Se fosse eu, já tava condenado no tweet”

Oruam jogou fogo — e gasolina — em uma das maiores hipocrisias brasileiras: armas na mão de político de direita viram patriotismo; armas na mão de qualquer outra pessoa viram crime instantâneo. A foto da deputada Júlia Zanatta (PL-SC), sentada em um trono cercado de fuzis como se estivesse realizando um cosplay de milícia medieval, viralizou. Mas o estrago veio mesmo com a reação do rapper, que soltou:

“Se eu postar umas foto dessa é apologia ao crime.”

E ele mentiu? No Brasil da narrativa seletiva, basta trocar o rosto da deputada por um rosto vindo da favela para o discurso mudar de “liberdade armada” para “cadeia nele”. Um milésimo de segundo. Um print. Um motivo qualquer. É assim que funciona.

Enquanto a base bolsonarista aplaudia a foto como se fosse cartaz de filme de ação de terceiro escalão, a internet comparava a cena com imagens de traficantes exibindo fuzis — só que, dessa vez, com imunidade parlamentar, tapete vermelho e legenda temática de série.
Game of Thrones? Não. Game of Hipocrisia.

Oruam foi certeiro porque escancarou o óbvio que todo mundo finge não ver:
no Brasil, o fuzil não choca — o que choca é quem está segurando.

Se é político do PL: patriota.
Se é artista: criminoso.
Se é morador de comunidade: “inimigo público”.
Se é deputado: “estratégia de comunicação”.

É curioso como a indignação moral muda de lado mais rápido que político em ano eleitoral, né?

A fala de Oruam ainda incomoda porque ele sabe exatamente como seria tratado se ousasse postar metade do que Zanatta posta sorrindo. Ele não teria nem tempo de explicar: já estaria na manchete, no julgamento público, na cruz formada pelas mesmas pessoas que agora fingem não ver arma nenhuma na foto da deputada — só “liberdade”.
É o velho truque: quando é conveniente, arma vira símbolo. Quando não é, vira crime.

A foto incendiou o debate dentro do PL, mas nada queimou mais que a ironia de Oruam, que fez aquilo que dói mais naquele campo político: desmascarou a contradição com uma frase de 12 palavras.

O recado ficou claro — e atravessado:
no Brasil, basta trocar o sobrenome e o CEP para a lei, a moral e os julgamentos mudarem de cor, de tom e de velocidade.
E é exatamente por isso que a fala do rapper incomodou tanto: porque bateu no ponto que ninguém ali quer tocar.
Oruam provocou. E quem doeu… doeu porque entendeu.

Fonte: https://www.facebook.com/share/p/1BPLzFJwrf/

quinta-feira, 13 de novembro de 2025

"O Prisioneiro - Vou Ter Que Desenhar Pra Você?"

Por Belarmino Mariano*

O que é o devido processo legal?
O que é se responsabilizar pelas consequências dos seus atos?
Ainda existem limites para se achar acima do próprio poder?

Será que alguns acham que sempre estarão acima das responsabilidades e sempre estarão impunes?

Será que estamos diante dos cínicos e do seu cinismo descarado? Em que, a mentira sempre prevalecerá e os mentirosos, com sua desfaçatez, conseguirão escapar ilesos?

Será que alguns acham que não existem limites e sempre estarão acima das consequências?

O que enfrentamos todos os dias? Nós da classe proletária, os trabalhadores da cidade e do campo, será que temos o mesmo direito de errarmos gravemente e de não sermos punidos pelo rigor sistema de justiça?

Porque será que os da elite dominante se acham acima da justiça e das próprias leis, muitas vezes, criadas por eles próprios?

Vocês sabem de quem estou falando, isso mesmo, me refiro ao ex-presidente Jair Messias Bolsonaro e seu núcleo duro de poder. 

A máscara de mito caiu, a capa de patriotismo se rasgou, a manipulação do medo e as narrativas de homem honesto foram parar nas investigações e na revelação da verdade. 

O discurso de cumpridor dos deveres e de está dentro das quatro linhas da constituição, era uma falácia sem fundamentos. No silencioso e secreto mundo dos golpistas se travavam perseguições e conspirações para derrubar qualquer novo governo e pôr fim ao Estado Democrático de Direitos.

Ele tinha a certeza da impunidade sempre, a certeza do controle das forças de segurança e de domínio sobre o sistema de justiça, lhe permitia e lhe garantia que poderia fazer o que quisesse, pois estava acima de tudo e de todos.

Ele era o todo poderoso, tinha o total apoio dos grandes empresários, do agronegócio e do mercado de capitais. Seus privilégios e os privilégios do seu Clã, não corriam nenhum risco real. "O dinheiro em uma caixa de sapato, um jeep e um cabo eram suficientes para fechar o STF". 

