Por: Sérgio Gomes e Belarmino Mariano*
A chamada "taxa das blusinhas" não surgiu por acaso. A medida foi defendida por empresários, varejistas e representantes da indústria nacional que alertavam para a concorrência considerada desleal de produtos importados vendidos com pouca ou nenhuma tributação. O objetivo, segundo esses setores, era criar condições mais equilibradas para quem produz, emprega e paga impostos no Brasil.
Polos de confecção como Toritama, Santa Cruz do Capibaribe e Caruaru, em Pernambuco, além de fábricas instaladas no Ceará, em São Paulo e em diversos estados, vinham enfrentando forte pressão da concorrência internacional. Empresas nacionais afirmavam que milhares de empregos estavam ameaçados, enquanto produtos importados chegavam ao país com custos tributários menores.
Na avaliação de quem apoiou a medida, a tributação ajudou a fortalecer a indústria brasileira, protegendo empregos, incentivando a produção nacional e preservando importantes cadeias produtivas. Grandes redes varejistas e fabricantes defenderam regras mais equilibradas para que empresas brasileiras e estrangeiras competissem em condições semelhantes.
É importante reconhecer que há opiniões diferentes sobre o tema. Enquanto apoiadores afirmam que a medida protege a indústria e o emprego, críticos argumentam que ela aumentou os custos para os consumidores. O desafio do país continua sendo encontrar um equilíbrio entre fortalecer a produção nacional, preservar postos de trabalho e garantir preços acessíveis à população.
Valorizar quem produz no Brasil significa fortalecer a economia, incentivar investimentos e manter milhares de empregos que sustentam famílias em todas as regiões do país. Isso eles escondem, enquanto propagam mentira ou meias verdades, que confundem a mente de muitos idiotas.
Por outro lado, a grande mídia e os políticos da Direita e da extrema direita ficam promovendo desinformação e criando polêmicas, inclusive com fakes news, de que o governo Lula é um criador de impostos desnecessários e que prejudica a economia brasileira.
Escondem a histórica e importante Reforma Tributária feita no governo Lula e em processo de implantação. Ação em comum acordo com as diferentes legendas políticas, assim como foi a "taxa das blusinhas". Abafam a importante reforma do Imposto de Renda, que zerou o IR para quem ganha até 5 mil reais e reduziu para quem ganha até 7.500 reais, gerando um acréscimo significativo da renda dos trabalhadores assalariados.
Eles escondem que a tal "taxa das blusinhas" foi um pedido direto dos governadores e dos empresários para frear grandes concorrentes do mercado asiático. Também não dizem que a arrecadação do imposto da ordem de quase R$ 10 bilhões, vai diretamente para o apoio às exportações, quando Lula liberou novos aportes de crédito e criou o Sistema Brasileiro de Crédito Oficial à Exportação, além de destinar mais R$ 15 bilhões pelo Plano Brasil Soberano. Esses recursos focam em capital de giro, inovação e proteção contra barreiras tarifárias internacionais.
Eles escondem que o presidente zerou o impostos federais sobre a cesta básica e ampliou a cesta para dezenas de outros itens como carnes, peixes e hortefrutigrabgeiros. Mas muitos governadores não quiseram reduzir ou zerar estes impostos, então vários produtos continuam caros nos supermercados.
O mesmo ocorre com os combustíveis, diesel, gasolina, gás. O governo Lula reduziu e zerou várias alícuotas, enquanto os governadores em vários Estados governados pela Direita, mantiveram os impostos, inclusive abrindo precedentes para reajustes que prejudicam o povo. Mas culpam Lula prlas altas de preços, como se Lula fosse o empresário que estivesse explorando o trabalhador.
Eles só falam dos gastos das viagens de Lula, mas não destacam a grande abertura de mercados internacionais para os produtos brasileiros, além da atração de grandes marcas que estão instalando indústrias no Brasil, geralmente novas tecnologias, emprego, renda e dinamizando ainda mais o nosso país.
"BRASIL MAIS JUSTO"
Essa galera que vive tentando destruir a imagem do presidente Lula não explica a nova Medida Provisória (MP), que reduz e até zera o imposto da chamada “taxa das blusinhas”, para as pessoas mais humildes.
A nova Medida Provisória publicada em edição extra do DOU, alterou o Decreto-Lei nº 1.804/1980 e autorizou o Ministério da Fazenda a ajustar as alíquotas do imposto de importação aplicadas às compras internacionais realizadas por pessoas físicas. A MP autoriza redução a zero do imposto de importação para compras internacionais de até US$ 50.
O anúncio da retirada dos impostos foi realizado no Palácio do Planalto, em maio de 2026. Durante a assinatura dos atos, a ministra da Casa Civil, Miriam Belchior, afirmou que a medida foi amplamente analisada pelo governo e destacou que, apesar do apelido “taxa das blusinhas”, as compras abrangem não apenas roupas, mas diversos produtos de baixo valor adquiridos pela população.
O secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Rogério Ceron, explicou que as medidas beneficiarão principalmente a população de menor renda, que utiliza essas plataformas para adquirir produtos importantes para o dia a dia. “É um avanço importante que só foi possível depois de outro avanço muito significativo no combate ao contrabando, que era uma marca presente neste setor. E esse contrabando foi praticamente eliminado”, afirmou.
Já o ministro do Planejamento, Bruno Moretti, destacou que a MP se soma a outras medidas adotadas pelo Governo Federal para melhorar o perfil da tributação brasileira, citando como exemplo as mudanças na cobrança do Imposto de Renda para as faixas de maior renda. “Os números mostram que a maior parte das compras é de pequeno valor. Então, o que o senhor está fazendo, presidente, é retirar impostos federais do consumo popular, das pessoas mais pobres”, declarou.
*Por: Sérgio Gomes - Historiador
*Por: Belarmino Mariano- Geógrafo
Foto : Wallson Breno/PR.
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