Tudo se transformava em piada e em meme, tudo se resumia em motociatas e passeios de jetsky. Até a certeza do apoio internacional estavam garantidos, pois sempre prestava continência a bandeira dos Estados Unidos.

Os artifícios legais e constitucionais que eram feridos, tinham a salvaguarda do Procurador Geral da República e aí de quem questionava qualquer coisa. Era transferido, mudado e jogado a carnificina das hienas em suas redes sociais.

Agora é um perseguido político e da justiça, inocência e injustiças contra uma pessoa de Deus, um homem de fé e que só queria o bem do Brasil. Será?

730 mil mortes da COVID-19 por falta de vacina, mais de 1 milhão de contaminações e com milhões com sequelas; inflação em quase 15%, com elevações progressivas em alimento, aluguel, água, energia, combustível, medicamento e transporte; 14,5 milhões de desempregados e linha da pobreza elevada a mais de 50 milhões de brasileiros de volta a pobreza absoluta. Isso é apenas uma pequena amostra.

Tudo era teatro e encenação, tudo era manipulação midiática e ilusão de que tudo estava bem, um jogo sujo em que as elites estavam se dando bem, enquanto os pobres e até a classe média estavam sentindo o retrocesso e o jogo golpista sendo tramado a cada reação contrária.

O caos absoluto era encoberto por forcas obscuras e corruptas, em diferentes instâncias dos poderes e das máquinas de Estado. Vivíamos em meia a um governo e presidente que não via limites em seu poder. O chefe de Estado e seus comandados, seguiam o andor da carruagem, como se estivesse tudo dominado. 

Agora é perseguição política, injustiça, falta de empatia do sistema. Onde um ex-presidente, que manipulou a tudo e a todos para beneficiar seu Clã, acha que o devido processo legal pune um homem honrado.

Talvez seja a primeira vez que o ritual jurídico, tenha sido tão rigoroso em cumprir em detalhes, sem filtro e sem manipulação, o devido processo legal. Mas insistem em atacar a democracia, em atacar a soberania nacional e, em atacar o judiciário brasileiro.

Um ex-presidente criminoso, que virou reu, foi julgado e condenado, junto com seus comparsas. É um basta aos que apostam na impunidade, um basta aos que ainda continuam tentando atacar nossas instituições e a nossa Constituição. Esses terão que ser julgados pelo povo e pelas urnas. Políticos sinicos e corruptos, inimigos da pátria e do povo, não devem ser reconduzidos a nenhum cargo ou mantato político. 

Nós, os brasileiros e brasileiras, não podemos ficar calados, passivos, diante dos constantes ataques e manipulações políticas e midiáticas contra nossos reais direitos. Essa será a. Grande hora para derrubar esses políticos da extrema direita e da direita, pous eles são inimigos do povo. 

Saia dessa anestesia coletiva, saia desse jogo da neutralidade e da passividade, pois enquanto você se cala e silencia, se encontra nesse jogo sujo e infâmia de grupos da extrema direita, eles se fortalecem e manipulam sua vida.

Olhe para esse Congresso Inimigo do povo, observe esses governadores da extrema direita, compactuando com o crime organizado e se organizando para retomar o poder central do Brasil. Tudo para entregar o nosso país as potências inimigas. #AcordaBrasil #CongressoInimigoDoPovoBrasileiro 
#bolsonaronaprisao

*Por Belarmino Mariano. Imagem das redes sociais. Fonte: ICL Notícias, Brasil 247, Plantão Brasil, Brasil de Fato, Revista Fórum, Mídia Ninja...

domingo, 9 de novembro de 2025

Redação do ENEM 2025 - "Perspectivas acerca do envelhecimento na sociedade Brasileira".


Por Belarmino Mariano*

Esse tema deve ter pego a juventude do ENEM de surpresa e muitos devem ter ficado de cabelo em pé. Pois é tema muito relacionado com a invisibilidade e capacitismo das pessoas idosas, com a ideia de inatividade e inutilidade da pessoas depois que atingem a velhice. 

Lembrei muito de Zeca Pagodinho e o repertório da música popular como: "deixa a vida me levar, vida leva eu", ou do "velho da lancha, o cabeça branca". Nesse ponto, até parece que envelhecemos da mesma maneira e nas mesmas condições.

Essa meninada acostumada com modelos prontos e repertórios coringas, devem estar putos com os organizadores dos temas da redação do ENEM, pois o universo temático é tão vasto, que nunca esperam um tema realista e tão próximo da sua condição social.

Certamente, muitos nem lembraram dos seus próprios familiares e das contradições e dificuldades em envelhecer no Brasil. Talvez nem tenham se lembrado das políticas previdenciárias que foram atacadas pelos governos neoliberais, ao exemplo do golpista Temer/Bolsonaro, destruindo o direito de aposentadoria, congelando salários e fraudando o INSS, com descontos indevidos em milhões de aposentadorias, através de entidades corruptas e facilitação de agentes públicos.

Não é fácil envelhecer no Brasil, pois milhões de brasileiros vivem entre o desemprego e a informalidade, a baixa renda e a falta de contribuição previdenciária. Muitos brasileiros até se aposentam, mas os baixos salários geram uma baixa aposentadoria, obrigando os idosos a continuarem a trabalhar para completar suas rendas, pois não dá para viver com dignidade.

No Brasil até existe um Estatuto do Idoso, com direitos e garantias mínimas a dignidade humana para as pessoas com mais de 60 anos. Mas existe uma gigantesca distância entre o que está no papel e a realidade.

Os idosos pobres e periféricos, grande maioria social, em grande parte, são responsáveis por significativa parcela do orçamento doméstico das famílias. Em muitos casos, a aposentadoria é para todos, menos para os próprios idosos. 

Com a velhice, se acumulam os problemas de saúde, as comorbidades e a exigência de uma nutrição especial, mas em muitos casos, as aposentadorias mal suprem a compra dos medicamentos e alimentação adequada.

Enquanto o velho da lancha "pode deixar a vida levá-lo", pode bancar tudo, milhões de brasileiros idosos e pobres, são obrigados a trabalhar informalmente, pois nem conseguiram se aposentar. Envelhecer com dignidade e bem-estar social no Brasil não é uma tarefa fácil.

Até parece que todo mundo consegue levar uma vida fácil e envelhecer de maneira plena, mas, apesar dos dados demográficos do IBGE, apontarem um crescimento estatístico da população acima dos 60 anos, faltam muitas políticas públicas voltadas para esse segmento.

Os entes federativos, em especial os municípios e as cidades, não estão preparados para atender as necessidades fundamentais de sua população envelhecida. Então a estratégia é maquiar a realidade, enquanto os idosos são invisibilizados com a maior naturalidade.

As vezes a placa de estacionamento para idoso, as rampas de acesso e as escadas com corrimão, escondem que a grande maioria dos idosos, não tem carros e nem acesso a cidade. Imagina, quantos cabeças brancas possuem lanchas, num país em que "ser velho" é um grande problema, em especial para os governos neoliberais?

Por Belarmino Mariano. Imagem prova do ENEM, 2025.

sexta-feira, 7 de novembro de 2025

NO RASTRO DO DINHEIRO Que Financia a Violência no Rio de Janeiro

Por Intercept_Brasil - Via Edson Verber*

NO RIO DE JANEIRO A POLÍCIA DO GOVERNADOR DE ULTRADIREITA MASSACROU vários INOCENTES e sacrificou 4 policiais. 

Mas, a cada dia, fica claro que o uso puro e simples da violência É INSUFICIENTE pra combater as ORCRINs. É o que mostra essa matéria, abaixo, do The Intercept Brasil, onde consta a ligação direta dos Clubes de Tiro bolsominions, com os PCCs, CVs, etc...

NO RASTRO DO DINHEIRO 

Nós seguimos o dinheiro que financia a violência no Rio de Janeiro — e ele nos levou a um grande empresário do interior de São Paulo e aos EUA.
Eduardo Bazzana, presidente do Clube Americanense de Tiro, foi preso, acusado de fornecer armamentos pesados à maior facção criminosa do Rio.
Durante a operação, a polícia encontrou 200 armas, 40 mil munições e carros de luxo. Mas nosso jornalismo investigativo foi além do que mostram os inquéritos oficiais: descobrimos que a família Bazzana mantém empresa ativa e patrimônio na Flórida, invisíveis aos olhos do Ministério Público.
Um elo internacional que movimentou mais de R$ 1,6 milhão em dois meses — e que ajuda a explicar por que o arsenal do crime nunca seca.
As armas do Comando Vermelho não nascem nos morros. Elas saem de clubes de tiro legalizados, cruzam fronteiras e se escondem atrás de contratos, empresas e lucros exportados para a terra de Donald Trump.

As conexões também são políticas.

Eduardo Bazzana doou para um candidato do PSL (partido pelo qual Jair Bolsonaro foi eleito presidente em 2018), foi recebido por um vereador do PL e usou as redes de sua empresa para promover o aplicativo Reduto, criado para unir militantes pró-armas e atacar o governo Lula.
Essa investigação mostra a real face da chamada “guerra ao crime”: os verdadeiros fornecedores da violência estão protegidos pelo poder. Enquanto não forem expostos, as chacinas seguirão fazendo vítimas nas periferias — e servindo de propaganda política para a extrema direita enxugadora de gelo.
O Intercept está de olho onde o poder público não fiscaliza — seguindo o dinheiro, expondo os responsáveis e fazendo o trabalho que a grande mídia se recusa a fazer.
Para a Globo, a Folha de S. Paulo e afins, é mais interessante amplificar o discurso do governador Cláudio Castro.

*Imagem - Eduardo Bazzana, presidente do Clube Americanense de Tiro, foi preso, acusado de fornecer armamentos pesados à maior facção criminosa do Rio de Janeiro.

sábado, 1 de novembro de 2025

"A Política da Morte!"

Por Sergio Alarcon, Via João Lopes e Blaut Ulian Junior*

"Como trabalho no SUS, já atendi de tudo: policiais - milicianos ou não - e traficantes do varejo. A maioria vive dentro de um mundo próprio moralista, onde a vingança é a única forma de justiça possível. E sofrem por isso. Alguns poucos, raros, conseguiam problematizar o que faziam e ou perceber visceralmente a falência moral e institucional do Estado que nos devia proteger
 .
Um deles, policial, certa vez, me disse com voz cansada:
- Polícia no Rio, doutor, existe pra matar e morrer.
O governador exige isso do secretário, o secretário ordena ao coronel, o coronel manda a gente voltar com pelo menos um cadáver - ou não voltar.

Perguntei se ele achava isso certo. Ele titubeou. Repetiu o jargão: “eles são bandidos”. E, de repente, chorou. Disse, num sussurro:
- Eu não sei se Deus vai me perdoar.

Noutra ocasião, estava eu no consultório. Entra uma senhora, ansiosa, mãos trêmulas. Senta à minha frente, pega o celular. Ia me mostrar algo, mas antes de conseguir, cai como um saco de areia no chão. Chamo a enfermagem, me debruço sobre o corpo. Ela tinha batido a cabeça. Atendemos, cuidamos, estabilizamos.

Só então ela mostra o que queria mostrar: no celular, a cena de dois rapazes - quase meninos - sendo torturados por homens vestidos de preto. Milicianos.

Ela implora ajuda. Diz que não pode sair da comunidade, que não tem outro lugar, que precisa proteger os filhos. Os milicianos a ameaçaram:
- Se for reclamar no batalhão, a gente vai saber.

Esse é o retrato nu e cru do colapso ético que estrutura a “segurança pública” no Rio do governador Cláudio Castro - e, sejamos honestos, de todos os governadores anteriores, com exceção de Brizola e Benedita. Uma política construída sobre cadáveres, sobre o medo e sobre o silêncio.

No Rio, o Estado não protege: ele aterroriza. E o terror é a sua forma de governo.

Saldo de ontem contabiliza mais de uma centena mortos. Uma centena de mães em luto como aquela que atendi. Quatro policiais como aquele que, diante de mim, chorou… assassinados pela volúpia mórbida do governador.

PS.: Deveria ser óbvio: ao votar em um governador, o carioca e o fluminense não escolhem apenas um gestor - escolhem quem decidirá quem vive, quem morre e quem sobrevive nas ruas.
Se você votou nesse pústula e ainda se sente seguro, parabéns: você está completamente desconectado da realidade."

*Por Sergio Alarcon, via João Lopes e Blaut Ulian Junior. Imagem dascredes sociais.

quarta-feira, 29 de outubro de 2025

Finlândia - Trabalho de 6 horas e 4 dias por Semana.

Por Realmente Curioso.

A ex-primeira-ministra da Finlândia, chamou atenção internacional ao propor uma ideia ousada para transformar a rotina de trabalho no país: a criação de uma semana de quatro dias, com jornadas de seis horas. O objetivo, segundo Marin, seria permitir que as pessoas tivessem mais tempo para a família, hobbies e atividades culturais, promovendo um equilíbrio maior entre vida pessoal e profissional.

A proposta se inspirava em experiências bem-sucedidas em países como Suécia e Japão, onde testes de jornadas reduzidas mostraram ganhos significativos em produtividade e bem-estar dos trabalhadores. Marin, que se destacou como a mais jovem chefe de governo do mundo, defendia que horários mais curtos poderiam tornar o trabalho mais eficiente e a vida mais saudável.

Embora a ideia tenha gerado grande interesse e debates sobre o futuro do trabalho, ela nunca chegou a ser implementada oficialmente na Finlândia. Ainda assim, a proposta reforça discussões globais sobre como repensar a rotina de trabalho em busca de mais qualidade de vida e satisfação pessoal.

Enquanto o Brasil tem políticos que trabalham 3 dias, mais querem que as pessoas continuem trabalhando 6x1(seis dias com apenas 1 de descanso) e cada dia de trabalho com 8 horas.

terça-feira, 28 de outubro de 2025

Bomba Bolsonarista Urgente!!!

Por Belarmino Mariano*

O Senador Flávio Rachadinha foi para os Estados Unidos e se juntou ao irmão Dudu Bananinha e ao neto do Ditador João Figueiredo Neto. Eles estão no radicalismo do tudo ou nada. Parece que eles querem incendiar o Brasil?

Flávio Rachadinha publicou em suas redes sociais, um pedido ao Ministro de Guerra do Trump, para um ataque ou bombardeio na Baia da Guanabara, para supostamente destruir embarcações de traficantes.

Imaginem se os EUA fossem bombardear o avião presidencial brasileiro, da época do pai, que foi preso na Espanha com 39 Kg de cocaína?

Imaginem se os EUA fossem bombardear o avião da igreja do Pastor e tio da senadora Damares, preso com 500 kg de maconha?

Imaginem se ao invés da Baia da Guanabara, os EUA fossem bombardear o Rio das Pedras/RJ, por um pequeno erro de alvo?

Não bastasse o irmão Dudu Bananinha, o lesa pátria, traindo o Brasil e pedindo taxação e sugerindo intervenção dos EUA, agora foi a vez do Flávio Chocolate. 

Esses golpistas e traidores da pátria, derrotados e desesperados com trágico fim de suas histórias políticas, deixam claro que eram patriotas de araque. Logo eles que se enrolavam na bandeira do Brasil para enganar trouxas, enquanto entregavam o Brasil às multinacionais, em troca de jóias e de viralatismo.

Não sei o que estão planejando, mas o Congresso, o Ministério Público e STF, não podem deixar esses inimigos da pátria, livres. É urgente a prisão desses canalhas.

*Por Belarmino Mariano. Imagem das redes sociais.

quarta-feira, 22 de outubro de 2025

Golpistas Condenados por Fake News


Por Tadeu Veneri*

A Primeira Turma do STF (Supremo Tribunal Federal) cravou 4 a 1 para condenar os sete integrantes do núcleo 4 dos envolvidos na preparação e tentativa de golpe de Estado. Entre as muitas acusações estão a atuação como milícia digital espalhando fake news sobre as urnas eletrônicas. 

Somente Luiz Fux votou contra a condenação. As penas vão de sete a quatorze anos de prisão. 

Entre os condenados, um é Coronel (Reginaldo Vieira de Abreu), dois são majores do Exército, da reserva, (Ailton Gonçalves Moraes Barros e Ângelo Martins Denicoli) , um Tenente Coronel (Guilherme Marques de Almeida), um subtenente ( Giancarlo Gomes Rodrigues), um policial federal (Marcelo Araújo) e um engenheiro (Carlos Cesar Moretzsohn Rocha).

#TramaGolpista #STF #fakenews #SemAnistia #tadeuveneri #MandatoTadeuVeneri
Fonte: https://www.facebook.com/share/1A3soMkYfh/

"DEITAR OS CABELOS NA 2ª TURMA"

    #ForçaCármenLúcia 😎
Por Hugo Souza*

O artigo 19 do regimento interno do Supremo Tribunal Federal prevê que “o ministro de uma turma tem o direito de transferir-se para outra onde haja vaga”, mas também que, “havendo mais de um pedido, terá preferência o do mais antigo”.

Portanto, em tese, o presidente do STF, Edson Fachin, não pode negar o “direito” de Luiz Fux de migrar da Primeira para a Segunda Turma, colegiado onde há vaga e onde Fux formaria, junto com André Mendonça e Kassio Nunes Marques, uma sinistra maioria de não sancionados por Trump.

Há, entretanto, um ministro da Primeira Turma com preferência para ocupar a vaga aberta na Segunda Turma com a aposentadoria de Luis Roberto Barroso. Na verdade, uma ministra: Cármen Lúcia, indicada por Lula em 2006, é a única ministra da Primeira Turma mais antiga no STF que Luiz Fux, indicado por Dilma em 2011.

Há quatro anos aconteceu a mesma situação, envolvendo os mesmos personagens, mas em posições diferentes.

Em 2021, Fachin estava desgostoso com as derrotas impostas a ele na Segunda Turma por Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Cármen Lúcia em processos da Lava'Jato. O relator da Lava-Janto, então, pediu transferência para a Primeira Turma. Cármen Lúcia, porém, levantou o dedo, reivindicando preferência regimental, e Fux autorizou a transferência da mais antiga no STF.

Não é comum, mas há um precedente de ministro do STF pedindo mais de uma vez para mudar de Turma: Dias Toffoli, em 2015 e 2023.

De modo que, em tese, uma única pessoa neste mundo pode impedir a formação de maioria MAGA, de um “bunker bolsonarista” em uma das duas turmas do STF: a mineira de Montes Claros Cármen Lúcia Antunes Rocha.

*Hugo Souza - Apoie o Come Ananás: https://www.comeananas.news/p/apoie

sábado, 18 de outubro de 2025

Transnordestina, uma Revolução Silenciosa

Por Belarmino Mariano*

O Governo Lula em parceria com o governo e empresas chinesas, estão fazendo uma revolução silenciosa no interior do Nordeste brasileiro. A Primeira Etapa da Transnordestina ligará o interior do Piauí ao litoral cearense (Porto do Pesen). A Segunda etapa ainda em construção ligará o interior do Piauí ao litoral de Pernambuco (Porto de Suape).
Mais de mil municípios, mais de 26 milhões de pessoas e milhares de empregos, direitos e indiretos e uma redução em mais de 25% nos custos com transporte rodoviário. Esses são apenas os primeiros dados do Governo do Brasil.

O transporte de soja, milho, algodão e minerais são as principais cargas nesse novo sistema de escoamento da produção que anteriormente dependia exclusivamente de caminhão e rodovias, que encerecia muito o produto final.
Dia 23 de outubro de 2025, o sistema ferroviário no Nordeste brasileiro, se tornará uma grande obra de infraestrutura nacional, esse é um grande passo para o desenvolvimento regional e internacional e essa parceria estratégica entre o Brasil e a China, colocará o Brasil e o Nordeste em uma nova era da economia mundial.

*Por Belarmino Mariano.
Fonte: Governo do Brasil. TV Vaqueira.

domingo, 12 de outubro de 2025

PIOR SEM ELE

Por Edmar Oliveira*

Me autodefino como “socialista desejante e comunista utópico”.

Ninguém pode me acusar de lulista. Ele não é socialista, muito menos comunista, e já afirmou em várias oportunidades sua vocação populista de “pai dos pobres”, concorrendo com Getúlio Vargas na missão de fazer pelos pobres o que eles não são capazes de realizar — segundo seu argumento protetor e mantenedor do populismo.

Já fui petista, mas desde que deixei a militância, não me adequo a quaisquer partidos, preferindo a posição (cômoda, por que não?) de livre pensador. Palpiteiro independente, melhor dizendo. E sem significância, já concordando com vossa crítica.

Dito isso — necessário para a continuação do meu raciocínio — já não tenho paciência para os ataques da direita à pessoa do Lula ou ao PT. O neutro aqui, que diz falsamente não ser de direita nem de esquerda, é de direita. Não é possível neutralidade entre esquerda e direita, por mais relativos que sejam. Na presença da extrema-direita, o PT parece quase extrema do outro lado — embora não seja. É que, no torcer, se aumentam as cores do clube. Portanto, contra a direita, não me importa ser confundido com lulistas ou petistas, embora eu não o seja.

Agora, entre as esquerdas, ser contrário a Lula — não tendo outro possível de ser colocado em seu lugar — geralmente carrega tintas do mesmo preconceito da direita limpinha: na sua procedência de classe e, como o Brasil inventou um Nordeste diferente de si, em suas raízes sertanejas. Aí, o “como pode?” fica mais angustiante, procurando entender que o estadista, respeitado em todo o mundo, foi forjado na negociação do peão com o dono da fábrica, e o “pai dos pobres” no sertanejo que sofreu da fome que tenta saciar.

Ora, precisamos avançar dessa posição política — estamos de acordo. Mas onde está o substituto intelectual burguês que teorizou na academia o que Lula vivenciou na prática? Porque, para avançar, é necessário entender as raízes do populismo. Não adianta achar que Lula atrasa o que ainda não chegou a se formar na frente. Nem é culpa dele que líderes mais consequentes não apareçam.

Se, por enquanto, o que temos é ele, cerremos trincheiras ao seu redor para defendê-lo. É um avanço contra a direita que sempre tivemos. É uma opção muito mais avançada em relação à extrema-direita que hoje cresce no mundo.

Criticar Lula agora, sem um substituto — nem do mesmo tamanho, ainda mais sem alguém que ultrapasse o populismo com viabilidade eleitoral — é ajudar o inimigo na outra extremidade do matiz ideológico.

*(Texto: Edmar Oliveira. Desenho: Gervásio)

sábado, 11 de outubro de 2025

Acabou o Genocídio em Gaza?

Por Belarmino Mariano*

Mais de 700 dias de intensos ataques contra civis palestinos. Cidades completamente destruídas, áreas agrícolas e olivas milenares em chamas. A desculpa era atingir o Hamas.

Mais de 70 mil palestinos foram mortos, principalmente civis, com mais de 35 mil crianças. Milhares de mulheres e pessoas idosas. Milhares estão mutilados e mutiladas e os traumas dessa violência ficaram no corpo, na mente e na alma desse povo e de todo o mundo.

 Mas, depois de gigantes protestos em todo o mundo, depois da gigantesca pressão mundial em defesa do povo Palestino e contra os governos que apoiavam o Estado Genocida de Israel, com direto apoio e financiamento dos governos dos EUA. Eles finalmente recuaram e declararam o final desse genocídio desumano.

Os governos Trump e Netanyahu disseram que os palestinos já podem voltar para as suas casas. De quais casas esses genocidas estão falando? Gaza foi completamente destruída, quase 70 mil palestinos mortos com crueldade, contra menos de 2 mil judeus.

Eles destruíram tudo, destruíram as cidades, escolas, hospitais, rodovias, pontes, as indústrias, o comércio, a agricultura e principalmente, as famílias do povo Palestino, arrancaram as almas e os corações desse povo. Mas a força da humanidade em protestar e defender o sonho de uma Palestina Livre, foi maior do que a maldade e crueldade do Estado Sionista de Israel.

Não pensem que acabou, eles acham que os palestinos irão sucumbir em meio aos escombros. Estão completamente enganados! Agora iremos lutar pela criação do Estado Palestino Soberano. A Palestina será um país membro do BRICS+. BRASIL, Rússia, ÍNDIA, CHINA, ÁFRICA DO SUL, países islâmicos, e mais algumas dezenas de países do Novo Brics, reconstruirão Gaza e o Estado Palestino.
#FreePalestine 
#PalestinaLivreDoRioAoMar 
#IsraelEstadoGenocida 

*Por Belarmino Mariano. Imagem BBC.

terça-feira, 7 de outubro de 2025

Cabo Gilberto, Deputado Federal ou Pobre de Direita?

Por Belarmino Mariano*

O Deputado Federal bolsonarista Cabo Gilberto (PL/PB). Gilberto Gomes da Silva, natural de Santa Rita/PB, 44 anos, conhecido como Cabo Gilberto, é um policial militar e político brasileiro, filiado ao Partido Liberal (PL). 

Esse Deputado era contra o Projeto de Lei que isenta de pagar imposto de renda, as pessoas que ganham até 5 mil reais e reduz esse mesmo IR para quem recebe até 7.350 reais. Quando a bancada do PL percebeu que o projeto do Presidente Lula seria aprovado, tentou mudar o discurso, mas o "remendo ficou pior do que o rasgado", pois segundo ele, esse imposto deveria ser zero para quem ganhava até dez mil reais. Mas não disse de onde tiraria os recursos, pois era contra taxar os mais ricos.

Ele argumentou que essa compensação para que os super ricos pagassem mais impostos, prejudicariam os que estão no andar de cima. Ele e sua bancada dizem ser contra pagar mais impostos mais votaram pelo aumento da energia elétrica.

Um Cabo da Polícia Militar no Brasil, ganha um salário médio de R$ 3.500 a R$ 7.000 reais mensais, como média salarial ou salário inicial. Fatores como o Estado de origem, progressão na carreira e benefícios adicionais influenciam a remuneração final. Nas essa é de fato uma média nacional, para uma das profissões mais arriscadas do Brasil.

Em vários Estados essa média é de R$ 4.500 a R$ 5.000 mil reais. No Estado da Paraíba o salário inicial de um Cabo da PM é de R$ 4.980 reais, mesma média de Estados como Minas Gerais e São Paulo. Ou seja, o Cabo Gilberto votou contra sua própria categoria militar de baixa patente.

Será que ele, depois que virou deputado federal com renda superior R$ 46.000 reais, se esqueceu das suas origens? Ou será que acha que é um deputado por hereditariedade? Até as vésperas da votação eram contrários e até ameaçaram e instruíram a mesa diretora da Câmara.

Ele que foi contra os super ricos também pagarem a conta, votou na PEC da Blindagem e também defendeu a anistia para os golpistas. Sem falar que sempre votam contra os projetos que benefiam os mais pobres e vulneráveis.

Será que o Cabo Gilberto sabe que no governo de Bolsonaro e Paulo Guedes, quem ganhava até 
R$ 1.950 reais, tinha passado a pagar IR, ou seja os soldados da Paraíba inteira tinham descontos de IR e que a tabela do IR passou todos os anos do governo Bolsonaro sem ser atualizada, o que prejudicava justamente os mais pobres?

Para alguém de origem social humilde, que começou como policial militar, talvez como soldado e hoje como Cabo deputado da extrema direita, ao achar que essa lei, ao beneficiar os mais pobres, irá prejudicar os do andar de cima, de fato merece ser reeleito deputado federal pela Paraíba?

Ele de última hora seguiu a grande maioria dos deputados, mas, toda sua bancada do PL foram contra até a última hora. Argumentos para confundir o plenário foram constantes e contraditório. Mas calcularam as perdas eleitorais em 2026 e só então recuaram, ficando com um discurso vazio e sem sentido.

Nada contra a Polícia Militar ou Cívil, nada contra os agentes de segurança pública, pois assim como muitos outros profissionais de saúde, educação etc, dedicam a vida como servidores públicos. Mas atentos para alguns políticos que em Brasília, esquecem completamente as suas origens e bases.

*Por Belarmino Mariano. Imagem das redes sociais. Fonte: Paraíba Já.

domingo, 5 de outubro de 2025

Comunicado aos Acadêmicos de Guarabira

Eminente, Emiliano Camilo Sobrinho, presidente da Academia Guarabirense de Letras e Artes e demais membros:

Venho através desta comunicação, primeiro me desculpar pela demora em responder as suas mensagens e também me desculpar ao membro dessa honrosa Academia, o professor, artista plástico e escritor Elias Santos, por ter me indicado para integrar a Academia Guarabirense de Letras e Artes.

Inicialmente fiquei muito honrado pelo convite, pois já havia ouvido comentários sobre essa importante congregação de artistas e escritores locais. Confesso que sou bem ansioso e fiquei bem alegre com a indicação e posterior convite.

Mas, ao analisar meus escritos, minhas linhas de pensamento e o que produzo academicamente, vi que se manifesta de maneira muito radical. Confesso que escrevo com uma certa compulsão, mas me sinto um escritor relapso, meus poemas são pobres de rimas e distantes do lirismo de muitos acadêmicos.

Pensando sobre meus escritos, os vejo como produtos radicais, críticos e anárquicos. Textos que não respeitam a ordem positiva dos temas. São crônicas, contos e resenhas, em sua maioria, ácidos, azedos e amargos aos regrados produtos literários.

Minhas palavras organizadas em textos, ferem as normas cultas, em muitos casos questionam a fé e as crenças alheias, as ideologias e dogmas instituídos. Seria um contra censo ocupar uma cadeira da instituição, se meus escritos são marginais e contraditórios, mesmo dentro de uma racionalidade e competência argumentativa, vejo que fica estranho querer ocupar esse espaço de reconhecimento da sensibilidade dos autores e artistas eminentes.

Confesso que tenho alguns livretos de poesia, escritos quando ainda usávamos mimeógrafo a óleo. Tenho vários livros das teorias científicas, do mundo geográfico, fruto de especialização, mestrado e doutorado. Mas não os vejo como leituras populares.

Tenho algumas publicações em capítulos de livros em co-autoria com outras pessoas. Mas acho que os rigores, métodos e regras científicas, geram escritos enfadonhos e distantes da vida social, questões afastadas da arte e da literatura.

Tal qual Pedro, sou um homem de pouca fé, não que eu tenha negado Jesus uma, duas ou três vezes. Mas é que o vejo apenas como um homem que acreditava muito em Deus. Então, diante de muitas hipocrisias, vez por outra, escrevo textos ácidos e desagradáveis aos pensamentos menos críticos e, estando como membro da Academia de Letras, posso confundir as mentes e os corações, por desagradar membros religiosos dessa instituição.

Sou um homem que escreve sobre heterodoxias, pouco ortodoxo e sem dogmatismos. Como o profeta Oséas, que em pleno século VIII a.C., fazendo duras críticas aos seus conterrâneos, não sou aquele de medir as palavras, e muitas vezes desço o sarrafo em ideias ou coisas nas quais não vejo sentido. 

Uso espaços das redes sociais e plataformas digitais, alimento blogs e faço constantes publicações de artigos principalmente de geografia política e geopolítica, são muito mais exercícios para sala de aula e para gerar links de acesso aos meus alunos e ao público em geral.

Meus textos são relaxados, apressados e não seguem rigores e nem correções gramaticais rigorosas, apenas os torno públicos, diante das facilidades midiáticas e seus corretores automáticos, não fosse isso, talvez seriam apenas manuscritos desconhecidos, em alguma escrivaninha ou gaveta empoeirada, relidos apenas por mim mesmo.

Gosto de me envolver em temas políticos e polêmicos, bem como, em pautas de costumes e em muitos casos, me sinto radical em defender opiniões de minorias, sem poupar críticas, nem mesmo de aliados, e estando na Academia, poderia ter que pensar duas ou três vezes, antes de escrever sobre o que penso e sinto.

Recebi uma notificação de que minha cadeira seria a 39, representada pelo eminente patrono Gilberto Vilar de Carvalho, confesso que tenho pouquíssimo conhecimento sobre as suas obras e assim me sinto pouco representativo nesse momento.

Queria muito agradecer a indicação e ao convite, mas não me sinto em condições pessoais e nem intelectuais para aproveitar tão rica oportunidade. Talvez seja pura insegurança, medo de não corresponder e nem honrar essa cadeira e essa congregação de ilustres escritores e artistas. Espero que entendam minha decisão e declaração de declínio do convite. 

Atenciosamente, Belarmino Mariano.